3.4 Th´eorie du directeur pour les mat´eriaux anisotropes en grandes transformations
4.1.3 Compression et relaxation d’un bloc visco´elastique
Um Encontro Político, de Mulheres que representam seu espaço social através das relações de gênero, espaço no qual se discute utilizando a ótica da palavra de ordem de nossa contemporaneidade: “Inclusão Social”. Negras mulheres, mulheres negras em toda a sua plenitude, atitude, etnicamente diferenciadas, que em cada comunidade de onde partiram originariamente, de cada casa, de cada caminho, de cada história de vida e de todos os cantos do Estado do Pará, persistem lutando por igualdade de direitos.
Mulheres Negras e Quilombolas, demarcando sua delimitação espacial, seu território social, Sagrado, “Afro-Étnico-Brasileiro”, de uma população que ao longo do processo de ressignificação de valores culturais, religiosos, psicossociais e jurídicos ecoam um discurso que se emite com convicção, para que a sociedade paraense (e brasileira) de fato ouça, com “tambores de crioulas”, anunciando a razão de suas falas, falas por vezes extremamente emocionadas, com vozes firmes e embargadas pelo calor do sentimento momentâneo, calor humano de um Corpo que é negro, mulato, mestiço, pardo, indígena, ‘‘branco’’, com musicalidade, africanidade, ancestralidade, feminilidade e da mais valente resistência social, que é histórica.
A resistência que se inscreve em solo quilombola, espaço simbólico no campo da diversidade, que tem em Palmares sua reverência de liberdade humana no seio de um país tão desigual, excludente, injusto, e que, apesar de tantas vicissitudes da história tradicional, reescrevem sua própria história: mulheres, negras, avós, mães, tias, irmãs, parentes, trabalhadoras, parteiras, erveiras, rezadeiras, mães e filhas de santo, todas reunidas no território sagrado dos Remanescentes Quilombolas de Itacuã-Mirim, Município do Acará (Pará), com o intuito de encontrar diálogos possíveis a fim de que, finalmente, sejam incluídas socialmente, de fato e de direito de si e de seu corpo: negro e feminino, político, biocultural e social.
O cenário do VI Encontro de Mulheres Negras Quilombolas do Estado do Pará do ano de 2010 é equivalente a uma organização política e de identidade em processo, que se constrói na mesma medida em que se buscam soluções para inúmeros contextos e que refazem as trajetórias de uma história diferente, a história social que se pretende construir em uma paisagem local e nacional que, através da análise do Corpo em sua essência feminina, com atos de corporeidade, do gostar de si e do Outro (a), tonifica a visão de mundo de um movimento social de negras mulheres em pleno movimento.
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(in)VisibilidAde
negrA
e
cidAdAniA:
considerAções
sobre
o
sofrimento
PsÍquico
dA
PoPulAção
de
ruA
Jesiane Calderaro Costa Vale Wilma de Nazaré Baía Coelho
“Era um homem de estatura média, [...] teria uns quarenta anos. O suor lhe corria pela testa. [...] - estou morto de fome, andei o dia inteiro [...] debaixo de sol e de chuva. Eu só queria comer, e esticar as pernas em qualquer lugar” (Victor Hugo, 2005, pp.5-6).
Este trecho que nos serve de epígrafe, extraído de Os Miseráveis1, um dos mais conhecidos romances franceses de Victor Hugo, retrata de modo singular a pobreza e os marginalizados do século XVIII – XIX. Por meio de poucas linhas, revela, não apenas a problemática vivenciada por um homem, em algum lugar do passado, que perambulando a esmo, buscava um prato de comida, e um lugar para descansar, sobretudo, mostra um percurso que ultrapassa os séculos e se atualiza, na contemporaneidade nas experiências e sofrimentos protagonizados pela população de rua.