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Assim, diante dos atributos que foram identificados na análise de conceito realizada pelo estudo de Andriola (2016), aliado ao consenso dos especialistas na discussão do grupo focal, elaborou-se a seguinte definição para a proposição diagnóstica atraso no crescimento em adolescentes escolares: Crescimento abaixo do esperado para indivíduos de mesmo sexo, na faixa etária de 10 aos 19 anos.

As características definidoras e os fatores relacionados encontrados no estudo anterior foram analisados mediante o grupo focal. Destarte, alguns fatores relacionados tiveram seus rótulos alterados. Dentre elas, ―Alterações hormonais‖ passando a ser rotulado como ―distúrbios hormonais‖, visto que muitas das disfunções endócrinas apresentadas na definição conceitual já eram caracterizadas como distúrbios. Além disso, segundo os especialistas o termo alteração denota apenas uma variação do padrão normal, não sendo capaz representar o fenômeno maior, que é o atraso no crescimento. Para Imunodepressão/ Imunossupressão aplicou-se apenas imunodepressão no intuito do FR apresentar apenas um núcleo conceitual.

Ainda sobre esse componente, os especialistas julgaram que o FR ―Desordens do sistema nervoso central‖, encontrado na análise de conceito, já estaria contemplado em outros fatores que permaneceram no estudo, como exemplo cita-se ―distúrbios hormonais‖. Destarte, o estudo de Andriola (2016) apresenta, em sua definição conceitual, que as desordens no sistema nervoso central são problemas que envolvem a região do hipotálamo-hipófise, dessa forma, o FR ―distúrbios hormonais‖ já refletiria o que a autora pospôs para o atraso no crescimento em adolescentes.

Os especialistas julgaram a necessidade de adicionar outros fatores que estavam ligados a proposição atraso no crescimento em adolescentes escolares. Há exemplo de ―Efeitos indesejáveis de terapias‖ e ―Privação emocional‖. A inserção desses fatores partiu dos seguintes argumentos: 1) Existem terapias de conhecimento mais abrangente, como exemplo para pacientes renais crônicos, que interferem no padrão de crescimento e 2) Crianças institucionalizadas podem sofrer atraso no seu

padrão de crescimento. Diante dessas prerrogativas, os especialistas aconselharam voltar na literatura a procura de exemplos de terapêuticas que poderiam influenciar no crescimento, bem como, privações emocionais que interferisse nos padrões normais desse fenômeno.

Relacionado às características definidoras, não ocorreram modificações em seus rótulos, exclusão ou inserção. Entretanto, grande parte dos componentes do diagnóstico proposto possuíram suas definições conceituais e referenciais empíricos modificados. As principais modificações relacionam-se a: forma de escrita, clareza nas descrições e objetividade. Tornou-se necessário ainda voltar à literatura e complementar o referencial empírico de alguns componentes, inserindo padrões de normalidade, clarificando e pormenorizando algumas aferições.

O produto final da análise de conteúdo realizada nesse estudo está apresentado no quadro 1. No intuito de organizar e aproximar ao padrão de apresentação diagnóstica proposto pela NANDA-I, os componentes diagnósticos estão listados em ordem alfabética.

Quadro 1 – Proposição do diagnóstico de enfermagem Atraso no Crescimento em Adolescentes Escolares. Natal, 2017

ATRASO NO CRESCIMENTO Domínio

13: Crescimento/desenvolvimento Classe

1: Crescimento

Definição: Crescimento abaixo do esperado para indivíduos de mesmo sexo, na faixa etária de 10 aos 19 anos.

FATORES RELACIONADOS Desnutrição crônica

Definição conceitual: Estado de desequilíbrio nutricional, resultante de ingestão insuficiente de nutrientes para atender às necessidades fisiológicas normais, acarretando em magreza, com redução de massa muscular e do tecido celular subcutâneo e déficit de estatura.

Referencial empírico: A avaliação do estado nutricional, e consequente identificação da desnutrição, podem ser realizadas por meio do índice de altura para idade (muito baixa estatura para a idade) e/ou Índice de Massa Corporal (IMC) para idade e sexo (magreza acentuada) < Escore Z -3 ou valores < Percentil 0,1. Caso o adolescente apresente pelo menos um dessas características o fator relacionado estará presente.

