Após a exposição teórica dos principais rácios de liquidez que decorrem da aplicação do Acordo de Basileia III, é oportuno explorar os mesmos através da apresentação de um exemplo ilustrativo. Recordando o Balanço Patrimonial do Banco X, atente-se no mesmo e nas informações adicionais que lhe sucedem.
BALANÇO PATRIMONIAL DO BANCO X
31 de Dezembro de 2012
ATIVO (milhares €)
% Ativo Total
CAPITAL PRÓPRIO (milhares €)
% Ativo Total Capital 1 750 000 3,90% Ações Preferenciais 85 588 0,19% Prémios de emissão 35 861 0,08%
Caixa e Equivalentes de Caixa 2 205 115 4,91% Outros instrumentos de capital 4 927 0,01%
Ativos financeiros detidos para negociação 845 463 1,88% Ações Próprias (7 106) -0,02%
Ativos financeiros disponíveis para venda 4 611 706 10,28% Reservas de Reavaliação 1 334 0,00%
Aplicações em instituições de crédito 943 695 2,10% Outras reservas e resultados transitados 425 011 0,95%
Clientes 31 309 118 69,77% Resultado Líquido (609 527) -1,36%
Outros ativos financeiros 1 879 643 4,19% Interesses Minoritários 314 007 0,70%
Investimentos em filiais, associadas excluídas da
consolidação 258 490 0,58% Total do Capital Próprio 2 000 094 4,46% Ativos não correntes detidos para venda 642 063 1,43% PASSIVO
Propriedades de Investimento 277 117 0,62% Depósitos 32 327 813 72,04%
Outros ativos tangíveis 313 199 0,70% Títulos de dívida emitidos 6 774 132 15,10%
Ativos Intangíveis 129 527 0,29% Passivos financeiros detidos para negociação
696 597 1,55%
Outros Ativos 1 456 886 3,25% Outros passivos financeiros 315 291 0,70% Outros passivos 2 758 093 6,15%
Total do Passivo 42 871 926 95,54%
Total do Ativo 44 872 020 100% Total do Capital Próprio e
Passivo 44 872 020 100%
Tabela 4.14 - Balanço Patrimonial do Banco X134
(Fonte: Elaboração do próprio autor, com base em dados financeiros representativos da realidade da banca portuguesa).
Informações Adicionais:
A. Para efeitos do Cálculo do Rácio de Cobertura de Liquidez considere:
134 O Balanço Patrimonial do Banco X resultou do quociente das rubricas patrimoniais apresentadas pelo
factor arbitrário 2, sendo as mesmas representativas da realidade patrimonial do Grupo Bancário BCP em 2012 (antes da operação algébrica referida).
102 | P á g i n a a. Na rubrica “Ativos Financeiros detidos para negociação”, 80% do seu valor representa Valores
Mobiliários Garantidos por Soberanos e o remanescente corresponde a “Títulos de Dívida corporativa classificados com AA-“.
b. Na rubrica “Depósitos” é possível distinguir-se: Depósitos Estáveis (< 30 dias de vencimento), Depósitos a retalho menos estáveis (<30 dias de vencimento), Depósitos a Prazo (com maturidade superior a 30 dias) os quais representam 45%, 25% e 30% da totalidade dos depósitos, respectivamente.
c. A rubrica “Outros Passivos Financeiros” representa na sua totalidade Operações de financiamento garantidas e apoiadas por Ativos de Nível 2 com uma qualquer contraparte. d. Na rubrica “Outros Passivos”, 80% do seu valor representa Outros exfluxos contratuais.
e. Na rubrica “Clientes” é possível distinguir-se duas tipologias distintas de influxos: Operações de empréstimos garantidas por Ativos de Nível 1 e Operações de empréstimos garantidas por Ativos de Nível 2A, as quais representam 55% e 15% da totalidade do valor da rubrica “Clientes”, respectivamente.
f. Na rubrica “Outros Ativos”, 1% do seu valor representa Operações de empréstimos garantidas por Ativos de Nível 2B.
