• Aucun résultat trouvé

Ce que l’on a appris sur le processus d’alerte aux crues rapides au travers des distances relevées

Le processus d’alerte sous l’angle des distances, premiers résultats

3.2 Interprétation des premiers résultats

3.2.2 Ce que l’on a appris sur le processus d’alerte aux crues rapides au travers des distances relevées

De acordo com o próprio Ricardo Diniz, tudo o que ele faz, ele faz com grande sacrifício, e no centro de todas as suas conquistas está o sentimento de celebrar um esforço coletivo. Quer seja sobre levar a imagem de Nossa Senhora ao Brasil, fazer o Dakar ou ser apontado como o Embaixador dos Oceanos, Ricardo sempre admitiu dizendo “nós

54 conseguimos” - ter orgulho coletivamente foi fundamental. Ricardo refere líderes como Elon Musk, que criou a Paypal, Space X e Tesla, para explicar o orgulho coletivo dos líderes. Embora as pessoas tenham tentado convencer Ricardo a concentrar-se mais em si mesmo, o “espírito de equipa” é uma característica que ele aprecia e tenta seguir, ele diz:

“Portanto, nunca senti muito que fosse um mérito meu, muito pelo contrário. Se fores ver as minhas entrevistas todas, acho que no fundo tu percebes que eu estou sempre a falar no plural. Sempre “nós, nós, nós…”. O meu pai chama isso excesso de humildade e diz “Ó filho, mas tu realmente tens que perceber mais que se isto não fosses tu…” (Ricardo Diniz, 2018)

Todos os líderes têm um certo processo de trabalho e Ricardo também. Quando Ricardo começa a trabalhar num projeto, ele faz duas coisas; Em primeiro lugar, ele rodeia-se das pessoas certas e, em segundo lugar, trabalha no projeto como uma equipa com um esforço coletivo. Um esforço coletivo significa que não há “one-man show”, mas sim um esforço colaborativo feito com relacionamentos humanos. Ricardo Diniz valoriza muito as relações humanas e inspira-se no seu pai na criação de relacionamentos:

“E o meu pai sempre me mostrou a forma de estar com as pessoas e de investir nas relações e ligava para as pessoas a dar os parabéns e nunca se esquecia e todos os anos telefonava “então parabéns” – e eu vi que ele fazia aquilo com uma agenda muito bem controlada, estar presente nas pessoas. E eu aprendi isso, comecei a crescer nesse sentido também e investi nas relações humanas, investi nas pessoas, de verdadeiramente construir amizades.” (Ricardo Diniz, 2018)

Compreender o valor do Capital Social tem sido fundamental – a sua dedicação em cultivar relacionamentos humanos mostra o apreço de Ricardo por construir capital social. Cultivar relações humanas não se limita à equipa ou partes interessadas, mas está aberto a descobrir e construir novas relações com as pessoas. Networking e conhecer novas pessoas tem sido a sua abordagem na obtenção de capital social. Desde o início, Ricardo participava em todos os tipos de eventos e distribuía o seu cartão de visitas para todos os tipos de pessoas, mesmo para aqueles que não pediam. Ricardo explica:

“Portanto, eu era disruptive na minha forma de marketing, que era dar-me a conhecer, dar-me a conhecer, dar-me a conhecer em 96, 97 e 98 em especial.” (Ricardo Diniz, 2018)

Quer seja quando ele é o líder da sua equipa ou esteja dirigindo-se ao seu público durante um discurso motivacional, ou coaching um indivíduo, é importante avaliar a situação e como Ricardo Diniz se dirige aos seus seguidores pode ser analisado usando o Modelo de Liderança Situacional. De acordo com o Modelo de Liderança Situacional, de Paul Hersey e Ken Blanchard (1969), um estilo de liderança não pode ser usado para vários tipos de situações. No caso de Ricardo Diniz, ele dá palestras e treina grupos e indivíduos de diversas origens e

55 de diferentes contextos. Por razões profissionais, Ricardo precisa de ajustar-se dependendo do briefing da empresa para grandes palestras e de cada um caso as sessões sejam de um-para-um, isto é, individuais. Além de estudar sobre a empresa e fazer pesquisas de fundo, Ricardo também pratica a adaptação em tempo real com o seu público, e não segue nenhum formato pré-estruturado ou slides.

“No momento que entro em palco, é o meu primeiro momento verdadeiramente olhos nos olhos com eles, aí sim estou a adaptar-me em tempo real e digo-lhes o que eles têm de ouvir, cumprindo o que a empresa me pediu para cumprir. Mas cada palestra é diferente e eu nunca sei o que vou dizer. Eu não me baseio nos meus slides.” (Ricardo Diniz, 2018)

Ao discutir os cinco tipos de Mindsets da Liderança criados por Fairholm (1998) com Ricardo Diniz, ele afirmou que aplica todos eles de uma certa forma, incluindo a Liderança como Gestão Científica - onde os gestores promovem a produtividade dos funcionários e a Liderança como Gestão de Excelência - onde o foco está na melhoria contínua. Ricardo relacionou-se fortemente com a Liderança como uma “Atividade de Deslocamento de Valores” - onde os objetivos podem ser alcançados por valores compartilhados entre o líder e o seguidor. No seu caso, as pessoas que começaram a trabalhar com ele nos seus projetos nunca pensaram em dinheiro ou em qualquer tipo de troca, compartilharam a visão de Ricardo e queriam ajudar Ricardo a realizar o seu sonho, como ele afirma,

“E eles tinham gosto nisso, tinham gosto de ver o seu trabalho na televisão, ou jornal, ou site, ou barco, os primeiros barcos e saberem que uma parte daquilo era por causa deles.” (Ricardo Diniz, 2018)

Os dois últimos Mindsets de liderança de Fairholm envolvem um grau de confiança entre o líder e o seguidor. Liderança como uma Cultura de Confiança - onde a confiança mútua entre o líder e o seguidor está em foco e a Liderança Espiritual da Alma Inteira - onde o nível de confiança toca ou influência seguidores tanto ao nível profissional como ao nível pessoal. Quanto à Liderança como uma Cultura de Confiança Ricardo está insatisfeito com a forma como os profissionais em geral encaram o trabalho, é um desafio estabelecer a Liderança como uma Cultura de Confiança. Enfatizando a “liberdade” dada aos funcionários, Ricardo salienta que as pessoas abusam da liberdade, e ele dá o exemplo de dois dos seus ex-membros da equipa que receberam um mês para concluir uma tarefa, e que nunca tentaram completar a tarefa antes. Ricardo também dá o exemplo de funcionários em geral que tomam incontáveis cafés e intervalos para fumar, que passam o tempo no Facebook e calculam o seu trabalho com base no tempo que passam no escritório - portanto, para Ricardo, a Liderança como uma Cultura de Confiança ainda é um desafio.

56 Assumir riscos é algo que os líderes, em especial os empresários, precisam fazer com frequência e Ricardo Diniz não é estranho a isso. Ricardo sente que os riscos que correu na vida, sejam riscos financeiros ou riscos físicos de estar sozinho no mar, ajudaram a concretizar projetos que trouxeram resultados positivos para o seu país, Portugal. Ele afirma,

“Porque eu dei muito, tenho dado muito pelo meu país, vejo coisas a mudaram que sei que tem diretamente a ver connosco a vários níveis e continuarei, continuarei a arriscar. Continuarei a arriscar se tiver que arriscar financeiramente, a nível da minha vida quando estou no mar para criar projetos de comunicação fortes para comunicar coisas do meu país. Para mim é muito importante isso.” (Ricardo Diniz, 2018)