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La structuration du guide III-V et les métallisations du laser

Chapitre IV : Fabrication du Laser Hybride DBR III-V/Si

IV.3 La structuration de la partie III-V et les métallisations du laser

4.3.2 La structuration du guide III-V et les métallisations du laser

Antes de iniciar este estágio, nunca havia tido contacto com a tipologia de cuidados de uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI). Não compreendia como os cuidados efetivamente eram assegurados, após uma referenciação de uma unidade de saúde (hospitalar ou integrante da Rede Nacional Cuidados Continuados), nem tinha noção de como uma ECCI se articulava na área dos cuidados de saúde primários. Desta forma, durante a primeira semana, tive necessidade de procurar por documentos legais que contextualizassem as ECCI e os Agrupamentos Centros de Saúde, bem como pedir apoio da Srª Orientadora Clínica. O ACES Lisboa Norte abrange as freguesias de Alvalade, Avenidas Novas, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Santa Clara e São Domingos de Benfica (ARSLVT, 2013). Este abrange alguns Centros de Saúde, um dos quais composto pela Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) (UCC, 2018). A UCC presta cuidados às pessoas inscritas e residentes da área da UCC. Uma UCC é responsável por prestar cuidados de saúde, psicológicos, sociais (a nível domiciliário e comunitário), a pessoas e famílias vulneráveis ou em situação de dependência funcional. Uma UCC atua, ainda, ao nível da saúde escolar e na implementação de unidades móveis de intervenção (Decreto-Lei nº28/2008 de 22 Fevereiro, 2009). Um dos seus projetos é a Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) que tem contratualizado um máximo de 70 camas de domicílio, com os seguintes critérios/necessidades: dependência elevada nas Atividades Básicas da Vida Diária, alta recente de unidade de internamento, necessidade de cuidados com considerável grau de diferenciação (paliativos, reabilitação, psicologia), familiares com necessidade de suporte psicológico/formativo prestado no domicílio ou incapacidade de gestão do regime terapêutico (UCC, 2018a, 2018b). A equipa da ECCI que garante este tipo de cuidados é composta por 3 enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilitação, 1 enfermeiro especialista em saúde comunitária, 2 enfermeiros generalistas e 1 fisioterapeuta. Colaboram com a equipa 1 assistente social, 1 psicólogo e 1 médico.

Ainda durante a primeira semana, tive a oportunidade de conhecer as pessoas que são alvo de cuidados de reabilitação, o percurso de reabilitação que já foi percorrido, bem como os contextos familiares e habitacionais em que estão inseridos.

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Confesso que, nos primeiros dias, me senti ansiosa, com alguma insegurança e com receios. O cuidar no domicílio trata-se de uma realidade com a qual não estou familiarizada. A “invasão” do lar de alguém, a relação de confiança que se tem que estabelecer (onde à partida quem detém o “poder” é a pessoa alvo dos cuidados/cuidador), a adaptação necessária às rotinas dos cuidadores, aos recursos e ao ambiente, bem como as condições mais ou menos higiénicas das habitações contrasta com o meio hospitalar, mais controlado, talvez com mais recursos humanos e materiais, onde quem detém o “poder” é o profissional de saúde (mais que não seja porque é quem conhece melhor os restantes profissionais e o próprio serviço/hospital). Da mesma forma, não pude deixar de me questionar sobre “como prestaria cuidados de reabilitação na casa de alguém?”, “como se articulariam as idas com os restantes prestadores de cuidados?”, “como prestaria cuidados sem o material para tal?” ou ainda “como assumir um plano de reabilitação que as pessoas/cuidadores já começaram com outro profissional?”. Todas estas questões deixaram-me apreensiva e insegura.

Avaliando esta experiência inicial, não posso deixar de retirar contributos significativos. De facto, a ansiedade, a insegurança, os receios, no momento em questão, são geradores de desconforto e, por vezes, tornam-se difíceis de ultrapassar. Porém, considero que foi essencial para o meu desenvolvimento profissional e pessoal. A pesquisa realizada sobre o ACES e a ECCI fez-me ponderar nas respostas sociais e familiares que devem/podem existir para as pessoas, quando recebem alta de uma unidade de internamento. Paralelamente, fez-me ter maior noção da dimensão da Rede Nacional Cuidados Continuados, nomeadamente de outras valências que a integram (uma vez que só tinha experiência numa unidade de longa duração). Mas mais importante, fez-me reequacionar os cuidados que presto como enfermeira generalista, os cuidados que quero prestar como enfermeira especialista em enfermagem de reabilitação e na forma como estes dependem, principalmente em contexto comunitário, do estímulo e da presença dos cuidadores/pessoas significativas, das condições habitacionais e da presença ou ausência de barreiras arquitetónicas no domicílio ou no acesso ao mesmo.

