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Avant-propos

Chapitre 4 - Modulation nicotinique de la VTA : stress et prise de décision

4.1 Stress social et modulation nicotinique .1 Effets du stress

Em um sistema familiar, é importante evidenciar como e em que situações ocorre seu desenvolvimento. Discursar sobre as etapas do desenvolvimento familiar é considerar vários fatores que podem afetar as relações afetivas. Estes podem ser internos ou externos e verificam-se em várias fases de um ciclo vital familiar.

Além do desenvolvimento familiar ocorrer por meio de estágios e transições do ciclo de vida familiar, existem outras maneiras de observar as famílias como os modelos: biológico, psicológico, pessoal, familiar, relacional e social.

A abordagem Metaconceitos de Breunlin et al. (2000), foi desenvolvida a partir de 1990 e baseia-se na teoria sistêmica; segundo autores citados, os conceitos básicos da Sistêmica incluem padrão, informação, relacionamento, nível, contexto, feedback, recursividade e circularidade.

e propõem uma abordagem abrangente na análise dos sistemas humanos – uma abordagem mais holística que permite interconexões, sendo uma de suas contribuições o conceito de nível, assim, propõem seis níveis: biopsicossociais (biológico, pessoal, relacional, familiar, comunitário e social) e pretendem abarcar o processo interno dos indivíduos, integrando-os a outros modelos que abordam a família.

Sob uma visão perspectivista, consideramos que a realidade é limitada por pressupostos que podem ser tendenciosos.

Aqui se usa uma citação para explicar o que são os níveis para esses autores do Metaconceitos.

Concordamos com a citação acima que ajuda na reflexão sobre os sistemas relacionais e a sua percepção como um todo, mas, nesta pesquisa optamos por elaborar o contexto sociocultural- histórico e atual da família.

Dentro desta abordagem, citamos Mac Kune-Karrer et al. (2000, p.149), quando referem que: “o desenvolvimento adequado em todos os níveis é definido por valores e por crenças

sociais, que proporcionam as normas por meio das quais as famílias criam os filhos, os indivíduos desenvolvem-se e os relacionamentos florescem”.

Mac Kune-Karrer et al.(2000), enfatizam a importância da inclusão do desenvolvimento

Os sistemas humanos complexos são, como declarou Engel (1977), entidades de níveis múltiplos, entre eles, os biológicos, os psicológicos e os sociais. Para se ter uma perspectiva ampla sobre a condição humana, convém examinar e ter acesso a todos os níveis e as interações entre níveis. Como terapeutas, estamos particularmente interessados nos sistemas humanos nos seguintes níveis: os processos biológicos e mentais no interior do indivíduo; os sistemas relacionais individuais, diádicos, ou triádicos no interior da família; a família nuclear; a família extensa; o contexto social imediato da família, incluindo os sistemas de ajuda, como a influências da terapia e da comunidade; o contexto cultural histórico e atual da família; o sistema social nacional em que a família vive; e o sistema internacional. (Breunlin et al. 2000, p.44-45)

entre cada um dos níveis de um sistema biopsicossocial quanto à interação entre esses níveis e sugere que a sincronia entre eles pode não ser obtida de maneira satisfatória ou simples:

Entendemos que as famílias que procuram atendimento clínico ou orientação podem ter um ou mais níveis que não estão bem resolvidos. É importante salientar que o terapeuta familiar tem também seu próprio sistema familiar com seus níveis e, nesse encontro terapêutico, é preciso ter consciência que esses sistemas interagem formando uma complexidade.

Com a pretensão de saber como são os padrões relacionais familiares funcionais e disfuncionais, sabemos que, por mais que conheçamos, é apenas uma parte e mesmo que se juntem estas partes não obtêm o conhecimento de um todo.

Neste sentido, compartilhamos com as idéias de Mac Kune-Karrer et al., quando se apóiam em um nível e este em todos os outros. Nosso mundo interno é construído na interação com os outros, assim, uma forma de compreender a interferência desses níveis no sistema familiar é explicada pela autora quando se refere aos desequilíbrios e equilíbrios da família; às vezes, mais desorganizados pelos papéis sociais, mas, ao mesmo tempo comprometidos a melhorá-la em relação ao equilíbrio interno. Criando uma abordagem mais próxima da realidade e colaborativa, Mac Kune-Karrer et al. falam sobre os desafios teóricos dos conceitos e o que uma família pode sofrer nos conceitos de gênero:

O desenvolvimento exitoso de uma família bem ajustada em todos os níveis é algo que parece enganosamente simples, porque o desenvolvimento em cada nível alimenta e apóia o desenvolvimento em todos os outros níveis. A sincronização dos níveis de desenvolvimento atua sinergicamente, de modo que seu efeito final sobre o desenvolvimento familiar é maior que as partes.(Mac Kune-Karrer, et al. 2000, p.148)

Uma negociação para flexibilizar os papéis que os membros familiares desempenham poderia ajudar, um deles seria exemplificado na questão de gênero, pois possibilita maior clareza e observação nos padrões antigos e isto poderia provocar mudanças.

Nas questões de padrões de gênero, uma das formas de ver os relacionamentos seria renegociar os relacionamentos de várias maneiras com a família e a mesma com os sistemas internos e externos, (marido e mulher, mãe e filho, mãe e filha, pai e filha e pai e filho), entre outras interações. Diante do prazer e desprazer nas relações, a afetividade sofre abalos. Os membros da família tornam-se psicologicamente pressionados quando não conseguem expressar-se nas relações e reagem de forma que podem afetar o sistema como um todo. Assim, dentro dos estudos sobre padrões e manifestações afetivas na família intergeracional, faz-se relevante clarificar este entendimento, refletindo sobre o contexto social.

