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6.3 Concluding Remarks

Ao apresentar a sua teoria econômica, na obra A riqueza das nações, Smith (1996[1776]) analisa uma manufatura inglesa de alfinetes, no contexto do século XVIII, a fim de observar como se davam, socialmente, as formas de organização do trabalho, a partir da divisão de tarefas, que se encontravam diretamente relacionadas ao aumento de produção. Uma das maiores contribuições de Smith (1996[1776]) para a Economia Política clássica se deu através da inauguração do seu método empiricista, ao observar as estruturas econômicas de sua época, a fim de propor sua teoria do valor associada à divisão do trabalho171. Já no capítulo 1, intitulado “A divisão do trabalho”, Smith (1996 [1776], p.64, 68) assim se expressa:

O maior aprimoramento das forças produtivas do trabalho, e a maior parte da habilidade, destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado, parecem ter sido resultados da divisão do trabalho. [...] a divisão do trabalho, reduzindo a atividade de cada pessoa a alguma operação simples e fazendo dela o único emprego de sua vida, necessariamente aumenta muito a destreza do operário.

Relacionando diretamente a divisão do trabalho e o avanço social, o autor levanta traços significativos da tendência das Revoluções ocorridas em finais do séc. XVIII, na Europa, influenciadas pelo Iluminismo e pelos métodos empiricistas na filosofia e nas demais ciências:

171

Nesse sentido, como aponta Fritsch (1996 [1776], p.17): “A Riqueza das Nações não é somente produto de um intelecto poderoso e do fermento intelectual do Iluminismo inglês, mas é também produto do desenvolvimento histórico do capitalismo”.

A divisão do trabalho, na medida em que pode ser introduzida, gera, em cada ofício, um aumento proporcional das forças produtivas do trabalho. A diferenciação das ocupações e empregos parece haver-se efetuado em decorrência dessa vantagem. Essa diferenciação, aliás, geralmente atinge o máximo nos países que se caracterizam pelo mais alto grau da evolução, no tocante ao trabalho e aprimoramento; o que, em uma sociedade em estágio primitivo, é o trabalho de uma única pessoa, é o de várias em uma sociedade mais evoluída. (SMITH, 1996 [1776], p.66. Grifo nosso).

Observamos, de acordo com o exposto, que os ofícios deixam de atender a uma produção mais holística de um determinado tipo de produto, passando a corresponder às expectativas da produtividade, em um sentido mais atomizado, de modo que o produto não mais apresenta as marcas de seu produtor, que é metonimizado, pela fábrica, no TODO PELA PARTE, a fim de cumprir as exigências do mercado.

Esse aumento da produtividade motivado pelo aumento do trabalho, organizado em especialidades172, é assim comentado por Fritsch (1996 [1776], p.10,12. Grifo nosso):

[...] o crescimento da produtividade do trabalho, que tem origem em mudanças na divisão e especialização do processo de trabalho, ao proporcionar o aumento do excedente sobre os salários permite o crescimento do estoque de capital, variável determinante do volume de emprego produtivo; a pressão da demanda por mão-de-obra sobre o mercado de trabalho, causada pelo processo de acumulação de capital, provoca um crescimento concomitante dos salários e, pela melhora das condições de vida dos trabalhadores, da população; o aumento paralelo do emprego, salários e população amplia o tamanho dos mercados que, para um dado estoque de capital, é o determinante básico da extensão da divisão do trabalho, iniciando-se assim a espiral de crescimento.

Heidemann (2014) também discute como se deu essa divisão, marcando uma nova perspectiva na história do trabalho, que culminou na reconceptualização, também, do trabalhador:

172

Smith (1996 [1976], p.68), assim discute a relação entre as especialidades e os ofícios, no âmbito das indústrias: “[...] da forma como essa atividade é hoje executada, não somente o trabalho todo constitui uma indústria específica, mas ele está dividido em uma série de setores, dos quais, por sua vez, a maior parte também constitui provavelmente um ofício especial. [...] Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente 18 operações distintas, as quais, em algumas manufaturas são executadas por pessoas diferentes, ao passo que, em outras, o mesmo operário às vezes executa 2 ou 3 delas”.

