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À 2.5 dpc, les facteurs de la transcription ribosomale sont localisés à la surface des

Chapitre 4: Analyse de la localisation des facteurs de la transcription ribosomale au sein de

4.4 Résultats

4.4.1 À 2.5 dpc, les facteurs de la transcription ribosomale sont localisés à la surface des

Os estudos conduzidos envolvendo avaliações sobre aspectos bioquímicos em

Eucalyptus cultivados in vitro são raros. Destes, a maioria visa a compreensão de questões

relacionadas ao estresse em plantas observando, principalmente, variações dos teores de carboidratos, proteínas e prolina.

As relações que ocorrem entre os teores de carbono e um nutriente específico podem indicar se uma deficiência nutricional está limitando o crescimento da planta. O crescimento limitado indica que o excesso de carbono foi afastado da produção de metabólicos secundários constituídos de carbono (HAKULINEN, 1998). Enquanto, a síntese de proteínas requer uma demanda por aminoácidos, um alto suprimento por energia e por nutriente. Na sua ausência, os mecanismos de crescimento e de manutenção dos órgãos cessam, restringindo diretamente a taxa de crescimento das plantas (PORTER; LAWLOR, 1991). O acúmulo de prolina em células vegetais, resultado do aumento na via de glutamato ou da ornitina (LEHNINGER, 1995), submetidas a estresse hídrico, tem sido sugerida como um mecanismo de ajuste osmótico (DELAUNEY; VERMA, 1993). Entretanto, alguns autores sugerem outras funções para o acúmulo de prolina, como: estabilizador de estruturas sub-celulares (SCHOBERT; TSCHESCHE, 1978); sequestrante de radicais livres (SARADHI et al., 1995); depósito de energia (HARE; CRESS, 1997); componente da cascata de sinalização molecular do estresse (WERNER; FINKELSTEIN, 1995) e constituinte principal de proteínas da parede celular de plantas (NANJO et al., 1999). Enquanto, vários trabalhos indicam uma alta correlação entre o acúmulo de prolina e o aumento da tolerância à seca, outros sugerem que o acúmulo é simplesmente um efeito do estresse (DELAUNEY; VERMA, 1993; MADAN et al., 1995).

Culturas de brotações de Eucalyptus microcorys foram condicionadas em um aumento gradativo de NaCl (de 50,0 mmol L-1 para 150,0 mmol L-1) em meio de cultura MS durante 12 meses consecutivos. Houve inibição do crescimento durante o período adaptativo, sendo este recuperado com o tempo. Durante a adaptação salina, houve redução de pigmentos fotossintéticos menos para feofitina b. Adicionalmente, foram observadas elevações dos níveis de prolina, glicinabetaine, sacarose e glucose. O processo adaptativo era acompanhado por elevação dos níveis de sódio e cloro, como também, da redução de potássio. Crescimento e pigmentos foram

reduzidos em brotações tolerantes à salinidade (150,0 mmol L-1 NaCl) apresentando níveis elevados apenas de prolina, sacarose e glucose (CHEN; KEIPER; FILIPPIS, 1998).

Trevisam (2001) ao analisar calos de Eucalyptus urophylla in vitro verificou que o boro interfere na quantificação de proteínas solúveis totais. Na concentração de 50,0 µmol L-1 de boro, houve melhor resposta para crescimento de calos. Houve aumento e redução de proteínas solúveis em culturas de calos em concentrações inferiores e superiores a 50,0 µmol L-1, respectivamente. Nos tratamentos com excesso ou toxidez de boro, observou-se o dobro da concentração de prolina quando comparado aos outros tratamentos. O teor de carboidratos solúveis totais foi significativo apenas na maior concentração de boro (200 µmol L-1).

Em outro estudo, Trevisam (2005) constatou que as interações entre diferentes concentrações de boro e cálcio influenciaram o desenvolvimento de calos de Eucalyptus

urophylla cultivados in vitro quanto à morfologia externa e interna, acúmulo de carboidratos

solúveis totais, proteínas solúveis totais e prolina; essas respostas também sofreram interferência do período de cultivo.

