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3. La niche écologique de l’automobile : une espèce invasive

3.2. Les barrières techniques

3.2.1 Le Boulevard de la Mort

É notório afirmar que qualquer contribuição feita por pessoas, que fazem parte de uma das comunidades quilombolas pertencente à área de abrangência da escola, para o desenvolvimento da cidadania dos alunos, não há duvida, aqui, que esta pessoa assume um “papel” relevante quando desempenha a função social no momento que se articula um novo paradigma de ensino com base, também, no saber do cotidiano comunitário.

Para que as demais pessoas, que fazem parte desse contexto, possam refletir sobre o saber e o fazer diante da sua realidade, consequentemente, facilitará o processo de aprendizagem, seja de forma individual ou coletiva (PINTO, 2010).

A maioria das pessoas que participaram deste estudo, pertencentes às comunidades quilombolas, tanto de Macapazinho quanto de Boa Vista do Itá, sempre estão dispostas a contribuir com a Escola. Como já foi constatado, anteriormente, podendo ser a partir de ações simplista, assim como por atividades

113 complexas, e este contato fez com que o trabalho educativo, desenvolvido na Escola

Agrícola Maurício Machado, consiga valorizar os saberes culturais pertencentes a essas comunidades em questão.

A elaboração de projetos pedagógicos, voltados para o processo ensino e aprendizagem dos alunos. Permitiu, que durante este estudo, indaga-se se seguinte questão: Em sua opinião, qual o seu conceito sobre a elaboração de projetos pedagógicos que tende a valorizar os saberes culturais desenvolvidos na sua comunidade e sua efetivação na Escola Maurício machado? Teve como resultado:

Gráfico 06 – Respostas das pessoas, pertencentes às comunidades quilombolas de Macapazinho e Boa Vista do Itá, sobre a questão: Qual o seu conceito sobre os Projetos Pedagógicos da instituição de ensino em relação à valorização aos saberes culturais provenientes das comunidades quilombolas?

Fonte – Questionário Aplicado às comunidades quilombolas de Macapazinho e Bia Vista do Itá.

Observa-se que não há uma diferença expressiva, a partir dos resultados esperados neste trabalho de investigação. Contudo, percebe-se que, 49% das pessoas, responderam, afirmativamente, que há excelência na elaboração de projetos pedagógicos pela Escola Agrícola Maurício Machado, valoriza os saberes culturais das comunidades quilombolas.

Acreditando, que toda e qualquer proposta educativa que valoriza os saberes populares, de uma comunidade, consegue captar a essência que está presente no modo de vida deles, possibilitando, de forma quase instantânea, a captação de situações que estão em permanentes processos de mudanças, em função das potencialidades individuais de criar e recriar valores e expressões estéticas, como defendido por Matos (2011), que, além de tudo, gera aprendizagem no próprio aluno.

Tudo isso, pressupõe níveis diferenciados de entendimento, pois 41% das pessoas, acreditam que, todo esse processo que envolve a relação entre os projetos pedagógicos e o saberes culturais das comunidades quilombolas em função do

114 processo ensino e aprendizagem dos alunos, é conceituado como bom. Tendo em

vista que o foco de observação não está centrado no conteúdo que o projeto pode apresentar, mas na sua capacidade de contextualizar a realidade dessas comunidades quilombolas, por meio de seus saberes culturais, como propõem Gadotti e Romão (2011).

Todavia, quando um aluno do ensino fundamental regular, nas atividades agrícolas, não consegue estabelecer relação entre a quantidade de semente de uma hortaliça, com o preparo do solo, a quantidade da safra e tempo para colheita com o lucro dessa produção, é a experiência do sujeito pertence a uma das comunidades, de preferência quilombola, que facilita a compreensão desse processo diante da complexidade exposta na perspectiva do resultado esperado, tendo em vista que na maioria das vezes, por coincidência, são alunos matriculados em turmas de EJA na escola, que desde sempre trabalhou na terra e dela fez produzir todo seu conhecimento empírico na área de agricultura.

Como se pode perceber, neste exemplo acima, é o saber cultural desse sujeito que faz a diferença, quando o assunto envolve a prática de campo, isso induz a equipe pedagógica da escola juntamente com seu corpo docente pensem na melhor proposta em função do planejamento, construção e execução do projeto pedagógico que se deseja.

Tudo isso, permite, internamente, na Escola Agrícola Maurício Machado, que a cada bimestre, do ano letivo, haja um projeto que norteie a aprendizagem dos alunos a partir da valorização dos saberes culturais, latentes às comunidades quilombolas. Isso deve ocorrer, porque para a escola o ensino simboliza uma série de significados que o aluno faz jus, em função de várias situações que ele mesmo constrói com a finalidade de articulação dos instrumentos didáticos a partir dos paradigmas adotados pelos professores, como defendido por Barcelos (2012).