À partida, o trabalho na modernização se caracteriza pelas diferenças perceptíveis em seu produto. Que os produtos do trabalho sejam diferentes entre si é um pressuposto da divisão do trabalho e o próprio Estado nacional brasileiro é um resultado da divisão territorial do trabalho e não uma comunidade que decidiu conscientemente por essa forma de organização territorial. O que faz das diferenças entre processos de trabalho especificidades secundárias, meras particularidades, é a reprodução do objeto do trabalho, configurando profissões, posições internas da divisão do trabalho a serem personificadas por sujeitos cujos interesses são atributos dessa posição territorialmente condicionada. (HEIDEMANN et al, 2014, p.56).

Em consonância com esta perspectiva, em algumas ocorrências coletadas, encontramos formas distintas de abordagem das especificidades laborais, em uma perspectiva metonímica, como em (7), que explicita um processo de divisão do trabalho ocorrido no âmbito de uma fazenda:

(7) [...] Ao empregado da fazenda mais pratico nesses trabalhos, encarregou do exame arithmetico, e ao engenheiro fiscal do legal, por ser elle mais conhecedor dos contractos, tarifas e despesas de custeio. Com esta divisão de trabalho, não podia aquelle aviso ter em vista privar o empregado da fazenda de votar nas questões concernentes ás contas. (Notícia – Estrada de ferro de Santos a Jundiahy, p.2, 1877).

Inferimos que o EI acionado foi do tipo PARTE-TODO, visto que, ao se atomizarem as atividades, cada empregado assumiu uma parte do trabalho a ser executado, visto como um todo. Assim, as atividades correspondem à forma de conceptualização, possivelmente de cunho metaftonímico, TRABALHO É ESPECIALIDADE, de modo que TRABALHO É ATIVIDADE CONSTITUÍDA POR PARTES. Outro EI identificado foi do RECIPIENTE, segundo a expressão prepositiva destacada no trecho “Ao empregado da fazenda mais pratico nesses trabalhos”, que sugere a metáfora conceptual geral TRABALHO É LUGAR, que remete, por acarretamento, a ESPECIALIDADE É LUGAR.

A respeito do modo como as novas necessidades do mercado geraram as especialidades, assim discute Heidemann et al (2014, p.57):

À multiplicação de necessidades acarretada pela diversificação das mercadorias produzidas articula-se uma constelação de novos tipos de trabalhos, muitos dos quais sem remeter diretamente a uma atividade produtora de mercadorias. As “necessidades” de mediação social

parecem se desdobrar em “necessidades” de novas formas de burocratização, controle e representação social.

Observamos esse processo sugerido em (25):

(25) Precisa se de um empregado que saiba trabalhar em serviços de padaria. (Anúncios, p.3, 1879).

Temos, nesse sentido, a percepção de que foi a identificação de novas mercadorias, fruto de demandas, que criaram novos tipos de trabalhos, de modo que TRABALHO É ESPECIALIDADE GERADA POR DEMANDA. Novamente, identificamos o acionamento do EI do RECIPIENTE, no trecho “que saiba trabalhar

em serviços de padaria”, ao perspectivar, metonimicamente, qual o tipo de

empregado se busca; assim que temos TRABALHO/ESPECIALIDADE É LUGAR.

(31) [...] communica ao publico e com especialidade a seus amigos que permanece no exercicio de sua profisão; e, sendo auxiliado em seus trabalhos forenses pelo muito distincto advogado [...]. (Jahú, p.2, 1880).

