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Aperçu des sanctions pour drafting & blocking

Dans le document Be3 Règlement sportif 2022 (Page 21-0)

5. COMPORTEMENT DURANT LA PARTIE VELO

5.6. Aperçu des sanctions pour drafting & blocking

Valor adicionado bruto serviços incluso administração pública, defesa, educação, saúde pública e seguridade social – Matopiba – 2002 – 2016

18A...18B

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

O setor de serviços abarca uma enorme quantidade de atividades correlatas à agricultura, como revendas de insumos, como defensivos, fertilizantes, maquinários, além de assistência técnica e extensão rural, educação e pesquisa, entre outras atividades diretamente relacionadas. Também há serviços que surgem decorrente do avanço da agropecuária, para atender a classe de trabalhadores que migra e/ou se forma nessas localidades, como professores, médicos, dentistas, advogados, entre tantos outros serviços, como hotelaria, restaurantes, lazer, etc.

O VAB serviços no Matopiba apresentou aumento, tanto com os recursos destinados à administração pública, como o volume de riqueza gerado pelo setor de serviços estrito. O VAB serviços saltou de 61,6%, em 2000, para 66,1%, em 2010, e 70,5%, em 2016. No último ano analisado (Mapa 19B) a participação da administração pública foi de 41,9%, enquanto os serviços foram de 28,7%. Entretanto, essa distribuição não é uniforme pelo Matopiba, com participação do VAB serviços mais intensamente no nordeste do Maranhão, bem como no oeste do Tocantins, fazendo divisa com o Maranhão.

Para entender quais atividades produtivas têm contribuído para o crescimento dos PIB setoriais, cabe averiguar detalhadamente a agropecuária, indústria e serviços no Matopiba, a fim de saber quais vetores tem liderado esse processo.

3.3. Agricultura

A agricultura na região do Matopiba está concentrada em lavouras temporárias, como os principais grãos: algodão herbáceo, arroz, feijão, milho, soja e sorgo, além de cana-de-açúcar e mandioca. Porém não há homogeneidade nesta distribuição, ou seja, os 337 municípios do Matopiba não são todos produtores dos principais grãos destinados especialmente ao mercado externo. Muitos municípios ainda se dedicam a agricultura familiar, com produção de mandioca, frutas, castanhas, entre outros produtos, além de extrativismo, como eucalipto no oeste da Bahia e Maranhão. Além da pecuária, por todo o Matopiba, porém em estágios distintos, como se verá na presente seção.

A produção de grãos, no ano de 201647, foi de 16,5 milhões de toneladas, no Matopiba, mostrando crescimento de 241,1%, entre os anos 2000 e 2016. Essa produção se deu sobre 5,7 milhões de hectares, que também expandiu ao longo do período em 135,9%. Observa-se que os aumentos não são proporcionais, ou seja, enquanto a quantidade produzida cresceu quase 2,5 vezes, a área pouco mais que dobrou, mostrando ter havido ganhos de produtividade na região.

Se comparado ao ano 1990, o crescimento foi ainda mais intenso, época em que a produção ainda se localizava quase exclusivamente no oeste da Bahia. Entre as duas décadas e meia houve crescimento de 692% na quantidade produzida, bem como expansão de 201% na área plantada (Gráfico 3).

47Todos os anos analisados aqui são resultados de médias trienais, com objetivo de eliminar efeitos climáticos que

podem reduzir a produção em determinado ano. Como exemplo, quando se fala 2016, a análise se refere à média dos anos 2015, 2016 e 2017.

GRÁFICO 3

Área plantada e Quantidade produzida de grãos no Matopiba– 1990 - 2016

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

A tabela 4 mostra os maiores produtores municipais dos principais grãos no Matopiba, com suas respectivas produções totais, para o ano de 2016. São Desidério, no oeste baiano, é atualmente o maior produtor total, com 1,97 milhão de toneladas, respondendo por 11,9% do total da produção do Matopiba para o referido ano, seguido de Formosa do Rio Preto, Correntina e Barreiras, todos localizados na Bahia, que respondeu por 42,8% da produção total de grãos do Matopiba, em 2016.

