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Visualisation des orientations cristallines

Celso Luiz Terzetti Filho139, (PUC-SP)

Resumo

As clássicas abordagens referentes a magia colocam-na em oposição a religião. Desde a famosa distinção de Émile Durkhein até a recente Teoria da escolha Racional a magia tem sido apresentada como amoral e individualizante se contrapondo, portanto, a religião, esta sim moral e social. No entanto este paper tem como objetivo analisar os rituais mágicos de grupos pagãos contemporâneos através dos conceitos de

liminaridade e communitas de Victor Turner. Nossa abordagem busca apresentar a magia como um ato de sociabilidade que expressa elementos anti-estruturais e contribui para o fortalecimento do ideal de comunidade no contexto das novas espiritualidades. O presente artigo é parte de uma pesquisa que abrange observação de campo e participação em grupos pagãos em dois contextos, Brasil e Estados Unidos.

Palavras chave: Magia – Neopaganismo – liminaridade – comunidade

Abstract

Classical approaches related to magic put it in opposition to religion. Since the famous distinction of Émile Durkhein until the recent Rational choice theory, magic has been presented as amoral and individualizing counteracting therefore to religion, that is moral and social . However this paper will analyze the magical rituals of contemporary pagan groups through the concepts of liminality and communitas Victor Turner. Our approach seeks to present magic as an act of sociability that express anti-structural elements and contributes to the strengthening of the community ideal in the context of new spiritualties. This article is part of a research covering field observation and participation in pagan groups in two contexts, Brazil and the United States.

Keywords: Magic – Neopaganism – liminality – community

139 Doutorando e Mestre em Ciências da Religião – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo –

Bolsista CAPES (PDSE) na University of Florida, EUA. Membro do CERAL (Centro de Estudos das Religiões Alternativas e Orientais na América Latina).

Introdução

Os estudos relacionados as novas espiritualidades no Ocidente tem privilegiado uma leitura que tende a considerar as diversas expressões religiosas no âmbito do individualismo. As novas espiritualidades presentes no contexto da Nova Era enfatizam a busca e a perfeição do indivíduo, ou como bem colocou Anthony Albert F. D’Andrea, do self perfeito (2000). Neste contexto de religiosidade contemporânea a religião se torna menos uma questão de tradição do que de escolha, relegando-se aos indivíduos o poder de decisão. Quadro este evidenciado principalmente nos grandes centros urbanos onde pode se encontrar e vivenciar diferentes formas de espiritualidade a disposição daqueles que estão em busca de uma vida religiosa alternativa fora das instituições e religiosidades tradicionais, em busca de uma religação com o “sagrado”, ou simplesmente atrás de eficácias rituais para problemas urbanos (GUERRIEIRO 2009: 369).

Diante deste quadro de individualismo religioso, onde se encontraria o que nos estudos da religião denominou-se de privatização da religião, a ideia de comunidade religiosa seria eliminada, já que como bem colocou Zygmunt Bauman (2003: 10), comunidade e liberdade parecem ser uma contradição. A partir deste quadro, que num primeiro momento parece paradoxo, podemos perguntar: Em uma situação limite de individualismo religioso onde impera o que Danièle Hervieu-Lérger (2008: 158) chamou de autovalidação do crer seria possível falar em comunidade no contexto das novas espiritualidades? Nossa resposta a essa problematização é de que é possível sim falar em comunidade no âmbito das novas espiritualidades e que a magia concebida no contexto do neopaganismo representa o ponto liminar do que seguindo Victor Turner (1969) podemos entender como uma communitas neopagã.

Este artigo traz para a discussão da questão individualismo/comunidade uma categoria crítica dos estudos da religião que sempre fora relegada a concepções anti-sociais, a magia. Em relação as categorizações emicas do termo, ao longo do texto iremos recorrer com maior frequência as nossas observações de campo do que as teorizações que se encontram nas obras dos autores neopagãos. Não que estes sejam menos importantes, mas por haver uma grande variação de concepções e que se trabalhadas em detalhes neste curto espaço e entrecortadas por adendos e comparações, nossa objetividade em relação ao cerne do que é de fato relevante em nossa análise se perderia. Por isso nos limitaremos pelas definições e concepções encontradas em campo e nas considerações dos autores mais expressivos quando necessário.