Referência

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção

Básica. Orientação para coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 76 p

COSSIO-BOLAÑOS, M. A et al. O uso das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde em crianças e adolescentes que vivem em regiões de altitude moderada. Rev Paul Pediatr. v. 30, n. 3, p. 314-320, 2012.

PORTO CC. Exame Clínico: bases para a prática médica. 6 ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan, 2008.

RECINE, E.; RADAELLI, P. Obesidade e Desnutrição. Brasília NUT/FS/UnB – ATAN/DAB/SPS/MS.

Distúrbios genéticos

Definição conceitual: Alterações cromossômicas, herdadas ou não, manifestada em qualquer ciclo de vida.

Referencial empírico: Verificar em registro escolar, prontuário e/ou indagar ao adolescente/familiar quanto à presença de distúrbios genéticos: síndrome de Turner, síndrome de Down, fibrose cística, anemia falciforme, talassemia, hipotireoidismo congênito, síndrome de cuhing. Caso o paciente apresente qualquer um dos distúrbios genéticos listadas, o fator relacionado estará presente.

Referência

FLÓRIA-SANTOS, M. et al. Desordens genéticas: o papel do enfermeiro. Proenf saúde do

adulto. v. 6, n. 3, p. 71 -110, 2011.

NUSSBAUM, RL. Thompson & Thompson – Genética Médica. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan, 2002.

Distúrbios hormonais

Definição conceitual: Defeitos na função endócrina que promovem produção anormal de hormônios, a exemplo de alterações nos níveis de hormônio do crescimento, insulina, cortisol, somatomedina C, progesterona, testosterona, Tri-iodotironina (T3), hormônios tireoidianos. Referencial empírico: As alterações dos níveis hormonais são verificadas a partir de medições laboratoriais, cujos valores de normalidade estarão dispostos a seguir.

Hormônio do crescimento: Nos casos de suspeita de deficiência isolada de GH são necessários dois testes provocativos para que se estabeleça o diagnóstico. Os testes provocativos envolvem estímulos como a administração de insulina, argina, clonidina, levodopa, e glucagon. O teste com hipoglicemia insulínica não deve ser realizado em crianças com história de convulsões, cardiopatias ou em menores de 20 kg. Habitualmente considera-se como resposta normal um pico de GH> 10 ng/ml após estímulo.

Insulina:

Imunorreativa: 0-35 µUI/mL ou 0-243 pmol/L Livre: 0-10 µUI/mL ou 0-69 pmol/L

Cortisol: Após a primeira semana de vida, os níveis de cortisol alcançam valores iguais aos de adultos. 8 h: 5-23 µg/dL ou 138-935 nmol/L 16 h: 3-16 µg/dL ou 83-441 nmol/L Meia-noite: <50% do nível às 8h Somatomedina C: Continua

Idade (anos) Homens Mulheres (ng/mL) (nmol/L) (ng/mL) (nmol/L) 11-13 55-216 7,2-28,3 65-226 8,5-29,6 14-15 114-232 14,9-30,4 124-242 16,2-31,7 16-17 84-221 11,0-28,9 94-231 12,3-30,3 18-19 56-117 7,3-23,2 66-186 8,6-24,4 Progesterona:

Idade (anos) Mulheres

(ng/mL) (nmol/L) Pré-púberes 0,1-0,3 <3,2 Folicular 0,1-0,7 0,5-2,3 Lútea 2-25 6,4-79,5 18-19 66-186 8,6-24,4 Homens <1,0 3,2

Testosterona: Níveis na puberdade

Meninos: 1,4-156 pg/mL ou 4,9-541 pmol/L Meninas: 0,1-5,2 pg/mL ou 3,5-18,0 pmol/L Hormônio estimulante da tiroide (TSH):

Crianças e adolescentes: 0,7-6,4 µU/mL ou 0,7-6,4 um/L. Tri-iodotironina (T3) total:

1-14 anos: 105-245 ng/dL ou 1,6-3,8 nmol/L 12-23 anos: 82-213 ng/dL/ ou 1,3-3,28 nmol/L Tiroxina (T3) total:

Crianças e adolescentes: 6,4-13,3 µg/dL ou 83-172 nmol/L

Caso o paciente apresente qualquer alteração nos valores apresentados para cada distúrbio hormonal listado, o fator relacionado estará presente*.