Arruda et al. (2001) verificaram a influência do cálcio em quantificações de proteínas solúveis totais. A análise demonstrou que concentrações crescentes de cálcio determinaram aumentos nas concentrações de proteínas solúveis totais em calos de Eucalyptus urophylla.

Stefanuto (2002) avaliou diferentes concentrações de cálcio na homeostase em brotações de um clone de Eucalyptus grandis cultivadas in vitro submetidas à deficiência hídrica. O crescimento relativo não sofreu alterações. Foi observado aumento do conteúdo de prolina, aminoácidos e açúcares solúveis. Aminoácidos solúveis e açúcares solúveis foram mais sensíveis à detecção do estresse hídrico induzido em relação às avaliações histológicas. O cálcio (2,5 mmol L-1) atuou como atenuador nos danos causados pelo estresse hídrico e na tolerância à deficiência hídrica.

Diferentes concentrações de cálcio na homeostase de brotações de Eucalyptus grandis cultivadas in vitro submetidas a diferentes temperaturas foram estudadas por Cantarelli (2002). O cálcio influenciou na resposta da planta à variação de temperatura, contribuindo para a manutenção da homeostase; baixas temperaturas exigiram maiores concentrações de cálcio, enquanto altas temperaturas requereram menores concentrações de cálcio. Houve diferença entre os teores de prolina em função da concentração de cálcio.

Souza; Cardoso; Gonçalves (2002) avaliaram os efeitos da salinidade e da diluição do meio de cultura em plântulas de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla cultivados in vitro. A massa seca não foi significativa, todavia, as concentrações de açúcares totais e de prolina apresentaram maiores diferenças entre os tratamentos relacionados com a salinidade. Em relação ao controle, as plântulas desenvolvidas em meio de cultura, diluído, tenderam a reduzir as concentrações de açúcares solúveis e de prolina.

O efeito do alumínio na fisiologia e bioquímica em brotações de Eucalyptus grandis x

Eucalyptus urophylla cultivadas in vitro foi avaliado por Basso et al. (2003). A adição de

AlCl3.6H2O ao meio de cultura Gonçalves (1980) modificado afetou a disponibilidade de cálcio,

fósforo e potássio, reduzindo a absorção, contribuindo para maior atividade de fosfatase ácida, acúmulo de poliaminas e a redução da concentração de proteínas totais.

A importância do conceito hierárquico de estresse de plantas foi discutida por Souza e Cardoso (2003). Estudando plântulas de Eucalyptus grandis cultivadas in vitro, os autores observaram que as variáveis macroscópicas (crescimento baseado em altura da plântula e massa seca) foram mais sensíveis à deficiência hídrica quando comparadas às variáveis microscópicas (bioquímicas relacionadas com proteínas solúveis, açúcares totais e prolina). Tal resposta sugere que os níveis hierárquicos mais altos (macroscópicos) sofreram uma maior restrição aos estresses que os níveis mais baixos (microscópicos).

Souza; Cardoso; Gonçalves (2004) obtiveram respostas às mudanças de temperatura em brotações aclimatadas e não aclimatadas de Eucalyptus grandis cultivadas in vitro em meio de cultura JADS considerando alterações no nível de prolina e proteínas solúveis totais. Temperatura baixa elevou nível de prolina que se manteve alto após o período de recuperação. Brotações submetidas à temperatura alta foram capazes de recuperar-se dos choques após o período de recuperação.

Avaliações bioquímicas na multiplicação de brotações de Eucalyptus grandis cultivadas em meios de cultura com omissão seletiva de macronutrientes e micronutrientes mostraram que menores teores de proteínas solúveis totais foram encontrados em meios de cultura com a omissão de nitrogênio, fósforo, cálcio e enxofre; enquanto para carboidratos solúveis não- estruturais totais, menores teores foram observados na omissão de cobre, manganês e potássio; na omissão de zinco, houve maior acúmulo de prolina seguida da omissão de magnésio diferenciando significativamente do controle (HIGASHI; GONÇALVES, 2006).