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2.4 Exp´ eriences de r´ etrodiffusion coh´ erente dynamique

2.4.2 Influence des param` etres exp´ erimentaux

2.4.2.2 Directivit´ e des transducteurs

Verificou-se que a teoria de Equilíbrio Pontuado explica o comportamento das políticas institucionais. Existem resistências internas de segmentos das próprias instituições que, a mais de 15 anos, entendem como desnecessários ou não prioritários os investimentos para as unidades de resposta, mas ocorrem eventos externos que provocam uma alteração no ponto de equilíbrio, favorecendo a ocorrência de um investimento de equipamentos, treinamentos, evolução de procedimentos, entre outros.

Se aplicar o Modelo de Fluxos Múltiplos para compreender o processo de construção de uma política pública para resposta às ameaças QBRNE no Brasil, percebe-se que o fluxo que falta exercer pressão é o da política. Aparentando haver uma falta de vontade política ou uma incompreensão da relevância do tema, devido à falta de capacitação técnica, por parte da cúpula do Poder Executivo, abrindo um campo de pesquisa a ser explorado, para melhor compreender as ações ou omissões dos governantes, referentes ao tema.

Recentemente, está sendo noticiada uma batalha pelo poder entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Justiça, poder referente à coordenação de segurança aplicada aos grandes eventos a serem sediados pelo Brasil nos próximos anos. Quem detém a coordenação acaba tendo o controle do orçamento de segurança para estes eventos, o qual é na ordem de 1,1 bilhões (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2012b). Atualmente a coordenação é realizada pela Sesge (BRASIL, 2011a).

É leviano e irresponsável, a menos de um ano da Copa das Confederações da Fifa de 2013 e menos de dois anos da Copa do Mundo da Fifa de 2014, haver uma alteração da coordenação. Por um lado, os militares alegam a possibilidade de greves a serem realizadas pelos policiais durante os eventos, por outro, as forças policiais alegam a falta de integração adequada e o não repasse de recursos federais quando o comando está com a Defesa.

Nessa disputa, a única certeza de prejuízo é o da segurança dos eventos e da população, pois nenhuma das Forças, Policiais ou Armadas, sozinha, é suficiente para atender um evento de atentado QBRNE. Prova disso é que mesmo o mais bem equipado exército do mundo e as

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unidades policiais dos Estados Unidos precisam operar integradas ao NRF para fazer frente às grandes ameaças enfrentadas por aquele país.

O interessante neste quadro é que as equipes que efetivamente atuam no teatro de operações estão compartilhando conhecimento e conseguem atuar integradas, ou seja: passam ao largo da disputa de poder, gerenciando e ajustando em campo as diferenças institucionais.

Sem a elaboração de uma política pública para resposta às ameaças QBRNE, fica improvável que o Brasil consiga atender de maneira adequada a um ataque desta natureza, pois são poucas equipes de contramedidas, faltam equipamentos, faltam protocolos de atuação conjunta, a rede hospitalar e o Samu não são preparados para atender os feridos, bem como vive-se um quadro de falta de leitos hospitalares e as ações de inteligência, detecção e prevenção ainda são muito limitadas. Somando-se os recursos humanos e materiais disponíveis nas polícias, bombeiros e Forças Armadas, é possível proteger uma única cidade de grande porte, muito mais pela capacidade dos especialistas que operam na área, do que pelos governos.

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