*Os valores ou padrões de referência podem variar com o método e com a análise realizada. Dessa forma, é necessário verificar qual método foi empregado pelo laboratório.

Referência

FISCHBACH, F.; DUNNING, M. B. Manual de Enfermagem: exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara.

ROGOL, A. D.; HAYDEN, G. F. Etiologies and Early Diagnosis of Short Stature and Growth Failure in Children and Adolescents. The Journal of Pediatrics. v. 164, n. 5, 2014.

Doenças crônicas

Definição conceitual: Doenças permanentes causadas por alterações patológicas irreversíveis que produzem incapacidade e exigem supervisão, observação e cuidados.

Referencial empírico: Durante a anamnese, o indivíduo deverá ser questionado quanto à presença de doenças crônicas, a exemplo de doenças inflamatórias intestinais, doença celíaca, fibrose cística, artrite juvenil idiopática, diabetes mellitus, doenças renais (nefrite crônica, acidose tubular renal, hipoplasia renal), respiratórias (asma brônquica), doenças hematológicas

(anemia crônica). O prontuário também deverá ser consultado acerca de antecedentes pessoais do adolescente. Caso o paciente apresente qualquer uma das doenças crônicas listadas, o fator relacionado estará presente.

Referências

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Chronic diseases and their common risk factors. Disponível em: www.who.int.

POTTER, P.A; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara.

Efeitos indesejáveis de terapias

Definição conceitual: Efeitos terapêuticos não desejados capazes de afetar os sistemas e interferir no crescimento do adolescente.

Referencial empírico: Em entrevista, investigar a realização de radioterapia, quimioterapia, tratamento para doença renal crônica, terapia com corticoides e antirretrovirais, com a ocorrência de retardo no crescimento estatural, de órgãos ou alterações puberais. Realizar exame físico para verificar a presença de alterações relacionadas a essas terapias, caso seja confirmado, o fator relacionado estará presente.

Referência

BADRI, D. E. et al. Sexual maturation in Moroccan patients with juvenile idiopathic arthritis. Rheumatology International. v. 34, p. 665–668, 2014.

LOURENÇO, B.; QUEIROZ, L. B. Crescimento e desenvolvimento puberal na adolescência. Revista Medicina (São Paulo). v. 89, n. 2, p. 70-75, 2010.

POZO, J.; ARGENTE, J. Delayed puberty in chronic illness. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism. v. 16, n. 1, p. 73–90, 2002.

SZUBERT, A. J. et al. Pubertal development in HIV-infected African children on first-line antiretroviral therapy. AIDS. v. 29, n. 5, p. 609–618, 2015.

Estresse físico prolongado

Definição conceitual: Atividade que envolve esforço físico intenso, extenuante, de modo a promover esgotamento dos níveis de gordura e proteínas e, assim, conduzam a um balanço energético negativo.

Referencial empírico: Em entrevista, questionar o adolescente, se o mesmo está exposto a atividades que ocasionem estresse físico. Realizar exames laboratoriais para verificar nível de cortisol e/ou mensurar índices de gordura corporal para aqueles que em suas atividades passam por esforço físico intenso.

Mulheres Anos Baixo nível de

gordura

Normal Acima do nível de gordura

6 – 11 11–13% 14–23% ≥ 24

12 – 15 12–15% 16–24% ≥25

16 – 39 17–20% 21–28% ≥ 29

Homens Anos Baixo nível de

gordura

Normal Acima do nível de gordura

6 – 11 9 – 11% 12–20% ≥ 21

12 – 5 7 – 9% 10–19% ≥20

16 – 39 10–12% 13–20% ≥ 21

Cortisol: Após a primeira semana de vida, os níveis de cortisol alcançam valores iguais aos de adultos.

8 h: 5-23 µg/dL ou 138-935 nmol/L 16 h: 3-16 µg/dL ou 83-441 nmol/L Meia-noite: <50% do nível às 8h

Será considerada presente a característica definidora quando o adolescente afirmar realizar esforço físico extenuante e esse possuir valores de cortisol e/ou de gordura abaixo do padrão de normalidade*.

