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Déchets technologiques cimentés ou compactés

3.2 Description des colis primaires de déchets

3.2.1 Colis primaires de déchets B

3.2.1.3 Déchets technologiques cimentés ou compactés

Trata-se de aspectos que são comuns tanto às empresas de raiz no Brasil como de raiz no estrangeiro.

As barreiras culturais, são aquelas tais como a dificuldade com o domínio da língua estrangeira e o desconhecimento total ou insuficiente sobre as características culturais dos países (neste caso do Brasil). As comerciais, são outras de entre as quais se destacam os obstáculos colocados pela legislação interna do Brasil bem como as restrições à importação feitas pelos países importadores de produtos deste sector provenientes do Brasil. E, por fim, temos as tecnológicas, (relacionadas com a organização e a produção empresarial), em que se salientam, designadamente, a falta de dimensão em que as empresas operam, falta de práticas que estimulem a internacionalização do software e a ausência de certificações de qualidade e técnicas. Também são de referir os restritos conhecimentos sobre os mercados de destino da exportação do software, bem como a escassez de recursos humanos qualificados, que dominem o idioma inglês.

Em relação aos factores críticos, há a registar a qualidade, a pontualidade, a flexibilidade no atendimento dos clientes, a inexistência de recursos humanos, em quantidade e qualidade suficientes, qualificados e com as “skills” certas para o cabal desempenho de funções neste sector, para além

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do preço de venda do software e hardware, da capacidade de inovação, custos de produção.

Por fim, relativamente às exigências dos clientes, no que se refere às empresas brasileiras, são de destacar os serviços pós-venda, a reputação no mercado, a submissão à avaliação técnica feita pelo cliente, entre outras. Em relação às empresas estrangeiras, salienta-se a utilização do investimento directo estrangeiro, desenvolvimento conjuntural de produtos, processos e serviços, serviços pós-venda, certificações de qualidade, nomeadamente.

IV.4. - EMPRESAS PRESENTES E MOTIVOS DE

IMPLANTAÇÃO. O CASO PARTICULAR DO FACTOR

PRODUTIVO TRABALHO

As razões para a implantação de empresas no sector de “High-Tech” no Brasil são de variada ordem. De entre elas, são de destacar as que se prendem com incentivos e programas governamentais, que cumprem o papel de catalisadores de empresas para o sector em questão.

Com efeito, de acordo com Petit et al. (2007, p. 108), como fontes de captação e de motivação para a criação e implantação de empresas do sector do “High-Tech” encontram-se os programas governamentais. Um dos mais importantes, programas, que conheceu uma reformulação profunda no ano de 2004, é o Prosoft. Com o objectivo de se tornar mais eficaz como um dos braços financeiros de apoio ao desenvolvimento do sector de “High-Tech” em geral, no Brasil, e estimular o crescimento das empresas tanto nos mercados internos como nos externos, subdividiu-se em três: Prosoft-Empresa (que visa o financiamento de grandes empresas brasileiras produtoras de software e de serviços correlacionados); Prosoft-Comercialização (que visa o financiamento para aquisições no Brasil de software e serviços correlacionados) e o Prosoft- Exportação (para o financiamento às exportações de software e serviços correlacionados para o exterior).

No que concerne à força de trabalho, que este sector absorve no Brasil, Stefanuto et al., (2005, p. 16), refere que, no estudo aludido, relativo ao ano de 2004, a qualificação dos recursos humanos empregue pelo sector é elevada tendo 56% dela formação universitária. Em particular as empresas brasileiras, empregam 61,9% dos recursos humanos com formação universitária ao passo que as empresas estrangeiras apenas empregam 43,5% do seu pessoal com formação universitária. É nas áreas de I & D de software, de engenharias e qualidade do software, e o seu desenvolvimento, implantação e integração e manutenção dos sistemas relacionados com o software que é mais absorvida a força de trabalho. De ente a formação universitária cumpre salientar que, 3,4% das pessoas que foram objecto de inquirição no estudo aludido por Stefanuto et al., (2005, p. 16), possuíam mestrado ou doutoramento. Sobretudo a empresas brasileiras mais do que as empresas estrangeiras. É de referir que “o número de 60 doutores e quase 500 mestres empregados nas empresas brasileiras exportadoras de software não encontra paralelo em nenhuma actividade privada industrial ou de serviços no Brasil, com excepção da indústria de produtos químicos”, conforme Stefanuto et al., (2005, p. 17).

CAPÍTULO V – EVIDÊNCIA EMPÍRICA E NOVAS “NUANCES

A ideia base que subjaz a este capítulo, é a de efectuar uma ilustração concreta, com dois exemplos descritivos, associados a cada um dos três países, China, Índia e Brasil, de como são prestados os serviços de “outsourcing” em empresas sedeadas em cada um destes e conhecer, designadamente, as empresas que os prestam (se possível), em que consistem os serviços, quais são os clientes, onde é que eles se situam (se dentro ou fora destes países).

Mas o aspecto principal é o de descrever a estratégia e o serviço de “outsourcing” prestado em dois casos exemplo, para cada um dos três países considerados.

V.1 – CHINA

No que concerne a este país, apresentam-se dois “case study” exemplos, referentes à IBM e à Hewlett-Packard. Trata-se da descrição de um laboratório que, muito embora esteja sedeado na China, seja relativo a uma empresa cuja raiz de implantação original é estrangeira, concretamente, os Estados Unidos. Trata-se de um laboratório, no Parque de “Zhongguancun Software”, com a descrição de alguns projectos em curso.

No que se refere à Hewlett-Packard, apresenta-se o laboratório por intermédio do qual são estabelecidas as relações da empresa com a China. Em especial, as universidades chinesas e a comunidade científica.

V.1.1. – PRIMEIRO “CASE STUDY” NA CHINA: IBM

A IBM possui desde 1995, Setembro, um laboratório, localizado no Parque de “Zhongguancun Software”, no distrito de de Shanghai.

Presentemente, possui 150 membros a maioria dos quais com grau de Mestre ou de “Ph. D.” sendo provenientes também das universidades chinesas.

O seu objectivo principal é o de criar serviços e produtos de “Information Technology” e de servir de suporte aos propósitos de avanço científico mundialmente considerado, em particular na China e nas economias emergentes. Este laboratório demonstra uma íntima conexão com o “stablisment” chinês, de tal forma que possibilitou que na China, fosse acessível o conhecimento, científico e tecnológico, proveniente da IBM no exterior, de tal forma que possibilita a criação local de “experts” nas áreas de especialização da IBM.

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