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Generating a geographical representation of organized data for building integrated

5.2 Material and methods

5.2.2 The methodology of the geographical analysis

No segundo semestre de 2018, mais especificamente dia 04 de agosto, inicia-se um movimento nas escolas para a análise do Plano Municipal de Educação/PME, aprovado em 2015 e em consonância com o Plano Nacional de Educação/PNE. Foram apresentadas as planilhas com os eixos, estratégias, encaminhamentos e espaços para comentários da equipe escolar. Esse material foi encaminhado para a assessoria pedagógica da SME/UDIA. Esses materiais compilados resultaram na elaboração do “Plano de Ação Referência da Educação Infantil (Versão Preliminar) - 2018” e esse documento viria a ser referência para as ações na educação infantil de Uberlândia.

O contexto de elaboração do Plano de Ação Referência da Educação Infantil (Versão Preliminar), conforme informações contidas no próprio documento, se deu alinhado ao movimento de implementação da Base Nacional Comum Curricular-BNCC/2017 no Brasil e, consequentemente, na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia. Em decorrência, a R.M.E desenvolveu ações59 no sentido de elaboração de uma “Proposta Curricular que venha nortear

o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas municipais”, em consonância com a nova base.

[...] ainda que a BNCC, em seu caráter normativo, valide a unicidade curricular em todos os recônditos do território brasileiro, sabe-se que cada região, cada município e cada unidade escolar apresenta especificidades que jamais poderão ser universais. Por esta razão, cabe a cada município a promoção de um diálogo entre seus servidores, especialmente os da educação, para que, juntos, construam um documento que garanta um patamar comum de aprendizagem a todos os estudantes, mas que, para além dele, tracem um olhar sobre as singularidades presentes onde acontece o que chamamos “educação escolar”. (UBERLÂNDIA, 2018, p.11).

De acordo com o texto de apresentação do Plano de Ação Referência, sua elaboração foi de forma colaborativa60, levando em consideração “todos os envolvidos que de alguma

59 Na elaboração do Plano de Ação Referência, estratégias e ações foram propostas e efetivadas pela Assessoria Pedagógica, a saber: 26 de maio/2018 - I Encontro de Profissionais da Educação Municipal cujo objetivo foi iniciar as reflexões sobre a implementação da BNCC em todo o território nacional; de 28 de maio a 22 de junho/2018 – Movimento de Indagações de Conhecimento sobre a BNCC em cada unidade escolar; 23 de junho – Dia D nas escolas, cujo objetivo foi promover entre os profissionais da Educação discussões sobre a estrutura e as Competências Gerais da BNCC; julho/2018 - retomada e ressignificação do Plano de Ação dos Profissionais por Ano de Ensino – PAPAE 2018 – reflexões e inferências sobre o Plano Municipal de Educação; 24 de outubro/2018 - 1º dia de socialização do movimento de construção do Plano de Ação referência da RME (versão preliminar). (RME).(UBERLÂNDIA, 2018, p.12).

60 [...] o Plano de Ação Referência da Rede Municipal de Ensino de Uberlândia (Versão Preliminar) foi elaborado com o trabalho de profissionais que hoje atuam nas Unidades Escolares, na Secretaria de Educação e no Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz. Todas as contribuições foram analisadas e agregadas à versão preliminar, culminando em um documento que norteará os planejamentos de todas as

forma tenham participado dos registros curriculares que foram produzidos ao longo da história da Rede Municipal de Ensino de Uberlândia”. (UBERLÂNDIA, 2018). Destaca que o trabalho teve representantes de cada nível ou modalidade de ensino, e consistiu em “retomar e ressignificar” os documentos anteriores para elaborar uma “versão preliminar” que irá contribuir, adequando-se, até que se estabeleça a “Proposta Curricular” que orientará o trabalho pedagógico na Rede Municipal.

Apresenta o que se espera por meio dos principais objetivos, a seguir:

[...] visam superar os distanciamentos e as divergências entre o ensino e a aprendizagem de uma unidade escolar para outra, superar possíveis rupturas no processo de transição entre os níveis de ensino (Educação Infantil para o Ensino Fundamental I e deste para o Ensino Fundamental II) e, ainda, superar a fragmentação do processo ensino aprendizagem no transcorrer de cada ano escolar. (UBERLÂNDIA, p.12, 2018).