Nos Estudos da religião podemos dizer que a magia em suas clássicas concepções fora considerada simultaneamente como irmã bastarda da religião, sendo vista como egoísta, ímpia e materialista; e como irmã bastarda da ciência, já que era entendida como primitiva, imoderada e irracional (STYERS 2013: 257). A magia configurava-se num fracasso da modernidade, tanto em termos religiosos como científicos. Por isso, como bem demonstra Peter Pels (2003: 31), as tentativas de definições de magia no âmbito das Ciências Sociais nos fornecem um fértil campo de análise da articulação de normas e aspirações da modernidade. Através das tentativas de definições do que vem a ser magia podemos observar as idealizações do que deveria vir a ser a modernidade. Estas generalizações dão conta de agrupar as caracterizações mais evidenciadas entre as teorias sociais mais difundidas, desde Durkheim até a Teoria da escolha Racional, que vê na magia práticas relacionadas a busca de compensadores específicos, ou seja, sua função é estritamente mundana e ausente de referência mais gerais140. É nesta perspectiva modernizante que consideraremos neste artigo as clássicas teorias de magia. As observações de campo aqui analisadas foram realizadas entre 2012 a 2015 no Brasil e nos Estados Unidos. Durante o ano de 2015 participamos de diversos eventos neopagãos na Costa Leste dos Estado Unidos sendo a maioria deles rituais públicos. Em todos os eventos que presenciamos era evidente o papel central que o ritual tinha para os participantes. A nosso ver era nítida a expressão da identidade coletiva que acontecia nestes momentos, mesmo quando haviam grupos de tradições diferentes. Cada vez mais desconfiávamos que a língua franca que os unia nesse ato de reafirmação identitária parecia ser a magia.

A magia como liminaridade

Numa tarde de Domingo no clube de jardinagem da cidade de Jacksonville, Flórida, pagãos e bruxos, alguns ornamentados com roupas medievais, chapéu de bruxa, túnicas e ornamentos característicos do universo neopagão circulavam dentro de um grande salão em meio a vendedores, barraquinhas que ofereciam incensos, livros, cursos, massagens, grupos de estudos, objetos ritualísticos, enfim mercadorias e serviços comuns a este cenário místico que compõem o neoesoterismo. Caminhando entre as mesas dispostas, os participantes recebiam e se serviam de panfletos informativos, revistas e folders que ofereciam os serviços ou anunciavam o lançamento de um livro

140 Para uma definição detalhada de magia na Teoria da Escolha Racional ver: STARK, Rodney e

sobre feitiços, sobre runas ou que detalhava a programação de um próximo evento. Pessoas de diferentes vertentes do Paganismo Contemporâneo estão prontas para esclarecer dúvidas sobre espiritualidade, rituais, tradições ou somente conversar, ler o horóscopo, as cartas de tarô ou como alguns grupos geralmente fazem nesses eventos, coletar assinaturas para causas relativas à proteção ambiental, proteção animal, liberdade religiosa, igualdade de gênero, enfim questões e reivindicações que sempre estão presentes na pauta das diferentes coletividades que circulam por esse contexto de novas espiritualidades.

