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4.2 Architecture pour systèmes multi-senseur multifonction

4.2.3 Description de l’architecture

4.2.3.3 Boucle asservie Agent/Ordonnanceur/Senseurs/Track-

51 Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 02 jan. 2018. 52Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp-

content/uploads/2018/04/BNCC_EnsinoMedio_embaixa_site.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2018.

53 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base-nacional-comum-curricular-bncc>. Acesso em: 02 jan. 2018.

54 BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=32131-educacao-dh-

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Em diferentes regiões no Brasil, estudantes ficaram à frente nas mobilizações contrárias à reforma curricular, e nos meses de outubro e novembro de 2016, realizaram ocupações em várias escolas nos estados da federação, incluindo a EEU, por um período aproximado de 45 dias. Jovens contrários às novas medidas direcionadas à educação e consequente reformulação do currículo do Ensino Médio. De um modo geral, o receio dos jovens e profissionais se refere a tendência no decorrer dos anos

do itinerário de formação técnica e profissional se disseminar nas periferias ou áreas que atendem a populações mais pobres, ficando a possibilidade da opção por outros itinerários, que formariam melhor para a educação superior, concentrada em áreas de mais alta renda ou nas escolas particulares. Além disso, diante do projeto de limitação dos gastos públicos, é com desconfiança que pensamos a qualidade desse itinerário técnico, que exigiria, para seu sucesso, investimentos em estrutura (laboratórios, equipamentos, tecnologias) e em professores especializados (OLIVEIRA, 2017, p. 96-97).

Os adolescentes embasaram seu argumento contrários à reforma demonstrando o descaso de muitas gestões governamentais com os prédios das Instituições de Educação Básica, onde há a ausência de laboratórios, ou seu abandono (situação que vivenciamos no estado de Minas Gerais), salas de aulas precárias ou em condições insuficientes do mínimo de infraestrutura para seu funcionamento (lâmpadas queimadas, tomadas sem funcionamento, pouca iluminação e ventilação), portas, janelas e mobília quebradas.

Em algumas escolas, principalmente no estado de São Paulo, durante as ocupações os secundaristas criaram grupos de trabalho, a partir de doações, para realizarem pequenos reparos. Na grande maioria das escolas, os e as jovens buscaram administrar seu tempo em atividades de limpeza e conservação dos prédios públicos, palestras, grupos de estudos, rodas de conversa, oficinas com jogos e demais ações artísticas, sensibilizando a afetividade e outras maneiras de aprendizagem dentro dos ambientes escolares. As oficinas buscavam através da Arte e das medicinas holísticas55, como a meditação e Yoga, por exemplo, sensibilizar e cuidar das diferentes inteligências, tão importantes à formação do sujeito quanto o próprio intelecto, geralmente priorizado dentro do currículo atual conteudista do ensino no Brasil.

O movimento, dentre os pontos de reivindicações, exigia do governo a ampliação dos espaços de diálogo, anteriores a quaisquer alterações no currículo. Os estudantes, em

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sua maioria, reconheciam a necessidade de mudanças na estrutura de funcionamento do EM, no entanto, com o tempo e planejamento necessários para assegurarem um ensino equânime a todos os e as brasileiro(a)s, um projeto realmente inclusivo e com o fomento necessário a um ensino de qualidade. Os jovens afirmavam que não reconheciam essa nova gestão presidencial (Michel Temer), bem como as suas imposições e medidas que desqualificavam todos os envolvidos na área da educação.

Nesse período de ocupações os estudantes secundaristas expuseram várias incoerências contidas nas propostas da reforma no EM. Uma delas relacionava-se a falta de investimento por parte dos governos. Os estudantes denunciaram em diferentes mídias de comunicação o sucateamento dos prédios escolares demonstrando a urgência de o governo investir nas escolas, antes mesmo de qualquer mudança. Os jovens percebiam a necessidade de mudanças no ensino, mas segundo eles, elas precisavam primeiro de infraestruturas básicas, o que no mínimo, demanda tempo.

Percebo ao fazer a pesquisa no documento da UNESCO56,

Não somente para o preparo das reformas que há necessidade de tempo, mas também para aplicá-las, uma vez que a introdução gradual de pequenos avanços será sempre preferível à implementação imediata e generalizada das mesmas, procedimento que pode gerar expectativas exageradas ou provocar modificações violentas na prática, suscetíveis de denotar todo tipo de resistência (UNESCO, 2003, p.91-92).

que os próprios especialistas educacionais reconhecem a necessidade de um planejamento a longo prazo, com investimento em infraestrutura capaz de abarcar as necessidades de uma nova proposta de ensino.

No histórico da Educação, seja as reformas gerais ou de conteúdo específico do currículo da EB, quando realizadas pelos governos de modo verticalizado, sem tempo para debate, análise e planejamento condizente com a complexidade exigida nesse campo de trabalho, geram reverberações que prejudicam a todos os envolvidos, principalmente os estudantes. Na área de Arte, por exemplo, desde 1961, várias mudanças foram realizadas pelos governos sem o devido planejamento, gerando diferentes lacunas no ensino aprendizagem dos componentes artísticos.

56 Ao encontrar essa referência do documento da UNESCO e realizar uma pesquisa em seu texto, percebo, pelo menos no que tange ao vocabulário, várias semelhanças na redação da BNCC.

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