• Aucun résultat trouvé

Instanciation du modèle de BCV

Vérification de bytecode

6.2 Instanciation du modèle de BCV

PERIODIZAÇÃO

Dentro de todo o contínuo histórico, um trabalho exige a definição de unidades que irão permitir localizar os objetos históricos selecionados em um contexto, possibilitando sua compreensão. Essa unidade deve estar relacionada também ao conjunto global temporal da história, no caso da história da arquitetura.

Essas unidades históricas arquitetônicas são visões do autor historiador frente à compreensão de sua realidade, da construção de seu pensamento organizando juízos históricos por quais é feita a narração de seu testemunho.

O definição dos ‘períodos’ acompanha a consciência histórica, tornando possível a classificação e a transmissão de significados conforme funções, valores ou ideologias. Essa problematização exclusiva em torno da arquitetura como objeto de estudo advém desde Vitrúvio, onde seus escritos constituem um registro de conhecimentos relativos a uma gama de aspectos arquitetônicos, de construção e à significados simbólicos. A sua essência baseia-se na tríade vitruviana de utilitas,

firmitas e venustas, e indica, respectivamente, as qualidades interpretadas, muitas

vezes, como base do pensamento arquitetônico e referência no julgamento histórico.

A consciência histórica do presente determinante de um momento histórico distinto, também justifica a ‘periodização’, ou seja, a ‘segregação de obras e eventos em categorias cronológicas ou estilísticas separadas’ (NESBITT, 2013, p.47). Essa operação, segundo Nesbitt, configura uma ‘visão historicista da história’, como tentativa de expressão do Zeitgeist - o espírito da época - com uma interpretação única e exclusiva aplicada em um momento presente, determinando a criação de ‘estilos’ singulares.

87

O historicismo torna-se relevante à discussão sobre historiografia arquitetônica ao ser definido por Colquhoun (1983; 2013) como uma atitude de interesse pelas tradições anteriores e como uma prática artística que faz uso das formas históricas. Como a exemplo dos arquitetos pós-modernos historicistas, tal qual Michael Graves, que se utilizam de elementos do estilo clássico na composição artística arquitetônica de suas edificações, associando função e significados antigos e contemporâneos.

Dentro da história da arquitetura e das artes, a periodização também se revela no Renascimento (WAISMAN, 2013, P. 57), junto a uma ‘consciência da modernidade da própria posição’, como meio de validação histórica da Antiguidade e quebra com qualquer modelo da Idade Média. Assim, ao conscientemente mudar uma posição como solução arquitetônica, períodos são criados para denominar uma arte, seja ‘moderna’, do passado antigo ou passado recente, conforme uma explicita valoração positiva ou negativa de certo período artístico.

As unidades históricas são definidas pelo historiador autor conforme condições historiográficas selecionadas, para justificar seu ponto de vista e para a compreensão de seus leitores. Essas definições, intrinsecamente, relacionam-se com uma série de características que as diferenciam quando classificadas em conjuntos, seus limites (inícios e fins), são normalmente fixados em pontos de mudanças e ou causas que sejam marcos ou referências a seu próprio tempo. “O conceito de causa e o conceito de mudança estão na base de determinação de uma periodização” (WAISMAN, 2013, p.58).

A periodização arquitetônica e das artes perde seu paralelismo a partir do século XIX. A arte passa a ser percebida ao longo desse século como sucessivas ações e reações, rompendo tradições com novas propostas, novos pontos de vista formais e reconstituições artísticas. A arquitetura não segue a mesma linha formalista, onde a tipologia funcional passa a ser ideológica: novos códigos simbólicos históricos passam a ser referenciados na busca de adaptá-los ou interpretá-los em novas expressões arquitetônicas.

A arquitetura, diferentemente da arte, não elabora formas de visão, e sim códigos de comunicação. Ao desembocar na desvalorização da linguagem, parecia consumado o divórcio entre as teorias da arte e da arquitetura (WAISMAN, 2013, p. 21).

88

O enfoque particular do início do século XX na arquitetura era no funcionalismo, que obtinha papel fundamental no processo criativo dos arquitetos, obrigando uma reflexão específica dos criadores dentro do pensamento arquitetônico, mas fora do pensamento artístico.