B. Para efeitos do Cálculo do Rácio de Financiamento Líquido Estável:
a. Considere-se como “Passivos e Financiamento por Grosso > 1 ano”: 40% da rubrica “Títulos de Dívida emitidos”, 35% da rubrica “Outros passivos financeiros” e 20% da rubrica “Outros passivos”.
b. Na rubrica “Depósitos” é possível distinguir-se: Depósitos Estáveis (< 1 ano), Depósitos menos estáveis (< 1 ano) os quais representam 55% e 45% da totalidade dos depósitos, respectivamente.
c. A rubrica “Ativos financeiros detidos para negociação” representa na sua totalidade Instrumentos líquidos, não garantidos de curto prazo.
d. Na rubrica “Ativos financeiros disponíveis para venda”, 30% do seu valor representa Valores mobiliários (< 1 ano).
e. A rubrica “Aplicações em instituições de crédito” representa na sua totalidade empréstimos do Banco X a outras entidades financeiras (< 1 ano).
f. Na rubrica “Outros Ativos financeiros”, 40% do seu valor representa Dívida emitida por soberanos ou quase soberanos.
g. Na rubrica “Clientes” é possível distinguir-se dois tipos de empréstimos concedidos: empréstimos a clientes corporativos (< 1 ano) e empréstimos a clientes a retalho, os quais representam 55% e 45% da totalidade do valor da rubrica “Clientes”, respectivamente.
Nota: Devido à ausência, na realidade bancária portuguesa, de informação objectiva acerca de muitos dos
parâmetros necessários à determinação dos Rácios de Liquidez, foram definidos pelo autor os pressupostos enunciados em A. e B.
Com base na informação prestada, determinar-se-á o Rácio de Cobertura de Liquidez e o Rácio de Financiamento Líquido Estável.
i. Rácio de Cobertura de Liquidez
Tendo em consideração a expressão apresentada para o cálculo do rácio em causa, verifica-se que é necessário determinar: a) o valor dos ativos de elevada qualidade de liquidez; b) o valor das saídas totais líquidas num período de 30 dias.
𝐿𝐶𝑅 = 𝐴𝑐𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑣𝑎𝑑𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑢𝑚 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑒 30 𝑑𝑖𝑎𝑠
103 | P á g i n a a. Ativos de elevada qualidade de liquidez
Para determinarmos os Ativos de elevada qualidade de liquidez do Banco X procederemos à análise dos ativos da entidade, de acordo com as disposições presentes no Quadro 9.8 - Ativos de elevada qualidade de liquidez e respectivos factores de ponderação, disponível no Anexo IX. Após da avaliação da qualidade dos mesmos, atribui-se, consoante o definido no quadro supracitado, os factores de ponderação correspondentes. Em resultado do processo descrito decorre os seguintes elementos:
Rubrica Montante Factor
Cash 2.205.115 € 100%
Valores mobiliários garantidos por
soberanos 676.370 € 100%
Títulos de Dívida corporativa
classificados com AA- 169.093 € 85%
Ativos de Elevada Qualidade de Liquidez 3.025.214,11 € Tabela 4.15 – Determinação do valor Ativos de Elevada Qualidade de Liquidez
Fonte: Cálculos do próprio autor.
b. Saídas totais líquidas num período de 30 dias
Para determinarmos as Saídas Totais Líquidas num período de 30 dias é necessário calcular a diferença entre os Cash-Outflows e os Cash-Inflows, segundo as disposições presentes nos Quadros 3.6 - Cash Outflows para o cálculo do Rácio de Cobertura de Liquidez e 3.7 - Cash Inflows para o cálculo do Rácio de Cobertura de Liquidez. À semelhança do processo anterior, consoante a tipologia de Cash-Outflows e
Cash-Inflows são atribuídos diferentes factores de ponderação. Deste modo, com base
no processo descrito resultam os seguintes elementos:
Rubrica Montante Factor
C ash -O ut fl ow s
Depósitos Estáveis (< 30 dias de
vencimento) 14.547.516 € 5%
Depósitos a retalho menos estáveis (<
30 dias de vencimento) 8.081.953 € 10%
Depósitos a prazo com maturidade
residual superior a 30 dias 9.698.344 € 0%
Operações de financiamento garantidas apoiadas por ativos de nível 2 com
qualquer contraparte 315.291 €
15%
Outros exfluxos contratuais 2.206.474 € 100%
104 | P á g i n a C ash -i nf low s
Operações de empréstimo garantidas
por Ativos de Nível 1 17.220.015 € 0%
Operações de empréstimo garantidas
por Ativos de Nível 2A 4.696.368 € 15%
Operações de empréstimo garantidas por Ativos de Nível 2B – Outros Ativos
313.091 €
50%
Cash-Inflows 861.000,75 € Tabela 4.16 – Determinação dos Cash-Outflows e dos Cash-Inflows
Fonte: Cálculos do próprio autor.
