B. Instruments related to trade policy
6. Policy instruments for trade specific services
6.2. Tourism
Tendo passado pelo processo de escolha, chegamos ao momento da sistematização das ações que seriam executadas, tendo em vista as características da turma, a proposta foi organizada para uma semana distribuídas na rotina disponível no apêndice I, caso fosse necessário, seriam pensadas, elaboradas e aplicadas novas etapas da Sequência Didática até alcançarmos o objetivo definido.
Dessa maneira, iniciamos a sequência didática apresentada no quadro 9, com o jogo digital e concluímos com a utilização do gênero textual estudado.
Quadro 9 - Descrição das atividades da sequência didática Masha Cooking e o Gênero receita SEQUÊNCIA DIDÁTICA: Masha Cooking e o Gênero receita.
PÚBLICO ALVO: 2º Ano vespertino DURAÇÃO: 5 dias
JUSTIFICATIVA
Busca por estratégias que insiram os jogos digitais no processo de alfabetização e letramento. OBJETIVOS
GERAL: Proporcionar o estudo do Gênero Receita, a partir da utilização do jogo digital Masha Cooking.
ESPECÍFICOS:
- Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção; - Conhecer as características do gênero receita;
- Analisar os elementos que compõe uma receita;
- Comparar a forma de produzir comida no jogo com o mundo real;
- Compreender como os alimentos são produzidos e vendidos no seu bairro; - Estimular o uso da leitura e escrita como registro e organização do gênero receita; - Possibilitar situações para a escrita da do gênero receita;
- Pensar e escrever a lista de ingredientes;
- Usar a temática para usar os conceitos de subtração e adição. -
ÁREAS DO CONHECIMENTO: Português, Matemática, Geografia, Ciências. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
- Utilização do jogo Masha Cooking;
- Aula expositiva dialógica para apresentação do gênero receita; - Análise das receitas feitas no jogo;
- Utilização de vídeos de receitas para criança; - Roda de conversa;
- Construção de e utilização da receita; - Comprar os ingredientes da receita; - Registro das atividades no portfólio; - Debates sobre os elementos do jogo; - Atividades em grupos.
RECURSOS: AVALIAÇÃO:
- Projetor;
- Livros de fábulas de Esopo; - Tablets; - Chromecast; - Portfólio; - Impressões; - Extensões. - Computador.
- Análise das produções.
- Observação e registro das opiniões expressadas oralmente.
- Reflexão acerca do engajamento e interesse dos educandos na realização das atividades.
- Atividades escritas com questões subjetivas e objetivas.
- Identificação as habilidades desenvolvidas na utilização da leitura e escrita.
CULMINÂNCIA:
- Construção de uma receita; - Aplicação da receita;
- Registro das opiniões no portfólio.
Fonte: autoria própria, 2018.
Diferentemente do que foi feito na aplicação da estratégia anterior, a leitura deleite realizada diariamente não estava relacionada com o gênero receita e a pesquisa e download do
jogo dessa vez não seriam realizados pelo professor.
Para realização desse procedimento, fez-se necessário o uso da escrita e leitura, dessa maneira, a etapa de busca, a escrita do nome do jogo que se deseja realizar o download e a leitura dos procedimentos usados para a instalação seriam realizadas pelos próprios educandos, pois esses fazem parte do processo de alfabetizar letrando.
Seguindo essa perspectiva, iniciamos a aplicação com as atividades permanentes realizadas na rotina, em seguida, foi apresentado pelo professor o processo para realizar a instalação do jogo nos Tablets, para a execução desta ação, o professor transmitiu a tela do aparelho com o uso do Chromecast.
Durante o cumprimento dessa ação, foi possível identificar que ela não era do conhecimento de apenas 4 (quatro) educandos, sendo eles A3, A6, A15 e A22. Para a efetivação dessa tarefa. os educandos A4, A11 e A19 se propuseram a ajudá-los nesse processo.
No ciclo de alfabetização, a colaboração dos educandos é um grande auxílio para o professor na realização de atividades como a que foi mencionada, pois a turma numerosa requer uma agilidade e dinâmica por parte do docente para atender a todos os educandos. Após a apresentação, o jogo foi pesquisado e instalado pelos educandos e estávamos prontos para começarmos a jogar.
