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Chapitre V : Le projet de thèse

3. Structure du projet de recherche en chimie

Com a chegada da era tecnológica e todos as suas facilidades, o Comité de Reforma da Lei de Victoria na Austrália (citado por Lee at al., 2015) afirma que o termo sexting está a tomar grandes proporções e a agarrar várias práticas, motivações e comportamentos. O Comité do Estado Australiano, ainda afirma que a atividade do sexting pode variar, na medida que as mensagens podem ser compartilhadas entre namorados ou mesmo fora de uma relação; facilmente usa-se uma imagem intima para agressão sexual e, para além destas práticas, podem também ser encontrados casos de pedofilia, ou seja, mensagens trocadas entre um adulto e uma criança, sem que a criança saiba com quem se está a relacionar, isto se o adulto esconder a sua identidade.

Lee at al. (2015) elaboraram o Projeto Sexting and Young People, com o objetivo de abordar mais sobre o assunto com os jovens para que conseguissem perceber de que modo o sexo é encarado por eles. Ao relacionarem o tema sexting com os media, as leis políticas e as novas tecnologias, tentaram alcançar alguns aspetos, tais como: as perceções e as práticas de sexting por parte dos jovens; analisar qual a opinião pública sobre o sexting e quais as sanções atribuídas a quem pratica o sexting. Estes investigadores, fazem referência ao sexting como sendo uma gravação digital com conteúdos sexuais, podendo obter imagens explícitas e a distribuição das mesmas através dos telemóveis ou em sites de redes socias, como o Facebook, Instragram e Youtube.

Um dos aspetos mais marcantes deste projeto foi a maneira como foi dividido pelas demais faixas etárias, o que levou a obter um pouco das opiniões, tanto por parte dos jovens, como por parte dos adultos sobre esta matéria. Assim, foi interessante perceber que o tema sobre a sexualidade não é ouvido por completo por parte dos jovens, pois “enquanto pais, professores, académicos, polícias e funcionários do governo discutem as questões em torno do sexo e das possíveis soluções, os próprios jovens raramente se apresentam em tais discussões” (Lee at al., 2015, p.71), acabando por abafar o que realmente importa – as perceções dos alunos sobre o sexting.

O projeto Sexting and Young People (Lee at al., 2015) ao usar a pesquisa online para recrutar participantes, conseguiu perceber que quase 50% da sua amostra enviou ou recebeu mensagens, imagens e vídeos sexualmente explícitos. No que toca ao sexo dos inquiridos, não houve diferenças significativas, o que quer dizer que este tipo de mensagens tanto pode ser transmitido pelo sexo feminino, como pelo sexo masculino. Quando falamos sobre as razões pelas quais o fazem, os rapazes na maioria das vezes afirmam que o fazem na expectativa de

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que as raparigas retornem as imagens, o que não acontece com o oposto, pois quando são os rapazes a enviar primeiramente as imagens, as raparigas sentem-se obrigadas ou pressionadas a devolvê-las. Independentemente de a maior parte dos entrevistados saberem quais os resultados negativos que estas trocas de mensagens sexuais podem implicar nas suas vidas, as percentagens de sexting continuaram a ser enormes e, tristemente, continuam a crescer até aos dias de hoje.

Além de existirem algumas investigações acerca de como evitar o sexting e pesquisas sobre toda a polémica que existe em torno das problemáticas sobre as redes sociais, nada é suficientemente informativo para que se consiga alertar sobre os perigos que podem advir desta prática. Assim, nasceu em 2010 o UK Safer Internet Center (www.saferinternet.org.uk), que ganhou corpo através de um site e tem como objetivo promover o uso seguro e responsável da internet e de todos os objetos digitais existentes. Financiado pela Comissão Europeia, este apoio para a consciencialização sobre o uso adequado das tecnologias pelos jovens, torna-se importante para conseguir averiguar um pouco mais sobre a sexualidade e ao mesmo tempo ajudar as pessoas a entenderem como resolver os problemas surgidos. Aqui, as várias faixas etárias são apoiadas transversalmente por via online, onde as crianças, jovens, pais e até mesmo professores poderão ser aconselhados. Apesar das suas diversas funcionalidades, aquela que mais importará será a existência de uma linha de apoio que se carateriza por ser um lugar anónimo, onde as pessoas poderão denunciar e ao mesmo tempo remover imagens e vídeos de abuso sexual em qualquer parte do mundo.

Logo após o nascimento do UK Safer Internet Center, abrem-se portas portuguesas para o mesmo conceito. Assim, o Centro Internet Segura Portugal tem como objetivos estratégicos (internetsegura.pt):

• Combate a conteúdos legais;

• Minimização dos efeitos de conteúdos legais e lesivos nos cidadãos; • Promoção de uma utilização segura da Internet

• Consciencialização da sociedade para os riscos associados à utilização da Internet.

(internetsegura.pt/sobre/missao-e-visao, s.d., s.p.)

Com o intuito de prevenir o sexting e mostrar as suas consequências, o Centro Internet Segura Portugal ajuda a esclarecer com alguns dos seus tópicos informativos, de maneira a que os cidadãos possam saber em que consiste, o que fazer no caso em que algo ocorra de forma

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ilegal e o que fazer em situações em que é necessária ajuda. Como acontece, por exemplo, nos casos da prática do Sexting, Cyberbullying, Roubo de Identidade e outros.

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CAPÍTULO IV

ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO

4.1. Introdução

Este capítulo refere o enquadramento metodológico do estágio. Primeiro fundamenta-se a metodologia de intervenção e investigação no estágio (4.2). Depois, apresentam-se os métodos e técnicas de recolha de dados (4.2.1), a elaboração e validação dos instrumentos de investigação (4.2.2), o processo de recolha de dados (4.2.3) e o tratamento e análise de dados (4.2.4). Por último, surge uma descrição do estágio, onde são narradas as atividades desenvolvidas na escola. (4.3)

4.2. Apresentação e fundamentação da metodologia de intervenção/ investigação no estágio