6. CODE OF PRACTICE FOR RELATIVE DOSIMETRY OF
6.2. In-phantom detector set-up
6.2.3. Detector alignment with beam central axis
Quantos aos seus objetivos, a presente pesquisa tem caráter exploratório, descritivo e explicativo.
“A pesquisa exploratória tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses” (SILVEIRA; CÓRDOVA in GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 35). De acordo com Santos (2004), a busca pela familiaridade pode se dar pela prospecção de materiais que forneçam informações ao pesquisador sobre a real importância do problema estudado, bem como o estágio dos estudos e das informações disponíveis sobre o assunto da pesquisa e novas fontes.
Esta pesquisa procura compreender o desenvolvimento da resiliência comunitária, a partir do registro e análise dos modos de participação e das ações de solidariedade e cooperação praticadas pelos membros da comunidade do bairro de Mãe Luíza, Natal – RN, antes, durante e após o desastre ocorrido em junho de 2014.
Como trata-se de um desastre recente, de um tema pouco explorado nas bibliografias consultadas e ainda não foi encontrada nenhuma pesquisa com este tema, relacionada ao referido bairro, a pesquisa exploratória é necessária para se conhecer melhor o perfil socioeconômico da comunidade, o histórico de desastres, os danos decorrentes e o comportamento da referida comunidade frente a estes acontecimentos.
De acordo com Gonsalves (2005, p. 65), a pesquisa descritiva tem como objetivo escrever as características de um determinado objeto de estudo. “Dentre esse tipo de pesquisa estão as que atualizam as características de um grupo social, nível de atendimento de um sistema organizacional como também aquelas que pretendem descobrir a existência de relações entre variáveis” (GONSALVES, 2005, p. 65). Desse modo, a presente pesquisa descreve as relações existentes entre a participação, as ações de solidariedade e cooperação desenvolvidas pelas vítimas do desastre estudado e a promoção da resiliência comunitária.
A pesquisa explicativa tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos (SILVEIRA; CÓRDOVA in GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 35). Esse é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas (GIL, 2002, p. 42). Sendo assim, a presente pesquisa classifica-se como explicativa, uma vez que pretende compreender o que motiva a participação e as ações de solidariedade e cooperação entre os membros de Mãe Luíza que foram afetados pelo desastre e como essas ações contribuem para a promoção da resiliência comunitária.
No que diz respeito aos procedimentos de coleta de dados, a pesquisa pode ser classificada como estudo de caso e pesquisa de campo.
Estudo de caso “é o tipo de pesquisa que privilegia um caso particular, uma unidade significativa, considerada suficiente para a análise de um fenômeno” (GONSALVES, 2005, p. 67). Basicamente, o objeto de um estudo de caso pode ser qualquer fato/fenômeno/processo individual, ou um dos seus aspectos. É muito comum a utilização de estudo de caso quando se trata de reconhecer nele um padrão científico já delineado no qual possa ser enquadrado (SANTOS, 2002, p. 30). A presente pesquisa é um estudo de caso porque está centrado na situação de desastre vivenciada no bairro de Mãe Luíza.
O estudo ou pesquisa de campo constitui o modelo clássico de investigação no campo. Tipicamente, focaliza uma comunidade, que não é necessariamente geográfica, já que pode ser uma comunidade de trabalho, de estudo, de lazer ou voltada pra qualquer outra atividade humana (GIL, 2002, p. 53). Também pode ser entendida como sendo o tipo de pesquisa que “pretende buscar a informação diretamente com a população pesquisada”, exigindo do “pesquisador contato mais direto” (GONSALVES, 2005, p. 67). Esta pesquisa configura-se como sendo estudo de campo porque busca informações diretamente com os membros da comunidade de Mãe Luíza, em suas casas ou nos espaços de reuniões, por exemplo.
No que concerne às fontes de coleta de dados, o trabalho é igualmente classificado como sendo pesquisa de campo, além de pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 2002, p. 44). Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto (SILVEIRA; CÓRDOVA in GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 37).
Esta pesquisa teve início em março de 2014 onde foram buscados materiais sobre os riscos de desastres decorrentes de ameaças naturais no mundo, no Brasil e em Natal – RN, assim como sobre a resiliência comunitária e a importância da participação da população e das ações de solidariedade e de cooperação nesse contexto. A pesquisa bibliográfica se deu por meio de busca de artigos científicos em bases de dados digitais como os Periódicos Capes, Science Direct e Scopus, utilizando-se as palavras-chave “Solidariedade e Desastre”, “Resiliência Comunitária e Desastre” e “Solidariedade e Resiliência”. O procedimento foi repetido utilizando as mesmas palavras em inglês, com o objetivo de ampliar o contexto de busca e encontrar mais trabalhos. Também foram utilizados dissertações, livros e manuais sobre desastres e gerenciamento de riscos, oriundos do órgão de Proteção e Defesa Civil nacional, e sobre os demais assuntos propostos na pesquisa, oriundos de bibliotecas públicas e acervos de particulares.
A pesquisa documental diz respeito à consulta de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda não podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa (GIL, 2002, p. 45). Além disso, a pesquisa documental pode ser considerada um método não invasivo, que permite ao pesquisador ir além das perspectivas dos sujeitos da pesquisa (FLICK, 2009, p. 234). Neste trabalho, a pesquisa documental se deu por meio da análise dos seguintes materiais: Jornal Tribuna do Norte; Jornal e Diário do Natal; dados referentes aos desastre solicitados e disponibilizados pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social – SEMTAS; atas de reuniões realizadas entre os membros da comunidade (vítimas do desastre e outros moradores); atas de reuniões entre os membros da comunidade e funcionários da prefeitura da Cidade do Natal, responsáveis pelo gerenciamento das situações de desastre; a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC; o Marco de Ações de Hyogo – MAH; Marco de Sendai, entre outros.
Quanto à natureza dos dados, a pesquisa é qualitativa. Este tipo de pesquisa está preocupada com os aspectos da realidade que não podem ser quantificados, ou seja, “está preocupada com a compreensão, com a interpretação do fenômeno, considerando o significado que os outros dão às suas práticas” (GONSALVES, 2005, p. 68). Entende-se, dessa maneira, que a pesquisa qualitativa “trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis” (MINAYO in MINAYO et al, 2010, p. 21). Nesse caso, esta pesquisa é qualitativa
porque está preocupada com a compreensão acerca das relações e ações de solidariedade e cooperação desenvolvidas em Mãe Luíza, bem como com a participação e a contribuição destes aspectos para o aumento da resiliência no bairro.