As Saídas Totais Líquidas num período de 30 dias resultam:
𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 = 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑐𝑎𝑠ℎ 𝑜𝑢𝑡𝑓𝑙𝑜𝑤𝑠 − 𝑚𝑖𝑛 [𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑐𝑎𝑠ℎ 𝑖𝑛𝑓𝑙𝑜𝑤𝑠, 75% 𝑑𝑎𝑠 𝑠𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎𝑠] 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 = 3. 789. 339,17€ − 𝑚𝑖𝑛 [861. 000,75€, 75% × 34. 849. 578€] 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 = 3. 789. 339,17€ − 𝑚𝑖𝑛 [𝟖𝟔𝟏. 𝟎𝟎𝟎, 𝟕𝟓€, 26. 137.183,50€] 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 = 3. 789. 339,17€ − 861. 000,75€ 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 = 2. 928. 338,42€ 𝐿𝐶𝑅 = 𝐴𝑐𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑒𝑣𝑎𝑑𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑢𝑚 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 𝑑𝑒 30 𝑑𝑖𝑎𝑠= 𝟑. 𝟎𝟐𝟓. 𝟐𝟏𝟒, 𝟏𝟏 € 𝟐. 𝟗𝟐𝟖. 𝟑𝟑𝟖, 𝟒𝟐€ = 𝟏𝟎𝟑, 𝟑𝟏%
O Banco X possui um Rácio de Cobertura de Liquidez de 103,31%, cumprindo o requisito mínimo estipulado por Basileia III (≥ 100%), demonstrando que as suas práticas de gestão do risco de liquidez estão a ser executadas de acordo com as recentes disposições regulatórias, o que lhe permitirá ter no futuro, perante cenários de maior adversidade, uma maior resiliência face a choques que possam afectar negativamente a liquidez nos mercados num período de 30 dias.
ii. Rácio de Financiamento Líquido Estável
Tomando em consideração a expressão apresentada para o cálculo do rácio em questão, verifica-se que é necessário determinar: a) o valor do Financiamento Estável Disponível; b) o valor do Financiamento Estável Necessário. Para tal, tomaremos em consideração as disposições presentes nos Quadro 9.13 - NSFR: Montante disponível de
105 | P á g i n a financiamento estável – Componentes e Factores ASF e Quadro 9.14 - NSFR: Montante exigido de financiamento estável – Componentes e Factores RSF.
Tal como o rácio anterior, o Rácio de Financiamento Líquido Estável resulta do quociente de duas grandezas devidamente ponderadas pelos factores correspondentes.135 Assim sendo, à semelhança da abordagem anteriormente adoptada procederemos ao cálculo das referidas grandezas.
𝑁𝑆𝐹𝑅 = 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑠𝑡á𝑣𝑒𝑙 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑠𝑡á𝑣𝑒𝑙 𝑁𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑜
a. Financiamento Estável Disponível
Para determinarmos o Financiamento Estável Disponível é necessário analisar o Balanço Patrimonial do Banco X à luz dos preceitos do Quadro 3.8, pois a mesma permitir-nos-á identificar as componentes de financiamento estável disponíveis da entidade em análise. Deste processo resultaram os seguintes elementos:
Financiamento Estável Disponível Valor
Contabilístico Factor ASF Valor Ponderado
Instrumentos de Capital Tier1136 2.185.456,00 € 100% 2.185.456,00 €
Instrumentos de Capital Tier2137 1.334,00 € 100% 1.334,00 €
Passivos e financiamento por grosso > 1 ano138 3.371.623,25 € 100% 3.371.623,25 €
Depósitos estáveis < 1ano 139 17.780.297,15 € 90% 16.002.267,44 €
Depósitos menos estáveis <1 ano140 14.547.515,85 € 80% 11.638.012,68 €
Todos as rubricas de CP e Passivo não incluídas141 6.637.285,73 € 0% 0,00 € a. Financiamento Estável Disponível 33.198.693,37 € Tabela 4.17 – Determinação do Financiamento Estável Líquido
Fonte: Cálculos do próprio autor.
