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aspects fiscaux de la fusion

Fonte: [SIMLIS, 2008]

FICH A DE CARAC TER IZ AÇÃO

Localização: S. Romão, Pousos – Concelho de Leiria

Início de Funcionamento: Abril de 1999

Linha de Tratamento da Fase Líquida

Gradagem: Tamisador 6 mm

Elevação: (2+1) x 18 kW, (330 m3

Desarenamento/desengorduramento:

/h cada) Em canal com ponte raspadora

Decantação primária: Três Decantadores circulares (13m de diâmetro)

Tratamento biológico: Dois Tanques – Lamas activadas em média carga e com

arejamento por ar difuso

Desnitrificação: Dois Tanques Anóxicos

Decantação secundária: Dois Decantadores circulares (22.5m de diâmetro)

Linha de Tratamento da Fase Sólida

Espessamento gravítico: Espessador circular fechado (9m de diâmetro)

Digestão anaeróbia de lamas: Um digestor aquecido a 35ºC (1100 m3

Desidratação mecânica:

) Filtro Banda

Aproveitamento de Biogás

Cogeração: Dois grupos de 75 kWe cada

Energia eléctrica produzida: Cerca de 60% do total consumido na ETAR

Energia térmica: Aquecimento dos digestores e instalações de apoio

Meio Receptor

Meio hídrico: Rio Lis

Controle de Qualidade

Análises mensais: CBO5, CQO, SST, NT, P

Outros

T

Reutilização de uma parte de efluente tratado como água de serviço e para rega dos espaços verdes e lavagens.

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POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA EMISSÁR IOS

As águas residuais afluentes à ETAR são transportadas em dois emissários: o de S. Romão, DN 400 e o dos Pousos, DN 500.

CÂM AR A DE C HEG AD A

Os dois emissários são reunidos na câmara de chegada, com 5,5m de profundidade. Um “by-pass” DN 600 com válvula de seccionamento permite o desvio dos caudais de tempestade.

Cotas (mm)

Soleira 37,65

Coroamento 43.15

Terreno 42.65

Emissário de S. Romão 37.65

Emissário dos Pousos 37.65

“by-pass” 40.65

OBR A DE E NT RAD A

A obra de entrada está equipada com uma grade grossa com espaçamento entre barras de 50 mm, seguida de um tamisador rotativo com passagem de 6mm.

Cotas (m)

Terreno 42.65

Placa do poço de bombagem 42.80

Pavimento do piso inferior 39.35

Câmara de chegada 37.50

Apoio do tamisador 37.42

Canal à entrada do poço de bombagem 37.40 Soleira do poço de bombagem 35.42

ELEV AÇ ÃO INICI AL

As águas residuais são elevadas até ao desarenador/desengordurador por 2+4 grupos electrobomba de velocidade variável através de conversor de frequência, com caudais unitários variáveis entre 40 e 120 l/s, para alturas de elevação entre 9.3 e 12.3 m.c.a. respectivamente.

As dimensões do poço de bombagem são de 4.40m de comprimento, 5.50m de largura e 3.93m de profundidade.

POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA

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TANQUE DE REMOÇ ÃO DE ARE IAS, Ó LEOS E GO RDU R AS

O tanque recebe o efluente bruto e as escumas secundárias da elevação inicial. A separação dos óleos e das gorduras é auxiliada por um sistema de difusores de bolha fina, colocados no fundo do tanque, alimentados por dois compressores, de funcionamento em alternância.

As areias são extraídas para um classificador de areias, onde são lavadas e colocadas em contentor. As escumas, óleos e gorduras são arrastados através do raspador de superfície da ponte raspadora para o separador de flutuantes.

À saída está instalado um medidor de caudal do tipo descarregador de Basin. O efluente é conduzido até à câmara de repartição de caudais para os decantadores primários.

Dimensões Tanque (m): Comprimento total 15.05 Largura total 03.50 Profundidade 5.0 Tremonha (m): Nível superior 3.50 x 3.50 Nível inferior 0.90 x 0.90 Profundidade 6.91 Tubagem de saída DN600 Cotas (m) Terreno 42.65

Caleira de chegada da estação elevatória 45.85

Coroamento das paredes 46.85

Nível de água 46.45

Soleira do desarenador 42.45

Soleira da tremonha de retenção de areias 40.54

CÂM AR A DE REP AR TIÇ ÃO DE C AU D AI S E E ST AÇ ÃO ELEVATÓR I A DE L AMAS E EFLUE NTE

A câmara de repartição de caudais é de forma octogonal, constituída por um tanque central, um canal intermédio e um canal periférico, com as funções seguintes:

• Tanque central – entrada gravítica do efluente do desarenador em tubo de aço DN 600 em posição central ao nível do fundo. Saída gravítica para os 3 decantadores primários em 3 tubos de aço DN 350, controlada por válvulas murais.