*Os valores ou padrões de referência podem variar com o método e com a análise realizada. Dessa forma, é necessário verificar qual método foi empregado pelo laboratório.

Referências

FISCHBACH, F.; DUNNING, M. B. Manual de Enfermagem: exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara.

IRFAN, M. et al. Physical stress may result in growth suppression and pubertal delay in working boys. Journal of Medical Hypotheses and Ideas. v. 6, p. 35–39, 2012.

Imunodepressão

Definição conceitual: Estado de deficiência do sistema imunitário em responder aos agentes agressores podendo ser primária e/ou secundária. Primária quando é dependente de fatores genéticos hereditários que afetam o processo de defesa imunológica. A forma secundária é consecutiva a um fator externo que afeta o sistema imunológico.

Referencial empírico: A eficiência do sistema imunológico pode ser avaliada a partir de exames laboratoriais que verifiquem a produção de alguns de seus elementos específicos. O examinador irá observar no prontuário do paciente o valor encontrado. Será considerado normal: Contagem diferencial 6-16 16-18 >18 Leucócitos 5-11 5-11 3-6 Segmentados 32-54 34-64 50-62 Eosinófilos 0-3 0-3 0-3 Linfócitos 27-57 25-45 25-40 Monócitos 0-5 0-5 3-7 Basófilos 0-1 0-1 0-1

O fator relacionado estará presente quando houver uma contagem de leucócitos superior aos parâmetros de normalidade e/ou alterações no leucograma diferencial*.

*Os valores ou padrões de referência podem variar com o método e com a análise realizada. Dessa forma, é necessário verificar qual método foi empregado pelo laboratório.

Referências:

COSTA-CARVALHO, B. T.; NUDELMAN, V.; CARNEIRO-SAMPAIO, M. M. S. - Mecanismo de Defesa contra Infecção. Jornal de Pediatria. v.1, p. S3-S11, 1998.

FISCHBACH, F.; DUNNING, M. B. Manual de Enfermagem: exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara.

REZENDE, J. M. Imunodepressão, imunossupressão. Revista de patologia tropical. v. 40, n. 2, p. 199-201, 2011.

Privação emocional

Definição conceitual: Privação afetivo e sentimental que gerem emoções negativas e possam ocasionar deficiência transitória da liberação do hormônio do crescimento.

Referencial empírico: investigar relacionamento familiar e social que envolvam transtorno de

apego relacionado ao distanciamento das relações familiares, remoção da casa da família, separação abrupta dos responsáveis, institucionalização da criança, formas severas de abuso, adoção e negligência aos cuidados básicos, que repercutam em emoções negativas.

O fator relacionado estará presente quando o paciente apresentar algumas das privações emocionais listadas.

Referência

BADRI, D. E. et al. Sexual maturation in Moroccan patients with juvenile idiopathic arthritis. Rheumatology International. v. 34, p. 665–668, 2014.

MASI, G.; BROVEDANI, P. Adolescents with congenital heart disease: psychopathological implications. Adolescence. v. 34, n. 133 p. 185, 1999.

SHEVELL, M. Global Developmental Delay and Mental Retardation or Intellectual Disability: Conceptualization, Evaluation, and Etiology (Developmental Disabilities, Part I). Pediatric Clinics of North America. v. 55, n. 5, p. 1071–1084, 2008.

CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS Atraso no surto de crescimento puberal

O surto do crescimento puberal não ocorre à época esperada. De um modo geral, início do surto ocorre por volta dos dez anos de idade para as meninas, atingindo o pico aos 12 anos, e para os meninos, tem início aos 12 anos e pico aos 14, devendo-se considerar o desvio padrão de um ano para cada sexo.

Referencial empírico: A partir da radiografia de mão e punho pode-se observar as fases de mineralização dos ossos do carpo, da mão e os estágios epifisários das falanges distal, média e proximal. O gráfico da curva de crescimento do surto de crescimento puberal (SCP) expõe a sequência das fases de mineralização dos centros de ossificação da mão e punho. O paciente é localizado dentro da curva quanto ao seu estado de crescimento, de acordo com a fase de mineralização dos ossos da mão e punho. Destarte, a avaliação dessas radiografias permite a identificação dos indivíduos que estão na vigência do pico do surto de crescimento puberal.

