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5.3 Formalisation de vérificateurs de bytecode
5.3.4 Différents paramétrages
A história, teoria e a crítica são modos intimamente entrelaçados de reflexão arquitetônica, muitas vezes causam confusão para seus respectivos campos, mas possuem métodos e objetos diferentes, com funções distintas dentro do pensamento e da prática de arquitetura. Segundo Nesbitt (2013, p.15) a teoria foca um discurso sobre a práxis e a produção da arquitetura como disciplina, a história estuda as obras (em matéria e em textos) do passado e junto à crítica examinam, julgam e interpretam referências específicas segundo critérios levantados pelo autor historiador ou autor arquiteto. A diferença marcante, para a autora, da teoria seria pela ‘natureza especulativa, antecipatória e catalisadora da atividade teórica’, que por meio de níveis de abstração, consegue avaliar a arquitetura como profissão, como intenção e como elemento cultural.
Outra definição praticável do conceito de teoria da arquitetura é apresentada por Kruft (2016, p.16):
(...) a teoria da arquitetura é o sistema documentado por escrito de forma abrangente ou parcial e que se fundamenta em categorias estéticas. E mesmo quando a estética é reduzida à funcionalidade, essa definição permanece válida. (...) contudo, mesmo com essa definição, permanecem abertas as fronteiras em relação à teoria geral da arte e estética, de um lado, e em relação à tecnologia pura e simples, de outro.
A teoria da história e a historiografia permitem formalizar a história da arquitetura, determinando seus alcances e conteúdos e, ao mesmo tempo, a estabelecendo como disciplina, profissão, arte e técnica. Alguns tratados de arquitetura escritos nos séculos XV e XVI determinaram um modelo clássico literário com um conjunto de obras e de princípios de proporções e composições como ‘lições’ ao tempo presente e futuro. Relações dessa natureza estabelecem a arquitetura como uma prática com raízes profundas e, portanto, insere a historiografia na cultura arquitetônica.
O historiador alemão Walter-Hanno Kruft em sua obra História da Teoria da
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formulação teórica arquitetônica “como história da reflexão sobre arquitetura, tal como ela se encontra conservada por escrito”. Portanto análises históricas das permanências arquitetônicas, seja por período de estilo ou características artísticas, remetem às suas bases teóricas e costumes construtivos, “para a práxis histórica, a teoria da arquitetura é idêntica à sua tradição escrita”.
A compreensão do continuum histórico arquitetônico é conduzido de maneira que a captação da realidade é feita através dos sentidos, de premissas e de linhas de desenvolvimento que podem ser reduzidas e agrupadas em unidades históricas, as quais aparecem constantemente presentes em livros de história da arquitetura. O modo de pensar e narrar arquitetônicos percorre o sistema histórico selecionando exemplos a serem registrados e documentados textualmente e graficamente, integrando uma coleção, por um ponto de vista de um intelectual ou editorial, de exemplos da história.
Outro vínculo entre arquitetura histórica e teórica engloba a disciplinaridade recorrente entre arqueologia, história da arte e história da arquitetura já discutida. A história da arte influencia a teoria arquitetônica à medida que busca em discursos e pensamentos históricos justificativa para seus teóricos produzindo argumentos históricos como material e meio de conceber tanto ideias como edifícios.
A teoria pode ser desenvolvida no momento de concepção arquitetônico conforme a época de seu surgimento, mas também alcançar uma reflexão histórica posterior, fruto do pensamento crítico e analítico que a arquitetura gera ao mudar a realidade em que está inserida.
