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CONCLUSIONS ET PERSPECTIVES

Dans le document Université Paris 1 (Page 90-95)

Em relação ao comportamento de utilização do AL (Tabela 6.8), os resultados obtidos indicam que a maioria da amostra (90,1%), na última vez que esteve num AL, viajou por motivos de lazer, enquanto que apenas 4,6% o fez em contexto de viagem de negócios. O facto da maioria dos utilizadores de AL viajar por motivos de lazer é congruente com os estudos de Guttentag et al. (2018) e Liang et al. (2018a, 2018b) referentes ao alojamento P2P.

Quanto às fontes de informação utilizadas para obter informação acerca do AL, grande parte dos inquiridos (65,3%) prefere ler comentários ou avaliações publicadas em sites como o

TripAdvisor, Booking, Facebook, Instagram ou blogs, mostrando que os comentários e

avaliações publicados por outros hóspedes são cruciais para a escolha deste tipo de alojamento. Ainda sobre a importância da divulgação de experiências de antigos utilizadores, foi colocada uma afirmação em que o inquirido respondia, numa escala de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente), se essa divulgação de experiências em contexto online exercia influência na decisão de escolher o AL. Esta afirmação revelou uma média de 5,78, demonstrando o impacto do electronic word-of-mouth (eWOM) na escolha do AL, uma vez que reflete experiências reais e, dessa forma, é percebida como sendo mais confiável, ideia igualmente defendida por Ayeh, Au e Law (2013) e Zhu e Zhang (2010). Quanto às restantes fontes de informação, 29,4% procurou recomendações de amigos, família e/ou colegas de trabalho, 26,3% procurou o alojamento em motores de busca e 21,4% obteve informação em sites relacionados com viagens.

Relativamente ao meio onde foi realizada a última reserva em AL, enquanto que cerca de 9,2% optou por reservar via contacto telefónico e 7,3% optou pelo site do AL, a grande maioria da amostra (78,2%) afirmou ter reservado através de plataformas online. Isto vem demonstrar que, tal como constatado por Huber (2017), Pizam (2014) e Zervas et al. (2017), as plataformas online têm grande impacto na procura pelo AL. Dos inquiridos que utilizaram estas plataformas para fazer a sua reserva (N=205), uma maioria considerável (62%) optou pela Booking, enquanto que 35,6% optaram pela Airbnb e uma minoria de 2,4% dos inquiridos realizou a sua reserva pela Homeaway.

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No que concerne à duração da estada, a amostra atingiu uma média de 4,93 noites aquando da sua última estada neste tipo de alojamento, congruente com o estudo do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada e Novas Tecnologias (CICANT) e HomeAway (2018) cuja média se cingiu a 4,64 noites. Liang et al. (2018a, 2018b), nos seus estudos acerca dos utilizadores do alojamento P2P, revelaram que a duração da estada da maioria da sua amostra teria ficado entre 2 a 4 noites, enquanto que o estudo de Guttentag et al. (2018) relatou que a maioria da sua amostra teria ficado apenas 3 noites. Isto poderia sugerir que a estada média do AL em Portugal seria superior ao que se passa internacionalmente. No entanto, o estudo de Priporas, Stylos, Vedanthachar e Santiwatana (2017) alegou que a sua amostra teria ficado, em média, 6,8 noites num alojamento P2P, o que acaba por refutar a ideia anterior.

Em relação à composição do grupo de viagem, cerca de 60% da amostra revelou ter viajado em família, 27,9% com os amigos e apenas 11,5% revelou ter viajado sozinho. Este resultado revela estar em concordância com o do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada e Novas Tecnologias (CICANT) e HomeAway (2018), onde existe uma maior predominância de utilizadores do AL a viajarem em família e uma ínfima parte a viajar sozinho. Quanto ao número de elementos do grupo, para além do inquirido (para aqueles que não viajaram sozinhos), cerca de três pessoas faziam parte deste grupo de viagem, obtendo o mesmo resultado que o estudo do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada e Novas Tecnologias (CICANT) e HomeAway (2018) acerca do AL.