Essa primeira interação com o jogo Masha Cooking durou uma hora e trinta minutos, durante esse momento, não foi feita nenhuma referência ao gênero que se desejava estudar, as intervenções realizadas pelo professor limitaram-se a orientar os educandos acerca de como fechar as propagandas, que surgiam ao se concluir o nível do jogo e que deveriam ser fechadas. Tivemos alguns pontos mencionados na estratégia anterior que se repetiram durante a utilização do jogo:
• Nível de concentração considerável; • Interação social com os demais educandos; • Independência na realização das atividades;
• Alegria e satisfação cada vez que se vencia um nível e liberava um personagem; • Pensamento crítico quando não gostava de alguma mecânica e sugeria algo para a
melhora do jogo.
Uma das principais críticas dos educandos se deu devido às propagandas, alguns se irritavam quando essas surgiam, sendo sugerido pelos educandos A11, A14 e A23 que elas deveriam surgir apenas quando abrisse o jogo e quando fosse fechar, porque atrapalhavam
muito.
Nessa etapa, a hipótese que os educandos se sentiriam satisfeitos ao concluir o jogo se confirmou, uma vez que dezessete educandos conseguiram finalizá-lo nessa primeira interação. Foi dito pelo A23, “Fui o primeiro a zerar, pega!” A23: “Professor como eu já zerei eu ainda preciso jogar?”. O professor explicou que teríamos um desafio para realizar que precisaríamos usar o jogo e ainda 12 educandos ainda não haviam finalizado, assim, ele poderia escolher um nível e tentar superar a sua pontuação.
Quando o primeiro educando conseguiu finalizar o jogo, os demais sentiram-se desafiados a concluir, nesse momento, o professor interviu, orientando que os educandos que não conseguiram finalizar nesse momento teriam outra oportunidade, e que cada pessoa tinha uma forma de jogar, uns jogavam bem rápido e outros um pouco mais devagar, porém, todos eram capazes.
Posteriormente, no segundo momento da aula, iniciado após o intervalo escolar, o Jogo Masha Cooking foi o assunto a ser discutido, chegou o momento de realizar a sua análise. Iniciamos a nossa conversa orientando acerca do que iríamos fazer, ouvimos as opiniões dos educandos e, em seguida, sugerimos que fosse registrado inicialmente no portfólio qual era o objetivo do jogo, quais foram as suas impressões e uma lista de comidas que apareceram no jogo. É possível observar nas figuras 67 e 68 o registro dessa interação.
Figura 67 - Registro das primeiras impressões exemplo 1
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Figura 68 - Registro das primeiras impressões exemplo 2
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Qual o objetivo do Jogo? Enquanto um educando foi claro ao citar “fazer comidas” outro mencionou “Felicidade” na sua escrita, temos uma forma explícita do que ele sentiu ao utilizá-lo. A interação com o jogo nos proporciona essa sensação, somos livres para agir, pensar,
ousar. Encerramos a atividade com os educandos escolhendo alguém de sua confiança para apresentar as suas anotações e ao mesmo tempo apreciar o que o outro escreveu.
No segundo dia de aplicação da estratégia, trouxemos o tema do jogo Masha para a nossa aula e sugerimos pensar: como os alimentos são produzidos no meu bairro? Seguindo essa temática, fizemos uma lista coletiva dos alimentos que eram consumidos pelos educandos, após a organização da lista, discutimos os conceitos de Indústria e Agricultura, e classificamos os alimentos citados de acordo com a forma como eles eram produzidos. Para enriquecer as discussões, usamos imagens e animações para contextualizar a produção desses alimentos.
Foi bastante curioso ver a reação dos educandos ao descobrirem o processo industrial da produção da salsicha, sendo questionado no grupo do app social da sala, por alguns pais, o que foi que aconteceu na aula que os educandos não queriam mais comer salsicha.
Nessa afirmação, foi possível notar que o objetivo de os levar a refletirem sobre a origem dos alimentos consumidos foi alcançado, poderíamos, neste ponto, utilizar os ingredientes presentes no jogo como ponto de partida para estudarmos as suas origens, características e demais utilidades, embarcando em outras áreas do conhecimento.