A partir do século XX, a incorporação de aspectos ideológicos específicos da arquitetura, como correntes arquitetônicas próprias e universais, além de condições sociopolíticas-econômicas na produção arquitetônica também passa a possibilitar separações periódicas mais próximas da realidade atual, com destaque para a tipologia programática de edifícios como respostas às demandas sociais.

A questão da complexidade que se forma a partir desse momento com a pluralidade e coexistência de ideias arquitetônicas transforma o papel da periodização categorizada em apenas um estilo irreal. A multiplicidade projetual torna-se predominante na arquitetura contemporânea, e transformações e inovações em características arquitetônicas passam a ser contadas em décadas e até mesmo em anos.

ESTILO

O historiador de arte e arquitetura americano James Ackerman (1994, p. 3) descreve ‘estilo’ como um ‘conjunto distintivo’ de ‘certas características mais ou menos estáveis’ onde

(...) for history to be written at all we must find in what we study factors that are at once consistent enough to be distinguishable and changeable enough to have a “story”.

A definição estilística em objetos artísticos e arquitetônicos não permanece intacta com o passar do tempo, podendo sofrer alterações em suas características ou em seus valores. Portanto, concepções, intenções e fatos que caracterizavam um artefato ou um arquiteto no momento de sua criação podem se perder no tempo. A análise pelo estilo possibilita ser uma ferramenta aplicada à história arquitetônica ao resgatar esse passado sem entrar no mérito de uma doutrina rigorosa, onde o principal material a ser investigado é o próprio edifício em sua decoração, detalhes e organização visual da elevação.

89

Leach (2010, p.47) ressalta a legibilidade da arte ao proporcionar ao historiador a compreensão da cultura de um determinado período seguindo a mesma lógica de fragmentação do tempo.

The word style defines a certain currency – distinguishable in the work (or in some portion of the work) of an artist, a place, or a time – and it is inefficient to use it also to define the unique traits of single works of art; uniqueness and currency are incompatible. The virtue of the concept of style is that by defining relationships it makes various kinds of order out of what otherwise would be a vast continuum of self-sufficient objects (ACKERMAN, 1994, p.4)

O historiador de arte francês Henri Focillon define estilo conforme três componentes (1996):

• Seus elementos formais, constituintes de um vocabulário; • Uma série de relações, conformando uma sintaxe;

• O desenvolvimento desse sistema no tempo.

Assim, o estilo pode ser base de investigação teórica ou metodológica para a estrutura, ou servir de princípio ou instrumento para o tipo:

Fica assim estabelecido o estreito parentesco dessa noção com a de estrutura e a de tipo – sempre que o tipo seja considerado como um sistema de relações e como um produto histórico, devendo, portanto, aceitar transformações que o mantenham em vigor frente às exigências de cada circunstância histórica e, a cada vez, deve carregar-se de novos significados (WAISMAN, 2013, p. 105).

Compreender estilos específicos e transições entre os mesmos são fatos a serem debatidos dentro da história da arquitetura.

Na historiografia europeia, essas unidades históricas tornam-se como que ponto de partida de uma historiografia universal, na qual a caracterização de cada período se baseia em critérios estilísticos, sejam em forma de ornamento, de formas espaciais ou estruturais. Há o desenvolvimento de uma linha de continuidade, com ideias arquitetônicas que se modificam e que vão se criando frente a novas características construtivas, definindo novos estilos. Nas palavras de Waisman (2013, p.58) estilo é ‘um código que possui elementos combináveis, uma determinada norma sintática e um desenvolvimento histórico’. Portanto os limites de cada período

90

baseiam-se tanto nas causas dessas transformações quanto no momento do início da mudança de códigos e a formação de um novo para substituí-lo, diferente do anterior.

