O grupo de EF teve como função, desde cedo, elaborar um Plano de Atividades Anual (PAA) que englobava todo um conjunto de atividades que iriam realizar no decorrer do ano letivo. Este plano foi construído para dar a conhecer a toda a comunidade educativa as atividades propostas, bem como os dias da sua realização. Foi elaborado e discutido em seio de grupo com o intuito de melhorar as atividades de ano para ano. Uma dessas atividades que tem estado sempre presente no PAA é o Corta-mato. Para facilitar o trabalho que cada atividade confere, o grupo de EF arranjou uma estratégia que promove uma gestão e organização mais equilibrada e ao mesmo tempo mais colaborativa. Assim, cada atividade definida tem ao seu dispor dois ou três professores responsáveis pela mesma. Apesar de estarem definidos para cada atividade, todo o grupo de EF foi de, quase, presença obrigatória no dia da atividade definida.
Assim, o Corta-mato foi organizado por dois professores mais antigos, o nosso PC e o coordenador do grupo de EF. Quando nos foi dito que no final do 1º período iria decorrer o Corta-mato, o meu NE ficou um pouco espantado, uma vez que a escola não tem muito espaço para a sua realização. Estávamos habituados, nos nossos tempos escolares, a ter muitos espaços verdes na escola e espaço para os alunos estarem, o que não acontece nesta instituição. Por isso mesmo, fiquei surpreendida pelo facto de realizarem esta atividade. Os professores responsáveis pela atividade tinham pensado realizar a mesma por fora da instituição, mas como isso requeria alguns meios obrigatórios não foi possível, assim, a sua organização. Optaram, por motivos de força maior, realizar a atividade na instituição, algo que já acontecera.
“Este evento tem lugar na instituição, o que condiciona, bastante, a sua organização e elaboração por parte dos professores. Como a instituição não tem muito espaço exterior verde, o percurso
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desta atividade é condicionado. Este ano tinham pensado em elaborar um percurso que englobasse, também, o espaço exterior à escola ou, até mesmo, num parque perto da escola. Estas duas hipóteses requeriam meios obrigatórios (por exemplo, polícia, etc) e indispensáveis bem como o contacto com a Junta de Freguesia de Águas Santas e a Câmara da Maia. Como foi pensado, muito em cima da hora, não foi possível contactar todas as entidades precisas para a sua realização. Assim, o evento teve, mais uma vez, lugar na instituição sendo que o percurso foi elaborado e construído de forma a que, os alunos, não saíssem da escola.”
(Corta-mato, dezembro de 2016)
Todos os professores colaboraram de alguma forma na atividade quer na sua organização quer na sua construção. A construção diz respeito à criação de certos elementos, pouco prováveis, para o melhoramento do percurso e para uma otimização da atividade dos alunos. Visto que a escola tem pouco espaço “livre” foi necessário construir “pequenas rotundas” em certos espaços para, os alunos, conseguirem realizar o percurso de forma eficaz.
“Assim, o percurso foi executado por toda a escola e teve, até, alguns pontos mais “criativos”. Estes pontos criativos existiram, pois, foi necessário construir algumas rotundas e “pontes” para a passagem dos alunos para, estes, completarem uma volta e para terem uma distância idêntica à da prova. Foi fantástico ver as caras de felicidade e de entusiasmo dos alunos quando viram que até rotundas havia no percurso do corta-mato. Algo de diferente foi motivador para os alunos. É tão bom ver a alegria nos olhos dos “pequenitos”.
(Corta-mato, dezembro de 2016)
Nesta atividade o NE teve como função registar as chegadas dos alunos dos diferentes escalões. Estes momentos eram sempre complicados devido ao número elevado de participantes. Esta grande adesão deveu-se em grande parte aos escalões mais jovens. Os mais novos “devoraram” sempre todas as atividades do grupo de EF. Só tenho pena que com o tempo este gosto pela prática desportiva vá-se perdendo, chegando ao ensino secundário já sem o “bichinho” do desporto. A tarefa que nos foi atribuída foi realizada da melhor forma possível. Trabalhamos, juntamente com todos os intervenientes para que o Corta-mato se realizasse com sucesso. Este sucesso, em grande parte, foi assegurado pela ajuda que os estudantes dos cursos profissionais nos deram na organização e gestão da atividade. Os professores destes alunos aproveitam as atividades organizadas pelo grupo de EF para reduzir as horas que estes têm
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que realizar na componente prática do seu curso. Assim, e devido a este fator foi possível criar uma boa relação com os mesmos.
O que me surpreendeu mais neste evento foi o elevado número de situações médicas que ocorreram. Estas situações foram desde a falta de ar até entorses. Como estava presente um carro de bombeiros houveram situações que foram possíveis de controlar. No entanto, houve outras em que foi necessário a deslocação até ao centro hospitalar.
“Alguns conseguiriam controlar a situação e não foi necessário a deslocação ao hospital, outros tiveram mesmo que se deslocar à instituição médica. Percebi pelos comentários, dos professores, que nunca fora o número de baixas tão elevado. No entanto, toda a situação foi controlada e bem organizada por parte dos bombeiros e das docentes.”
(Corta-mato, dezembro de 2016)
Todas as situações médicas que foram surgindo nesta atividade levaram-me a pensar se os alunos têm uma preparação adequada para este tipo de eventos. E, acima de tudo, se estão bem fisicamente e psicologicamente para a sua realização. Sei que os alunos da nossa turma partilhada foram preparados para esta prova, mas e os outros?
“Ao ver a prova senti que muitos alunos não foram preparados para a sua realização. A sua fadiga e a sua falta de noção de ritmo elevaram os níveis de cansaço logo nos primeiros metros. Será que a preparação não devia de ser uma preocupação para os professores de EF visto que, desde cedo, sabem da realização do Corta-mato? Será que o descontentamento por não conseguir realizar a prova e a sua falta de confiança para a mesma não vêm da não preparação da prova? Estas questões devem ser pensadas, discutidas e refletidas no seio de grupo para, se possível, aumentar, ainda mais, a adesão à atividade”
(Corta-mato, dezembro de 2016)
Tirando esta “problemática médica” esta foi mais uma experiência que enriqueceu a minha “mala docente” e que me ajudou a desenvolver, um pouco mais, as minhas capacidades organizativas e de gestão de atividades. Também promoveu momentos de decisão rápida e concisa para o solucionamento de problemas de momento. Já tinha estado presente num evento de Corta-mato, mas apenas como participante. Foi importante e esclarecedor para mim ver o “outro lado da moeda” e perceber todas as questões que estão por detrás destas
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grandes atividades. Agradeço ao grupo de EF por mais um momento único de aprendizagem!
“Mais uma vez o grupo de EF esteve no seu melhor dando asas à boa disposição contagiante e ao bom humor. A imagem do grupo EF não foi “desfocada”, toda a gente viu e sabe quem foi e é “ a gente do Desporto”.
(Corta-mato, dezembro de 2016)