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“A la chasse aux queues de dragon”

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Manche 1: “A la chasse aux queues de dragon”

Neste tópico do estudo, está descrito as características do perfil das mulheres respondentes do questionário de coleta de dados destinado ao público feminino, proprietárias ou consumidoras de automóveis, no Estado do Rio Grande do Sul, participantes estas, escolhidas aleatoriamente pela pesquisadora.

Em relação à idade das respondentes, as alternativas foram divididas em quatro opções. A primeira opção é com idade entre 16 a 23 anos, representando 33% das respondentes, a segunda opção é com idade entre 24 a 33 anos, o que representa 32% das respostas, a terceira opção é o grupo com idade entre 34 a 53 anos, representando 30% e a última opção, com idade acima de 54 anos, com uma representatividade de 5%. Conclui-se que, a maior parte das mulheres respondentes do questionário, com valor percentual de 33% encontra-se na faixa etária de 16 a 23 anos de idade, consideradas jovens.

Conforme informações coletadas do relatório de síntese dos indicadores sociais do IBGE, existe uma queda na taxa de fecundidade e natalidade, como podemos observar no gráfico 01 a seguir, baseado na composição etária da população brasileira. Como podemos observar, temos um estreitamento nas colunas da base da pirâmide, representando esta diminuição de crianças e adolescentes até 19 anos, onde em 1999, esta faixa etária representava 40,1% da população brasileira, caindo em 2009 para 32,8%. Outro fator considerável é o crescimento da população idosa, principalmente acima dos 70 anos de idade,

o que nos revela que a população brasileira está envelhecendo. Em 1999, esta faixa representava 3,9% da população brasileira, subindo em 2009 para 5,1% o que torna uma oportunidade de negócio para empreendedores, com produtos e serviços voltados a este público que está em ascensão.

Gráfico 1 – Composição da População brasileira, por sexo, de acordo com os grupos de idade.

Fonte: IBGE, PNAD 1999/2009.

Em muitos países a população está envelhecendo, como ocorre no Brasil. Este crescimento da população idosa é superior ao número de pessoas que nascem, ocorrendo a redução da população infantil e jovem, ocasionando uma vasta alteração na estrutura de gastos dos países em diversas áreas importantes. Segundo o PNAD (2009) as mulheres representam 55,8% da população de idosos, 55,4% da população idosa são brancos e 64,1% da população de idosos, ocupavam a posição de chefes do lar.

A pesquisadora do estudo em questão acredita que este fenômeno do aumento da esperança de vida e a queda continuada dos níveis de fecundidade devem-se pelo fato da população estar preocupada com a qualidade de vida, ocasionando a longevidade da população e relacionada a estes fatores, elas estarem realizando um planejando da construção familiar mais definido e conscientizado, o que está diretamente ligado ao nível de escolaridade das pessoas, pois principalmente a população feminina está se preocupando mais com sua qualificação, atrasando, deste modo, a geração de um filho.

Em relação aos filhos, objetivou-se apurar se as respondentes possuíam filhos e se sim, quantos. A maioria das respostas, sendo 47% não possuem filhos, 33% possuem apenas um filho, 15% das respostas afirmam que possuem dois filhos, 4% das respondentes assinalaram possuir três filhos e apenas 1% possuem quatro filhos ou mais.

Referente à renda, na pesquisa, 100% das mulheres respondentes, afirmaram que trabalham, ou seja, que possuem algum tipo de ocupação remunerada. A renda individual das mulheres que responderam a pesquisa, considerando o salário mínimo nacional vigente atualmente, de R$678,00 foi dividida em quatro opções de resposta, sendo 29% das respondentes, com renda de até um salário mínimo, 62% das respondentes com renda entre dois a quatro salários mínimos e 9% responderam que possuem renda entre cinco a oito salários mínimos, não havendo respostas para a opção de nove ou mais salários mínimos, onde percebemos que a renda individual com mais respostas, representando 62% das respostas, ficou entre R$1.356,00 e R$2.712,00 onde podemos constatar que a maioria das mulheres é pertencente à classe C.

De acordo com informações obtidas do sítio Portal Brasil, a classe C é a maioria da população brasileira, representando 54% da população total em 2012. Em relação à 2005, a maioria, 51% pertenciam à classe D e E. No período de 2012, 22% dos brasileiros pertencem à classe A e B, quando este índice em 2005 era de 15%.

Segundo pesquisa do Observador Brasil, realizada em 2012, constatou-se que em 2011 27 milhões de pessoas saíram das classes D e E, passando para a classe C, caracterizando-se a maioria da população. Outras 230 mil pessoas passaram da classe C para classes mais ricas, a A e B. Ainda segundo a pesquisa, a renda média familiar da classe C cresceu 8%, enquanto a renda média familiar das classes A, B, D e E ficaram estáveis, o que indica que a capacidade de consumo da classe C aumentou, tornando-se um público muito atraente para as organizações de todos os segmentos.

Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) revelam que a melhora na renda dos brasileiros se deve aos programas sociais desenvolvidos pelo governo federal. Outra pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que, apesar da crise econômica mundial ter elevado o índice de desigualdade em vários países, o Brasil reduziu 7,9% seu índice de pobreza no período de janeiro de 2011 a janeiro de 2012.

Segundo a pesquisa, a principal explicação para o encolhimento das classes D e E, são devidos aos programas de transferência de renda para os mais pobres, como por exemplo, a Bolsa Família. A ascensão da classe C caracteriza-se após a implantação do plano real, onde na última década, foram implantadas algumas políticas socioeconômicas que contribuíram significativamente para este fenômeno, dentre elas podemos citar a estabilização da moeda com o Plano Real, os programas assistenciais do Governo Federal, reajustes no salário mínimo, facilidade de acesso ao crédito, recuperação do mercado de trabalho, entre outros.

