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Comprendre la constitution et l’évolution d’un RTE

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2.- Les principes de la SasP

Encadré 8 : La mobilisation des alliés

3.3. Comprendre la constitution et l’évolution d’un RTE

O DCMI, como sendo uma das instituições mais respeitadas pelo tema de metadados e seus padrões, desenvolveu um framework para a elaboração de perfis

                                                                                                                         

de aplicação, DCAP (Dublin Core Application Profile), ou perfil de aplicação Dublin Core, o DCMI chama esse framework de Singapore Framework26.

Já a abordagem de Coyle e Baker (2009, p.1) é que

um DCAP define registros de metadados que atendem a necessidades de aplicativos específicos, ao mesmo tempo em que fornece interoperabilidade semântica com outros aplicativos com base em vocabulários e modelos definidos globalmente[...].

Ainda seguindo o raciocínio de Coyle e Baker (2009, p. 2), é importante destacar que um

DCAP é uma construção genérica para projetar registros de metadados que não exigem o uso de termos de metadados definidos pelo DCMI. Um DCAP pode usar quaisquer termos que são definidos com base em RDF27 (Resource Description Framework), combinando termos de vários namespaces conforme necessário[...].

Segundo Carrier (2008, p. 5), as “diretrizes do DCAP enfatizam a importância de descrições legíveis por humanos e, sendo assim, enfatizam esquemas como documentos de texto”. No entanto, as diretrizes dão recomendações para expressar perfis de aplicativos em RDF e XML.

O framework definido pela DCMI não exige que ele utilize os termos adotados pela instituição, desse modo, permite o uso de padrões de metadados desenvolvidos por outras organizações. Esse conceito será aplicado e desenvolvido no Capítulo 4 desta tese, no qual são utilizados mais de um padrão para a concretização dos objetivos propostos.

Um perfil de aplicação Dublin Core inclui uma orientação para criadores de metadados e especificações claras para desenvolvedores de metadados. Ao articular o que se pretende e pode ser esperado dos dados, os perfis de aplicação promovem a partilha e a ligação de dados dentro e entre as comunidades científicas existentes (COYLE; BAKER, 2009, p. 2).

                                                                                                                         

26Singapore Framework: NILSSON et al., 2008.

27RDF (Resource Description Framework) é mantido pela W3C e as informações relacionadas a este

No guia para o desenvolvimento para perfis de aplicação Dublin Core, Coyle e Baker (Idem) definem DCAP como sendo “um documento (ou conjunto de documentos) que especifica e descreve os metadados usados em um aplicativo específico”. Para fazer isso, um perfil (o diagrama do desenvolvimento de um perfil de aplicação Dublin Core) pode ser visto na Figura 12 com as seguintes funções:

• Descreve o que uma comunidade quer realizar com sua aplicação (Requisitos Funcionais);

• Caracteriza os tipos de elementos descritos pelos metadados e suas relações (Modelo de Domínio);

• Enumera os termos de metadados a serem utilizados e as regras para seu uso (Descrição Definir Perfil e Diretrizes de Uso);

• Define a sintaxe da máquina que será usada para codificar os dados.

Figura 12 – Singapore Framework.

O primeiro passo para o desenvolvimento de um perfil de aplicação é bem conhecido dos profissionais da engenharia de software: o levantamento e a definição dos requisitos funcionais. A definição dos requisitos funcionais pode seguir diversas metodologias, no entanto a adotada pela DCMI é a da UML28 (Unified Modeling

Language). A seguir seguem as quatro etapas descritas pela DCMI para o desenvolvimento de um perfil de aplicação.

A) Definindo Requisitos Funcionais: O primeiro passo, considerado como essencial, é definir o propósito do perfil de aplicação. Deve ser feito de maneira clara, dando suporte para o uso e a aplicação. Os requisitos funcionais orientam o desenvolvimento desse perfil, fornecendo metas e limites, que são componentes imprescindíveis para um processo de desenvolvimento de perfil de aplicação bem-sucedido.

O objetivo básico de um perfil de aplicação é suportar requisitos específicos, de um contexto exclusivo, por intermédio de um perfil de padrão genérico. A fim de validar esse processo, é importante ter uma compreensão explícita desses requisitos específicos. No caso de um perfil de aplicação de metadados, isso significa ter um escopo e propósito claros (CEN, 2006).

B) Modelo de Domínio: Depois de definir os requisitos funcionais, a próxima etapa é selecionar ou desenvolver o modelo de domínio. Segundo Coyle e Baker (2009), o modelo de domínio é uma descrição dos objetos que seus metadados descreverão e das relações entre esses objetos. O modelo de domínio é o modelo básico para a construção do perfil de aplicação.

Uma vez que os requisitos são definidos, a primeira decisão importante no desenvolvimento real dos perfis de aplicação de metadados é a seleção de elementos de dados e, muitas vezes, os desenvolvedores do perfil de aplicação iniciarão a partir de um esquema de metadados que tem um escopo e finalidade semelhante à do perfil do aplicativo. Em outras palavras, isso

                                                                                                                         

facilita o trabalho e evita redundância de informações na comunidade (CEN, 2006).

C) Perfil de Diretrizes de Uso: Definido o modelo de domínio, é necessário definir as propriedades para descrever os objetos nesse modelo. O próximo passo, então, é verificar os vocabulários RDF disponíveis para ver se as propriedades necessárias já foram declaradas e estão disponíveis para uso. Usar propriedades existentes, quando apropriado, requer menos esforço e aumenta a interoperabilidade de seus metadados. De acordo com Coyle e Baker (2009, p.4), “a consideração mais óbvia na avaliação de termos a partir de vocabulários existentes é a sua definição. A propriedade título Dublin Core, por exemplo, é definida como um nome dado ao recurso”. Se a definição atender as necessidades, essa propriedade será uma candidata para uso no perfil. No entanto, a adequação de uma propriedade para uso em uma determinada aplicação também depende do tipo de valores que a propriedade pode ter. Os tipos de valores destinados às propriedades devem corresponder aos permitidos das propriedades existentes que se deseja usar.

D) Sintaxe: O próximo e último passo é descrever o registro de metadados em detalhes. Na abordagem DCMI, um registro de metadados é baseado no modelo de conjunto de descrição, do inglês, (Description Set Model), e os detalhes de gravação são descritos no conjunto de descrição do perfil, do inglês DSP29, (Description Set Profile). Para cada Descrição e Declaração em um registro, o DSP define um modelo e cada modelo contém restrições relevantes especificando detalhes técnicos, como a repetibilidade de elementos ou restrições sobre valores permitidos (COYLE; BAKER, 2009, p. 8).

Como mencionado anteriormente, o uso e a definição de um guia para os futuros desenvolvimentos de perfis de aplicação para a mesma área, facilitam os desenvolvedores na aplicação de “como fazer“, e isso permite que eles não redupliquem informação e reutilizem dados já existentes em um perfil de aplicação

                                                                                                                         

29Detalhes sobre o desenvolvimento de um conjunto de descrições de um perfil são encontradas pelo

em funcionamento, facilitando a interoperabilidade entre eles. De acordo com Coyle e Baker (2009, p.8), esse guia “oferece instruções para aqueles que criarão os registros de metadados”, idealmente eles explicam cada propriedade e antecipam as decisões que devem ser tomadas no decorrer da criação de um registro de metadados.

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