FORTRAN SUBPROGRAM FOR INTERPOLATION IN A FUNCTION TABLE
2.5 THE ERROR OF THE INTERPOLATING POLYNOMIAL
Logo nos primeiros momentos do EP, o PC avisou-nos que o NE da FADEUP teria que realizar uma atividade/evento desportivo. Esta atividade teria lugar no segundo ou terceiro período, consoante a nossa preferência. Toda a organização, logística e gestão estava ao nosso encargo, tendo, como é óbvio, a ajuda do grupo de EF no cumprimento da atividade. Também a escolha desta atividade devia ser decidida pelos três elementos constituintes do NE. A decisão foi bastante complicada. Admito que a nossa vontade de inovar e de trazer um evento desportivo diferente fez com que a nossa indecisão aumentasse. Não sabíamos o que realizar. No entanto, de repente, após a reunião de NE que se realizava todas as terças-feiras, no meio de uma diversidade de ideias e de eventos partilhados, surgiu o nosso “bebé”. Aí ficou decidido qual a atividade que iriamos realizar, bem como o seu nome. Assim, o NE da FADEUP iria proporcionar não só aos alunos, mas também aos professores, um torneio de Badminton, o “BADESCAS”. Críamos o nome deste torneio com a junção da modalidade que iria estar presente, o Badminton com a sigla da instituição, AESCAS. Esta atividade nunca fora realizada anteriormente e por isso mesmo o entusiasmo por parte do PC foi imenso. Optamos por abrir as inscrições, também, aos professores pois nunca tinha sido realizado um torneio em que englobasse os professores. Consideramos que seria uma forma de proporcionar bons momentos ao grupo de EF, fortalecendo a sua relação e a sua partilha de experiências. No entanto, apesar ter estado aberto a todos os professores do Agrupamento de Escolas de Águas Santas, apenas os professores de EF da
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Escola Básica e Secundária de Águas Santas participaram. Devo confessar que apesar de estar à espera que tal acontecesse fiquei uma pouco desiludida e frustrada com esta situação. Não percebo porque é que professores de outras áreas não se “aventuram” a participar em algo novo e assim sair da “sua caixa”. Incentivam os alunos para a prática desportiva e são os primeiros a dizer que não a estas iniciativas. Vamos combater uma sociedade sedentária com estas atitudes? Tenho a certeza que se fossemos presenciados com professores de outras áreas o ambiente da atividade tinha sido mais enriquecedor para todos. A cumplicidade e a interação gerada no seio da atividade, entre professores e alunos, teria sido maior. Tenho pena que alguns professores tenham, ainda, medo de sair da sua zona de conforto e de serem desafiados para algo novo na sua atividade.
Devo confessar que o ambiente de competitividade, de cumplicidade e de companheirismo gerado pelo grupo de EF foi uma grande conquista para o NE. Nunca tal tinha sido visto noutros torneios. Uma decisão difícil de tomar foi a escolha da data do torneio. Tivemos alguma dificuldade devido às nossas atividades profissionais extraescola, às atividades escolares que existiam e, também, à época de testes dos alunos. No entanto, chegamos à conclusão que a atividade ficaria para o dia 5 de maio de 2017. Iria estar aberto a todos os ciclos de ensino com inscrições limitadas. Foi necessário colocar inscrições limitadas por causa da gestão do tempo e do espaço disponível.
Assim, após definidos alguns parâmetros essenciais do torneio era necessário começar a procurar alguns patrocínios para proporcionarmos outras ofertas aos alunos e aos professores. Elaboramos uma lista de possíveis “candidatos” e fomos ao seu encontro. Após várias visitas e muita persistência da nossa parte conseguimos algum valor monetário de vários estabelecimentos da zona da Águas Santas, bem como algum contributo de bens-alimentares. Estes bens alimentares foram uma mais-valia pois queríamos distribuir, por cada aluno, um pequeno lanche e foi possível. Assim, com a ajuda monetária foi possível comprar t-shirts para os elementos da organização, para todo o grupo de EF e para os primeiros classificados do torneio, de todos os anos. Também, conseguimos disponibilizar um pequeno lanche a cada aluno que era constituído por uma sande e uma garrafa de água. Penso que, todos estes patrocínios
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conseguidos para o torneio contribuíram para o enriquecimento de toda a atividade desportiva.