Na parte de fora do grande salão, por entre os jardins do local, pessoas se aglomeravam, algumas sentadas outras em pé, mas todas atentas para ouvir os palestrantes. Duas tendas ali montadas não eram suficientes para proteger do sol o número de pessoas interessadas em conhecer mais sobre magia, mitologia, cristais e práticas alternativas. Em uma destas tendas, uma sacerdotisa da tradição wiccaniana correliana explicava a um grupo heterogêneo composto por pessoas idosas, adultos e jovens adolescentes o funcionamento da magia. Ela enfatizava que nossos pensamentos e nossas vontades são poderes reais e que nossas orações (que em sua tradição é vista como uma forma de magia) podem ser utilizadas para combater as forças caóticas que vemos todos os dias propagadas nos meios de comunicação e redes sociais. Mais do que um simples exercício de mentalização para a realização de um ato mágico, a sacerdotisa nos informou que iríamos nos alinhar com a energia de outras pessoas em outros lugares do mundo potencializando assim essa energia que seria então emanada através de uma teia de cristal para àqueles que necessitassem de conforto e força. Ou seja, mais do que um ato mágico enfatizava-se naquele momento uma conexão com o outro. Ela habilmente explicava, apontando com o dedo para a teia que desenhara num painel, que o mundo está conectado numa grande rede, sendo assim a cura para as mazelas sociais deveria se dar numa perspectiva holística abrangendo todos em todos os cantos.

Após a explicação teórica do que constituiria nosso exercício mágico fomos então a prática. A palestrante então invocou os quadrantes, e todos acompanhamos em resposta, depois cada um recebeu dois cristais de quartzo branco que serviriam como receptáculos e geradores de energia e que após o ritual mágico deveria ser aterrado. Todos se sentaram, fecharam os olhos e começaram a seguir as instruções que eram passadas pela sacerdotisa: Pensem nas pessoas que estão nos hospitais, pensem nas pessoas que

sofrem diariamente em zonas de conflito, nas mulheres que apanham caladas de seus companheiros. Pensem nas crianças que estão neste momento passando fome nos

países subdesenvolvidos. Agora visualizem com o terceiro olho uma esfera de luz, sinta essa esfera, vá modelando-a e fazendo-a crescer. Imagine que essa esfera está tocando a esfera da pessoa ao lado, e todas estão ficando enormes. Agora imagine que neste momento outras pessoas em outras partes do mundo também estão criando com sua mente estas grandes esferas, agora vamos enviar essas enormes esferas de luz para àqueles que precisam, juntem as mãos e lancem. Agora vamos pegar nossos cristais e enterrá-los para que nossa energia se disperse para a Terra. Nossos cristais concentraram muitas energias hoje141.

O círculo ritualístico foi desfeito, e no final a palestrante nos sugeriu um website onde poderíamos nos juntar a um grupo mundial, chamado International Peace Warriors, que se reúne online para realizar esse ato mágico em benefício dos mais necessitados. A campanha promovida pela tradição correliana, é chamada de Spiritual War for Peace. Segundo a tradição:

The idea of the Spiritual War for Peace is that we are actually in a metaphysical struggle for the future of the world, in which negative energies of fear and hatred are being actively magically promoted for the purpose of destabilizing certain societies. By focusing our own energies on peace and love, we hope to counteract these negative energies142.

Partindo da premissa de que uma batalha espiritual é necessária para dissipar essas energias negativas que estão por trás dos problemas que afligem o mundo, diversos horários e cronogramas são agendados e divulgados através das redes sociais para que sempre haja em qualquer parte pessoas focadas nas energias positivas, seja orando, realizando rituais mágicos, meditando enfim, auxiliando nessa batalha de acordo com as práticas de sua crença.

O ritual mágico acima descrito, é apenas um dos muitos que acontecem nesses tipos de eventos, e a nosso ver são ocasiões que nos levam a refletir sobre a questão do individualismo e as comunidades religiosas no contexto pós-moderno. Tal reflexão, que por si só já seria objeto de um esforço considerável, fica ainda mais problemática, porém não menos interessante, quando acrescentamos no bojo dessa análise a discussão sobre a categorização de magia. Por que então insistir em trazer para esta discussão tal categoria que ao longo da história tem se mostrado tão problemática entre os estudiosos

141 Nota de observações de campo.

da religião? Em primeiro lugar justamente pelo fato de que aquilo que está sendo apresentado como um processo de conexão com o outro é chamado pelos neopagãos de magia. E nesse caso, a magia definida classicamente como pertencente a esfera da individualidade e oposta a comunidade e sociedade fica comprometida.