Em (31), inferimos que o trabalho é conceptualizado como uma atividade praticada / realizada ativamente por alguém (“permanece no exercicio de sua profisão”), de caráter específico (“trabalhos forenses”), que se realiza em um determinado lugar, pelo EI do RECIPIENTE, (“auxiliado em seus trabalhos”) e que precisa de auxílio para sua execução (“sendo auxiliado em seus trabalhos forenses pelo muito distincto advogado”).

(47) O barão do rio Zezere conseguira empregal-o no ministerio das obras publicas em insignificantissimo logar, estando já quase incapaz de trabalhar. O romantismo perdeu este homem que poderia ter sido uma notabilidade. (Correspondência de Portugal, p.1, 1885).

Em (47), observamos como o escrevente, ao relatar o falecimento de um escritor romântico, relaciona o trabalho com a especialidade da atividade executada e com o prestígio de quem a realiza, de modo a identificarmos a metáfora TRABALHO É ESPECIALIDADE QUE EXIGE CAPACIDADE, a partir da ideia contrária, no trecho “estando já quase incapaz de trabalhar”, houve, na presente ocorrência, uma ancoragem no EI ORIGEM-PERCURSO-META, pelo trecho “conseguira empregal-o”, sugerindo-nos que TRABALHO É ATIVIDADE QUE SE ALCANÇA. Notamos, ainda, o

EI do RECIPIENTE, em “empregal-o no ministerio”, subjazendo à metáfora TRABALHO É ATIVIDADE QUE SE REALIZA NO ESPAÇO, assim como em (62), pelo uso “Nesta grande officina trabalha-se em qualquer modelo”:

(62) Nesta grande officina trabalha-se em qualquer modelo ou figurino, com toda e elegancia e capricho. (Annuncios – La saison, p.4, 1888).

Além da referida metáfora, temos a metonímia TRABALHO É LUGAR DE EXERCER ATIVIDADE ESPECIALIZADA (“Nesta grande officina trabalha-se”).

Ainda a respeito das conceptualizações predominantes no presente MCI, consideramos a ponderação de Miceli (2007), ao tratar da divisão de classes implicada nessa nova forma de pensar o trabalho:

[...] o desenvolvimento [da sociedade capitalista] baseia-se numa divisão do trabalho altamente complexa e diferenciada a que corresponde uma sociedade de classes, cujas posições respectivas e cujo peso relativo encontram seu fundamento nas formas pelas quais se reparte, de maneira desigual, o produto do trabalho, sob as modalidades de capital econômico e cultural. (MICELI, 2007, p.XIV).

Tal divisão de classes remeteu-nos, inclusive, à questão sexista, visto que, nos séculos XIX e XX, ainda se atribuíam determinadas atividades exclusivamente a homens ou a mulheres, a partir de critérios não muito precisos, como observamos em (75), cujo texto versa sobre o provimento de cargos de professoras, em uma escola a ser inaugurada em SP:

(75) A alma das mulheres muito se parece com a alma das creanças, de modo que aquillo que muitas vezes para os homens é um trabalho rude, aspero e improficuo, é quase sempre para as mulheres um mister suave, agradavel, meigo e fertil em bonissimos resultados. Nos Estados Unidos, o paiz onde melhor se educa a infancea, as escolas preliminares e secundarias são quase todas regidas por senhoras. (Expediente, p.1, 1895).

Em uma conceptualização proposta por oposição, pudemos notar que determinadas especialidades do trabalho são atribuídas a homens, a saber, aquelas que, metonimicamente, são do tipo “rude, aspero e improficuo”. Por outro lado, tais

atividades, se desempenhadas por mulheres, passam a ser “um mister173

suave, agradavel, meigo e fertil em bonissimos resultados”. O tipo de atividade a que o escrevente se refere o deduzimos pelo corpo completo do texto, além do trecho seguinte: “as escolas preliminares e secundarias são quase todas regidas por senhoras”, a saber, o ofício de lecionar para crianças. Assim, temos que ENSINAR CRIANÇAS É TIPO DE TRABALHO e, mais especificamente, TIPO DE TRABALHO É

ESPECIALIDADE PARA MULHERES.

