• Aucun résultat trouvé

La convention, préalable à la disruption et à l’innovation

3. La convention, sujet d’interprétations variables

3.3. La convention, préalable à la disruption et à l’innovation

É importante registrar que somente a inclusão do educando com deficiência e o fornecimento de tecnologia assistiva não é garantia para que o processo de ensino- aprendizagem se realize de forma plena. Faz-se necessário promover o desenvolvimento de competências que possibilitem ao educando participar das atividades propostas concretizando a aprendizagem.

Gadotti (2005) afirma que em um país como o Brasil o acesso ao conhecimento é ainda muito precário e quando o quesito é educação para pessoa com deficiência essa precariedade fica ainda mais evidente.

Para abordar a acessibilidade nas ações educacionais a distância é essencial discorrer primeiro sobre acessibilidade web.

2.12.1 Acessibilidade web

Conforto e Santarosa (2002) afirmam que a acessibilidade à web deve ser entendida como um meio de aproximação entre o conteúdo, os usuários e as suas necessidades e preferências.

Tim Berners Lee, criador da internet, fundou em 1994 o World Wide Web Consortium – W3C que é um consórcio mundial de empresas de tecnologia cuja missão é conduzir a World Wide Web – WWW a atingir todo o seu potencial, desenvolvendo diretrizes que garantam seu crescimento (W3C, 2010).

O W3C é a principal organização de padronização da World Wide Web e conta com aproximadamente 400 membros. Agrega empresas, órgãos governamentais e organizações independentes.

Esses padrões para o desenvolvimento de sites têm a finalidade de promover a criação de páginas acessíveis, concretizando assim à acessibilidade web.

O documento inicial contendo as recomendações que auxiliam os desenvolvedores a fornecerem o conteúdo web acessível é o Web Content Accessibility Guidelines 1.0 – WCAG, de 1999. Atualmente, o documento que foi revisto é conhecido como WCAG 2.0.

Sites desenvolvidos segundo esses padrões podem ser acessados e visualizados por qualquer pessoa ou tecnologia, independentemente dos hardware ou software utilizados, de maneira rápida e compatível com os novos padrões e tecnologias propiciadas pelo desenvolvimento da internet. Com a padronização, os programas conseguem acessar facilmente os códigos e entender onde deve ser aplicado cada conhecimento expresso no documento.

Segundo fontes do W3C, algumas dificuldades que os usuários enfrentam no acesso as paginas web são:

1- Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou dificuldade em interpretar certos tipos de informação.

2 – Dificuldade visual para ler ou compreender textos.

3 – Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.

4 – Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à internet.

5 – Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito.

6 – Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.

7 – Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.

W3C apresenta três guias essenciais para a composição da acessibilidade web: o Guia de Acessibilidade para Conteúdo, o Web Content Accessibility Guidelines – WCAG; o Guia de Acessibilidade para Ferramentas de Autoria Authoring Tool Accessibility Guidelines – ATAG; e o Guia de Acessibilidade para Agentes do Usuário User Agent Accessibility Guidelines – UAAG.

A acessibilidade web é uma preocupação que vem desde a criação da própria web, mas nem sempre constitui uma preocupação de quem desenvolve os seus conteúdos. Por este motivo existem, em alguns países, leis que obrigam a que os sites das instituições governamentais tenham determinado nível de acessibilidade.

No Brasil, o Decreto 5.296, publicado em 2 de dezembro de 2004 (BRASIL, 2004), torna obrigatória a acessibilidade nos portais e sites eletrônicos de administração pública na rede mundial de computadores, garantindo às pessoas com deficiência o pleno acesso aos conteúdos disponíveis.

O governo brasileiro oferece o Padrão Brasil e-GOV com a finalidade de oferecer o referencial necessário para o desenvolvimento de websites governamentais, que conta com modelos, diretrizes e ferramentas. Este projeto possui o Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico – e-MAG, que consiste no oferecimento de informações a desenvolvedores de websites governamentais para torna-los acessíveis a maior diversidade de usuários, em consonância com o Decreto 5.296, de 2 de dezembro de 2004.

Conforto e Santarosa (2002) apontam a necessidade de oportunizar o acesso ao mundo digital/virtual a todos, sem exclusão.

2.12.2 Validação de acessibilidade web

Existem três formas para verificar a avaliação de acessibilidade de páginas web: avaliação manual por peritos, avaliação manual por utilizadores finais e avaliação automática por meio de software.

Todas apresentam vantagens e desvantagens. A avaliação conduzida por peritos possibilita um conhecimento muito aprofundado sobre a acessibilidade das páginas em análise. No entanto, devido à grande quantidade de páginas e conteúdos publicados, é impossível atender a toda essa demanda. Já a avaliação realizada por utilizadores finais

possibilita o feedback relacionado com as necessidades do ponto de vista do usuário. A avaliação por software tem como vantagem o fato de se promover a verificação sob o ponto de vista técnico. Quanto ao número de páginas a serem analisadas, o ideal é valer-se dos três tipos de avaliações. No entanto, quando esse número é grande, é necessário recorrer à avaliação por software.

A validação das páginas é fundamental para certificar a sua acessibilidade. Para isso, existem várias ferramentas automáticas que analisam a codificação utilizada, emitindo um relatório com os erros e suas respectivas soluções, apresentando recomendações do W3C. Essas ferramentas podem ser usadas, tanto para direcionar o seu desenvolvimento e certificar o site na fase final, quanto para fazer uma avaliação geral por leigos em programação, pois os relatórios indicam a quantidade de erros e de barreiras existentes, havendo alguns que indicam inclusive uma nota de 0 a 10.

No entanto, a avaliação dos usuários finais com deficiência visual para certificar o grau de acessibilidade e a facilidade de utilização é um aspecto relevante nesse processo.

Um site que não for projetado seguindo a web standards e as diretrizes do WCAG, irá apresentar barreiras de acessibilidade que comprometerão a sua usabilidade, impedindo ou dificultando a sua utilização por diversas pessoas, dentre elas pessoas com deficiência visual.

A WCAG indica as diretrizes e seus respectivos pontos de verificação para implantar a acessibilidade, seguindo três níveis de prioridade. O nível 1 indica uma barreira absoluta, que, se não corrigida, impossibilitará o acesso por um ou mais grupos de usuários. Correspondem a pontos que os desenvolvedores devem satisfazer obrigatoriamente. O nível 2 indica uma barreira significativa, que, se não corrigida, dificultará o acesso por um ou mais grupos de pessoas. Corresponde a pontos que devem ser seguidos pelos desenvolvedores. O nível 3 indica uma barreira menor, que, se não verificada, um ou mais grupos de usuários poderão ter alguma dificuldade de acesso às informações. Corresponde a pontos que podem ser seguidos pelos desenvolvedores.

Um instrumento desenvolvido em 2006, para a avaliação dos portais, foi o software de validação automática DaSilva. Ele avalia a acessibilidade de acordo, com as recomendações que o W3C e sugere medidas para tornar um site passível de ser navegado por pessoas que apresentem alguma limitação, seguindo as normas correspondentes ao documento WCAG 1.0. Ressalta-se que o DaSilva, que pode ser acessado http://www.dasilva.org.br/, foi o primeiro avaliador de acessibilidade em português para websites.

A luta pela acessibilidade web representa a conquista por igualdade de condições e oportunidades para as pessoas com deficiência e comprova que o processo de informatização da sociedade necessariamente requer respeito à equidade.