O efeito da teoria da arquitetura construída caracteriza-se pela ambiguidade. Ela pode estimular normas cujo cumprimento torna praticamente impossível uma arquitetura efetivamente ruim. A normatização de convenções estéticas pode, por outro lado, impedir o desenvolvimento criativo, ou ao menos retardá-lo. (...) A teoria da arquitetura só será frutífera quando em diálogo. (KRUFT, 2016, p. 19)
Portanto a teoria arquitetônica pode ser produto do juízo e coleção de unidades históricas, transformando-se, de modo crítico e de acordo com a realidade, uma norma ou princípio. Como da mesma forma pode ser resultado de um conjunto material ou documental histórico, codificando e sistematizando unidades históricas arquitetônicas
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quando indicativas de qualidade e utilidade desses precedentes. Quando há o equilíbrio e o diálogo entre história, teoria e crítica, a articulação do discurso da arquitetura mostra-se efetiva.
Segundo Croce (1962; 2006) e depois Venturi (1949), pautas críticas foram desenvolvidas ao longo do tempo para dar suporte científico à historiografia arquitetônica, a distanciando assim, de mitos. Tais condições seguem por críticas às fontes informativas aplicando critérios de valor, tendo como objetivo aproximar a matéria histórica do exercício do juízo crítico conforme a elaboração do material histórico. Waisman (2013, p.29) afirma que: “(...) uma crítica que não atendesse à condição histórica do objeto arquitetônico analisado não poderia alcançar seu significado, uma vez que, como todo fato cultural, o fato arquitetônico está imerso na história e é inexplicável fora dela”.
A mesma autora diferencia a natureza da teoria como ‘um sistema de pensamento’ no qual as proposições lógicas são organizadas, e a história é ‘uma descrição crítica de sucessão dos fatos arquitetônicos’. Mesmo assim, teoria e história podem caminhar juntas no direcionamento e investigação para a seleção histórica por meio de um julgamento crítico do autor/historiador, como nas palavras de Tafuri (1973, p.11), uma busca da “fragrância histórica dos fenômenos”.
Teoria aplicada junto à prática arquitetônica, pode conduzir o sistema de pensamento de forma normativo, configurando séries de regras ou normas determinantes à formulação material arquitetônica: temos na Antiguidade as ordens clássicas que delineiam os tratados arquitetônicos segundo uma teoria clássica fomentada por Vitrúvio, e em tempos recentes leis que regem construções aplicadas por arquitetos e aprendidas nas escolas de arquitetura.
Outro modo de aplicação da teoria pode ser analisado pela reflexão poética, onde a concepção e o processo de projeto são regidos de maneira particular de um arquiteto ou de um grupo ideológico como a exemplo de uma resposta filosófica.
A diferenciação dos campos também pode ser realizada pela temporalidade da atuação do historiador e do crítico. Enquanto o primeiro age no estudo e interpretação desde o passado, organizando e selecionando tempos e fatos a serem narrados, a atividade do segundo consiste no comentário da materialidade presente arquitetônica,
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o praticar diário dos arquitetos, por meio da identificação, interpretação e avaliação de novos conceitos, novas formas, novas aplicações e tendências.
Tanto a crítica quanto a história passaram por um período de grande desenvolvimento no começo do século XX, acompanhando um refinamento dos métodos linguísticos arquitetônicos, urbanos e sociais seguindo o auge das publicações de livros e periódicos, das exposições e dos acontecimentos públicos contribuintes para a disseminação das ideias arquitetônicas. Waisman (2013, p.34) sugere que na história nunca havia existido tantas pessoas ‘refletindo e escrevendo sobre arquitetura e tornando públicas suas reflexões’. E são exatamente essas reflexões que culminam nas áreas teóricas e históricas de investigação da arquitetura, produzindo consciência na formulação da palavra escrita ou de atos construtivos.
O historiador autor, ao selecionar seus artefatos históricos, aplica uma série de critérios de valor à relevância, e ao narrá-los em sua publicação aplica ambos métodos, críticos e históricos, tornando possível orientar a opinião do leitor a ter ideia do que a arquitetura é ou deva ser, de seu sentido e sua expressão.
1.3.2 Modos de reflexão sobre a arquitetura como objeto de prática