Em (91), temos uma conceptualização do trabalho como sendo resultado de experiência acumulada:

(91) Clinica de molestias de criança, coração e pulmões - O Dr. Clemente Ferreira, laureado pelo Instituto da França, pelos seus trabalhos sobre estas especialidades, dá consulta das 8 ás 9 horas da manhan. (Indicações uteis – Médicos, p.3, 1898).

Aqui, entendemos que o foco da compreensão não esteve sobre o agente, e sim, sobre o tipo de atividade realizada: “laureado pelo Instituto da França, pelos seus trabalhos sobre estas especialidades”; em outras palavras, o motivo do “laureio”, ou das honrarias e titulações obtidas, deveu-se ao fato de que já se trabalhava com as referidas especialidades. Assim, percebemos o acarretamento TRABALHO É MEIO

PARA ADQUIRIR RECONHECIMENTO.

Em (105) e (108), verificamos que, por meio de uma metonímia, especificou-se qual o tipo de atividade laboral é desenvolvida, de sorte que a mesma determina o modo de vida do trabalhador, ficando, portanto, por meio do EI do PROCESSO, sugerido que TRABALHO É DETERMINANTE PARA O ESTILO DE VIDA:

(105) Os descobridores do deserto deixavam atraz uma população fixa, presa aos seus lares, entregue aos labores agricolas – os plantadores de canna, do fumo e de algodão. (Artigo – A conquista do Brasil, p.1, 1910).

(108) Na parte lateral esquerda um indio repousa no chão, parecendo prestar attenção ás palavras do missionario, o selvagem, em que o artista symbolisa o inicio da civilisação, tem entre as mãos uma enxada, emblema do trabalho agricola. (Notícia – Monumento commemorativo da fundação de S. Paulo, p.2, 1910).

Em (108), ao discorrer sobre a inauguração de um monumento em homenagem à fundação da cidade de São Paulo, o escrevente relata o que observou na referida obra de arte. Assim, ao descrever a imagem de um índio, destaca que este aparece como tendo em suas mãos uma enxada, que, entendemos ter sido uma metonímia do tipo INSTRUMENTO PELA ATIVIDADE, e que aponta para o tipo de trabalho ali desenvolvido, em uma alusão ao trabalho agrícola. Assim, a leitura mostra o estabelecimento de uma relação com a história da própria cidade, fundada a partir da exploração da mão de obra, também indígena. Ao mesmo tempo em que era catequizado (“parecendo prestar attenção ás palavras do missionario”), sendo considerado um “selvagem” (portanto o “artista symbolisa o inicio da civilisação”) o indígena, por sua aculturação, torna-se o ente explorado: “tem entre as mãos uma enxada, emblema do trabalho agricola”.

Assim, no início do século XX, o escrevente, ao retomar dados históricos sobre o movimento das Entradas e Bandeiras (em (105), “os descobridores do deserto”), ocorridas no início da História do Brasil, aproximadamente desde o século XVIII, traz à tona a perspectiva de que o trabalho, naquele contexto, obrigava o trabalhador a adaptar seu estilo de vida às exigências de suas atividades. Um exemplo seria o caso dos lavradores, que se mantinham próximos às suas lavouras, a fim de melhor aproveitarem os momentos de semeadura, colheita etc. Trata-se, portanto, do retrato de uma população do Brasil ainda majoritariamente agrícola.

Em outro contexto, tratando sobre os procedimentos em um leilão, em meados do século XX, em (133), aponta para a divisão do trabalho que ocorria em um mesmo ambiente, ao indicar tipos diferentes de especialidades:

(133) [...] um canta, o outro paga, e dahí, além dos cortezãos, há os arrematantes, que desempenham bem o seu officio. (Folhetim – Terceira parte – Memórias de um médico, p.7, 1910).