EVENTOS DE MATURAÇÃO ESQUELÉTICA AVALIADOS NAS RADIOGRAFIAS CARPAIS

FASE EVENTOS DESCRIÇÃO

1° Antes do início

do SCP

FD: Largura igual entre as epífises e a diáfise da falange distal FP= Largura igual entre a epífise e a diáfise da falange proximal FM= Largura igual entre a epífise e a diáfise da falange média 2°

Inicio do SCP

G1 Inicio do aparecimento do gancho do osso Ganchoso Psi Mineralização do osso psiforme

R= Largura igual entre a epífise e a diáfise do rádio FScap Capeamento das falanges distais

3° Pico do SCP(PVCP)

S Visualização do osso sesamóide

G2 Gancho do osso ganchoso nitidamente visível FPcap Capeamento das falanges proximais

FMcap Capeamento das falanges medianas Rcap Capeamento da epífise do rádio 4°

Fim Do SCP

FDui Início da união das falanges distais FPui Inicio da união das falanges proximais FMui Inicio da união das falanges medianas

FDut União total epifisária nas falanges distais 5º

Fim do

FPut União total epifisária nas falanges proximais PMut União total epifisária nas falanges medianas

crescimento Rut União total epifisária no rádio

A partir disso, a ocorrência ou não do pico será analisada em conjunto com a idade cronológica do indivíduo para se investigar se está em consonância com a idade esperada para que o surto ocorra.

Referências

PRATA, T. H. C. Estudo do Crescimento Maxilar e Mandibular na Fase de Aceleração do Surto de Crescimento Puberal. Rev Dental Press Ortodon Ortop Facial (Maringá). v. 6, n. 4, p. 19-31, 2001.

MERCADANTE, M. N. N. Radiografia de mão e punho. In: FERREIRA, F.V. Ortodontia: diagnóstico e planejamento clínico. 2. ed. São Paulo: Artes Médicas, 1998.

Baixa estatura por idade e sexo

Definição conceitual: O crescimento estatural do adolescente não corresponde ao padrão esperado para idade e sexo.

Referencial empírico: A estatura pode ser mensurada a partir de estadiômetro fixado na parede. O indivíduo deverá ficar de costas para a parede, descalço e sem adornos na cabeça, com calcanhares juntos e coluna o mais ereta possível. A cabeça, ombros, nádegas e calcanhares devem manter contato com a superfície vertical. O adolescente deverá olhar para frente, mantendo a cabeça em ângulo reto com o pescoço e a visão no eixo horizontal. O cursor que desliza ao longo da superfície vertical deve ser colocado no topo da cabeça do indivíduo. Após isso, esse deverá afastar-se da parede/estadiômetro e a mensuração da estatura é gravada com a aproximação de 0,1 cm. A idade deverá ser calculada a partir da data de nascimento, verificada em documento de identificação. Esses valores serão identificados no gráfico de estatura por idade (dos 10 aos 19 anos), elaborado pela OMS (2007).

Após identificados os valores nos gráficos, serão adotados como referência os seguintes parâmetros, norteados pelo WHO (2007):

VALORES PARAMETRO

NUTRICIONAL < Percentil 0,1 < Escore-z -3 Muito baixa estatura para a

idade ≥ Percentil 0,1 e <

Percentil 3

≥ Escore-z -3 e < Escore-z

-2 Baixa estatura para a idade ≥ Percentil 3 ≥ Escore-z -2 Estatura adequada para a idade Caso o adolescente apresentem escores ≥ z -3 e < z -2 a característica definidora baixa estatura para a idade estará presente.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância alimentar e nutricional – SISVAN: orientações básicas para coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde. Brasília (DF), 2004.

ROGOL, A. D.; HAYDEN, G. F. Etiologies and Early Diagnosis of Short Stature and Growth Failure in Children and Adolescents. The Journal of Pediatrics. v. 164, n. 5, 2014.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (HWO). Growth reference 5-19 years. 2007. Disponível em: http://www.who.int/growthref/en/

Baixo peso por idade e sexo

Definição conceitual: Crescimento ponderal dos adolescentes não corresponde ao padrão esperado para idade e sexo.