Marcelo Camurça (2014: 133) chama a atenção para o fato de que a espiritualidade new

age tem como uma de suas características uma articulação de elementos que refletem uma faceta complexa dessa espiritualidade, a valorização de uma perspectiva holística ao mesmo tempo em que valoriza o individualismo. Em nossas observações de campo pudemos perceber que um dos elementos que contribuem para articular essa noção do indivíduo integrado ao todo, seja esta expressa em termos de uma comunidade global ou em um holismo que se expressa na concepção de uma comunidade espiritual.

No entanto, devemos estar cientes de que entre os adeptos das diferentes vertentes religiosas que compõem o neopaganismo é possível perceber que a palavra magia pode se referir à uma variada gama de experiências, que compreendem tanto fenômenos incomuns como coisas mundanas. Magia pode ser vista dentro de uma concepção clássica, em que a manipulação de objetos ritualísticos e símbolos tem como finalidade alcançar um determinado fim, como também pode ser entendida como uma metáfora, por exemplo na descrição do Mito da Deusa apresentada por Gerald Gardner sendo a magia a expressão do ciclo de vida, morte e renascimento. No entanto, o que sobressai entre as diferentes interpretações é o caráter de excepcionalidade, ou seja, estamos diante de algo especial. O que é enfatizado entre os adeptos, apesar das diferenças, é que o ato mágico é descrito como sagrado. A magia é acompanhada na maioria das vezes de uma ritualização que evidencia a separação daquilo que é o profano. Apesar de toda a Terra e todos os dias serem sagrados para os neopagãos, como bem observa Graham Harvey (1997: 1), há momentos que são mais especiais. Estes geralmente são descritos como mágicos, ou propícios à magia.

Se a magia pode ser considerada como um momento sagrado e o ritual mágico expressa, como constatamos em nossas observações de campo, a identidade coletiva então podemos pensar que a magia constitui um importante elemento de afirmação identitária. É neste sentido que acreditamos que o trabalho seminal de Victor Turner The Ritual

Process: Structure and Anti-Structure de 1969 nos ajuda a pensar este elo entre magia e comunidade, pois o livro de Turner reorientou os estudos antropológicos relacionados à concepção de comunidade. Ele trouxe uma discussão detalhada sobre liminaridade, conceito emprestado do antropólogo Arnold Van Gennep (1873-1957) e que se refere

àqueles momentos entre, tais como carnavais, peregrinações, ritos de passagem ou rituais, onde a normalidade é suspensa, ou seja, o momento liminar seria o momento

fora do tempo, que frequentemente está conectado com momentos de renovação simbólica quando uma sociedade ou grupo reafirma sua identidade coletiva.

O que é interessante notar segundo Gerard Delanty (2005: 46), é que Turner não aborda a concepção de liminaridade em termos exclusivamente simbólicos, mas como uma expressão do que ele chama de communitas. Nota-se que Turner optou por utilizar o termo em latim ao invés de comunidade. Segundo o antropólogo tal diferenciação permite desvencilhar communitas da ideia de comunidade como uma entidade fixa e espacialmente agrupada (TURNER 2013: 99). A nomenclatura latina communitas refere-se então a uma relação social que existe em todas as culturas. Essa característica

ahistórica da communitas está relacionada a universalidade da dialética estrutura/anti-

estrutura implícita neste processo de liminaridade.

A communitas reflete a anti-estrutura, que é a oposição às estruturas. Ela emerge quando as anti-estruturas entram em jogo. Sendo assim, momentos liminares caracterizam-se por serem importantes expressões da anti-estrutura, como se pode observar por exemplo nas correntes contraculturais, tais como os hippies.

