6 Dispositifs hybrides et apprentissage
6.1 Cadre conceptuel
6.3.1 Effets perçus par les enseignants sur l’apprentissage
6.3.1.4 Effets sur les interactions
Empresas são sistemas altamente complexos que necessitam ser compreendidos e controlados de forma eficiente e eficaz. A disponibilidade de uma imagem confiável deste sistema auxilia a sua compreensão. Esta imagem é criada a partir da obtenção de modelos, os quais constituem uma representação simplificada do sistema real.
Beuren (1998) afirma que
a partir da escolha de um grupo de variáveis e uma especificação de suas inter-relações, projetadas para representar um processo ou sistema real, total ou parcialmente, um modelo é a descrição do funcionamento de um sistema, representando uma construção em particular, utilizando-se da teoria, o qual lhe serve como suporte conceitual.
Segundo Scheer (1998) a utilização de modelos para a descrição de fenômenos empresariais pode servir para:
obter uma maior compreensão da empresa;
adquirir e registrar conhecimento para uso posterior; racionalizar e garantir o fluxo de informações;
projetar e especificar uma parte da empresa;
analisar de partes ou aspectos específicos da empresa; simular o funcionamento da empresa;
auxiliar a tomada de decisões sobre operações e a organização da empresa e
auxiliar o desenvolvimento e implantação de soluções de forma integrada; Em geral, segundo Vernadat (1996), podemos definir como sendo obje- tivos da modelagem:
prover um melhor entendimento e uma representação comum da empresa;
dar suporte a projetos de estruturação e mudanças dentro da empresa; gerar modelos para controlar, coordenar e monitorar as operações da
empresa.
Modelos constituem, portanto, uma representação simplificada de deter- minada realidade, possibilitando o entendimento e viabilizando urna série de atividades, desde uma simples padronização de procedimentos à uma análise mais detalhada para o planejamento de futuras melhorias.
As diversas técnicas de modelagem existentes se fundamentam em alguns princípios básicos que determinam a sua efetividade. Vernadat (1996) estabeleceu os seguintes princípios:
1. Divisão conceitual: sendo altamente complexo e desnecessário, o processo de modelagem de uma empresa como um todo, a técnica de modelagem deve permitir a representação de apenas algumas partes de interesse, deve ser possível abordar áreas e domínios específicos, de acordo com o propósito estabelecido.
2. Decomposição funcional: segundo este princípio a técnica de modelagem de empresa deve permitir o mapeamento hierárquico de todas as funções da empresa, começando da definição de funções mais genéricas, decompondo-as num
3. conjunto de sub-funções até a descrição de funções mais detalhadas. 4. Modularidade: para reduzir a complexidade, facilitando o gerenciamento
de alterações, a manipulação e construção dos modelos, é interessante que a técnica de modelagem permita a definição de módulos que possam ser combinados e utilizados em projetos de modelagem futuros. 5. Generalização: segundo este princípio a técnica de modelagem deve
possibilitar a criação de classes que agrupem os diversos elementos segundo propriedades semelhantes. Assim uma propriedade definida para uma classe é transferida para todos, tendo em vista que muitos elementos,apesardediferentespodem possuir as mesmas propriedades. 6. Reutilização: visando reduzir os esforços de modelagem, a técnica
deve permitir que os modelos possam ser construídos a partir de partes pré-definidas ou modelos parciais.
7. Separação entre comportamento e funcionalidade: uma técnica de modelagem deve garantir a separação entre as funcionalidades, ou seja, o que a empresa faz, do comportamento, ou seja, o como ela faz. Esta separação proporciona que modificações sejam realizadas em um ou outro aspecto sem que haja impacto no outro e vice-versa. 8. Separação entre processos e recursos: similar ao item anterior, a
técnica de modelagem deve permitir a separação entre processos, no sentido do que deve ser realizado, dos recursos, que podem ser bens materiais ou informações necessárias à realização do processo. 9. Conformidade: este princípio diz respeito a sintaxe e semântica de
devem permitir uma sintaxe e semântica claras, consistentes, não redundantes e capazes de lidar com o domínio de aplicação do modelo em questão.
10. Visualização: a técnica de modelagem deve proporcionar também uma linguagem de representação gráfica de fácil comunicação e entendimento.
11. Simplicidade x. adequação: por um lado podemos ter uma técnica que seja muito simples e não consiga lidar com aspectos mais complexos, e por outro, podemos ter uma técnica mais elaborada, porém que exigirá mais esforço para ser aprendida e utilizada, o ideal é que haja um balanceamento entre simplicidade e adequação.
12. Gerenciamento da complexidade: qualquer técnica de modelagem 13. deve ser capaz de lidar com sistemas de alto grau de complexidade,
pois os sistemas organizacionais são complexos por natureza, e para casos mais simples o próprio bom senso e linguagem comum podem substituir a modelagem.
14. Rigor de representação: o modelo não dever ser ambíguo e muito menos redundante, deve permitir a verificação de propriedades, análises e até mesmo simulações, para isso é importante que a técnica garanta consistência e rigor sobre o que está sendo modelado.
15. Separação entre dados e controles: essa separação se faz necessária para que possamos distinguir o tipo de informação que é utilizado por determinada função e as que controlam a sua execução. Determinadas funções não são iniciadas só por terem os dados disponíveis, deve existir alguma informação que dispare o processo. Logo, tanto os dados como os controles devem ser modelados.
Pode-se observar que as técnicas existentes hoje para modelagem de processos ainda estão mais voltadas para representação e comunicação, e que as
tendências agora são no sentido de se estabelecer regras cada vez mais apropriadas para análises dos processos. O desafio agora é combinar técnicas de representação com técnicas de análise a fim de se extrair maiores benefícios de ambas.