Na América Latina não há a mesma linha de continuidade estilística nas ideias arquitetônicas, ao longo dos séculos há diferentes culturas, múltiplas referências arquitetônicas, interpretações de diferentes povos e transformações sobrepostas na criação histórico-cultural. Não existe pontos e limites definidos de mudança de códigos para a formação de um novo, com o aparecimento de novas imposições europeias permeando a continuidade arquitetônica. Essas ideias arquitetônicas advindas da Europa também não chegavam às Américas em sequência ordenada cronologicamente, vinham por diferentes artífices, cada qual com uma procedência, educação, habilidade e vivência de um período estilístico diverso gerando um grande anacronismo latino-americano (WAISMAN, 2013, p.61).

Uma periodização em uma obra historiográfica latino-americana não deveria basear-se em critérios estilísticos, de concepção espacial ou de desenvolvimento estrutural pois é fundamentalmente uma estruturação temporal a partir de pontos de vista do desenvolvimento arquitetônico europeu. A compreensão do desenvolvimento temporal da arquitetura da América-latina por conceitos criados a partir da própria realidade histórica regional, enriquecerá análises historiográficas contribuindo para a perspectiva sintética baseada em unidades históricas e um vocabulário criado a partir do lugar onde há a criação da história arquitetônica. Perspectivas globais de análise histórica contribuem ou passam a responder premissas regionais e fora da centralidade europeia por meio de argumentos que diferenciem esses contextos latino-americanos e orientais.

TIPOLOGIA

O ser humano é o produto de uma cultura, da mesma maneira que a cultura é formada pela sociedade, estabelecendo uma série de pautas, comportamentos e juízos, individuais ou generalizantes. As ciências aliadas à cultura constituem conceitos gerais para caracterizar e organizar o particular dentro do geral (CASSIRER, 1942, p.107 apud WAISMAN, 2013, p. 100), permitindo o surgimento de conceitos tais como ‘estilo’, ‘tipo’, ‘estrutura’, etc. No campo arquitetônico apresenta-se o ‘tipo’ – como indicador de instância individual - e ‘tipologia’ – como indicador de instância geral.

91

Para Nesbitt (2013, p.51) o ‘tipo’ é frequentemente associado à função - tipos baseados em uso - e à tectônica - tipos baseados em sistemas estruturais. Já a ‘tipologia’ é caracterizada como um ‘catálogo de soluções gerais para problemas de composição arquitetônica, idealizado até o mais alto nível diagramático’.

Na definição de Waisman (2013, p.116), o tipo caracteriza-se pela ‘sua falta de definição na expressão concreta, por sua disponibilidade’, assim passível a associações permanentes ou interpretações de níveis formais, funcionais, ideológicos etc. Segundo a autora, quando uma publicação se utiliza da narrativa arquitetônica histórica por meio de unidades tipológicas, essa fragmentação possibilita ser:

• Pauta para periodização (como o peso das tipologias linguísticas – gótico, barroco etc. – na definição das distintas fases de cada período);

• Pauta para organização do material histórico; • Objeto de estudo;

• Base para análise crítico-histórica dos fatos arquitetônicos.

Relacionando a conceitualização da forma, função e organização de um objeto arquitetônico, nos séculos XVIII e XIX, onde a arquitetura poderia ser relacionada à fenômenos externos à disciplina e classificados em famílias como diversas espécies de animais e da natureza. A abordagem empírica em categorização de tipologias arquitetônicas foi determinante na historiografia da arquitetura. Younés (1999, p. 254- 5) apresenta o discurso formulado por Antoine Quatremère de Quincy em sua obra

Dictionnaire historique d'architecture (1832) sobre o ‘tipo’:

The word type presents less the image of the thing than the idea of an element which must itself serve as a rule for the model. (...) The model, understood in the sense of practical execution, is an object that should be repeated as it is; contrariwise, the type is an object after which each artist can conceive works that bear no resemblance to each other. All is precise and given when it comes to the model, while all is more or less vague when it comes to the type (...). Portanto a definição de tipo de Quatremère de Quincy permanece sob ‘a ideia de um elemento que deve servir de norma para o modelo’ enquanto Rafael Moneo (1978), baseado nessas mesmas palavras determina o tipo como uma ‘ordem formal e estrutural’, que podem ser agrupados por características semelhantes ou destacados por seu caráter distinto, aceitando o conceito de tipologia como uma

92

ferramenta criativa e interpretativa, considerando sua dinâmica e intensidade no processo projetual.

