FORTRAN PROGRAM USING THE MODIFIED REGULA FALSI ALGORITHM 33
OUTPUT FOR EXAMPLE 3.3
A turma que lecionei aulas neste ano letivo era do 12º ano, do curso de Artes Visuais. Esta turma era constituída por 14 discentes, dos quais 5 rapazes e 9 raparigas. A escolha das turmas ficou ao critério das PE, que decidimos de forma simples e organizada. Optamos por escolher as turmas pelos seus horários, sendo que como as minhas colegas de estágio tinham residência perto da escola acabaram por ficar com horários ao primeiro tempo da manhã.
A reunião inicial com o PC foi fundamental para perceber que tipo de alunos iria encontrar nesta turma. As informações apontavam para alunos muito simpáticos, mas que não gostavam da disciplina de EF. Mesmo depois destas informações sobre os alunos, tentei que o primeiro contacto com eles fosse o mais autêntico possível. No primeiro contacto que tive com esta turma apliquei um questionário para conhecer e caracterizar os discentes. Relativamente ao percurso desportivo, 79% dos discentes não pratica nenhum desporto o que evidencia a sua inatividade a este nível. Por esta razão, percebi que tinha que desafiá-los e conseguir incutir algum gosto pelo desporto. Referiram que as suas modalidades preferidas eram Badminton, Voleibol, Ginástica e Dança. Por último, no que diz respeito ao nível do historial médico, 5 discentes apresentavam problemas visuais e 1 apresentava problemas de pele, o que não afetou a performance nas aulas.
Apesar de ser uma turma pequena, colocou-me vários desafios e problemas, mas também alegrias. Os discentes da minha turma do ensino secundário apresentavam uma atitude de desagrado pela disciplina de EF, principalmente os rapazes. Foi notório ao longo do ano letivo a falta de gosto
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pela disciplina, evidenciando as justificações que os alunos apresentavam para não realizar as aulas e o comportamento que apresentavam no decorrer das aulas. No início do ano letivo, sentia-me muito receosa e preocupada ao lecionar as aulas porque os planos de aulas que concebia tinham que ser modificados no próprio momento de aula devido à ausência da maioria dos alunos. Enquanto professora estas situações deixavam-me desanimada pois não podia concretizar os objetivos dos exercícios que tinha planeado. Mas nem todos da turma eram assim. Tive alguns discentes que senti que evoluíram não só nas habilidades motoras, mas também no pensamento e no gosto que tinham pela disciplina de EF. Foram estas alunas que me motivavam a não perder o desânimo pelas aulas do 12º ano e a continuar a procurar estratégias para motivar os alunos para as aulas. Em articulação com a teoria, Sanches (2014) afirma que “Quando se pensa em motivação na escola, devemos considerar o ambiente escolar, as tarefas e atividades proporcionadas na escola, métodos de ensino e avaliação, dentre outras. (…) esse papel estimulador do professor é decisivo para que o aluno se sinta motivado. Ele deve criar condições de desenvolver a criatividade dos alunos, proporcionando-lhes uma aprendizagem significativa, deve discutir as regras do jogo, promover atividades que façam com que os alunos sintam prazer em participar das aulas e que valorizem a disciplina em questão.” No entanto, a motivação não é vista de igual forma, pois todos temos interesses diferentes.
Em conclusão, sinto que a melhor parte de lecionar aulas a esta turma foi de conseguir observar a evolução dos alunos e de perceber as mudanças de atitude face á disciplina de EF. Senti que consegui criar uma boa relação de cumplicidade e que fez com que as aulas ao longo dos períodos fossem concretizadas sem problemas.
3.3.4. Caracterização da turma partilhada – Os pequenos rebeldes
O NE ficou responsável pela partilha de uma turma do 2º ciclo, do 5º ano. Primeiramente, o NE reuniu-se para escolher entre as modalidades a lecionar o que cada uma iria lecionar ao longo deste ano letivo, pois decidimos que cada estagiária ficaria responsável por lecionar uma modalidade diferente em cada período. No início de cada período os discentes ficavam a conhecer que
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modalidades iriam ser lecionadas e também quem era a professora responsável por cada modalidade, assim todos os assuntos, problemas e dúvidas que tinham sobre as aulas dessa modalidade só dizia respeito a uma professora. Sem dúvida, que esta estratégia foi muito vantajosa para controlarmos o processo de ensino-aprendizagem dos discentes do 2º ciclo. É óbvio que poderíamos ter optado por outras estratégias e que poderiam ter resultado na perfeição. No entanto, decidimos que cada estagiária tinha a sua responsabilidade e que caso não estivesse a resultar optaríamos por outras estratégias. Felizmente, tudo se desenrolou conforme planeado. É de salientar que o PC deu-nos liberdade para tomarmos as decisões que considerávamos mais importantes e vantajosas.