Respectivamente, considerando as respostas dos demais, 7% alegam, conceitualmente, acontece de forma regular, e 3% afirmam que ocorre de maneira ruim, o processo de valorização dos saberes culturais por meio de projetos pedagógicos.

Com base nos dados acima, percebe-se que o processo de elaboração dos projetos pedagógicos que tendem a valorizar os saberes culturais pertencentes às comunidades quilombolas, facilitando o entendimento que, das noventa e uma (91) pessoas, apenas nove (09) acreditam na inviabilidade desse método, tudo isso é

115 reflexo da distância de algumas pessoas da comunidade para com o trabalho

realizado pela Escola Agrícola Maurício Machado.

Embora, diante da análise aparente, torna-se interessante perceber que essas pessoas não acreditam em suas próprias potencialidades culturais, em que seus costumes a partir dos modos de vida, conforme os postulados de Soares, Giovanetti e Gomes (2006), ao invés de unir, promove a distância ímpar e equivocada, diante das exigências contidas nos projetos pedagógicos, elaborados pela escola, os quais acreditam-se, não deveria apresentar relação direta com o saber do cotidiano dessas comunidades quilombolas.

É bem verdade que a aprendizagem dos alunos não depende exclusivamente dessa relação, que envolve diretamente a inclusão dos saberes culturais nos projetos pedagógicos propostos pela Escola Agrícola Maurício Machado. O aprendizado do aluno depende, no geral, da riqueza dinâmica entre os elementos que são atribuídos a determinados valores e significados diante daquilo que se pretende construir com os elementos existentes, por meio de uma nova visão elaborada pelo aluno a partir da sua ação cognitiva, ideia defendida por Pinto (2010).

Isso determina que quanto mais complexo for o feedback, entre o sujeito e o objeto, mais relevante fica a aprendizagem do aluno. Por isso nenhum meio didático assume o ápice da aprendizagem, mesmo quando à capacidade intelectual do aluno do reflete, incansavelmente, sobre o mundo que vive. Portanto, este aluno sempre poderá aprender aquilo que desconhece, mediante articulação com aquilo que ela já sabe, que é proveniente dos seus saberes culturais, estando de acordo com os pressupostos defendidos por Mézáros (2008).

A justificativa a estes resultados apresentados, no gráfico acima, perpassa pela exposição de opiniões diversificadas que inspiram as perspectivas educacionais para elaboração de diversos projetos pedagógicos, os quais orientam alguns caminhos para o processo de aprendizagem dos alunos, mediante a utilização do saberes culturais existentes na contextualidades das comunidades quilombolas. Nesse caso, optou-se em classificar cinco pontos de convergências que expões as razões, em relação, às respostas contidas no gráfico, a saber:

ü No primeiro ponto de análise, perpassa pela confiança que os sujeitos

atribuem ao trabalho do corpo docente da Escola Agrícola Maurício Machado, tendo em vista que estes conseguem realizar o enfretamento perante a dúvida do aluno a partir de seus sabres;

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ü No segundo, são expostos pelos sujeitos das comunidades, que o

processo de aprendizagem, que utiliza dos seus saberes culturais proveniente do das comunidades quilombolas, refletem, contundentemente, a necessidade que os alunos apresentam em conhecer sua própria realidade na diversidade existente, fazendo dela instrumento de inclusão social;

ü Já no terceiro ponto, as pessoas afirmaram que no decorrer do ano letivo, os professores conseguem explorar, por meio de ação didática diversificada, a cultura quilombola, acompanhando e avaliando os resultados apresentados a partir do desenvolvimento intelectual dos alunos, sejam matriculados em de EJA ou do Ensino Fundamental regular. A partir daí os docentes utilizam os resultados constatados para divulgá-los nas reuniões pedagógicas que escola realiza com os alunos e comunidades, justamente para que seja discutido um novo projeto pedagógico com outras finalidades específicas;

ü Enquanto isso, o quarto ponto de discussão, perpassa pela ideia que a

maioria dos projetos pedagógicos, os quais utilizam dos saberes culturais das comunidades quilombolas, como paradigmas que mantém a dinâmica educacional a partir da tematização de palavras geradoras em relação à realidade do aluno, permite a codificação e decodificação de temas destacados para que o professor procure, em conjunto com seus discentes, o significado social desses temas, na parte metodológica do projeto, onde os alunos de EJA serão engajados como “monitores” dos discentes menores do ensino fundamental regula, em que auxiliarão nas atividades de prática de campo.

ü

Contudo, para finalizar, no quinto ponto, a discussão perpassa pela opinião positiva em relação ao projeto voltado para educação ambiental que, segundo relatos, é um projeto que apresenta caráter crítico e transformador para emancipação dos alunos no geral, com a utilização de temas especificamente ambientais, com base nos conteúdos curriculares assistidos pelos costumes culturais das comunidades quilombolas.

4.1.8 – Trabalho técnico-administrativo executado na Escola