O primeiro momento da aula foi encerrado com duas perguntas realizadas pelo professor, que seriam retomadas em seguida após o intervalo, dessa forma, foi pedido aos educandos que pensassem sobre: como ele fez para fazer a comida no Jogo Masha Cooking e se era possível fazer uma comida realizada no ambiente virtual do jogo no mundo real.
Dando continuidade às atividades do segundo dia, tivemos o nosso segundo momento de interação com o Jogo Masha Cooking, e seguindo a estratégia de propor a missão do dia como ação que estimula o uso da leitura e escrita. Dessa maneira, os educandos deveriam concluir os níveis que faltavam, para os que concluíram, deveriam bater um dos seus recordes e por fim escolher uma comida feita em um dos níveis do jogo, escrevendo o que usou e as etapas que foram seguidas para fazê-la. O registro da atividade foi apresentado nas figuras 69 e 70.
Figura 69 - Registro da missão do dia exemplo 1
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Figura 70 - Registro da missão do dia exemplo 2
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Na realização das atividades, os educandos pensavam sobre o SEA. É possível intuir, comparando as duas imagens, que na primeira o educando ainda está em processo de aquisição do SEA, na segunda, está na Hipótese alfabética, já com o domínio do SEA, em processo de aquisição das normas ortográficas.
Na atividade, o professor atuou auxiliando os educandos a continuar avançado no processo de letramento e alfabetização. Os educandos realizaram a missão do dia e apenas um não conseguiu passar todos os níveis do jogo.
“Como você fez a comida? Pimenta primeiro, fermento segundo farinha terceiro e leite
Mesmo sem mencionar o gênero receita, ao orientar os educandos a escolherem a comida, escrever o seu nome, listar os ingredientes usados e por fim observar e escrever as etapas do seu preparo, estávamos realizando o uso da escrita utilizando as características do gênero citado, para, na próxima etapa, apresentar formalmente o conceito do gênero receita aos educandos, construir sistematicamente a receita e propor a sua utilização.
Para realizar o registro no portfólio, precisamos usar as mesas no ambiente do laboratório de informática, e nesse instante surgiu uma dificuldade, pois o espaço ficou insuficiente para se deslocar e chegar com facilidade a todos os educandos, que em determinados momentos se irritaram ao serem atrapalhados por outros educandos ao se movimentar na sala. Buscando solucionar esse problema, foi apresentada à direção da escola a sugestão de disponibilizar um cabo de rede, para usar o roteador na sala de leitura, que foi acatada e na próxima intervenção, quando fossemos usar os tablets simultaneamente com uma atividade que requeresse o uso do portfólio ou outro instrumento, teríamos um espaço mais adequado, do que o espaço observado nas figuras 71 e 72.
Figura 71 - Problema de espaço
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Figura 72 - Escrita no portfólio
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Dando continuidade à aplicação da estratégia, chegamos ao terceiro dia, após finalizarmos o jogo, apresentamos o gênero receita partindo da pergunta “o que é e para que serve uma receita?” Para realizar as discussões, usamos uma receita fazendo analogia com o que tinha sido registrado pelos educandos no seu portfólio. Durante essa etapa, discutimos as características do gênero, como poderíamos identificar uma receita, qual era a sua utilidade e que etapas deveríamos seguir para escrever o gênero.
A aula foi bastante prazerosa, ao realizarmos a analogia com o que havia sido escrito, o educando A25 perguntou “Professor, então o que fizemos no jogo, fazendo comida, é uma receita”? O questionamento foi pertinente e gerou algumas discussões, sendo confrontado pelo
educando A12 “que a receita é um texto, no jogo não tinha texto”, uma parte da turma (todas as meninas) concordaram com A25, e os demais concordaram com o A12.
O professor explicou que os dois estavam certos, que ali não estava escrito uma receita, mas que os procedimentos feitos por eles para fazer a comida era uma receita sendo colocada em prática implicitamente.
No segundo momento, foi proposto que formassem grupos, abrissem o jogo Masha Cooking, observassem e escolhessem as comidas que o grupo gostaria de fazer na prática. Tivemos grupos bem diferentes dos grupos formados na estratégia anterior, uma vez que os educandos ficaram livres para decidirem as formações. Ao abrir o jogo, os grupos questionaram sobre o fato que daria para fazer mingau e torta, mas era difícil, e sugeriram ao professor se poderiam fazer outras receitas.
