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Chapitre I : Les ligands de la TSPO

1. Dérivés pyrazolo[1,5-a]pyrimidine acétamides

1.1. Analogues de CfO-DPA-714 modifiés au niveau de l’amide (Projet A)

1.1.1. Synthèse

Análise documental

No que concerne à documentação, foi importante reunir um conjunto de documentos importantes que ajudassem a perceber o funcionamento da escola e dos novos programas que apoiam os alunos mais problemáticos, tornando importante a união das informações necessárias. A análise documental “consiste em identificar, verificar e apreciar os documentos com uma finalidade específica e, nesse caso, preconiza-se a utilização de uma fonte paralela e simultânea de informação para complementar os dados e permitir a contextualização” (Kantorski et al, 2011, p.223).

A análise documental apresenta-se como sendo uma técnica que consegue reunir algumas vantagens, no sentido em que alcança informações diversas de acordo com o objeto de estudo. Tanto em temas concretos, como em informações mais abrangentes. Porém, esta técnica apresenta de igual forma algumas desvantagens. A análise deve depender muito da qualidade das fontes existentes (podendo haver ou não qualidade nelas) e o tempo para o tratamento dos dados pode ser delongado. Faz ainda parte da análise de documentos todos os materiais produzidos durante o desenvolvimento do projeto.

Todos os documentos e informações pertinentes reunidas para o projeto fizeram parte da análise documental e foram submetidos a uma análise de conteúdo (Bardin, 1997).

Inquérito por questionário

Para iniciar a formação nas duas turmas, foi aplicado um inquérito por questionário aos alunos. O inquérito por questionário é uma técnica que tem como função “colocar a um conjunto de inquiridos, geralmente representativo de uma população, uma série de perguntas relativas à

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sua situação social, profissional ou familiar, às suas opiniões, à sua atitude em relação a opções ou questões humanas e sociais, às suas expetativas (…) ou ainda sobre qualquer outro ponto que interesse os investigadores” (Quivy & Campenhoudt, 1998, p.188). Com o objetivo de aprofundar o diagnóstico das necessidades em relação às práticas de sexting da escola em foco, o inquérito por questionário ajudou a analisar quais os comportamentos que os alunos tinham entre si, se existiam ou não conflitos no ambiente escolar e quais os valores e opiniões de cada um dos inquiridos sobre o tema sexting. Então, este método permitiu quantificar uma diversidade de questões pertinentes para a evolução da investigação. Assim, o questionário elaborado está organizado em quatro partes:

- A. Dados pessoais: ano de escolaridade, turma, idade, sexo, formas de utilização do computador e formas de utilização do telemóvel (adaptado de Vilaça, 2016); - B. Motivações e perceções sobre sexting: é constituído por um conjunto de questões

sobre como é que os adolescentes estão a ser afetados pelo sexting e as suas atitudes face ao sexting (traduzido de UK Safer Internet Centre, 2015);

- C. Conhecimento para agir na prevenção do sexting: Neta secção pediu-se aos alunos para responderem às questões relacionadas com o conhecimento que tinham sobre o Sexting, tendo em conta a seguinte definição de sexting: "Sexting é enviar ou receber mensagens e/ou fotografias provocativas ou sexualmente sugestivas usando o telemóvel e/ou as redes sociais". A sequência de cinco questões abertas visava recolher dados sobre o conhecimento orientado para as ações de prevenção do sexting que os alunos possuíam, nomeadamente sobre as consequências e causas do sexting e sobre as estratégias possíveis para o prevenir.

- D. Ações pessoais face a situações de sexting: Esta secção termina o questionário com um conjunto de cinco questões de opção sobre a perceção dos alunos sobre a forma como agem perante diferentes situações de sexting, como, por exemplo “Se um/a conhecido/a me envia uma foto em que aparecem as suas partes íntimas, eu (escolhe só uma opção)” ou “Se o meu namorado/ namorada me pede para lhe enviar uma “foto sexy”, porque sou muito bonita/o e sente muito a minha falta, eu (escolhe só uma opção)”.