A participação dos profissionais nas discussões se deu por representatividade, sendo a educação infantil representada por “três Grupos de Trabalho (GT´s)”. Os encontros foram organizados de acordo com o nível de desenvolvimento da primeira infância61 para que todos os grupos de trabalhos pudessem refletir e contribuir com sugestões e proposições na construção do Plano. “Os grupos foram organizados da seguinte forma: GT Bebês, compreendendo o Berçário e o GI, GT Crianças Bem Pequenas, compreendendo o GII e GIII e o GT Crianças Pequenas, compreendendo o 1º e o 2º Período”. (UBERLÂNDIA, 2018, p.12).

Sobre a temática Avaliação na Educação Infantil, objeto de interesse desta pesquisa, observamos sua abordagem no documento, pela primeira vez, na descrição sobre as atividades desenvolvidas nos GTs,

[...] de acordo com as devolutivas das escolas, surgiu a necessidade de discutir e construir outros tópicos relacionados à Educação Infantil para o Plano de Ação Referência, a saber: Avaliação na Educação Infantil, A organização do tempo e espaço, Adaptação e Acolhimento, Família e Escola e, também, Culturas Regionais e Locais. Nesse sentido os últimos encontros Unidades Escolares em 2019, concomitantemente à sua retomada em continuidade ao trabalho coletivo iniciado em 2018 para que seja consolidada a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino (RME). (UBERLÂNDIA, 2018, p.12).

61A nova Base/2017 traz os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento organizados em três grupos por faixa etária. Assim organizados: “CRECHE (zero a 1 ano e 6 meses), Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses). PRÉ-ESCOLA Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)”. Faz observação sobre a não rigidez quanto a organização dos grupos dessa forma, devido as “diferenças de ritmo na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças que precisam ser consideradas na prática pedagógica”. BRASIL, 2017, p.44)

dos GTs foram destinados à elaboração das partes do Plano referentes a essas temáticas. (UBERLÂNDIA, p.13, 2018).

Seguindo o resultado das análises, as orientações propõem como princípios norteadores da Identidade Pedagógica das Unidades Escolares da RME, “a associação das orientações didáticas e práticas pedagógicas, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica”. Que a visão de infância, criança, educação infantil e currículo se configuram “a partir de um contexto sócio-histórico e cultural e a criança, centro do planejamento curricular”. (UBERLÂNDIA, p.20, 2018).

Cada criança apresenta um ritmo e uma forma própria de colocar-se nos relacionamentos e nas interações, de manifestar emoções e curiosidade, e elabora um modo próprio de agir nas diversas situações que vivencia desde o nascimento conforme experimenta sensações de desconforto ou de incerteza diante de aspectos novos que lhe geram necessidades e desejos, e lhe exigem novas respostas. Assim, busca compreender o mundo e a si mesma, testando de alguma forma as significações que constrói, modificando-as continuamente em cada interação, seja com outro ser humano, seja com objetos. (BRASIL, 2013 p.86).

O documento no item 6, p. 48 trata especificamente da Avaliação da Aprendizagem na Educação Infantil. Sobre as bases legais sinaliza que os Referenciais Nacionais para a Educação Infantil já apontavam orientações em relação à avaliação, assim como as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2009) e agora a BNCC/2017. Nesse sentido, destaca que:

A avaliação deve ser heterogênea, contínua e processual, entendida como um conjunto de ações diárias durante a rotina escolar, onde percebemos seus conflitos, medos, modos de pensar, socializar e resolver situações de problemas, nos dando subsídio para avaliá-las em vários outros requisitos, ou seja, como um todo e não fragmentado, considerando que cada criança tem um tempo para desenvolver a sua aprendizagem. (UBERLÂNDIA, 2018, p. 49).

De acordo com o Plano de Ação Referência, cada “Unidade Escolar precisará construir estratégias e adequar ações para que o processo de avaliação aconteça de acordo com os

instrumentais definidos [..], a fim de identificar o que precisa ser avaliado”. Destaca que o

profissional da educação, de acordo a BNCC, deverá buscar meios e condições de observar,

acompanhar e avaliar o desenvolvimento das crianças, direcionando seu olhar de

observação para as “aprendizagens essenciais que todas as crianças devem desenvolver ao longo da Educação Infantil” e para “os campos de experiências, agrupados por faixa etária” de modo a assegurar seus direitos de aprendizagens. (UBERLÂNDIA, 2018, p.51).

