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5.3 Formalisation de vérificateurs de bytecode
5.3.5 Un vérificateur de bytecode léger
As publicações do historiador de arquitetura norte-americano a partir da década de 1930 marca um momento chave na definição e apresentação do Movimento Moderno por sua perspectiva narrativa histórica. Através de Modern Architecture:
Romanticism and Reintegration (1929) e The International Style: Architecture since 1922 (1932), publicadas antes mesmo de obras de Kaufmann, Pevsner e Giedion,
propuseram fundamentação ao Movimento Moderno nos Estados Unidos e aos arquitetos americanos. Já com Architecture: Nineteenth and Twentieth Centuries (1958) o autor retorna à historiografia através de um debate ‘congelado’ sobre a arquitetura moderna no final da década de 1950 (TOURNIKIOTIS, 1999, p.113). Seu discurso histórico ao narrar os fatos arquitetônicos, na visão de Tournikiotis, os explica sem ser fonte de polêmicas, assumindo ‘julgamentos sucessivos’ e sendo combinados em um ‘discurso objetivo’.
A definição do presente, para Hitchcock, não é feita contrária ao tempo passado, mas como produto elevado à uma nova descrição analítica por qual o passado foi reinterpretado, ‘ou é simplesmente uma nova expressão de uma renovação geral que nos permite colocar o presente no início de uma nova duração’ (TOURNIKIOTIS, 1999, p.114). Nessa mesma análise, a história da arquitetura se baseia na sequência construtiva de características próprias, onde a criação de um novo estilo ‘reside em um processo de desintegração e reintegração da arquitetura’, essa como objeto único e integrador da arte e das técnicas construtivas.
Ao identificar a Arquitetura Moderna, Hitchcock esclarece a falha em pensar nela como um momento distinto e contrastante do passado; para ele o presente é um átimo recente dentro da continuidade histórica arquitetônica. Tournikiotis (1999, p.
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127) complementa esse pensamento dizendo que ‘mesmo as formas mais ousadas não são um fenômeno novo sem raízes, mas a fase contemporânea de um processo de evolução que se espalhou por muitos anos’.
Os três conceitos utilizados por Hitchcock na descrição dessa sequência estilística conceitual aplicadas às artes e à arquitetura são:
• Estilo (styles): são fenômenos que são construídos conforme o passar dos séculos, apresentando um denominador comum por qual são definidos e diferenciados. Exemplos: estilo Moderno, estilo Grego, estilo Egípcio. • Fases de estilo (style phases): as fases de estilo compõem um estilo,
formando unidades diferentes em termos históricos e estéticos, com um caráter particular quando comparadas as fases entre si. Exemplo: o Gótico tardio, o Renascimento, o Barroco e a Nova Tradição são quatro fases de estilo do estilo Moderno segundo Hitchcock com resultados positivos frente ao tempo.
• Maneirismos (manners): são os ‘interstícios e margens’ entre as fases de estilo, momentos que são preenchidos com uma variedade de ‘maneiras arquitetônicas’, muitas vezes discretas e outras vezes facilmente reconhecíveis. São unidades elementares da história da arquitetura por gerar transições e desenvolvimento no discurso entre as fases de estilo, mas que muitas vezes apresentam um julgamento subjetivamente negativo, como expõe Hitchcock com os revivals do Clássico e do Gótico, o renascimento do Craft na Inglaterra e o Art Noveau, que são maneiras arquitetônicas com papel na preparação de uma nova arquitetura a
posteriori.
Ao longo da continuidade histórica é possível apreender a sequência de unidades de estilos, as quais são parâmetros para a construção arquitetônica. A composição de unidades históricas arquitetônicas, portanto, não são fases com começo e fim bem definidos, mas sobreposições de momentos e eventos. A mesma análise ocorre quanto ao significado dessas unidades - não é sempre que a obra mais significativa de um período seja do estilo característico de seu tempo, seu valor é determinado pelo ponto de vista de um autor historiador em comparação a uma perspectiva mais ampla das tendências gerais.
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Porém, a grande engrenagem desses conceitos apresentados, segue sendo constituída pelos arquitetos. Eles que, através de seus conhecimentos e criatividade, permitem a construção e desenvolvimento dos estilos dentro da história da arquitetura, mas segundo Hitchcock, não estariam sujeitos a valores não-artísticos, como o espírito de uma época, ou a experiência social e cultural, não relacionando história, arquitetura e sociedade. Consequentemente, o historiador americano classifica esses arquitetos criativos em três categorias: os precursores, os fundadores e os seguidores; de acordo com o nível de originalidade apresentado por cada um deles frente a seu tempo. A análise e separação por categoria é feita pelo distanciamento temporal do historiador quando olha esse momento passado e classifica o arquiteto autor, sem julgar o valor de sua obra, mas sua referência frente a produção arquitetônica de sua época.
Além disso, o projeto mais fraco da nova unidade de estilo é de maior interesse para o historiador do que o melhor projeto da unidade anterior. As investigações dos historiadores devem se concentrar nos eventos originais, fenômenos sem precedentes e projetos precursivos de um processo de evolução arquitetônica que não possui um curso ascendente. Esta abordagem não decorre de julgamentos de valor estético específicos, nem tampouco ocultar a avaliação em termos absolutos (TOURNIKIOTIS, 1999, p.128-129, tradução nossa).
Os grupos de pioneiros, segundo Hitchcock, são aqueles primeiros arquitetos engajados em ‘uma forma de expressão completamente original’, abrindo fronteiras para um novo estilo ou um novo discurso; para eles existem pioneiros de todas as idades e em todos os estilos e formas a ressaltar a contemporaneidade da inovação, diferentemente de Pevsner, que usa a palavra ‘pioneiro’ com a conotação social e cultural do passado.
Outra classificação presente em sua obra histórica, é feita com base no caráter nacional: cada unidade de estilo há a organização descritiva de projetos por país e por arquitetos, assim, por exemplo, quanto a ‘Nova Tradição’ abrange obras de americanos, holandeses, alemães, franceses e escandinavos, exemplos fora desses limites são tidos como ‘imitativo e provincial, auxiliar ou paralelo’ (TOURNIKIOTIS, 1999, p.126).
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Não compreender essa complexa coexistência de unidades de estilos arquitetônica gera, muitas vezes, subjugar, a curto prazo, cada inovação como superior a um exemplo passado, e a continuidade histórica seria uma infinita curva ascendente de sucesso, enquanto a realidade explícita por Hitchcock demanda ciclos e fases de estilo sucessivos sem a idealização de um objeto arquitetônico.