A história da arquitetura pode ser contada por meio de narrativas baseadas em tipos formais, conceituais, estruturalistas e até mesmo ideias arquitetônicas como defende Oswald M. Ungers. Suas ideias são representações de tipos formais, analisando cada qual dentro de um determinado período histórico controlando mudanças culturais relevantes. Segundo Ungers:

A história da arquitetura deveria ser vista como uma história de ideias e não (...) como uma enumeração cronológica de estilos. As ideias arquitetônicas (...) são independentes do tempo e do espaço e existem somente em um nível conceitual. (...) A história da arquitetura deveria converter-se em um texto vivo de ideias para um desenvolvimento futuro no sentido de sua continuação e aperfeiçoamento (1981 apud WAISMAN, 2013, p.11).

Outra forma de diferenciação arquitetônica frente à história e prática arquitetônica que um autor historiador pode tomar é a compreensão de seu papel por sua tipologia, conceito que aparece e reaparece contemporaneamente no campo do pensamento arquitetônico. Essa nomenclatura pode indicar um instrumento – a partir da consideração histórica do tipo - ou um princípio – a partir da sua abstração de sua transformação histórica - arquitetônico na seleção de seus objetos históricos. Sua aplicação teórica pode ser como ferramenta de análise projetual ou análise histórica arquitetônica.

Na definição de Argan (1963), o tipo é ‘a estrutura interior de uma forma ou (...) um princípio que contém uma possibilidade infinita de variação formal e de eventual modificação da estrutura do tipo em si mesmo’, portanto o tipo proporciona uma origem à articulação criativa arquitetônica, justificando a existência de uma referência inicial a um modelo final, dispensando o jogo entre imitação e invenção como princípio formal. Para o autor um objeto arquitetônico pode ser reduzido a uma ‘forma original’ comum de um referencial ou cultura específica, funcionando nos campos formal, estrutural e de elementos decorativos.

Para Anthony Vidler (1977), o conceito de tipo está intimamente ligado à natureza, sua classificação da ‘primeira tipologia’ é associada à cabana primitiva

93

descrita na obra de Marc-Antoine Laugier (1753)26 que seria a idealização da perfeição geométrica. A ‘segunda tipologia’ seria relacionada ao uso da edificação sob a perspectiva de fatores externos à arquitetura, relacionando indústria e produção em massa. A ‘terceira tipologia’ faz a redução de obras históricas de arquitetura para ‘elementos arquitetônicos’ (‘architectural elements’), buscando nas formas do ‘plano interno’, nos padrões físicos urbanos, a transformação em material de composição e de projeto. Essa autonomia tipológica na construção histórica arquitetônica é representada nas publicações e projetos do arquiteto italiano Aldo Rossi, que nas décadas de 1960 e 1970, utiliza o sentido orientador do tipo em sua ‘arquitetura de tendência’, como essência e como princípio da arquitetura.

Outras tipologias também podem ser princípios de organização histórica arquitetônica com relações atribuídas à diversos elementos, sejam estruturais, formais ou funcionais, aproximando novos conceitos contemporâneos criados ou revividos do passado, à diversos campos interdisciplinares.

As preocupações técnicas passaram a ser pano de fundo com a separação entre engenharia e arquitetura no campo projetual-construtivo, com a dedicação dos arquitetos às tipologias funcionais e formais para a comunicação de conceitos, discursos e teorias por meio do uso de códigos socialmente traduzíveis: a exemplo o gótico passa a ser interpretado como arquitetura religiosa e na Inglaterra símbolo da arquitetura nacional e a arquitetura clássica será sinônimo de ordem ou de igualdade e democracia.

Tipologias formais, ou de estilo, foi a escolha do crítico e historiador da arte suíço Heinrich Wölfflin, que tomava o aspecto visual como fonte de seleção de seus objetos de estudo e não de periodização, onde a prioridade era a evolução interna dos estilos frente ao contexto cultural. O objetivo era através da narrativa desses objetos estimular a compreensão dos conceitos básicos da história da arte, assim o tipo seria o resultado de um estudo comparativo de unidades históricas dos períodos renascentista e barroco, formando uma teoria de transição compreendendo a evolução da arte moderna.