Como participantes da pesquisa, a sugestão foi acatada pelo professor, o jogo foi fechado, os aparelhos guardados, e a discussão sobre qual receita eles fariam foi iniciada. A receita foi elaborada pelo grupo seguindo as orientações discutidas para a escrita do gênero no momento anterior e, posteriormente, registrada no portfólio
Como resultado, tivemos receitas de bolo de cenoura, mousse de limão e de maracujá e receita de brigadeiro. Nas figuras 73 e 74, serão apresentadas duas dessas receitas, por apresentarem escritas semelhantes e priorizamos apresentar um número maior de escritas dos educandos que ainda evoluíram durante as intervenções das Hipóteses pré-silábicas e silábicas, ao registrarem as suas percepções acerca das atividades realizadas durante a aplicação da sequência.
Figura 73 - Receita escrita pelos educandos exemplo 1
Figura 74 - Receita escrita pelos educandos exemplo 2
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Foi possível compreender, na terceira utilização do jogo, que pelo fato dele já ter sido finalizado não despertou o mesmo interesse ocorrido nas duas aplicações anteriores, com exceção do educando que ainda não havia finalizado. Tendo percebido esse fato, a estratégia da construção escrita do gênero foi alterada, o que nos deixa satisfeitos, ao ver os educandos participando ativamente do processo de aplicação, e ao mesmo tempo confirmando a hipótese de que, uma vez finalizado, o jogo não desperta e nem promove a mesma imersão nos educandos.
Chegamos ao 4º dia da aplicação, estávamos nesse momento com a receita pronta elaborada pelo grupo, ela foi apresentada oralmente por cada grupo, citando que comida eles iriam colocar em prática, quais eram os ingredientes necessários e o modo de preparo. Após a apresentação, o professor orientou que fizessem uma lista individual dos ingredientes citados pelo grupo na ficha entregue, pois precisaríamos comprar esses ingredientes.
Para a escrita das listas, mais uma vez os educandos que se encontravam na hipótese pré-silábica tiveram ajuda do professor e os que estavam na hipótese silábica já ousaram escrever e perguntavam ao professor ou aos demais colegas alfabéticos se a sua escrita estava correta. Também foi orientado que combinassem entre si quem traria os materiais necessários, como formas, colheres, dentre outros utilizados para colocar em prática a receita.
Uma vez pronta a lista, a preocupação dos educandos era quem iria arcar com os custos dos ingredientes. Essa preocupação nos rendeu momentos alegres, pois uma vez afirmado que seriam os alunos, cada um inventou uma desculpa para justificar a falta do dinheiro, nesse diálogo, o professor falou intencionalmente que ele pagaria, a depender do preço do produto.
hipoteticamente uma quantia X em dinheiro e teria que pesquisar com os funcionários da cozinha o preço dos produtos, escrever na tabela e somar, se o valor fosse superior ao que grupo recebeu, teria que diminuir algum produto, se fosse menor, o grupo teria que acrescentar produtos e somar o valor, conforme apresentado na figura 75.
Figura 75 - Exemplo da lista dos ingredientes escrita pelos educandos
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Com a atividade, vivenciamos os conceitos de adição e subtração, possibilitando o uso do referido gênero no letramento matemático. Após esse momento, encerramos o dia e ficamos combinado que no dia seguinte iriamos ao supermercado comprar os ingredientes.
Terminando o dia, à noite, inúmeras perguntas foram feitas no grupo social dos pais, o canal de comunicação entre a família e a escola, sobre como seria essa atividade. Foram explicados os objetivos da SD, com uma linguagem que os fizessem compreender. Como responsáveis pelos educandos, sua participação e apoio é de grande relevância para a atuação docente.
Iniciamos o que seria o último dia da SD, na última etapa estávamos programados para no primeiro momento da aula comprar os ingredientes e colocar em prática a receita. No segundo momento, teríamos a hora da degustação na qual compartilharíamos com a turma os produtos da nossa SD, realizaríamos a avaliação e registraríamos no portfólio finalizando a atividade. Contudo, devido ao tempo, as duas últimas atividades foram realizadas em uma outra ocasião, aumentando em um dia o tempo de execução da sequência.