No que diz respeito à divulgação e publicidade do torneio criamos alguns posters (Anexo IV) e panfletos que foram afixados e distribuídos por toda a instituição. O PC também chamou a atenção para a realização de um pequeno convite para alguns membros constituintes da comunidade educativa, como por exemplo a Associação de Pais e de Estudantes, o Conselho Geral e alguns membros da Direção. Este convite foi entregue pessoalmente a quase todos os elementos. Também o facto de não ter havido aulas de EF, no dia do torneio, fez com que fosse possível direcionar o pessoal não docente, responsável das instalações desportivas, para o espaço da atividade.
Organizamos a competição de forma a termos o maior número de jogos possíveis dando, assim, muito tempo de prática aos alunos. Dispusemos o pavilhão municipal desportivo de forma a termos seis campos de alunos, que se encontravam nas extremidades, e o campo dos professores no espaço central. Também foi elaborada uma escala dos professores constituintes do grupo de EF com o intuito de haver gente suficiente na parte da manhã e na parte da tarde. Todos mostraram a sua disponibilidade para colaborar no que fosse necessário. Tivemos o apoio, mais uma vez, dos alunos dos cursos profissionais na organização e realização do torneio, bem como em qualquer tarefa que fosse preciso realizar. A colaboração dos professores de EF estava mais direcionada para a arbitragem dos jogos uma vez que, era necessário no mínimo seis professores árbitros para os seis campos de alunos. Na parte da manhã tiveram essa função, contudo quando chegaram os alunos dos cursos profissionais, foram eles próprios os árbitros. Realizou-se uma pequena reunião onde foram explicadas as regras do torneio e algumas particularidades desta modalidade. Com isto, os professores ficaram mais livres para desfrutar de todo o torneio e os alunos puderam participar, ativamente, na atividade, como tanto gostam. Ficamos muito sensibilizados com a adesão ao “BADESCAS”. Não esperávamos tantas inscrições por parte dos alunos, mas creio que o facto de ter sido uma modalidade nova cativou-os para a sua participação.
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“As “bancadas vivas” voltaram a aparecer, mas agora fomos nós os responsáveis pela sua chegada. É bom sentir que fomos a causa de algo extraordinário.”
(Diário de Bordo – Atividade de NE, maio de 2017)
Em termos de competição, os feedbacks dos alunos e de toda a comunidade educativa foram positivos, bem como em termos de organização e gestão de toda a atividade. Como tínhamos tudo muito bem estruturado e pensado foi fácil a sua aplicação. Não tivemos imprevistos inesperados nem situações mais problemáticas. Contamos com a visita da nossa PO, na parte da manhã. Esta, também, participou ativamente na atividade uma vez que realizou umas pequenas passagens de rede com outro professor, no campo central. Devo confessar que a competição dos professores foi o “auge” do torneio.
“Estava a assistir ao jogo da final, no campo dos professores, quando de repente vejo um “bando” de alunos, em correria, na direção do campo. Sentam-se, cruzam as pernas e ficam especados a ver a qualidade do jogo. Estavam admiradíssimos com o nível de jogo dos seus professores. Lá no fundo estavam orgulhosos, eu sei.”
(Diário de Bordo – Atividade de NE, maio de 2017)
Para além de estar nervosa por realizar o torneio, aquele “bichinho” do jogo e da vontade de querer jogar esteve sempre presente. Por vezes, até me esquecia que era um elemento da organização.
“Houve momentos do dia que só queria jogar, parecia uma aluna. Sei que não podia esquecer as minhas funções e responsabilidades, mas era tão bom sentir um “turbilhão” de emoções disponibilizadas pelo jogo. E eu queria aproveitá-las ao máximo. Sentia-me uma criança livre e com “sede” de jogar. Ai meu Deus estou a ficar tão velha . . .”
(Diário de Bordo – Atividade de NE, maio de 2017)
Graças ao trabalho e à disponibilidade do NE, do grupo de EF e de todo o pessoal não docente foi possível terminar o dia com o dever cumprido. Saímos realizados desta atividade que considero que foi um sucesso desportivo. Conseguimos trazer inovação e gerar mudança à instituição. Refiro-me à mudança uma vez que, o “BADESCAS” faz, agora, parte do PAA. Não podíamos ter melhor recompensa pelo esforço, trabalho e dedicação.
“Para entramos no nosso Elemento não nos basta possuir uma aptidão natural. Conheço muitas pessoas extraordinariamente dotadas para uma determinada
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coisa, mas que não se sentem como se tivessem nascido para aquilo. Para entrarmos no Elemento precisamos de algo mais: paixão. Quem está no seu Elemento delicia-se com o que faz. “(Robinson & Aronica, 2010, pp. 35).