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Emplacements Coaches

Dans le document Be3 Règlement sportif 2022 (Page 27-0)

12. TRIATHLON/DUATHLON LONG DISTANCE

12.3. Emplacements Coaches

Produção de arroz em toneladas – Matopiba – 2000 - 2016

23A...23B

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

Porém nem todas as culturas apresentaram expansão de área no Matopiba. A rizicultura, produção de arroz, é um cultivo que apresentou redução de área, assim como o volume total produzido. Os mapas 23A e 23B mostram como a produção de arroz se espalhava em 2000, abrangendo diversas localidades do Maranhão, centro e oeste do Tocantins, sudoeste do Piauí e alguns municípios da Bahia. O quadro alterou significativamente em 2016, com a produção maior somente no oeste do Tocantins e alguns poucos municípios no Maranhão e Piauí.

Até por volta de 2010 a produção de arroz se distribuía fortemente pelos estados do Tocantins e Maranhão, porém neste último estado houve a redução da produção de arroz que foi sendo ocupada pela produção de soja. A produção em 2000, que foi de 945 mil toneladas, caiu para 824 mil toneladas em 2016, com redução de área de 578 mil hectares para 285 mil hectares, o que não se trata de todo ruim, visto que a produção

reduziu levemente com redução de 51% na área, ou seja, a produtividade do arroz cresceu na região.

Os municípios com tradição no cultivo, desde os idos deste processo são Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão, no oeste do Tocantins, com 16,5% do volume produzido em 2000 e 53,4% do total produzido no Matopiba, em 2016, ou seja, houve forte concentração da produção em dois municípios, devido a mudanças no processo produtivo e forma de gestão do negócio.

O Tocantins, desde sua criação, em 1989 figura entre os cinco maiores estados produtores de arroz no Brasil, sendo atualmente o maior produtor na região Norte. Seu cultivo ocorre pelo sistema de inundação, sendo o cultivo restrito às várzeas do vale dos rios Tocantins e Araguaia, que são inundáveis por elevação do lençol freático, acúmulo de água das chuvas durante a estação chuvosa e bombeamento de águas dos afluentes desses rios. O total correspondente a produção irrigada por inundação foi de 83% do total da área plantada no estado. (Fragoso, 2013)

Na região de Formoso do Araguaia localiza-se o projeto Rio Formoso, implantado entre 1979 e 1982, com área sistematizada de 33 mil hectares é considerado marco no aproveitamento de várzeas, porém com grande conflito no uso de águas para irrigação. Apenas dois municípios são responsáveis por 75% da produção total do Tocantins, porém Lagoa da Confusão vem expandindo e Formoso do Araguaia reduzindo. (Fragoso, 2013)

O sistema de sequeiro e o irrigado são estratégicos para o estado e apresentam focos e públicos distintos. O arroz de terras altas está em declínio em área plantada, porém teve grande contribuição na abertura de áreas e formação de pastagens em décadas passadas (Capítulo 1), além de ser cultivado deste modo em todos os municípios do Tocantins por agricultores familiares (questão de segurança alimentar).

O estudo de Fragoso (2013) corrobora a informação supracitada de que houve redução de área na produção de arroz, porém com aumento de produção. Esse movimento foi em todo o Brasil com o arroz, que teve redução de área, em razão de maior oferta do produto e queda de preço. Fator derivado de ganho de produtividade da cultura do arroz nas duas formas de plantio. (Fragoso, 2013)

O processo de introdução do arroz no Tocantins se deu a partir dos anos 1980 através do movimento de cooperativas e empresas agropecuárias instaladas na região de Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão, como Companhia Brasileira de Agropecuária – COBRAPE, COOPERFORMOSO, COOPERGRAN, COOPERJAVA.

Além disso, foram instaladas unidades de beneficiamento e produção para dar apoio a produção regional, além de ouras empresas do setor industrial e do comércio de cereais situadas em Alvorada, Cariri, Gurupi, Paraíso e Guaraí, as margens da BR 153 (Belém- Brasília), e Palmas.

Do total produzido no Tocantins, 30% é comercializado em casca diretamente pelos produtores para cerealistas dos estados de Goiás, Bahia e Ceará. Os 70% restantes são comercializados com as indústrias de beneficiamento do próprio estado. Fragoso (2013) relata que o parque industrial arrozeiro há anos enfrenta problema de falta de matéria-prima, operando com metade da capacidade instalada.

A produção na safra 2011/12 o Tocantins produziu 309 toneladas de arroz beneficiado, com consumo interno de 77 toneladas e excedente de 232 toneladas, as quais se destinaram para o abastecimento das Regiões Norte e Nordeste (Pará, Piauí e Maranhão). Além de Goiás comprar arroz com casca e beneficiar. A vantagem da produção tocantinense em relação a região Sul, está no menor frete, uma vez que a produtividade no sul é maior. Apesar de haver capacidade ociosa na indústria, mas o que ocorre é que esse excedente acontece em momento de safra. Deste modo, fora da safra recorre-se a importação de arroz do sul e até mesmo do Uruguai. Uma opção para estes produtores são os programas de aquisição do Governo Federal.

Outro cultivo de grande importância para alimentação da população brasileira é o feijão, que no ano de 2016 ocupava 3,46% da área plantada de grãos no Matopiba, somente maior que a produção de sorgo. Proporcionalmente, não houve grande redução em relação a 2000, quando o feijão representava 5,61% da área plantada do Matopiba. Ao contrário da produção de arroz, o feijão apesar do avanço das commodities, conseguiu ampliar a área, de 135 mil hectares para 196,9 mil hectares, entre 2000 e 2016, ou seja, aumento de 45,8%. A produção também aumentou em 76,5%, chegando a 171,4 mil toneladas, presente por quase todo o Matopiba (285 municípios notificaram a produção de feijão em 2016).

Os mapas 24A e 24B detalham a distribuição da produção pela região estudada, com a intensificação da produção de feijão em dois municípios tradicionais na produção de soja e outras commodities, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, na Bahia, que juntos responderam por 45% da produção total do Matopiba em 2016.

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