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*2.7 THE DIVIDED DIFFERENCE AS A FUNCTION OF ITS ARGUMENTS AND OSCULATORY INTERPOLATION

O acompanhamento de uma Direção de turma deve estar integrado no leque variado de experiências que o EE deve vivenciar no seu ano de EP. Segundo as Normas Orientadoras, o EE deve “Recolher e organizar a informação relativa à

função de diretor de turma; Participar nos conselhos da turma em que realiza a PES; Elaborar o relatório do trabalho desenvolvido no acompanhamento da Direção de Turma” 5. No entanto, como o nosso PC não teve esta função, neste ano letivo, devido aos seus outros cargos educativos, o único contacto que foi estabelecido com os restantes intervenientes da turma, nomeadamente outros professores, foi realizado nos conselhos de turma. Não tive a oportunidade de presenciar situações que necessitassem da interação entre professor e o encarregado de educação. Tenho uma pequena ideia da função de diretor de turma, mas gostaria de ter tido a experiência de acompanhar uma turma na sua totalidade e perceber todas as dimensões abrangidas pela diretora de turma. Sei que, segundo Roldão (2007), abrange duas áreas de intervenção: a docência e a gestão. “O diretor de turma desempenha, junto dos docentes da turma, uma

função de coordenação - das atuações de cada um deles no âmbito da respetiva área de docência - e de articulação/mediação entre essa ação dos professores e os restantes atores envolvidos no processo educativo: os alunos e os encarregados de educação. Estas funções do diretor de turma situam-no assim na interface entre duas áreas de intervenção: a docência e a gestão. O diretor de turma é, por um lado, um docente que coordena um grupo de docentes e é, simultaneamente, um elemento do sistema de gestão da escola a quem cabem responsabilidades na gestão global do conselho de turma a que preside.”

(Roldão, 2007). Contudo, tenho pena de não ter sido possível esse acompanhamento à turma pois, tenho a certeza, que iria presenciar situações que me iriam enriquecer em termos de gestão e comunicação com outros. No entanto, tive sorte no que diz respeito aos fantásticos e enriquecedores conselhos de turma que tive oportunidade de fazer parte.

5Normas orientadoras do estágio profissional do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em ensino de educação física nos ensinos básicos e secundário da FADEUP (2016/2017)

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Se formos consultar o regulamento interno da EBSAS ficamos com uma pequena ideia do que é o Conselho de turma e como este pode ser decisivo na vida escolar de um aluno. Percebemos os seus constituintes, as suas competências e como funciona.

“Artigo 68.º (Composição)

O Conselho de Turma nos 2.º e 3.º Ciclos e Secundário composto pela totalidade dos docentes que lecionam na turma durante o ano letivo, pelo delegado e subdelegado de turma (à exceção do 2.º Ciclo) e por dois representantes dos pais e encarregados de educação. Nas reuniões do conselho de turma em que seja discutida a avaliação individual dos alunos apenas participam os membros docentes.

Artigo 69.º (Competências do Conselho de Turma)

Para além das competências definidas no n.º 4 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho e nos n.os 16, 27, 31, 36, 54, 64, 67 e 74 do Despacho Normativo n.º 14/2011, de 18 de novembro compete ao conselho de turma: 1) Avaliar, rever e, se necessário, reformular as estratégias de concretização e desenvolvimento do currículo, no final de cada período, mediante análise da situação pedagógica e social dos alunos do respetivo grupo/turma, que contemple estratégias de diferenciação pedagógica e de adequação curricular destinadas a promover a melhoria das condições de aprendizagem e a articulação escola/família;

2) Efetuar eventuais propostas de critérios de avaliação no âmbito do Despacho Normativo n.º 14/2011, de 18 de novembro; pelo Despacho Normativo nº 24- A/2012, de 6 de Dezembro.

3) Proceder à avaliação formativa e sumativa dos alunos em conformidade com a legislação em vigor;

4) Participar na elaboração e consecução do Plano de Trabalho da Turma Artigo 70.º (Funcionamento)

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1. O Conselho de Turma reúne sempre que seja convocado pelo respetivo Diretor por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou por solicitação do Diretor.

2. O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas. 3. Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o diretor de turma ou o professor titular de turma pode solicitar a participação dos representantes dos pais ou encarregados de educação dos alunos da turma na reunião referida no número anterior.

4. A convocatória e a ordem de trabalhos são definidas por quem convoca devendo ser divulgadas com a antecedência mínima de 48 horas, pelo meio mais expedito.

5. O Diretor nomeia, no início de cada ano letivo, um elemento de cada Conselho de Turma, o qual tem como função secretariar as reuniões do respetivo Conselho durante o ano letivo correspondente à nomeação.” (Santas, 2016)

Admito que não tinha ideia da complexidade e do poder que esta dimensão do ensino tinha no presente e no futuro dos alunos. Como é habitual, no final de cada período é realizada uma reunião onde são discutidas todas as notas, bem como algumas eventualidades específicas. Na primeira reunião realizada no final do 2º Período para além da discussão das notas, foram também expostas algumas atividades que a turma iria realizar ao longo do ano letivo 2016/2017. Devo confessar que esta primeira reunião foi uma autêntica descoberta. Não sabia o que ia encontrar na sala.