94

Já o historiador da arte britânico Nikolaus Pevsner analisava as tipologias funcionais como unidade para organizar a sua seleção histórica arquitetônica. Em sua obra A History of Building Types (1976), o conteúdo remete a história da arquitetura no ocidente com enfoque temporal para o final do século XVIII e o século XIX. O livro permite a leitura por múltiplas interpretações, sinal da riqueza própria da publicação e do autor, que se propôs a identificar unidades históricas arquitetônicas, e a seu modo, narrar a partir de uma abordagem pela tipologia funcional, como quando afirma no prólogo que essa ordenação lhe daria ‘uma prova da evolução tanto de seu estilo como de sua função; o primeiro, tema da história da arquitetura, e o segundo, da história social’ (PEVSNER, 1976, p. 14).

Segundo Waisman (2013) a aparição ou redefinição de tipologias funcionais foi a pauta dominante no período em que Pevsner escreveu sua obra, então a função ser o traço dominante de análise escolhido pelo autor comprova seu interesse por um modelo historiográfico de narração que se aproximava da contextualização arquitetônica da época, construída pelas transformações sociais, produtivas e tecnológicas:

Pois o historiador não pode impor um esquema à realidade histórica, sob o risco de deformá-la ou simplesmente não compreendê-la. O esquema ordenador, o recorte efetuado sobre a realidade, deve surgir da problemática respectiva, assim o historiador poderá evitar o perigo de forçar dados da realidade para acomodá-los a um determinado a priori. (WAISMAN, 2013, p. 113).

Pelos entremeios de definições acerca de tipologia, compreendemos a sua continuidade interpretativa e seus padrões historiográficos - em um primeiro momento permitia a associação de exemplos arquitetônicos tipológicos e depois passa a desenvolver vínculos entre significado e tipos, para depois, junto ao modernismo explorar a funcionalidade.

ESTRUTURA

Tipo arquitetônico, estilo e estrutura também podem compartilhar o enfoque que todos os conceitos dão à relação entre seus elementos e seu desenvolvimento histórico, e não o foco sobre o elemento em si. Segundo Eco (1974, p. 67) o conceito de estrutura é tanto ‘um sistema rígido por uma coesão interna’, quanto visível

95

‘somente quando posta em evidência pela comparação de fenômenos diferentes entre si e pela redução desses fenômenos ao mesmo sistema de relações’.

Portanto as referências evidenciadas por cada autor historiador baseiam-se mais uma vez nas relações das unidades históricas arquitetônicas escolhidas dentro de uma estrutura associativa ao seu conjunto e seu contexto. Demonstrar e visualizar essas relações no campo arquitetônico dentro de uma publicação, facilitaria ao leitor a compreensão de pautas e de redes invisíveis criadas desde a concepção da organização periódica das ciências culturais. Descobrir e ‘ver’ esse sistema de relações possibilita provar a existência de um ponto de vista determinado pelo autor no qual sua estrutura se configura, isso implica a descoberta de seus instrumentos definidores das condições historiográficas utilizados em suas seleções históricas, compositivas de sua ESTRUTURA TEXTUAL HISTORIOGRÁFICA particular. A exemplo, o tipo pode ser a ênfase delineadora de uma história estrutural particular quando analisado sua longa duração, sendo convertido como um conceito estável para a sua referência frente àquela narrativa da história da arquitetura.

LINGUAGEM

O exagero no uso da linguagem simbólica como declaração de princípios acarreta a perda de sua conotação ideológica na última metade do século XIX, onde a racionalização das funções em planta passa a ser o ideal de organização espacial. Durand faz parte da reformulação dessa linguagem arquitetônica por meio do desenvolvimento de suas publicações. Essa revolução possibilitou a revolução linguística do movimento moderno décadas depois.

A partir de Durand, do ecletismo e do pós-modernismo, a linguagem que antes era associada estruturalmente à um tipo formal e uma série limitada de variações, agora passa a ser uma entidade independente, com seu próprio ordenamento em categorias ou tipos, muitas vezes associada à tipologia formal.

Waisman (2013, p.121) contextualiza os signos no desenvolvimento de uma