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Ce que l’on a appris sur les acteurs et les actants du pro- pro-cessus d’alerte aux crues rapides, ou la fin des mondes?

Le processus d’alerte sous l’angle des distances, premiers résultats

3.2 Interprétation des premiers résultats

3.2.1 Ce que l’on a appris sur les acteurs et les actants du pro- pro-cessus d’alerte aux crues rapides, ou la fin des mondes?

Hoje Ricardo Diniz é um Navegador Solitário, Palestrante, Autor, Coach e Empreendedor. De acordo com o próprio Ricardo, vários fatores contribuíram para ajudá-lo a tornar-se o indivíduo diverso que ele é hoje. Os Negócios e o empreendedorismo corriam nos seus instintos naturais, numa idade muito jovem, ele parou de ler revistas de surf e começou a ler revistas e jornais relacionados com negócios como o Financial Times. Como ele narra,

“Sempre que andava de avião pedia o jornal Financial Times e confesso que a maior parte das coisas que eu li lá não entendia, especialmente aquelas páginas com os numerozinhos todos da bolsa e as posições da bolsa e as diferentes bolsas mundiais. Punha-me a ler aquilo e às vezes os adultos olhavam para mim como quem diz “Porque que é que este miúdo está a ler o Financial Times?”” (Ricardo Diniz, 2018)

16 http://ricardodiniz.com/bio/

50 Isto continuando para dizer que, apesar de ser jovem, e apesar de não entender as complexas notícias e informações do Financial Times, desde muito cedo, Ricardo Diniz teve um espírito empreendedor que era evidente nele tentando aprender sobre o mundo dos negócios sempre que ele tinha oportunidade. Então, juntamente com o seu sonho de se tornar um navegador aventureiro, ainda muito jovem, ele também começou a sonhar com empreendedorismo. Antes de se tornar um adolescente, ele percebeu que um emprego regular das 9 às 5 não lhe permitiria perseguir os seus sonhos:

“E comecei a criar os meus próprios negócios, com o meu próprio dinheiro porque imediatamente, muito cedo vi/ percebi antes de teenager que não era necessariamente um 9 to 5 que iria atingir os meus objetivos. Senti, ia-me sentir preso, não iria ter tempo para fluir e me guiar e construir e conquistar.” (Ricardo Diniz, 2018)

Desde muito jovem, havia um espírito indomável e um impulso empreendedor, como ele disse, ele queria guiar-se, construir-se e conquistar. Em linha com a sua visão empreendedora, Ricardo aprendeu programação em HTML no ano de 1996 e em 1997 comprou o domínio do website, “www.ricardodiniz.com”, já compreendendo que ele teria que proteger o seu nome. Apesar de ter registado o domínio do website em seu nome, Ricardo Diniz apercebeu-se de que estava a promover Portugal e as oportunidades de negócio e comércio de Portugal para o resto do mundo através do seu website, e como Portugal era o protagonista chave, percebeu que essas atividades precisavam de passar por um nome diferente, foi quando ele criou um website chamado “GoPortugal.org”, que significava “Força Portugal” e, como resultado, o website sob a sua própria marca, “RicardoDiniz.com” permaneceu adormecido até 2012. Ricardo explica,

“E, portanto, durante muitos anos, até 2012, eu não voltei a usar o “ricadodiniz.com”. Estava lá sossegadinho, dormente, mas o site principal com o objetivo de comunicar cartões de visita foi o “goportugal.org”. Eu quis que o foco fosse em Portugal e eu ser apenas um dos vários de uma engrenagem guiada para promover produtos nossos, marcas nossas e um barco que queria construir em Portugal.” (Ricardo Diniz, 2018)

Como empreendedor, Ricardo Diniz é apaixonado por trabalhar junto com pessoas e aproveitar talentos, é um sentimento enriquecedor para ele ver os seus projetos a serem materializados e como resultado disso, as pessoas são capazes de ganhar dinheiro, coisas que motivam Ricardo, como ele explica,

