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Chapitre III : La Chimie du carbone-11

1. La protéine de translocation 18 kDa (TSPO)

1.2. Les radioligands de la TSPO

O bullying é exposto à sociedade, como um conceito extremamente forte e ofensivo, que encaixa em comportamentos antissociais (Neto, 2005).

De acordo com Neto (2005), é do conhecimento geral da sociedade que o bullying se apresenta muito frequente na vida dos adolescentes, tornando-se assim um problema a nível público, que deveria ser mais abordado tanto por parte das escolas, como por parte dos educadores/familiares. Porém, na perspetiva do citado autor, as escolas afirmam que garantem aos alunos ferramentas que tentam mostrar aos jovens o conceito de bullying e as suas consequências. Mas será esta uma forma eficiente para minimizar os atos de violência entre os alunos? No que concerne ao bullying, é necessário perceber que não existe uma “fórmula mágica” que consiga aniquilar o problema, mas sim estimular os alunos para “um ambiente escolar justo, solidário e não tolerante ao abuso e à exclusão” (Melim & Ferreira, 2015). É aqui que a mediação preventiva pode vir a ser uma solução viável para atenuar esta prática.

O termo bullying, ao ser traduzido para a língua portuguesa, carateriza-se como uma forma de intimidação e importunação. Saraiva e Pereira (2014) entendem o bullying como uma “forma de agressão entre pares que parte de um inicial desequilíbrio de poder, incitando o agressor a abusar do seu poder” (p.64). Assim, estas podem ser agressões físicas, sexuais, agressões verbais, desdobrando-se também sobre o bullying social, bullying homofóbico e

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cyberbullying (APAV, 2018). Além das várias formas de bullying, este pode envolver duas caraterísticas: pode acontecer de forma “direta”, que leva o agressor à violência física e à violência verbal, e de forma “indireta”, através de atos manipuladores, como a intimidação e o isolamento (Freire & Aires, 2012, p.56).

De acordo com Fonte (2008), com a evolução das tecnologias e da era digital que a sociedade enfrenta, a comunicação entre as pessoas sofreu uma grande mutação e, consequentemente, uma desvalorização. Na sua perspetiva, deixaram de existir cartas e encontros combinados à porta de casa ou acasos nas ruas, para a existência da comunicação através dos telemóveis, dos telefones e da Internet. O citado autor argumenta que a comunicação é intrínseca ao ser humano, e se ela não existir o individuo só está a perder capacidades de se relacionar com o outro. Portanto, Soares (1996) afirma que “a comunicação - ao contrário da informação - caracteriza-se pelo exercício de convivência de sujeitos sociais”, sendo de extrema importância que esta se desenvolva de modo a “servir para a constituição de sujeitos autónomos, senhores de si e comprometidos com os outros” (Soares, 1996, p.2) e não o contrário.

A comunicação entre as pessoas passou a ser de acesso fácil, fazendo com que a distância deixasse de ser um entrave para a socialização entre os amigos e famílias, ou até para reuniões e entrevistas de trabalho (Cardoso, 2010). Contudo, os processos de comunicação nem sempre são utilizadas para os melhores efeitos (Cardoso, 2010). Hinduja e Patchin (2009) afirmam que os jovens dos dias de hoje estão diretamente ligados ao mundo eletrónico, onde os blogues, as redes sociais e as mensagens instantâneas concorrem com o contacto face a face e com o telefone como as formas dominantes de interação social, o que inevitavelmente leva a que os mesmos não consigam enfrentar, na maioria das vezes, situações reais e não virtuais. A má utilização das novas tecnologias pode levar à ocorrência de uma das formas existentes do bullying – o cyberbullying.

Como defendem Slonje e Smith (2008), o cyberbullying é um fenómeno relativamente recente que consiste na repetição de comportamentos que tendem a intimidar ou violentar um ou vários indivíduos através das novas tecnologias. Na sua perspetiva, o cyberbullying é facilitado nos dias de hoje, pois com o aparecimento da internet e dos telemóveis inovadores, cresce assim uma maneira mais fácil, e à distância, para a prática de atos intimidatórios.

Segundo Slonje e Smith (2008), apesar do cyberbullying ser completamente distinto do bullying, este apresenta caraterísticas que o definem com mais clareza. Por exemplo, segundo

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estes autores, quando falamos em agressão podemos afirmar que o cyberbullying não atinge a pessoa fisicamente, mas sim em termos psicológicos. A vítima fica debilitada interiormente, podendo guardar segredo dos amigos e familiares. Na pior das hipóteses, podendo existir um desequilíbrio de poder se o agressor recorrer ao anonimato, deixando a vítima sem hipóteses de defesa. Se o agressor tiver a intenção de espalhar a ameaça, pode fazê-lo mais facilmente através dos meios eletrónicos (Wendt & Lisboa, 2014).

Hinduja e Patchin (2010) fazem um estudo de caso sobre “Bullying, Cyberbullying e Suicídio”, onde tentam perceber com adolescentes como público-alvo, com que frequência e como acontecem estas práticas em contexto escolar. No que concerne ao cyberbullying, as taxas relacionadas com o ato da prática a nível individual variaram de 9.1% a 23.1%, e em relação a quem sofreu da prática rondou os 5.7% a 18.3%. A forma mais comum para as ofensas cibernéticas divulgadas pela investigação rondaram a afirmação “Postou algo online sobre uma pessoa para fazer rir outras" (23.1%), enquanto a forma mais frequente de vitimização voltou-se para ''Recebeu um e-mail perturbador de alguém que conhece '' (18.3%). Hinduja e Patchin (2010) concluem a sua investigação afirmando que as vítimas e os agressores de bullying tinham, respetivamente, mais 1.7% de probabilidade e 2.1% de probabilidade de terem tentado suicídio do que aqueles que não eram vítimas tradicionais ou infratores. Da mesma forma, as vítimas do cyberbullying e os infratores de ataques cibernéticos tinham, respetivamente mais 1.9% e 1,5% de probabilidade de tentar suicídio do que aqueles que não eram vítimas de ataques cibernéticos ou infratores.

Podemos concluir que tanto os agressores como as vítimas de bullying/cyberbullying são indivíduos altamente fragilizados, na medida em que os valores de suicídio por parte dos próprios agressores são extremamente altos. Através destas probabilidades, devemos ter em atenção o apoio que as escolas deverão dar a ambas as partes. As vítimas devem ser protegidas de modo a não sofrerem danos psicológicos futuros e, no que toca aos agressores, estes devem ser abordados para que se perceba a verdadeira essência e necessidade de praticar as ofensas.