Antes de irmos ao supermercado, todas as regras para o deslocamento foram discutidas em sala, sem realizar esses combinados, não é aconselhável sair do ambiente escolar com as crianças, uma vez construídas essas regras, torna-se uma aula segura e prazerosa para professor e educando.
Fomos ao supermercado usar a lista para comprar os ingredientes e registrar o preço dos produtos, confirmando ou alterando o preço anteriormente sugerido na atividade passada. Só
eram aceitos produtos que estivessem na lista, quando formos conferir a lista de ingredientes e havia produtos que não constavam, esses eram removidos. Tivemos a colaboração da coordenadora pedagógica da escola, que nos auxiliou no deslocamento e realização da atividade.
Figura 76 - Ida e realização da atividade no supermercado.
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Como podemos observar na figura 76, os educandos realizaram muito bem a atividade cumprindo o que foi combinado e foram aconselhados a escolher sempre o ingrediente da marca com o menor valor. A atividade foi muito produtiva, usaram a leitura em diversas ocasiões e foram estimulados a pensar. Em um desses momentos, tivemos um conflito interessantes entre os educandos A22, que está em processo de aquisição do SEA, e A12, que já consolidou essa aquisição.
Ao procurar um suco artificial de maracujá, para realizar a receita, o educando A22 se deparou com um suco de Cajá, segue na figura 77 o diálogo que foi acompanhado pelo professor.
Figura 77 - Diálogo dos educandos no supermercado
Fonte: acervo pessoal, 2018. A22: “Achei o suco, JA, de maracujá, é esse!”
A12: “Né esse não, não começa com MA!”
A22: “É esse tem o JA! E maracujá termina com JA!” A12: “Tem que ler tudo, é CAJA”
No diálogo, foi possível perceber qual a compreensão dos educandos sobre o SEA, a partir de uma atividade de alfabetização em contexto de letramento, no qual se faz uso da leitura com um propósito, escolher um produto a ser usado para colocar em prática uma receita.
Realizamos as atividades de compra e voltando para a sala chegou o momento de colocar em prática as receitas. Foi orientado pelo professor que revisassem, conferissem os ingredientes e colocassem em prática o que haviam planejado, como disposto na figura 78.
Figura 78 - Grupos realizando a atividade com a receita
Fonte: acervo pessoal, 2018.
Ao final da aula, chegamos ao momento de degustar coletivamente os nossos produtos, sendo um momento de grande alegria pelos inúmeros sorrisos e empolgação de todos (inclusive o professor), e organização, com a realização coletiva das tarefas.
Terminamos o dia satisfeitos, restava apenas mais uma etapa, concluir o processo de avaliação para identificar se o objetivo foi alcançado e se os educandos registraram no portfólio o que foi vivido durante semana. Todas as imagens foram compartilhadas com as famílias, que retornaram com respostas de apoio e satisfação com o resultado da aplicação da estratégia.
Além de toda observação feita durante a aplicação da estratégia, foi realizada uma atividade escrita, objetiva, com cinco questões que remetem à identificação das características do gênero, com o intuito de observar se o educando era capaz de identificar o gênero pela sua organização estrutural, sua utilidade e elementos que fazem parte do gênero receita.
Uma dessas questões, apresentada na figura 79, foi utilizada durante uma atividade diagnóstica para o Programa Mais Alfabetização32, no qual 85% dos educandos erraram a
32O Programa Mais Alfabetização, criado pela Portaria nº 142, de 22 de fevereiro de 2018, é uma estratégia do Ministério da Educação para fortalecer e apoiar as unidades escolares no processo de alfabetização dos estudantes regularmente matriculados no 1º ano e no 2º ano do ensino fundamental.
questão, como ela não foi discutida, foi aplicada novamente na atividade avaliativa para identificamos o desempenho dos alunos após a vivência das atividades, o resultado foi satisfatório, pois 93% da turma acertaram a questão.
Figura 79 - Questão utilizada na atividade avaliativa
Fonte: BRASIL, 2018.
Mesmo os educandos que ainda não dominaram o SEA, observando a forma no qual o