“Os meus projetos acabam por ser agregadores de pessoas e talentos, e isso é muito reconfortante e adoro essa união – de ver pessoas a trabalhar e poder ter dinheiro para dar às pessoas e gosto muito disso, isso motiva-me muito. Às tantas, os nossos projetos já fizeram realmente muita diferença na vida de muita gente e isso deixa-me feliz e realizado.” (Ricardo Diniz, 2018)

51 Como empreendedor, o financiamento tem sido um grande desafio para o Ricardo Diniz. Juntamente com o autofinanciamento, também o patrocínio desempenhou um grande papel na realização dos seus projetos. Segundo Ricardo, enquanto os outros queriam comprar casa e carros e dar a volta ao mundo, Ricardo iria ao redor do mundo ganhar dinheiro para investir e reinvestir nos seus projetos. Depois de começar a aprender a programação HTML, ele construiu o seu primeiro website, e rapidamente contratou pessoas e a equipa começou a crescer e a tornar-se parte do que se tornou a Agência de Comunicação de Ricardo Diniz. Juntamente com os clientes da sua Agência de Comunicação, a equipa criativa e técnica que ele tinha para a sua agência também agia como uma equipa de apoio para os projetos pessoais de Ricardo Diniz. As fontes de financiamento foram clientes cobrados pela sua empresa e honorários das suas palestras, como ele narra, Ricardo nunca recebeu nenhum apoio financeiro direto do governo,

“Nunca tive um apoio do governo direto financeiro, nunca recebi um cêntimo do governo, mas tive o estatuto de menor patrocínio da presidência que nos dá um estatuto fiscal alusivo às empresas como também esse estatuto de mecenato através do Instituto português da juventude, quando eu ainda era considerado juventude. Depois, tenho as minhas empresas que faturam ou os nossos clientes que são os nossos patrocinadores e as empresas para quem eu faço palestras. Portanto, há aqui uma componente que é autofinanciado e há aqui outra componente que é bem maior, obviamente, que é dos patrocínios.” (Ricardo Diniz, 2018)

Juntamente com o seu impulso empreendedor, gestão de finanças e aproveitamento de talentos, a comunicação e o marketing também tiveram um papel fundamental para o Ricardo. Para tornar um projeto bem-sucedido, Ricardo Diniz tem sempre uma estratégia de comunicação bem pensada e bem planeada. O tempo sempre foi muito importante e as entrevistas e a cobertura de imprensa precisavam de ser bem cronometradas, como diz Ricardo, “Portanto, tenho que gerar entrevistas para que o projeto seja conhecido ou escolher não dar entrevistas para o projeto ainda não ser conhecido. Portanto há todo um timing de comunicar as coisas.” (Ricardo Diniz, 2018)

Finalmente, uma das coisas mais importantes sobre ser um empreendedor é a autoconfiança ou a autoeficácia. É o que ajuda o empreendedor a seguir em frente. Ricardo Diniz sempre acreditou nas suas próprias capacidades e sempre sentiu que, com as suas capacidades, também tinha algumas responsabilidades. Para Ricardo não é sobre o dinheiro ou sobre a fama, é sobre concentrar-se naquilo em que se é bom.

“Então o que eu fiz foi: esquece o dinheiro. Mas, um dia em que ganhes dinheiro, um dia em que apareças numa revista vê lá se isso não te muda, tem calma, está escrito nos meus

52 livrinhos, tu com estes projetos, nunca se sabe podes vir a ser bastante conhecido pelo que tu és.” (Ricardo Diniz, 2018)

A autoconfiança pode ser ameaçada por “haters” e Ricardo Diniz sente que, junto com os seus fãs, há também um grupo de inimigos. No entanto, Ricardo leva isso de forma positiva e acredita que os inimigos também são fãs, porque eles sabem muito sobre ele.

“Isso é fascinante, num momento em que um gajo tem “haters” e se tiveres bem com o teu coração em relação ao que estás a fazer na vida, epá, isso é um dos primeiros símbolos que estás a atingir sucesso.” (Ricardo Diniz, 2018)