Se o ato mágico é o momento liminar que expressa a communitas neopagã, o que então constituiria a estrutura e o que constituiria a anti-estrutura? Primeiramente devemos observar que o neopaganismo tem uma tendência desinstitucionalizante e que a centralidade não é uma característica dessas expressões religiosas neopagãs. Não estamos querendo dizer com isso que formações comunitárias e outros tipos de coletividade aglutinadoras estejam ausentes do contexto do neopaganismo, apenas que há uma tendência ao individualismo, assim como na espiritualidade new age em geral, que se reflete no discurso dessas expressões religiosas. A grande maioria de bruxos wiccanianos nos Estados Unidos, por exemplo, é formada por praticantes solitários (CLIFTON 2006; KELLY 2014). Com esta descentralização evidente e autovalidação do crer podemos considerar que as fronteiras simbólicas que compõem a ideia de comunidade neopagã são bastante fluídas e gerais, já que o símbolo está sujeito a subjetivação (ANDERSON 1983; COHEN 1985). Caracterizações sobre o neopaganismo geralmente compreendem valorização da natureza, expressa em termos como Nature Religions e Earth Religions, valorização do feminino, expressa em termos como Thealogia, Goddess Religions, Feminist Witchcraft. Estas duas caracterizações abrangem diversas configurações e significados. Por isso as consideramos como

fronteiras simbólicas e que carregam discursos identitários anti-estruturais. Por exemplo, quando Starhawk fala do relacionamento dos seres humanos com a Terra e com as outras espécies ela diz:

Somente agora, quando os resultados da poluição e da destruição ecológica tornaram-se graves o suficiente para ameaçarem até mesmo a adaptação urbana da humanidade, é que reconhecemos a importância do equilíbrio ecológico e a interdependência de todas as formas de vida. O modelo da Deusa, que é imanente por natureza, estimula o respeito pelo espírito sagrado de todas as coisas vivas. A Bruxaria poderia ser uma religião ecológica. O seu objetivo é a harmonia com a natureza, de modo que a vida não apenas sobreviva, mas viceje (STARHAWK 2007: 45).

Os problemas ecológicos advindos do que em outras obras a autora denomina de poder

de cima, bem como a necessidade de um modelo religioso alternativo (imanente) aos modelos vigentes que são expressões desse poder de cima refletem o elemento anti- estrutural de seu pensamento. A estrutura é justamente o poder de cima. Pode-se dizer que tais definições estão presentes no modo de representação destes elementos no neopaganismo em geral, com variações na forma, mas não no conteúdo. A dialética estrutura/anti-estrura no neopaganismo caracterizada por uma crítica ao patriarcado e uma valorização da natureza desenvolveu-se nos Estados Unidos e foi dali exportada com adaptações e modos diferenciados de recepção. A influência principal desta dialética tem como base a contracultura.

Um caso registrado em nossas observações de campo que reflete muito bem a dialética da estrutura/anti-estrutura e a liminaridade é de uma reunião de esbat143 organizada pela

ABRAWICCA144 ocorrida na cidade de São Paulo em 2012. Numa sexta-feira à tarde

um grupo de pessoas estava reunido em um espaço para participar dos círculos de

mistério. O grupo foi dividio entre homens e mulheres, cada um se dirigindo respectivamente para o círculo de mistérios masculinos e para o círculo de mistérios

femininos. Os homens permaneceram numa sala enquanto as mulheres foram para outra sala. Um dos bruxos que estava conduzindo as atividades perguntou quem estava ali pela primeira vez para que pudesse explicar o que aconteceria e qual era o objetivo do círculo.

143 Tradicionalmente são as reuniões dos adeptos da Moderna Bruxaria neopagã que ocorrem nas luas

cheias. No entanto é utilizado para quaisquer encontros de um determinado coven que não seja o Sabath.

Bom, a história é muito complicada e longa para resumir. No entanto, tudo se resume à uma dominação patriarcal na sociedade. Há hoje uma necessidade, já que saímos da Era de Peixe, de um retorno à sacralidade feminina. Mas o homem também deve ter sua importância neste momento145.

O bruxo estava se referindo ao pensamento retilíneo, como descreve Márcia Frazão ou

poder de cima como definido por Starhawk, ou seja, a narrativa de que a sociedade patriarcal dominou boa parte da história humana e que com isso deixou marcas