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Comparaison avec les observations pour les restitutions de 6h31 et 7h016h31 et 7h01

Etude de la ligne de grains du 28 juillet 2006

3.4 Restitution microphysique avec les champs de vent restitu´es du RONSARD

3.4.2 Comparaison avec les observations pour les restitutions de 6h31 et 7h016h31 et 7h01

pesquisa como uma “µSUiWLFDSXUDVHPKLVWyULD¶  [impedindo] que se conheça e se recon- KHoDDYHUGDGHGDSUiWLFDFLHQWt¿FDFRPRSURGXWRGHXPhabitusFLHQWt¿FRGHXPVHQWLGR prático (de tipo muito particular)” (bourdieu: 2008d, 58).

No campo do design, outro historiador que discute as razões, sentidos e prejuízos advin- dos das diversas narrativas ideologizadas da história do design é o americano Clive Dilnot, com especial destaque para o artigo (já mencionado) 2(VWDGRGD+LVWyULDGR'HVLJQSUREOHPDV e possibilidades. Neste artigo, Dilnot faz um alerta circunstanciado contra o empirismo empo-

brecedor das pesquisas de muitos historiadores do design, capaz de gerar versões imprecisas e encantadas da história da atividade:

Se tomarmos como uma auto-evidência que o design é uma “coisa boa”, e que seus valores são in- corporados pela forma dos objetos de maneira transparente, de uma tal forma que não é necessário problematizá-los, mas apenas ilustrar a ideia de “bom design” com tais objetos, então rapidamente torna-se possível uma história canônica do “bom design”, embora neste processo não seja pro- duzido um entendimento consciente do design. (dilnot: 2010, s/p)

Em seus escritos, Dilnot também aponta para o paradoxal antiintelectualismo de muitas SUiWLFDVKLVWRULRJUi¿FDV

(…) a história do design também tem ignorado outras disciplinas acadêmicas. Se por um lado a po- tencial natureza interdisciplinar do assunto tem sido exaltada, assim como tem sido reconhecida a importância do econômico e do social, através da incorporação da história econômica e social nos planos de estudo dos cursos de graduação em design na Inglaterra, a real integração de percepções e métodos de outras disciplinas à pesquisa histórica em design tem sido postergada. Com algu- mas exceções, historiadores do design continuam mantendo-se acentuadamente refratários aos esquemas conceituais e métodos de interpretação oferecidos aos estudos históricos pela sociologia clássica, assim como os desenvolvimentos advindos do estruturalismo francês e do pensamento VHPLyWLFRHDVUHYROXo}HVQDKLVWRULRJUD¿DHLQWHUSUHWDomRKLVWyULFDIRUMDGRVSHOR0DU[LVPRHSHOD (VFRODGRV$QDLVQD)UDQoD0HVPRDOJXQVGRVPDLVVLJQL¿FDWLYRVDYDQoRVHPKLVWyULDGDDUWHWrP LJQRUDGRRXFRPSUHHQGLGRPDOVHXVSRWHQFLDLVVLJQL¿FDGRV dilnot: 2010, s/p)

O embate entre as distintas visões e funções das diversas histórias do design também ocorre no Brasil. Um de seus articuladores mais atuantes é o historiador Rafael Cardoso, cujo TXHVWLRQDPHQWRSULQFLSDOpGLULJLGRjWUDGLomRKLVWRULRJUi¿FDEUDVLOHLUDTXHFUHGLWDDRSHQ- samento moderno a implantação do design no Brasil, por meio da instalação da Escola Supe- rior de Desenho Industrial, debate que está registrado em seu livro Uma introdução à história

do design (2000), no qual o autor brasileiro contesta o legado da obra Pioneiros do desenho moderno: de William Morris a Walter Gropius, lançada originalmente em 1936, de autoria do

historiador alemão Nikolaus Pevsner (1902-1983).

Naquela obra, Cardoso tece severas críticas à tradição que vincula as práticas atuais do de- sign aos cânones europeus consagrados por Pevsner, e também às escolas pioneiras no Brasil,

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herdeiras do cânone modernista. Para esse autor, tais heranças seriam responsáveis por ocul- tar a gênese propriamente brasileira do design nacional, que residiria nas experiências pionei- ras realizadas no país desde o século xix, ocorridas em contextos desvinculados de escolas ou da tradição modernista européia.

Com formação em sociologia (Universidade Johns Hoskins, 1985) e história da arte (ufrj e Universidade de Londres, 1995), o autor vem atuando no Brasil desde meados dos anos 90, orientando pesquisas sobre práticas de projeto tidas como pioneiras no Brasil, em particular no Programa de Pós-graduação em Design da puC-Rio. Um dos frutos de sua produção recente é a coletânea2GHVLJQEUDVLOHLURDQWHVGRGHVLJQDVSHFWRVGDKLVWyULDJUi¿FD

(2005), que reúne artigos de sua autoria e de seus colaboradores e orientandos, sobre em- preendimentos brasileiros nos quais as ideias de projeto e design são estruturais.

As motivações principais da coletânea, bem como do projeto intelectual de Cardoso, são o questionamento do mito segundo o qual “o design brasileiro teve sua gênese por volta de

” (Cardoso: 2005, 7) e a recuperação de um passado projetual anterior a essa época, que permita “uma melhor compreensão daquilo que pode ser entendido como uma identidade

brasileira no campo do design” (Cardoso: 2005, 12). Para esse autor, teria surgido nos anos 50/60 “não o design propriamente dito – ou seja, as atividades projetuais relacionadas à

produção e ao consumo em escala industrial –, mas antes a consciência do design como con- FHLWRSUR¿VVmRHLGHRORJLD” (Cardoso: 2005, 7).

$VtQWHVHGDFUtWLFDGRDXWRUjKLVWRULRJUD¿DLQVWLWXFLRQDOUHVLGHQDD¿UPDomRGHTXH

… paralelamente à história do design vista pela ótica de seus praticantes e dos projetos por eles gerados, existe uma outra história do design que passa pelas escolas e por uma curiosa obsessão FRPOLQKDJHQVHYtQFXORVLQVWLWXFLRQDLVFRPRPDUFRVHVVHQFLDLVGDOHJLWLPLGDGHSUR¿VVLRQDO$Wp bem recentemente, por exemplo, não era incomum um designer brasileiro querer traçar a sua ge- QHDORJLDSUR¿VVLRQDOGDesdi para a Escola de Ulm e de lá para a Bauhaus, um tanto como certos

emergentes se dizem descendentes dessa ou daquela casa real da Europa (denis: 1999, 169).

O cânone modernista criticado por Cardoso é alvo dos questionamentos de outra impor- tante divulgadora do design no Brasil, e que se ocupa também da formulação de hipóteses sobre as supostas raízes brasileiras da atividade. Trata-se da jornalista Adélia Borges, atuante no campo desde meados dos anos 80, quando foi editora (entre 1987 e 1994) da Design & Interiores – primeira revista especializada em design do Brasil –, tendo sido posteriormente diretora do Museu da Casa Brasileira (entre 2003 e 2007), coordenadora do projeto do Pavi- lhão das Culturas Brasileiras (2008) e curadora da 3a Bienal Brasileira de Design (2010). Tais

projetos expressam a relevância de sua atuação no campo do design, bem como a proximi- dade com instâncias do poder público, em particular, o Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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