Referencial empírico: A massa corpórea deve ser mensurada a partir de balança mecânica de plataforma ou balança digital. Os adolescentes devem ser pesados descalços e usando roupas leves. A idade deverá ser calculada a partir da data de nascimento, verificada em documento de identificação. Logo após, esses valores devem ser inseridos na formula para calcular o IMC, onde o mesmo será calculado pelo peso em quilogramas dividido pela altura em metros ao quadrado Esses valores serão identificados no gráfico de IMC por idade (dos 10 aos 19 anos), elaborado pela OMS (2007) de acordo com o sexo do adolescente.

Após identificados os valores nos gráficos, serão adotados como referência os seguintes parâmetros, norteados pelo WHO (2007):

VALORES PARAMETRO

NUTRICIONAL < Percentil 0,1 < Escore-z -3 Magreza acentuada ≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3 ≥ Escore-z -3 e < Escore-z -2 Magreza ≥ Percentil 3 e ≤ Percentil 85 ≥ Escore-z -2 e ≤ Escore-z +1 Eutrofia > Percentil 85 e ≤ Percentil 97 ≥ Escore-z +1 e < Escore-z +2 Sobrepeso > Percentil 97 e ≤ Percentil 99,9 ≥ Escore-z +2 e ≤ Escore-z +3 Obesidade

> Percent l 99,9 > Escore-z +3 Obesidade grave Caso o adolescente apresentem escores ≥ z -3 e < z -2 a característica definidora baixo peso para a idade e sexo estará presente.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância alimentar e nutricional – SISVAN: orientações básicas para coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde. Brasília (DF), 2004.

ROGOL, A. D.; HAYDEN, G. F. Etiologies and Early Diagnosis of Short Stature and Growth Failure in Children and Adolescents. The Journal of Pediatrics. v. 164, n. 5, 2014.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (HWO). Growth reference 5-19 years. 2007. Disponível em: http://www.who.int/growthref/en/

Diminuição da massa óssea por idade e sexo

Definição conceitual: diminuição do conteúdo mineral ósseo e densidade mineralóssea. Referencial empírico: As medições são realizadas com o indivíduo em pé, pelo menos 10 minutos, de forma a reduzir possíveis erros com as alterações agudas na distribuição de fluido corporal. O indivíduo deve retirar todos os acessórios de metal, permanecer descalços e com roupa de banho e se posicionar em cima dos eletrodos que se encontram acoplados à plataforma do equipamento. Antes de a medição ser efetuada o avaliador deve se certificar que as pernas e coxas, assim como braços e tronco não estão em contato. Como também pode usar a densitometria óssea.

Anos MULHERES HOMENS

6 – 11 15–19% 15–19%

12 – 15 14–18% 15–19%

16 – 39 15–19% 16–20%

Caso o adolescente apresente índices inferiores aos apresentados de acordo com a idade e sexo a característica definidora estará presente.

Referências

BRANDÃO, C. M. A.; VIEIRA, J. G. H. Fatores Envolvidos no Pico de Massa Óssea. Arq Bras Endocrinol Metab. v.43, n.6, 1999.

MOUAD, M. Validação da bioimpedância elétrica por multifrequência na determinação da massa gorda, massa isenta de gordura e osso e conteúdo mineral ósseo em atletas. 2013. 61 fls. Dissertação (Mestrado em exercício e saúde) – Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2013.

Estatura final inferior ao alvo genético

Definição conceitual: Quando a estatura-alvo estimada de um adolescente a partir da estatura final de seus pais se torna inferior

Referencial empírico: calcula-se a partir da seguinte fórmula: (targetheight = TH): TH (meninos) = (estatura do pai) + (estatura da mãe + 13)/ 2; TH ( meninas) = (estatura da mãe) + (estatura do pai – 13)/ 2. Nessa previsão, para se avaliar a altura final com dois desvios-padrão, no cálculo deve-se somar ou subtrair 10 cm do valor encontrado. Abaixo de dois desvios-padrão da estatura alvo, a estatura do adolescente avaliado será considerada inferior ao seu alvo genético.

Referências

COUTINHO, MFG. Crescimento e desenvolvimento. In: LIBERAL, E. F.; VASCONCELOS, M.