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Chapitre 3 Modélisation non linéaire de la machine à aimants

3) Analyse de la convergence

Com este trabalho evidenciamos a pertinência do tema da reestruturação de empresas para a sociedade, com particular destaque para a sociedade portuguesa, onde a dinâmica de criação e destruição de empresas se carateriza por elevados níveis estatísticos de mortalidade das empresas, comparativamente com outros países ocidentais.

Por outro lado, de acordo com documentos publicados pela Comissão Europeia identificados neste estudo, a reestruturação das empresas como meio de adaptação a um mundo cada vez mais globalizado e a criação de um ambiente favorável às empresas por parte dos estados- membros, são determinantes para a manutenção da competitividade da Europa, do bem-estar social que caracteriza a Europa e a manutenção de níveis elevados de emprego.

Identificamos as medidas mais emblemáticas dos últimos governos portugueses, tendentes à criação de um ambiente empresarial mais favorável às empresas e apoio técnico e financeiro às mais frágeis, com particular incidência nas PME, em linha com as orientações da Comissão Europeia e identificamos pontos de otimização desejável na legislação e na sua aplicabilidade prática, com exemplos de casos reais.

Definimos o que se entende por reestruturação de empresas e identificamos as vertentes mais comuns associadas a este termo, a reestruturação da governança, a reestruturação estratégica, a reestruturação financeira e a reestruturação operacional, tendo como referência vários trabalhos técnicos sobre este assunto e dicionários técnicos.

De seguida, tentamos entender o desenrolar do processo de restruturação nas empresas, a identificação da necessidade/oportunidade, o processo de definição das várias estratégias plausíveis e respetivos riscos associados, a escolha da estratégia a adotar e a sua implementação prática, concluindo-se que cada estratégia de reestruturação e respetiva implementação é específica, porque resulta de uma multiplicidade de fatores individuais e de dinâmica de grupo e de interação entre os intervenientes, onde cada individuo age de acordo com fatores racionais, mas também subjetivos e por sua vez cada elemento individual é influenciado por dinâmicas de grupo e interação com outros intervenientes.

Desta complexidade humana, individual e de grupo, é que surge a deteção das oportunidades de melhoria de performance da empresa, com a possibilidade de incremento do valor criado pela empresa e que leva a processos de reestruturação para a sua adaptação e persecução de um objetivo, com a identificação dos caminhos plausíveis, à decisão de escolha da opção mais adequada e à sua implementação, sendo todo o processo, e em todo o tempo que decorre,

Mas estratégias de reestruturação diferentes levam a efeitos diferenciados para a empresa, mas também para cada interveniente, pelo que, quem lidera e é de alguma forma agente ativo num processo de reestruturação deve estar atento a estes interesses individuais e de grupo.

Analisamos também o caso das empresas que se encontram numa situação de fragilidade financeira, e possivelmente também económica, que apresentam a curto prazo dificuldades de equilíbrio de tesouraria, porque as responsabilidades assumidas a curto prazo ultrapassam os recebimentos expectáveis para esse prazo, a estas empresas designam-se comummente por empresas em “distress” e neste caso constata-se que os credores têm uma influência determinante no processo de decisão da empresa, sendo a sua influência tanto maior quanto maior for o nível de “distress”.

Nas empresas em “distress” o controlo real da empresa não coincide com a sua propriedade, o controlo real da empresa é assumido e gerido entre os proprietários e os credores e mesmo os gestores, que influenciam e interagem entre si e defendem interesses distintos, o que torna o processo de decisão mais complexo, porque há mais individualidades envolvidas, mais entidades com interesses diversos e o controlo real da empresa é dúbio.

Por outro lado, o facto da empresa se encontrar numa situação de “distress” condiciona as opções reais de escolha da empresa e este facto tem que ser levado em consideração nas decisões, mas também lhe disponibiliza um leque de opções de cedências dos credores que poderá e deverá explorar, porque quando o montante do crédito é tão elevado que falência do devedor acarreta consequências expressivas para os credores, os credores tenderão a estar mais disponíveis para fazer cedências.

Em suma, a decisão final sobre uma estratégia de reestruturação tem componentes internas da empresa, componentes externas que influenciam a empresa e também influências das características individuais das personalidades com papel ativo no processo, a decisão final resulta de um processo de comunicação e interação entre os vários intervenientes e onde cada um se envolve tendo por base factos racionais mas também subjetivos ou não racionais. Por outro lado, o que motiva as empresas a reestruturaram-se é a procura de aumentar a sua capacidade geradora de riqueza, procedendo-se a reestruturações quando pela análise dos intervenientes no processo de decisão na empresa e interação entre eles, utilizando opções estratégicas ao seu alcance, com uma análise de risco adequada têm a perspetiva de obter um saldo positivo pela alteração da estrutura hierárquica, estrutura de custos, estrutura de capital, portfolio de produtos, target de clientes, entre outras. Para isso analisam a situação atual, definem objetivos e estratégias e fazem as suas opções.

Mas a forma como cada individuo age perante uma situação real, que factos e influências estão na base da sua análise e que condicionam a sua ação em processos que tem consequência diretas para si, mas também para muitos outros, como é o caso de um processo de reestruturação, é um campo ainda pouco explorado pela ciência.

Mas também a dinâmica de grupos em processos de reestruturação, é uma área pouco explorada pela ciência e muito diversificada, incluindo dinâmicas de grupo entre os intervenientes diretos no respetivo processo de reestruturação, dinâmicas nos grupos compostos por elementos que integram o grupo de agentes ativos no processo de restruturação e outros elementos exteriores à empresa, ou dinâmicas nos grupos internos à própria empresa alvo de reestruturação, composto por elementos que não sendo agentes ativos de um processo de reestruturação poderão condicionar os elementos ativos desse processo, como poderá ser o caso de movimentos de trabalhadores que possam temer pela manutenção dos seus postos de trabalho, que dinâmicas se criam dentro de cada grupo, como se influenciam os grupos entre si e em que medida influenciam e condicionam o processo de reestruturação.

O tema da reestruturação de empresas é uma problemática vasta, complexa pela diversidade da natureza humana, individual e em dinâmicas de grupo, cujo estudo pela ciência está ainda no seu início.