Este questionário foi validado por um tradutor e por duas especialistas, e foi aplicado a seis alunos, de idades semelhantes aos participantes no projeto, para avaliar se a linguagem

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estava adaptada à faixa etária e se as questões eram bem compreendidas por todos os alunos. O questionário final, após a sua validação encontra-se no anexo 3.

Para completar o projeto e para perceber se houve, ou não, mudanças por parte dos formandos, voltei a aplicar o mesmo questionário. Este método de retorno, foi bastante adequado para conseguir compreender os avanços dos alunos sobre o tema trabalhado na formação.

Esta técnica de carater quantitativo, segundo Melo (2013), ajudou-me, enquanto investigadora, a focar-me nos objetivos quase de forma inconsciente e na escolha dos valores a ter em atenção, de modo a que conseguisse captar as observações pertinentes e dar valor a pequenos detalhes da investigação. Como por exemplo, ter em atenção a determinados autores para que sejam utilizados conceitos importantes, de modo a serem identificados como necessidade de formação no questionário.

Diários de bordo

No final de cada observação foram elaborados diários de bordo em todas as aulas observadas, bem como nas aulas de desenvolvimento do projeto. Estes diários tornaram-se importantes no projeto, visto que são documentos nos quais descrevi o que estava a acontecer nas minhas práticas, permitindo uma leitura diacrônica de eventos que possibilitou uma análise da evolução dos factos (Zabalza, 2004).

Para complementar as observações diárias das aulas e das sessões de formação, foram elaborados de igual modo diários de bordo para cada aluno (Anexo 9). Estes tinham como objetivo a compreensão das aprendizagens dos formandos, percebendo o feedback dos mesmos perante as atividades e quais os pontos fortes e fracos apontados nas sessões de formação.

Observação participante

Segundo Kirkpatrick (1959) o conceito de avaliação consiste em determinar a eficiência de um determinado projeto de formação. Para conseguir esta “eficácia” o autor salienta que a presença de quem está a avaliar deve ter em consideração os resultados propostos pela formação e, mais tarde, os resultados diretos da mesma. Assim, é formulado um modelo em que consiste em avaliar a qualidade da formação a partir de quatro níveis interventivos. Nesta fase, o primeiro nível vai ser o que nos importa. O nível I de Kirkpatrick (1959), faz referência à “reação” dos formandos, ou seja, medir o grau de satisfação e a reação dos formandos aos

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programas impostos. A segunda parte do estágio teve em atenção a uma técnica de recolha de dados que vai dar respostas a estas questões importantes.

A Observação participante foi necessária em todo o processo de construção, na medida em que houve uma necessidade em avaliar os formandos, de uma forma contínua, dentro destes aspetos. Assim, com a Observação foi-me permitido: i) caraterizar os comportamentos agressivos entre os alunos (verbais, físicos, sexuais e psicológicos); ii) identificar várias formas de utilização do telemóvel/computador na aula e extra-aula; iii) identificar situações de sexting dentro e fora da sala de aula e caraterizar os comportamentos dos alunos em função do tipo de atividades educativas utilizadas na escola.

A observação participante no meio do seio escolar torna-se assim imprescindível para compreender um meio social que, à partida, era estranho ou exterior e que permitiu integrar-me progressivamente nas atividades das pessoas que nele viviam, tal como defendem Lessard, Goyette e Boutin (1994). Como em qualquer técnica de recolha de informação, a Observação participante trouxe vantagens e desvantagens. Cunha (1982), defende que, apesar da Observação participante garantir informações profundas e permitir compreender diretamente comportamentos espontâneos, existem desvantagens. Não deu para sentir, de certo modo, as desvantagens que existem sobre a mediação. Tornou-se algo muito intuitivo, porém, se não conseguisse estar próxima dos futuros formandos, não conseguia coletar as informações necessárias para a elaboração do projeto. Ou seja, só assim poderiam existir informações dentro do campo de observação.