A orientação às unidades escolares quanto à documentação pedagógica deve ser de acordo com a concepção e instrumentos metodológicos adotados no Plano de Ação Referência da Rede Municipal de Ensino de Uberlândia (Versão Preliminar) - 2018.

Sugere que para a construção do relatório individual do desenvolvimento da criança, documento sugerido anteriormente pela rede como procedimento avaliativo na Educação Infantil, “os professores e educadores juntamente com Especialistas de Educação e pedagogos”62, deverão construir “um quadro facilitador de observação do desenvolvimento

de cada faixa etária que possibilitará aos profissionais nortearem o que é necessário observar e avaliar nas crianças”[...]. (UBERLÂNDIA, 2018, p.51).

Esse “instrumental”, segundo o documento (2019, p.51), deverá ser elaborado conjuntamente pelos profissionais que acompanham a criança. Sustentado por um diálogo constante que leve em consideração o seu desenvolvimento, os campos de experiências E os objetivos de aprendizagem, além das informações socializadas com a equipe de apoio e com a família. Orienta que “será necessário ao longo do ano organizar e escolher momentos estratégicos da rotina e elaborar uma prática de documentação pedagógica que facilite esse registro”. Sugerem então os registros que servirão como “suportes para construção do

relatório individual do desenvolvimento”:

ANAMNESE – documento que contém o histórico da criança desde o momento da concepção até o nascimento. Trata-se das primeiras avaliações realizadas na Educação Infantil, preferencialmente ao ingresso da criança no ambiente escolar e deve ser elaborado por meio de entrevista com responsável mais próximo, estreitando assim os vínculos família/escola [...]. OBSERVAÇÃO – segundo momento do processo de documentação que busca identificar situações, gestos, vivências, experiências e produções das crianças que sirvam como pistas, indicadores dos caminhos de aprendizagens e desenvolvimentos. [...]

REGISTROS DO DIÁLOGO das crianças e das produções por meio de anotações, fotografias, vídeos e gravações em áudio. Registros estes não apenas do que o profissional observa e pensa, mas principalmente do que fazem e pensam as crianças.

PORTFÓLIO - segundo Barbosa & Horn (2008) os portfólios na dimensão pedagógica armazenam as produções das crianças por meio das múltiplas linguagens, durante um período de tempo para serem analisados com as famílias e as crianças semestralmente, a fim de discutirem sobre seu progresso, potencialidades e dificuldades para a proposta de novos desafios. Diante disso, o portfólio deve ser construído desde o berçário de forma que revelem suas aprendizagens. Pressupõe que a construção desse instrumental avaliativo seja feito, com a participação dos pais, das crianças e dos

62UBERLÂNDIA. Lei Complementar, Nº 661, de 8 de abril de 2019. Diário Oficial do Município. Prefeitura Municipal de Uberlândia. Ano XXXI • Nº 5598. Disponível em

profissionais da educação, bem como as produções e fotos com legendas e/ou relatos em diferentes momentos, com o intuito de servir de suporte para a análise dos avanços realizados por cada uma, de forma individual e coletiva, evidenciando a singularidade de cada uma na relação com os direitos de aprendizagem e seus campos de experiências.

RELATÓRIO INDIVIDUAL DE DESENVOLVIMENTO – é um instrumental de acompanhamento do desenvolvimento da criança, que permite uma análise reflexiva em relação ao processo de aprendizagem de cada uma. [...]. Diante disso, torna-se necessário a construção de estratégias que possibilite acompanhar o desenvolvimento inicial e no decorrer do ano, ou seja, o profissional deve elaborar semestralmente o relatório para análise das práticas e desenvolvimento da criança, a ser compartilhado e analisado pelos profissionais e família. O instrumental, visto como documento, deverá ser feito em duas vias. Sendo uma entregue ao final do ano aos responsáveis e outra para acompanhar a criança nos próximos anos que permanecerá na Educação Infantil ou em troca de escola. (UBERLÂNDIA, 2018, p.51, grifos nossos).

Conforme o documento Plano de Ação (2018, p.14), esse “será, oficialmente, a referência para a revisão e reorganização dos currículos de todas as Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino de Uberlândia e seus distritos, abrangendo desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental”. Sinaliza que para efetivação dos currículos em 2020 a Rede Municipal de Ensino de Uberlândia promoverá formação continuada aos/as professores/as e demais profissionais da educação previstas para o ano de 2019. O objetivo é orientar todas as unidades escolares na elaboração e reelaboração das propostas curriculares e dos PPPs para implantar a BNCC/2017.