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POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA • Tanque intermédio – entrada gravítica de lamas dos decantadores primários em tubo de aço DN

150. Entrada gravítica de escumas dos decantadores primários em tubo de aço DN 150. Saída de bombagem de lamas para o espessador, em tubo de aço DN 100, através de duas electrobombas, reserva recíproca.

• Tanque periférico – entrada gravítica do efluente decantado nos três decantadores primários, em tubo de aço DN 350. Saída gravítica para os dois tanques anóxicos, através de tubo de aço DN 600. Possibilidade de ligação ao emissário para o Rio Lis através de câmara de ligação.

Dimensões Tanque central (m): Diagonal 2.90 Altura total 5.60 Altura útil 4.90 Canal intermédio (m): Largura 0.90 Altura total 4.00 Altura útil 3.03 Canal periférico (m): Largura 0.90 Altura total 4.00 Altura útil 3.20 Cotas (m) Terreno 42.65

Coroamento das paredes 45.23

Tanque central (m) Soleira 41.10 Nível de água 46.00 Tanque intermédio (m) Soleira 41.10 Nível de água 45.23 Tanque exterior (m) Soleira 41.10 Nível de água 45.40

DECANTADO RES PR IMÁR IOS

Estão em funcionamento três decantadores primários, alimentados graviticamente a partir do tanque central da câmara de repartição de caudais.

O efluente decantado é conduzido por gravidade até ao tanque periférico da câmara de repartição de caudais.

POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA

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As lamas primárias e as escumas são conduzidas graviticamente até ao tanque intermédio da câmara de repartição de caudais.

Dimensões de cada decantador

Altura total do corpo cilíndrico 4.13 m Altura útil do corpo cilíndrico 3.39 m

Diâmetro 13.0 m

Área 133 m²

Volume 548 m3

Cotas (m)

Nível de água 45.84

Soleira do corpo cilíndrico 42.45

Soleira do poço de lamas 40.87

TANQUE S ANÓXI COS

A ETAR está equipada com dois tanques anóxicos em paralelo. Entradas:

• Gravítica do efluente dos decantadores primários, através de tubo em aço DN 600, a partir do tanque periférico da câmara de repartição de caudais. Entrada 1.50m acima do nível do fundo do tanque.

• Recirculação do efluente dos tanques de arejamento, por bombagem, através de caleira de

recirculação, a partir do poço de bombagem de recirculação de nitratos. Dois grupos de electrobomba de funcionamento em alternância.

• Recirculação de lamas secundárias, por bombagem, através de caleira de recirculação, a partir do poço de bombagem de lamas secundárias. Três grupos de electrobomba de funcionamento em alternância

Saída:

• Para o tanque de arejamento.

Dimensões unitárias

Nota: Cada tanque anóxico está equipado com 2 agitadores

Comprimento 14.00 m

Largura 12.00 m

Profundidade 5.11 m

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POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA

Cotas (m)

Coroamento da parede 45.90

Soleira 40.00

Superfície do líquido 45.11

Entrada da tubagem do efluente dos

decantadores primários 41.15

Altura de água 5.11

TANQUE S DE AREJ AME NT O

O tratamento biológico da matéria carbonácea é efectuado em dois tanques de arejamento em paralelo, a jusante dos tanques anóxicos.

Os tanques são alimentados com o efluente do tanque anóxico. A saída é gravítica, para o poço de recirculação de nitratos, através de tubo de aço DN 450.

O sistema de arejamento é por insuflação de ar pelo fundo do tanque, com difusores de bolha fina. O sistema é alimentado por 3 compressores, funcionando 2 em alternância e sendo 1 de reserva activa. Foi previsto um dispositivo de injecção de ácido fórmico na conduta de insuflação de ar para prevenir a colmatação dos difusores.

Dimensões unitárias Comprimento 24.00 m Largura 12.00 m Profundidade 5.10 m Volume 1469 m3 Cotas (m) Coroamento da parede 45.90 Soleira 40.00 Nível de água 45.10

Soleira da câmara de saída 41.00

DECANTADO RES SEC UND ÁR IO S

A decantação secundária é efectuada em dois decantadores secundários. Entrada:

• Efluente do tanque de arejamento, a partir do tanque de recirculação de nitratos, por gravidade, em tubo de aço DN 450.

POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA

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• Lamas para o poço de lamas secundárias, através de tubo de aço DN 250.