“Para a primeira reunião de Conselho de Turma estava muito nervosa e ansiosa como em todos os novos e diferentes momentos deste ano de EP. Era mais um contexto que não conhecia e que não controlava. Sinceramente, nem sabia, muito bem, como me vestir. Roupa mais formal ou informal? Até nisto tinha receio e dúvida. No entanto, optei por uma roupa mais informal e desportiva para ir como uma professora de EF, “da cabeça aos pés”.”

(Diário de Bordo – 1ª Reunião Conselho de Turma, dezembro 2017)

Nesta primeira reunião fui a primeira a chegar à sala definida. Pode ser defeito meu, mas como não gosto de chegar atrasada a nenhum compromisso prefiro ir

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mais cedo do que chegar em cima da hora. Assim, cheguei antes da hora, mas não muito.

“Quando entrei na sala de aula onde ia ocorrer a reunião deparei-me com a sala vazia. Pensei para mim: “Ui será que me enganei-me na sala ou no horário? Tinha chegado cinco minutos mais cedo para não chegar mesmo em cima da hora. Após dez minutos, da hora marcada, chegou a diretora de turma e o prof. cooperante. Ainda disseram uma piada de eu ser a primeira a chegar e que os mais velhos deviam ter dado o exemplo e não foi isso que aconteceu. Pensei para mim: “Não cumprem horários, mas marcam falta aos alunos atrasados. Contradizem as suas ideologias com as suas ações”.”

(Diário de Bordo – 1ª Reunião Conselho de Turma, dezembro 2017)

A disposição da sala já estava pronta para a reunião. Quando chegaram os professores todos, deu-se início à reunião. Como queria estar preparada para todas as situações imprevistas que podiam ocorrer, levei o meu computador portátil e ia confirmando as notas. Como era a minha primeira grande responsabilidade queria ter a certeza que atribuía corretamente as notas aos alunos uma vez que não queria cometer erros. Mal nos sentamos, deparei com um conselho de turma composto por elementos do sexo feminino, sendo o PC o único do sexo masculino. Todo o Conselho com a sua boa disposição e a sua alegria contagiante, colocaram-me logo à vontade.

“Após nos termos sentado na “mesa redonda”, deparei-me com um conselho de turma onde o sexo feminino predominava. Somente o prof. Cooperante era do sexo masculino. Este foi logo um tema de conversa. Com as diversas conversas, que nada tinham a ver com os temas que deviam de ser tratados, fiquei logo à vontade e com vontade de conhecer melhor as professoras. A primeira imagem que fiquei deste novo contexto foi bastante boa pois estava à espera de um ambiente muito formal e pouco “aberto”, mas foi totalmente o contrário. A alegria, as piadas e o sentido de humor estiveram presentes em toda a reunião e com isso fiquei, desde logo, à vontade e com vontade de participar de forma ativa na discussão de todos os temas. Eram muito atenciosas e queridas comigo. A diretora de turma até trouxe chocolate negro, para a reunião, pois era o menos calórico. Depois desta fase de adaptação e de relaxamento passamos a assuntos mais sérios.”

(Diário de Bordo – 1ª Reunião Conselho de Turma, dezembro 2017)

A cumplicidade, a boa disposição e o grande sentido de humor foram características presentes ao longo de todo o ano, em todas as reuniões realizadas. Não esquecendo o lanche que a diretora de turma nos presenciava.

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Todos os professores gostavam da turma uma vez que era uma turma com um bom rendimento escolar e com um bom comportamento, tirando algumas exceções. Era uma turma de exemplo. Ao longo do todo o ano letivo e com estas reuniões fui-me apercebendo que havia alunos de excelência e que trabalhavam para isso. Também com estas reuniões de conselho de turma percebi que não é só a diretora de turma que tem um cargo de elevada relevância, existe um outro, o secretário, que é igualmente importante. Este cargo funciona como um apoio ao diretor que ajuda nas questões de logística e em outras questões que seja necessário. Consegui perceber que no meu Conselho de turma, estes dois elementos estavam em sintonia e conseguiam ajudar-se mutuamente. É bom realçar que, neste seio, era notória a cumplicidade e amizade destes professores.

“Quero fazer parte, verdadeiramente, deste mundo. Quero desfrutar de tudo o que isso me possa proporcionar. Quero construir o meu futuro aqui, na Escola. Quero ser Professora de EF.”

(Diário de Bordo – 2ª Reunião Conselho de Turma, dezembro 2017)

Como era uma turma muito calma e sossegada, os Conselhos de Turma eram calmos e fáceis de se realizar. O que demorou mais foi o último, realizado no 3º período, devido à necessidade de votação de algumas notas, de alguns alunos, para não reprovarem e para não saírem prejudicados na sua média final de ano. Não tinha ideia da facilidade com que isso acontece, mas a verdade é que se o Conselho de turma achar prudente a alteração de alguma nota isso acontece. Também nesta última reunião, agradeci o apoio e cumplicidade que fora criada neste seio e demonstrei o quanto isso foi importante para mim.

“Nesta última reunião foi quando percebi que o meu “Ano da Verdade” já tinha terminado. Já? Tão rápido? E agora o que vou fazer? Nada de planos, de reflexões e de gargalhadas com os meus? O tempo voa!”

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