A tarefa foi realizada por um total de 20 alunos. A única orientação que receberam foi para acessarem o site e responderem às questões. Vejamos os resultados:
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Gráfico 1 – Frequência de uso.
Embora os alunos tenham revelado que fazem uso da biblioteca, a frequência é muito baixa. A grande maioria (80%) vai muito pouco ao ambiente (nunca 45%, raramente 25% ou algumas vezes por mês 10%).
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Gráfico 2 – Finalidade de uso.
Os resultados do gráfico 2 mostram que os alunos não usam a biblioteca para os fins propostos pelas diretrizes oficiais e por Pimentel (2007). Apenas 10% dos estudantes permanecem no espaço para consulta ao acervo. Os demais fazem isso como passatempo ou só com o objetivo de realizar empréstimo.
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Apesar de haver uma minoria satisfeita com os títulos disponíveis na biblioteca, a maioria (75%) se mostra descontente com o acervo. Do total, 25% nem procura mais o espaço em busca de material.
Gráfico 4 – Sobre o espaço físico.
Como dito anteriormente, a biblioteca encontra-se em funciona- mento parcial. Não há estantes suficientes para a organização do acervo nem mobiliário para acomodação dos usuários, seja para estudo em grupo seja para o individual. Obviamente, isso influencia a avaliação do estudante em relação a esse quesito. Mais de 80% mostraram-se insatisfeitos. De qualquer forma, o espaço é pequeno dado que, com a aquisição de novas estantes e materiais, ficará ainda mais reduzido.
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Gráfico 5 – Acesso para deficientes.
A opinião ficou dividida sobre a questão da acessibilidade por portadores de necessidades especiais. A biblioteca fica localizada no segundo piso e, como mencionado, o prédio possui acesso para cadeirantes. Porém, cabe ressaltar que as rampas são muito extensas e de considerável inclinação. A construção possui 3 andares e não há elevadores. Levando em conta que a obra é recente, o acesso para deficientes não foi facilitado em relação a construções mais antigas que possuem o mesmo método.
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Gráfico 6 – Sobre o mobiliário.
A biblioteca não possui espaço reservado ao público infantil e os aprendizes confirmaram essa observação. Do total, 32% afirmaram haver mesas e cadeiras para todos os usuários. Talvez isso tenha sido motivado pela forma como fazem uso do espaço, que possivelmente acontece em pequenos grupos organizados pelo docente. As mesas e cadeiras que se encontram na biblioteca não comportam uma turma entre 20 e 30 alunos, nem mesmo para estudo em grupos. Outra observação importante é que a questão 6 reúne em uma mesma opção “estudos em grupo e individuais”, forçando o aluno a selecioná-la ainda que ela seja válida parcialmente. No entanto, a área da biblioteca é pequena e não há acomodação suficiente para pesquisas ou estudos individuais. Salienta-se ainda o fato de não haver estantes com espaços disponíveis para novas aquisições, embora 32% dos alunos tenham marcado essa opção.
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Gráfico 7 – Sinalização.
Mais de 50% dos estudantes reconheceram haver sinalização externa que orienta o acesso à biblioteca. De fato, as placas indicativas foram fixadas rente ao teto, dificultando sua visibilidade. Talvez isso tenha interferido na avaliação dos demais alunos. Dos participantes, 40% não marcaram nenhuma opção. Embora haja sinalização externa, não foram verificadas placas de orientação interna nem referente ao acervo nem aos serviços prestados e/ou às normas.
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Gráfico 8 – Constituição do acervo.
Os dados do gráfico apontam que o acervo não é completo. Além de manuais instrucionais, livros e periódicos, há um conjunto de diferentes tipos de mapas geográficos. De fato, não foram encon- trados CDs e DVDs.
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=A maioria (75%) dos aprendizes não reconhece a biblioteca como um espaço de cidadania, com informações sobre empregos, legislação, entre outras. Embora o ambiente esteja interditado, não há qualquer indício de divisão por seções com o objetivo de atender a necessidades específicas da comunidade intra e extraescolar.
Gráfico 10 – Eventos na biblioteca.
Mais uma vez, é grande o número de estudantes (80%) que não veem a biblioteca como um espaço para a produção de eventos culturais. Normalmente, outros ambientes da escola são eleitos para peças teatrais, saraus e contos de histórias, infelizmente.
A avaliação dos aprendizes, de modo geral, revelou a falta de correspondência entre os padrões da biblioteca de sua instituição e o que apregoam as diretrizes oficiais. A edificação moderna e atual da escola cumpriu aspectos importantes, como rampas de acesso para deficientes e sinalização externa para facilitar a localização de setores e salas. Porém, o espaço destinado à biblioteca, como vimos, é muito pequeno para que possa ser usufruído para formação cultural na amplitude que se exige desse ambiente. A lacuna em relação à sina- lização interna, ao mobiliário para todos os usuários, aos espaços específicos para o público infantil, às áreas para pesquisa e estudo individual, às estantes para completa organização do acervo e para alocação de novas aquisições e ambientes destinados à produção
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de eventos culturais e de promoção da cidadania são barreiras ainda vigentes e que contribuem para manter a biblioteca escolar à margem do processo educativo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A extensão do conceito de biblioteca, para além de um lugar onde se guardam e conservam livros, forçou a fixação de novos parâmetros para que pudesse atender à demanda educacional no que tange à construção do conhecimento de forma dinâmica e informacional. Tais parâmetros, discutidos em textos oficiais, norteiam as confi- gurações mínimas que esse ambiente precisa ter para fazer parte dos espaços privilegiados da instituição que tratam da formação continuada e efetiva do aprendiz.
Este texto buscou discutir, em detalhes, de que forma tais exigên- cias estão inseridas nos padrões de construção das novas instituições de ensino pública. A análise comprovou que a biblioteca escolar continua desfocada tanto em relação à estrutura física quanto ao atendimento ao aprendiz/comunidade externa no que diz respeito a funcionamento interno, espaço para leitura, pesquisa e produção de eventos, além de falhas em sua tradicional função de disponibilizar ampla quantidade de materiais (livros, periódicos, CDs, DVDs, entre outros), organizar e conservar seu acervo.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Manual Básico da Biblioteca da Escola. Brasília: MEC; FNDE, 1998a.
______. Manual Pedagógico da Biblioteca da Escola. Brasília: MEC; FNDE, 1998b.
______. Programa Nacional Biblioteca da Escola.
Encartes de 4ª série, 8ª série e EJA. 2003.
FONSECA, Edson Nery. Introdução à
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FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca pública:
princípios e diretrizes. Rio de Janeiro, 2000.
KENT, Francis L. Books whitout chains: the story of libraries. Courier, Unesco, v. 6, n. 4, jun. 1953.
Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/
images/0007/000702/070250eo.pdf>. Acesso em: 14 jul. 2015. NASCIMENTO, Aline et al. Competência informacional no contexto da biblioteca escolar. In: MOLLICA, Cecília et al (Org.). Olhares transversais em pesquisa, tecnologia e inovação: o desafio da educação formal no século
XXI. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2012.
PEREIRA, Andréa Kluge. Biblioteca na escola. Brasília: Ministério
da Educação; Secretaria de Educação Básica, 2006. 57 p. PIMENTEL, Maria das Graças. Biblioteca Escolar.
Brasília: Universidade de Brasília, 2007. 117 pp. UNESCO. Manifesto da Unesco sobre bibliotecas
públicas. R. Bras. Bibliotecon. e Documentação, São
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