Analisando a situação, considero que a questão em causa é a confiança. Por um lado, elenca-se a falta de confiança como enfermeira de reabilitação, em domicílio e integrada numa ECCI, ou seja, a falta de confiança perante uma série de situações novas e diferentes. Por outro lado, destaca-se a ainda ausência de relação de

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confiança entre enfermeiro-pessoa, necessário ao processo de cuidar. Na literatura, no cuidar, o enfermeiro deve cultivar a disposição para ser fidedigno e desenvolver competências no desempenho das tarefas, bem como demonstrar-se digno de confiança (uma vez que existe uma relação estreita entre a vulnerabilidade acrescida da pessoa cuidada e a confiança com o enfermeiro) (Sellman, 2007). Paralelamente, para alguns autores, uma relação de confiança compreende que o enfermeiro satisfaça as expectativas da pessoa (Hupcey, Penrod, & Morse, 2000). Na mesma linha de pensamento, a literatura defende que as parte envolvidas num processo de cuidar (profissional de saúde e pessoa cuidada) têm poderes e saberes próprios e utilizam recursos de comunicação que podem ser diferentes. Tal situação requer o estabelecimento de um processo de comunicação, diálogo, respeito pelo outro e aceitação das diferenças, de modo a construir-se uma relação de confiança mútua. Assim, é preciso um trabalho conjunto para que relação de confiança mútua seja uma regra no processo terapêutico, e não uma exceção (Inojosa, 2005).

Concluindo, apesar do receio face ao “novo” e “diferente”, procurei enquadrar-me junto de documentos oficiais e/ou legais, sobre o que era expectável ser garantido à pessoa. Agi desta forma, para sentir mais confiança no meu desempenho ou, pelo menos, para preparar-me para o novo contexto e percurso. Tive, ainda, necessidade de recorrer à Srª Orientadora Clínica para as próprias pessoas sentirem que, num futuro próximo, poderiam confiar em mim o seu plano de reabilitação. Tal deveu-se ao facto das pessoas já terem um processo terapêutico desenvolvido com a Srª. Orientadora Clínica, mas isso ainda não acontecer comigo. Não obstante o referido, talvez devesse ter aproveitado os primeiros contactos com as pessoas/famílias para aprofundar o meu conhecimento sobre as mesmas, dando espaço para estas identificarem o que esperavam de mim como enfermeira de reabilitação e que expectativas tinham do processo de reabilitação.

Face ao referido, torna-se pertinente perspetivar o futuro e esclarecer as minhas expectativas. De facto, com a realização de um estágio no contexto de ECCI, creio que conseguirei desenvolver, principalmente, as capacidades: de análise das situações à luz das dimensões éticas e sociais, de identificação do risco relativamente à prevenção e desenvolvimento de incapacidades, ou ainda a de estabelecer programas de reabilitação que promovam a reintegração sociofamiliar e, quiçá, profissional. Espero ainda conseguir desenvolver programas de reabilitação efetivos com as pessoas cuidadas, baseados em relações terapêuticas e de confiança. Por fim, creio que este estágio também deverá ajudar-me a repensar a

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forma de prestar cuidados de reabilitação, adaptando e gerindo os recursos humanos e materiais disponíveis em cada contexto familiar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARSLVT. (2013). ACES Lisboa Norte - Planeamento do ACES de Lisboa Norte. Decreto-Lei nº28/2008 de 22 Fevereiro. (2009). Regulamenta a Organização e

Funcionamento da Unidade Cuidados na Comunidade. Diário da República 2ª

Série, Nº74(16-04-2009), 15438-15440.

Hupcey, J., Penrod, J., & Morse, J. (2000). Establishing and maintaining trust during acute care hospitalizations. Scholarly Inquiry for Nursing Practice, 14(3), pp. 227-242.

Inojosa, R. M. (2005). Acolhimento:a qualificação do encontro entre profissionais de saúde e usuários. X Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del

Estado y de la Administración Pública. Santigo, Chile.

Sellman, D. (2007). Trusting patients, trusting nurses. Nursing Philosophy, 8, pp. 28- 36.

UCC. (2018a). Manual de Articulação de …. Lisboa.

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Impacto do autoconhecimento e assertividade no desenvolvimento