Em (137), observamos como a metonímia TRABALHO POR UM TIPO DE LABOR conceptualiza o trabalho a partir do próprio resultado do mesmo:

(137) Leilão de uma bem montada officina de relojoaria, havendo grande quantidade de relogios de bolso e de parede, correntes, joias, peças artisticas com trabalho de labor. (Propaganda, p.10, 1910).

A informação dicionarística174 a que temos acesso aponta para a noção de

labor como sendo idêntica a trabalho, mas, pelo contexto da presente ocorrência, não

o entendemos desta forma; antes, pudemos captar uma conceptualização que trata o trabalho como sendo um tipo de labor, e não necessariamente seu sinônimo.

Em (224), a elaboração metonímica, que toma o TODO PELA PARTE, a partir do trecho “grandes empresas impressoras europeias especializadas nesse trabalho”, relaciona empresas aos trabalhadores:

(224) [...] a Venezuela não tem dinheiro nem para pagar a impressão de dinheiro. O pagamento a pelo menos uma das grandes empresas impressoras europeias especializadas nesse trabalho, às quais o país habitualmente faz suas encomendas, está atrasado. (Monumental desastre, p.3, 2016).

Com esta nova configuração do trabalho, notamos o apagamento do sujeito, que tem sua especialidade imiscuída entre as dos seus companheiros de trabalho, que, pelo EI PARTE-TODO, terminam por ser um todo, e, por isso mesmo, passam a ser confundidos com a empresa.

No título do texto “Gestão de pessoas: um guia para quem deseja se recolocar no mercado de trabalho”, identificamos, conforme discutimos a seguir, as ocorrências (272) e (273). Nelas, os EI’s do RECIPIENTE e ORIGEM-PERCURSO-META, ancoram a metáfora TRABALHO É LUGAR. Assim como em (47) e (62), presentes nesse mesmo MCI, as ocorrências (272) e (273) apontaram para a percepção TRABALHO É ESPECIALIDADE QUE SE REALIZA EM UM LUGAR, a partir de trechos como: “para realizar este tipo de trabalho, neste ambiente” (273):

(272) Reflita sobre qual tipo de trabalho desejaria realizar: de especialista, de apoio, de pesquisa, etc? (Iaci Rios – Reportagem – Gestão de pessoas: um guia para quem deseja se recolocar no mercado de trabalho, p.51, 2016).

(273) Pense sobre quais as competências que já possui para realizar este tipo de trabalho, neste ambiente. E, ainda, porque seria importante realizar este trabalho, usando tais competências? (Iaci Rios – Reportagem – Gestão de pessoas: um guia para quem deseja se recolocar no mercado de trabalho, p.51, 2016).

Houve, a nosso ver, uma reafirmação da nova configuração do trabalho, apresentando diversas especialidades, como sendo, metonimicamente, tipos de

trabalho, conforme destacamos, em (272). Identificamos, novamente, a metáfora

TRABALHO É ESPECIALIDADE QUE EXIGE CAPACIDADE (como em (47)), conceptualização esta reforçada pela própria temática do texto, ao abordar estratégias de aperfeiçoamento e reforço das competências dos trabalhadores que se encontram em busca de trabalho, evidenciado também no trecho “E, ainda, porque seria importante realizar este trabalho, usando tais competências?” (273); assim, captamos o acarretamento TRABALHO É APLICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

ESPECÍFICAS.

Levando em conta a divisão do trabalho, em voga no século XIX, notamos a presença do MCI da ESPECIALIDADE em todos os três séculos investigados. O referido MCI acionou elementos metafóricos e metonímicos, ancorados em esquemas imagéticos, em seus movimentos conceptualizadores.

Passemos às considerações a respeito do próximo MCI identificado, o da ESCRAVIDÃO, levando em conta que a mesma pode, a nosso ver, configurar-se como um tipo de atividade de trabalho, cujo teor de exploração do homem pelo homem nos foi patente.