• Escumas para o poço de escumas secundárias, através de tubo em aço DN 150, de onde são

retiradas através de um grupo electrobomba para o tanque de remoção de areias, óleos e gorduras. • Efluente decantado para o tanque de efluente tratado, em tubo de aço DN 600, saindo para o Rio

Lis. Dimensões unitárias Decantadores secundários Diâmetro 22.50 m Altura útil 3.00 m Área útil 398 m² Volume útil 1193 m Inclinação do fundo 3 1/12 (H/V) Poço de lamas Diâmetro superior 4.00 m Diâmetro inferior 2.50 m Cotas (m)

Coroamento das paredes 44.60

Superfície da água 44.15

Soleira do corpo cilíndrico 41.15

Soleira do poço de lamas 39.18

OB R A DE SAÍD A

A obra de saída recebe o efluente dos decantadores secundários e promove a saída por gravidade para o Rio Lis.

Cotas (m)

Terreno 42.65

Soleira do poço de bombagem de

reutilização de efluente tratado 40.45

Superfície livre da água 42.45

Soleira da câmara de saída 41.45

REDES DE ÁGU A POT ÁVEL, DE ÁGU A DE SE RV IÇO E DE REG A

A rede de água potável é em aço galvanizado DN 50. Alimenta o edifício de cogeração, o aquecimento de lamas e o edifício de exploração. O contador está instalado junto ao portão de acesso.

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POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA A tubagem de ligação à rede de rega dos espaços verdes da ETAR foi construída em tubo de PVC DN 65. É alimentada com o efluente tratado, bombeado através de grupo hidropressor. Em alternativa, o sistema pode também ser alimentado com água de um poço localizado no extremo Sul da estação.

EST AÇÃO ELEV ATÓR IA D E LAM AS SECU ND ÁRI AS

Equipamento:

• Três grupos electrobomba de recirculação de lamas, sendo um de reserva activa, bombagem para a caleira de recirculação.

• Dois grupos electrobomba de extracção de lamas em excesso, até ao espessador de lamas.

• Uma válvula mural em cada tubo de aço DN 250 de extracção de lamas do decantador secundário.

Dimensões (m) Poço de bombagem Profundidade 4.00 Câmara de válvulas Profundidade 1.70 Comprimento 2.50 Largura 4.60 Cotas (m) Poço de bombagem

Coroamento das paredes 44.60

Soleira 40.60

Terreno 42.65

Câmara de válvulas

Coroamento das paredes 43.30

Soleira 41.60

ESPESSADOR DE L AM AS

Entrada:

• Lamas primárias, bombadas por dois grupos electrobomba, reserva recíproca, a partir da câmara de repartição de caudais.

• Lamas secundárias, através de tubo de aço DN 80, bombadas por dois grupos electrobomba a partir do poço de bombagem de lamas secundárias.

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Saída:

• Lamas para edifício de bombagem de lamas, através de tubo de aço DN 100, à cota 40.275.

Bombagem por duas bombas de parafuso excêntrico, tubagem de aço DN 80.

• Sobrenadante, através de tubo de aço DN 100, para câmara de visita de ligação à cabeça da estação. Ligação à câmara de chegada à ETAR através de tubo de PVC DN 160.

Dimensões unitárias Diâmetro interior 9.00 m Volume 64 m Altura útil 3 3.50 m Cotas (m) Placa de cobertura 46.65

Superfície das lamas 45.15

Soleira do corpo cilíndrico 41.65

Soleira do poço de lamas 40.275

DIGE STO R DE L AM AS

Entrada:

• Lamas do espessador, entrada ao nível superior do digestor, por tubo de aço DN 80. As lamas são bombadas por duas bombas de parafuso excêntrico.

Saída:

• Para o silo de lamas, a partir da Tremonha do digestor. Recirculação de lamas através de duas bombas de parafuso excêntrico.

Aquecimento de lamas em permutador de calor, entrada pela parte superior do digestor.

Dimensões unitárias (m)

Altura de lamas 7.00

Altura do corpo tronco-cónico 1.40

Cotas (m)

Placa de cobertura 50.70

Soleira 41.65

Nível máximo de lamas 48.65

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POTENCIALIDADES DE REUTILIZAÇÃO DE ÁGUA RESIDUAL PARA FINS PÚBLICOS NA CIDADE DE LEIRIA

SILO DE L AMAS DIGE RI D AS

O silo está equipado com um agitador. As lamas são recebidas do digestor e enviadas para a desidratação mecânica.

DESID R AT AÇ ÃO MEC ÂNIC A DE L AMAS

As lamas digeridas são desidratadas num filtro banda. A alimentação é assegurada por duas bombas de parafusos excêntricos, reserva recíproca, através de tubo de aço DN 150.

Associado ao filtro banda, funciona uma unidade de preparação de polielectrolito, um compressor de ar para comando e duas bombas de lavagem dos filtros.

TRAT AME NTO E ARM AZE NAMENTO DE BIOG ÁS

É garantido um selo líquido sobre o digestor anaeróbico. O biogás é depurado num filtro de brita, passando de seguida por quatro filtros de sulfídrico e por um lavador de gás, sendo armazenado num gasómetro. A cogeração ocorre em dois grupos.

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