Por fim, no que concerne ao tipo de alojamento escolhido, este foi maioritariamente o apartamento (39,3%), seguido da moradia (29,4%). Os estabelecimentos de hospedagem foram escolhidos por cerca de 26% da amostra e uma pequena parte (5,7%) escolheu o quarto inserido no imóvel onde o proprietário reside. Estes resultados encontram-se congruentes com os estudos do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada e Novas Tecnologias (CICANT) e HomeAway (2018), Guttentag et al. (2018) e Tussyadiah (2016a) os quais revelam que o apartamento é o tipo de alojamento mais escolhido. No entanto, os estudos de Liang et al. (2018b, 2018a) demonstram que é o quarto privado aquele que detém uma maior preferência pelos utilizadores do alojamento P2P, embora esta tipologia tenha revelado uma diferença de apenas 2,8% para as tipologias de apartamento ou moradia. Quanto à localização do último AL reservado pelos inquiridos, os resultados deste estudo revelam uma maior preferência pelos alojamentos no concelho de Lisboa (13,4%) e Porto (11,5%), com

139 Aveiro (7,3%) a ocupar a terceira posição dos concelhos mais escolhidos (Tabela 6.8). De facto, segundo o INE (2015b, 2016b, 2017, 2018a, 2019a), a Área Metropolitana de Lisboa (que inclui o concelho de Lisboa), tem sido, desde 2014, a NUT II com maior número de hóspedes em AL, seguido do Norte (que inclui o concelho do Porto) e Centro (que inclui o concelho de Aveiro), revelando, então, uma hierarquia idêntica aos resultados patentes neste estudo.

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Tabela 6.8 – Comportamento de utilização do AL

Descrição N % Média

Desvio padrão Principal motivo de viagem

Lazer 236 90,1 - -

Negócios 12 4,6 - -

Outro 14 5,3 - -

Fontes de informação utilizadas para obter informação sobre o alojamento

Sites de metapesquisa (por exemplo, Skyscanner, Expedia,

eDreams, …) 47 17,9 - -

Comentários ou avaliações publicadas em sites como o

TripAdvisor, Booking, Facebook, Instagram, Twitter, blogs, … 171 65,3 - -

Aplicações móveis 27 10,3 - -

Google, Yahoo, Bing ou outro motor de busca 69 26,3 - -

Sites relacionados com viagens 56 21,4 - -

Recomendação de amigos, família e/ou colegas de trabalho 77 29,4 - - Recomendação por parte da empresa onde trabalha 4 1,5 - -

Outro 5 1,9 - -

As avaliações online dos turistas afetarão de forma decisiva a

minha decisão de escolher este tipo de alojamento 262 - 5,78 1,211 Como foi feita a última reserva de um alojamento local

Plataformas (Booking, Airbnb, …) 205 78,2 - -

Agência imobiliária 3 1,1 - -

Redes Sociais (Facebook, Instagram, …) 7 2,7 - -

Site do alojamento local 19 7,3 - -

Contato telefónico 24 9,2 - -

Outro 4 1,5 - -

Plataforma utilizada para reservar a estada

Airbnb 73 35,6 - -

Homeaway 5 2,4 - -

Booking 127 62,0 - -

Duração da estada (em noites) 262 - 4,93 4,474

Com quem viajou

Sozinho 30 11,5 - -

Família 158 60,3 - -

Amigos 73 27,9 - -

Outro 16 6,1 - -

Número de elementos do grupo, para além de si 236 - 3,05 2,154 Tipo de propriedade escolhida

Moradia 77 29,4 - -

Apartamento 103 39,3 - -

Estabelecimento de hospedagem (hostels, quartos) 67 25,6 - - Quarto (inserido no imóvel onde o proprietário reside) 15 5,7 - - Concelho de Portugal onde se localiza o último alojamento reservado

Aveiro 19 7,3 - - Calheta (Madeira) 8 3,1 - - Évora 7 2,7 - - Funchal (Madeira) 8 3,1 - - Lisboa 35 13,4 - - Porto 30 11,5 - - Outros 154 58,8 - -

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