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Calcul des points après l’épreuve - teamranking

Dans le document Be3 Règlement sportif 2022 (Page 55-0)

Annexe I: TRIATHLON VLAANDEREN

I.1 Team Triathlon Series

I.1.6. Calcul des points après l’épreuve - teamranking

Há rebanho bovino por toda a região, bem como de caprinos e ovinos, suínos e aves. O que se observa é a existência de alguns polos produtivos que conectam a

51 https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2018/10/21/cultivo-de-trigo-avanca-no-calor-do-

produção com a indústria, como no oeste baiano, região que vem constituindo uma bacia leiteira, fruto de investimento estrangeiro e incentivos públicos.

O rebanho de bovinos no Matopiba somou 16,3 milhões de cabeças em 2016, ante 10,7 milhões em 2000. Considera-se volume expressivo, visto que o rebanho brasileiro foi de 218 milhões de cabeças, ou seja, 7,4% do total do Brasil em 2016. A maioria está no estado do Tocantins (52,9%), no oeste e sul do estado. O centro do Maranhão e a região de Açailândia concentram o segundo maior rebanho de bovinos (33%). O oeste baiano, apesar de contribuir com 11% do rebanho bovino, tem recebidos grandes investimentos para atração de empresas de laticínios.

MAPA 27

Rebanho de bovinos e Rebanho de caprinos e ovinos - 2016

27A 27B

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

Esse movimento vem sendo observado com mais intensidade do município de Jaborandi, na Bahia, que recebeu uma fábrica da empresa estrangeira Leitíssimo.

O rebanho de caprinos e ovinos também se faz presente na região, visto que esses animais possuem grande adaptação a lugares secos e com baixa umidade. No Brasil em 2016 havia 28 milhões de cabeças, principalmente em regiões áridas, como o sertão nordestino. No Matopiba foram informados 931 mil cabeças de ovinos e

caprinos, sendo que a grande maioria se encontrava no Maranhão, 56,8% do total, maiormente no norte do estado, região que apresenta os indicadores mais sensíveis da região e, como se verá na estrutura fundiária, região com grande concentração de minifúndios.

A existência de rebanhos no norte do Maranhão poderia ser articulada juntamente a políticas públicas para dar renda e gerar trabalho para as pessoas a margem do processo produtivo da agricultura de larga escala do Matopiba. Projetos desta natureza já existem e apenas precisam ser pensados dentro do Plano de Desenvolvimento do Matopiba (PDA) para que o “desenvolvimento” não se restrinja a algumas localidades apenas.

No oeste da Bahia, Barreiras apesentou também mais de 15 mil cabeças de ovinos e caprinos, relacionado à existência de muitos minifúndios na região.

Também se observa no Matopiba rebanhos de bubalinos (búfalos) pelo Maranhão e Tocantins, em que o primeiro deteve 59,2% do total da região em 2016. O total no Matopiba (18 mil cabeças) é irrisório frente ao rebanho nacional de 1,3 milhões de cabeças. Por sua vez, há suínos por todo o Matopiba, totalizando 1,4 milhão de cabeças, também em grande maioria no Maranhão (63,6%), no norte do estado.

Considerando o Matopiba possuir 7,4% do rebanho nacional de bovinos, sua produção leiteira é bem abaixo do esperado. Apenas 2,3% da produção nacional é originada nas porções dos estados pertencentes ao Matopiba, com grande potencial de crescimento, dado o rebanho existente. E não somente derivado de bovinos, mas também de caprinos, que poderia ser estimulada na região para gerar renda a pessoas mais vulneráveis (Mapa 27A)

Os maiores produtores de leite são Açailândia (MA), com 47 milhões de litros produzidos em 2016, que também possui alguns municípios proeminentes na produção em seu entorno. O segundo maior produtor de leite é Jaborandi (BA), no oeste do estado, que possui a fábrica da Leitissimo, desde 2016. O oeste do Tocantins também apresenta alguns municípios com produção superior a 5 milhões de litros produzidos em 2016.

Outro produto de origem animal é o mel de abelha, que pode também ter grande potencial de incluir pequenos produtores do Matopiba. Pelo mapa 28B observa-se que há baixa produção, visto que o Brasil produziu 39 mil toneladas em 2016 e o Matopiba apenas 335 toneladas. O maior produtor de mel do Matopiba é Serra do Ramalho, no oeste da Bahia, com 150 toneladas, ou seja, 44,8% da produção total da região. A

existência deste polo produtor de mel se deve a políticas públicas, com implantação de unidades de beneficiamento de mel.

MAPA 28

Produção de leite (em mil litros) e mel de abelha (em kg) - 2016

28A 28B

Fonte: SIDRA-IBGE – elaboração própria

Vem sendo produzido em larga escala em uma área específica do Matopiba eucalipto, para usos variados, como carvão vegetal, lenha, madeira para papel e celulose, entre outros fins, o que segundo Marques (2015) é mais uma atividade predatória e de expropriação da terra sem gerar valor agregado que ocorre no Matopiba. Precisamente na região de Imperatriz, no oeste do Maranhão a produção de eucalipto que praticamente não existia em até meados de 2010, atualmente já notifica a produção de 1 milhão de m³ apenas de madeira de eucalipto para produção de papel e celulose, o maior fim para este tipo de produto.

MAPA 29

Cultivo de eucalipto – produção de madeira para papel e celulose e outros fins – Matopiba - 2016

Fonte: Produção da extração vegetal e da silvicultura – SIDRA-IBGE

Os maiores produtores são Açailândia, com 516 mil m³, seguido de Imperatriz, com 250 mil m³. Os valores são mínimos frente à produção brasileira, que foi de 95 milhões m³ em 2016, segundo dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (IBGE). A Bahia é um grande produtor, porém seu polo de produção de papel e celulose se localiza na região sul da Bahia, bem distante do incipiente polo do Matopiba.

Este tipo de extrativismo é apenas mais um exemplo que corrobora para a necessidade de pensar que tipo de exploração se dará nestas terras e se é possível pensar em um projeto de desenvolvimento articulado com as instituições locais visando a inserção da população local neste processo.

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