Esse dinamismo vem dos idos dos anos 1990, como explicado no Capítulo 1, relatando que o pioneirismo levou ao expressivo crescimento agrícola, a princípio focado na produção de algodão e gradativamente na produção de grãos, como soja e milho. Derivado do uso de novas tecnologias no processo produtivo, como mecanização e irrigação, além de insumos que controlam pragas e aumenta a produtividade, o que somado às condições edafoclimáticas, permitiram o desenvolvimento deste tipo de agricultura (Pimenta et al, 2017).

O que se viu após essa ocupação em determinadas cidades foi o desdobramento da dinâmica do processo de modernização agropecuária e agroindustrial, com crescimento da urbanização, inchaço das cidades percursoras do processo, transformando pequenos espaços em polos regionais e formando novos núcleos urbanos, sempre segundo as extensões das áreas de lavoura.

0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000 16.000.000 18.000.000 1990 2000 2004 2007 2010 2013 2016

Quantidade produzida Área plantada

(em he ct ar es ) (em t onel ada s)

TABELA 4

Maiores municípios em quantidade de grãos produzidos – Matopiba - 2016

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

O Tocantins foi o segundo estado com maior produção, 22% do total, com os municípios Lagoa da Confusão, Campos Lindos, Formoso do Araguaia e Porto Nacional com produção expressiva dentre os vinte maiores municípios produtores de grãos. Historicamente os maiores produtores de grãos do Tocantins, com destaque na rizicultura, se localizam no oeste do estado, entretanto, o avanço da agricultura oriunda do oeste da Bahia não somente abrangeu o sudoeste do Piauí e sul do Maranhão, como também o leste do Tocantins, com Campos Lindos figurando como grande produtor, localizado próximo ao município de Balsas (MA). Outro município que vem recebendo espraiamento da produção é Mateiros (TO), divisa com Formosa do Rio Preto (BA), o segundo maior produtor de grãos no Matopiba.

O mapa 19B apresenta a distribuição por faixa de produção total de grãos, ratificando as informações acima, com os dois municípios com produção superior a um milhão de toneladas no oeste baiano, ladeados ao norte e sul por diversos municípios com produção superior a 100 mil toneladas. O sul do Maranhão abrange diversos municípios com mais de 100 mil toneladas, com destaque para Balsas, Tasso Fragoso,

UF Município Algodão

herbáceo Arroz Feijão Milho Soja Sorgo Total

BA São Desidério 372.229 624 30.002 430.027 1.107.123 30.476 1.970.480

BA Formosa do Rio Preto 153.120 893 4.346 224.805 1.089.044 5.112 1.477.320

BA Correntina 105.787 115 2.267 264.371 514.033 1.404 887.977

BA Barreiras 98.716 545 25.782 142.040 499.061 13.409 779.554

MA Balsas 36.171 2.068 4.978 288.734 413.816 13.743 759.510

BA Luís Eduardo Magalhães 64.331 288 22.378 145.811 461.920 24.815 719.542

PI Baixa Grande do Ribeiro 5.171 10.528 1.593 202.911 394.722 3.678 618.603

PI Uruçuí 8.900 8.001 2.221 301.513 270.267 7.226 598.127

MA Tasso Fragoso 36.950 896 276 162.064 360.588 12.373 573.147

BA Riachão das Neves 105.233 594 3.657 104.685 344.037 558.207

TO Lagoa da Confusão 288.046 2.775 15.486 118.125 676 425.107 TO Campos Lindos 4.817 888 171.357 182.613 3.400 363.075 BA Jaborandi 39.277 484 2.611 95.458 205.405 1.784 345.018 PI Ribeiro Gonçalves 599 209 85.167 199.312 8.370 293.657 PI Bom Jesus 746 3.148 89.571 129.913 2.250 225.627 TO Formoso do Araguaia 152.515 480 2.933 60.963 216.892 MA Sambaíba 1.431 688 39.907 126.613 8.989 177.628 MA Riachão 1.498 968 59.541 107.318 3.743 173.068 MA Alto Parnaíba 7.488 925 887 56.258 103.509 3.460 172.528 TO Porto Nacional 87 48.923 110.339 4.645 163.994 Outros 60.973 349.195 61.169 1.394.859 3.075.005 79.084 5.020.283 Total 1.094.345 824.808 171.408 4.326.422 9.873.726 228.636 16.519.345

Sambaíba, Riachão, Alto Parnaíba, entre outros, colocando o Maranhão como responsável por 19,9% do total produzido em toneladas no Matopiba.

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