Dados mapeados a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 e das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD), ambas do IBGE, afirmam que no Rio Grande do Sul, apresentou-se um crescimento elevado da classe C, representando 60% da população total do Estado, considerando como fator determinante o crescimento médio de 3,5% ao ano da renda familiar.

Buscou-se apresentar o estado civil das mulheres que participaram da pesquisa, na qual as opções foram divididas em cinco grupos, onde se constatou que 36% das respondentes são solteiras, 20% vivem em regime de união estável, 35% são casadas e 8% são separadas ou divorciadas, não havendo viúvas na pesquisa. Se considerarmos a soma dos percentuais das mulheres casadas ou com união estável, tem-se o total de 55% das mulheres respondentes que possuem companheiros.

De acordo com informações da pesquisa do IBGE referente os indicadores sociais de 2010, em concordância com dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, em 1999, para a população acima de 15 anos de idade, a taxa de nupcialidade, composta pela divisão do número de casamentos pelo de habitantes, multiplicado por mil, variou de 6,6% a 5,6% até 2002, e até 2008, obteve crescimento de 6,7%. Este aumento da taxa de casamentos é atribuído pela melhoria no acesso aos serviços de justiça, em especial ao Registro Civil de casamento, procurado por casais que vão com o objetivo de formalizarem suas uniões.

De acordo com o gráfico a seguir, podemos constatar que os casamentos segundo o grupo de idades das mulheres com idades entre 15 e 19 anos obteve queda de 6,3% no período de 1999 a 2008, e com idades entre 20 e 24 anos obteve-se queda de 1,9%. Em contrapartida, os casamentos com idade superior aos 25 anos obteve crescimento acentuado.

Gráfico 2 – Taxa de nupcialidade legal, de acordo com grupos de idades das mulheres brasileiras.

Fonte: IBGE, PNAD 1999/2009.

Sob a percepção da acadêmica, a mesma acredita que nos dias atuais, as mulheres estão se preocupando com sua qualificação profissional, o aumento do seu grau de escolaridade, ocupação de cargos de níveis hierárquicos mais elevados, dando prioridade à sua carreira profissional, para após estar estabilizada e independente em relação ao seu cônjuge, a mulher pode então, pensar no seu casamento e posteriormente gerar um filho.

Em relação ao nível de escolaridade das respondentes, obteve-se 1% das respondentes com ensino fundamental incompleto, 8% concluíram o ensino fundamental, 11% possuem o ensino médio incompleto, 58% concluíram o ensino médio, 18% possuem o ensino superior incompleto, 4% concluíram o ensino superior, 1% possui pós-graduação incompleta e também 1% concluíram a pós-graduação.

De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE, na última década, houve uma melhora da distribuição de frequência por faixa etária, nos níveis de ensino, havendo decréscimo na frequência aos ensinos fundamental e médio e aumento na frequência ao nível de ensino superior, principalmente entre pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos, conforme mostra o Gráfico 03:

Gráfico 3–Distribuição dos estudantes de 18 a 24 anos, de acordo com o nível de ensino frequentado.

Fonte: IBGE, PNAD 1999/2009.

Como é possível perceber no gráfico 03, o percentual de frequência por categoria de ensino, de pessoas com idades entre 18 e 24 anos caiu significativamente em relação ao ensino fundamental, convertendo tal queda em considerável crescimento de frequência deste público no ensino superior, o que nos evidencia a procura por qualificação profissional, para tornarem-se mais competitivos no mercado de trabalho.

Não há dúvidas de que quanto maiores os níveis de escolaridade, maior é a garantia de melhores oportunidades no mercado de trabalho. Para tanto, é imprescindível às organizações verificar se as pessoas economicamente ativas têm uma escolaridade de pelo menos 11 anos de estudo completo, o que representa o nível de ensino médio, mínimo exigido atualmente em praticamente todos os postos de trabalho no mercado formal.

Em seguida, segue a tabela 03, que nos apresenta o perfil das mulheres gaúchas, que responderam a pesquisa, proprietárias ou apenas usuárias ou consumidoras de automóveis.

Tabela 3 – Perfil das mulheres respondentes da pesquisa

Idade Frequência Porcentagem

16 a 23 anos 47 33%

24 a 33 anos 46 32%

34 a 53 anos 43 30%

Acima de 54 anos 6 5%

TOTAL 142 100%

Sua renda Frequência Porcentagem

De 2 a 4 Salários mínimos 88 62%

Até 1 Salário mínimo 41 29%

De 5 a 8 Salários mínimos 13 9%

Acima de 9 Salários mínimos 0 0%

TOTAL 142 100%

Estado civil Frequência Porcentagem

Solteira 51 36% Casada 50 35% União Estável 29 20% Separada/Divorciada 12 8% Viúva 0 0% TOTAL 142 100%

Possui filhos Frequência Porcentagem

Não 67 47% 01 filho 47 33% 02 filhos 21 15% 03 filhos 6 4% Acima de 04 filhos 1 1% TOTAL 142 100%

Escolaridade Frequência Porcentagem

Ensino Médio Completo 82 58%

Ensino Superior Incompleto 25 18%

Ensino Médio Incompleto 15 11%

Ensino Fundamental Completo 11 8%

Ensino Superior Completo 5 4%

Ensino Fundamental Incompleto 1 1%

Pós-Graduação Incompleta 1 1%

Pós-Graduação Completa 1 1%

Mestrado Incompleto 0 0%

Mestrado Completo 0 0%

TOTAL 142 100%

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