135 Factor ASF (Available Stable Funding) relativamente às rubricas classificadas como Financiamento
Estável Disponível e Factores RSF (Required Stable Funding) relativamente às rubricas classificadas como Financiamento Estável Necessário.
136 O cálculo do valor dos Instrumentos de Capital Tier1 resultou: Capital Social + Prémios de Emissão +
Interesses Minoritários + Ações Preferenciais.
137 O valor dos Instrumentos de Capital Tier2 resume-se, neste caso, ao valor das Reservas de
Reavaliação.
138 O valor dos Passivos e Financiamento por Grosso > 1 ano resulta: 40% × Títulos de Dívida Emitidos +
35%×Outros Passivos Financeiros + 20%×Outros Passivos (de acordo com as disposições presentes em Informações Adicionais).
139 Os Depósitos Estáveis < 1 ano representam 55% da totalidade de Depósitos. 140 Os Depósitos Menos Estáveis < 1 ano representam 45% da totalidade de Depósitos.
141 O valor de “Todas as rubricas de Capital Próprio e Passivos não incluídas” resultam: Outros
instrumentos de capital + ações próprias+ 18% × Outras reservas e resultados transitados + Resultado Líquido + 60% × Títulos de Dívida Emitidos + 65% × Outros Passivos Financeiros + 80% × Outros Passivos + Passivos Financeiros detidos para negociação
106 | P á g i n a b. Financiamento Estável Necessário
Para determinarmos o Financiamento Estável Necessário utilizaremos o mesmo método a que recorremos anteriormente, contudo o confronto das rubricas do Balanço será realizado relativamente ao Quadro 3.9. Assim, deste processo analítico resultaram:
Financiamento Estável Necessário Valor
Contabilístico Factor RSF Valor Ponderado
Cash 2205115 0% - €
Instrumentos líquidos, não garantidos, curto prazo 845463 0% - € Valores Mobiliários < 1 ano 1383511,8 0% - € Empréstimos a empresas financeiras < 1 ano 943695 0% - € Dívida emitida por soberanos ou quase soberanos 751857,2 5% 37.592,86 € Empréstimos a clientes corporativos < 1 ano 17220014,9 50% 8.610.007,45 €
Empréstimos a clientes a retalho 14089103,1 85% 11.975.737,64 €
Todos os outros ativos não incluídos acima 7433262 100% 7.433.262,00 €
b. Financiamento Estável Necessário 28.056.599,95 € Quadro 4.1 - Determinação do Financiamento Estável Necessário
Fonte: Cálculos do próprio autor.
Uma vez determinados o Financiamento Estável Disponível e o Financiamento Estável Necessário é possível agora calcular o Rácio de Financiamento Líquido Estável:
𝑁𝑆𝐹𝑅 = 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑠𝑡á𝑣𝑒𝑙 𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑠𝑡á𝑣𝑒𝑙 𝑁𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑜=
33.198.693,37€
28.056.599,95€= 118,33%
Tal como é possível observar, o Banco X apresenta um elevado Rácio de Financiamento Líquido Estável, atingindo um valor superior à métrica mínima estabelecido por Basileia III (≥100%). Assim, tal como na óptica de curto prazo (30 dias), o Banco X demonstra possuir, numa perspectiva de longo prazo (período superior a um ano), capacidade em termos de liquidez para assegurar a continuidade e a viabilidade da sua atividade, quando confrontado com cenários adversos de duração prolongada.
107 | P á g i n a