Relativamente à turma, era constituída por vinte e oito discentes, dos quais dezasseis rapazes e doze raparigas. No primeiro contacto que tivemos com esta turma aplicamos um questionário para conhecer e caracterizar os discentes. Relativamente ao desporto, 100% dos discentes gosta de praticar desporto, no entanto, apenas 68% o pratica com regularidade. Como desporto preferido, 43% escolheu futebol e 23% a Dança. A maioria dos alunos era saudável e sem qualquer tipo de doenças, no entanto quatro alunos tinham problemas de saúde, doenças de pele, joelho e costas.
Apesar dos discentes serem bastante simpáticos, eles apresentavam pouca noção de organização, pouca disciplina e alguns faziam questão de desafiar quem estava no comando. Ao deparar-me com estas situações, constatei que a maneira que eu estava a lecionar as minhas aulas do 2º ciclo não era a mais eficaz e poderia estar a prejudicar o sucesso das aprendizagens dos alunos. Desde início que percebi que estas aulas iriam ser um grande desafio para mim e coube-me enquanto PE, saber lidar com os problemas e tentar encontrar novas soluções e estratégias.
Em primeiro lugar, a questão da organização da aula foi um dos problemas mais evidentes na minha ação pedagógica no ensino básico. A lecionação dos conteúdos ficava refém da organização e das rotinas que eu desenvolvia nas aulas de EF. A turma era muito impaciente e não sabiam ter um comportamento adequado no espaço de aula e como eu, inicialmente, criava exercícios em que os alunos tinham que realizar muitas movimentações eles perdiam-se pelo espaço de aula, não compreendiam nada dos exercícios, não os realizavam de forma correta e, por vezes, ainda perturbavam a performance
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dos seus colegas. O meu stresse nestes momentos era elevadíssimo. Não poderia estar a evoluir nas habilidades motoras, sem antes eles saberem organizar-se.
Em segundo lugar, a questão da disciplina foi outro fator crucial nas minhas aulas de EF. Nas primeiras aulas observei que esta turma era muito indisciplinada, na medida em que não ficavam no mesmo sítio de trabalho, estavam constantemente na conversa, chateavam-se imensas vezes com os colegas e desrespeitavam-nos no espaço de aula. Para além de criar rotinas e estratégias de disciplina, como um quadro do bom comportamento, também tentei criar exercícios mais simples e de fáceis deslocações por parte dos discentes para não criar problemas no funcionamento das aulas.
Sinto que desenvolvi um bom trabalho com esta turma e que criei uma grande ligação com eles. Obviamente, que ao lecionar a dois ciclos de ensino verifiquei grandes diferenças, principalmente ao nível das questões de organização e do comportamento. Ao longo deste ano letivo, senti mais dificuldades na lecionação ao 2º ciclo porque apesar de estar habituada a lidar com crianças não estava habituada a este contexto de escola, o contexto real. Fico com a ideia de que estes alunos sentem que a EF é um espaço de recreio e que podem fazer tudo aquilo que querem. Eles começam sem rotinas nenhumas, sem regras, sem a perceção do que é correto ou não fazer e por isso é fundamental estar atenta aos seus comportamentos. Estes “pequenos rebeldes” tornaram-se num grande desafio, que me obrigaram a encontrar soluções para conseguir superar as minhas dificuldades e desenvolver a minha formação enquanto professora.
“Estes alunos não têm um comportamento adequado e por isso perde-se muito tempo a organizá-los e a chamá-los à atenção. É bastante complicado lecionar sozinha estas aulas, não só devido ao elevado número de alunos, mas também ao comportamento e às atitudes que eles apresentam.” (Reflexão do Diário de Bordo)
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