Mac Kune-Karrer et al. ampliam estas reflexões com os seguintes fatores:

a) observa-se uma rapidez na evolução de valores e crenças sociais que têm evoluído; b) em decorrência da rapidez de aquisição dos novos valores, há uma perda de orientação da nova geração de pais que não conseguem repassar valores da geração anterior;

c) há dificuldade dos pais articularem modelos para um desenvolvimento adequado;

Em transição. As famílias, embora ainda em conflito, têm esperanças na sua capacidade de desenvolver-se para um estado de equilíbrio entre os gêneros. Seus papéis e expectativas dos gêneros estão em processo de expansão.

(...). As famílias ainda estão experimentando os novos papéis.

(...) O ajuste ainda é questionado. Há uma crescente sensação de mutualidade e de compartilhamento nos processos de tomada de decisões referentes a uma grande gama de tarefas familiares. Os membros da família parecem seguindo nesta mesma direção. Há uma validação de papéis que as mulheres e homens desempenham na família, embora haja flutuação entre as antigas e novas crenças, essas famílias exploram verbalmente os ganhos e as perdas que experimentam quando os papéis mudam.(Mac Kune-karrer et al. 2000, p.221)

d) os pais encaram o desenvolvimento de seus filhos muito diferente do seu próprio, ou seja, existe dificuldade para compreender ou desculpar o que os filhos fazem;

e) há um sentimento de culpabilidade dos pais em razão da falta de percepção das forças sociais que transcendem a influência imediata da família;

f) existe um aumento da expectativa dos pais em relação ao desenvolvimento dos filhos nas competências em diversas áreas, como exemplo, escola;

g) há um aumento da carga e tipo de informações recebidas de vários meios de comunicação, ocorridas precocemente sobre temas referentes à natureza humana e relacionamentos;

h) a cada geração, constata-se que a puberdade é iniciada cada vez mais cedo;

i) há um estímulo do social e da família para a individualidade e expressividade precoce dos filhos, diferente do modelo dos pais que eram “vistos,” mas não ouvidos;

j) na manifestação desta individualidade e expressividade dos filhos, às vezes, os pais sentem como desrespeito e iniciam seqüências de controles ineficazes;

l) questões como aids, drogas, crimes, violência e perigos afetam a família e perde-se um pouco da idade das inocências;

m) há relutância dos pais em soltar as rédeas dos filhos e um desejo de controle;

n) a situação econômica retarda a saída dos filhos de casa ou causa o retorno à mesma (dentro de uma visão da sociedade americana).

o) os pais oscilam entre permissividade e controle excessivo, afetando o desenvolvimento familiar;

p) discordância entre gerações – (entre pais, pais e avós, etc.), ou seja, estas discordâncias ocorrem no uso de diferentes crenças em relação à evolução que atinge a família. As mudanças na definição de famílias provenientes de divórcios, pais solteiros, recasamentos; mulheres no mercado de trabalho como únicas provedoras de família; casais procurando modelos de casamentos a desenvolver.

Enfim, os autores citados resumem a rápida evolução social das duas últimas décadas sob a ótica do contexto social-americano; suas idéias e colocações também podem ser observadas na área clínica e dentro do contexto brasileiro.

Nos trabalhos dentro da área clínica, constatamos que este quadro de fatores que atinge as famílias, pode estar relacionado às causas de ansiedade e incerteza em muitas delas.

Os estudiosos da área familiar sabem do constante movimento de mudanças em que a família está inserida, tanto quanto de suas necessidades estruturais para se organizar e permitir o desenvolvimento de seus membros.

Portanto, quando estudamos a família, devemos estar atentos aos movimentos estruturais, sociais e aos históricos que possibilitam um maior entendimento dos fatores que a afetam.

Neste estudo, propusemos uma revisão a respeito da afetividade pensando na transmissão geracional, realizando uma viagem para dentro do si mesmo e das raízes familiares na busca de uma compreensão de recortes desse complexo movimento do universo interior e exterior, conforme preconiza a abordagem dos Metaconceitos. Assim, a teoria dos Metaconceitos deverá ampliar nosso entendimento dentro da área clínica no atendimento às famílias, com a percepção da importância das interações dos níveis e o quanto estes afetam o sistema interno individual dos membros familiares. Este sistema regula a afetividade e esta é recebida pelas relações familiares; pois um desses níveis, o seqüencial, por exemplo, interfere nos padrões e reflete-se nos padrões afetivos recebidos.

Com esta pretensão, buscamos descobrir o que as palavras não disseram e o que é transmitido na história pessoal com as histórias familiares, mas, antes de aprofundar os estudos sobre afetividade, optamos por introduzir um capítulo sobre a comunicação, já que ela está intimamente ligada aos afetos.

O tema comunicação aqui é percebido intrinsecamente ligado à questão afetiva, visto que para expressar qualquer afeto faz-se uma comunicação e só isto seria justificativa suficiente para a

relevância do tema desta pesquisa, embora existam outras e que só algumas serão destacadas; uma delas será o valor afetivo dentro da família.

Este capítulo foi escolhido por considerar importante enfatizar as formas que podem facilitar ou dificultar o processo comunicacional na área relacional na família, pois podem não resolver os problemas ou crises, mas ajudam na elaboração dos impasses que as relações costumam causar, sobretudo, quando pensamos em um sistema complexo como o familiar, formador de padrões relacionais.

Procurar compreender os mecanismos de comunicação e transpô-los para o objeto deste estudo que objetiva entender as transmissões, é ampliar e estabelecer meios para facilitar o entendimento de como a comunicação ocorre e forma padrões comunicacionais afetivos dentro do sistema familiar.

Não temos a pretensão de esgotar todos os estudos sobre comunicação e, sim, revelar a importância que ela tem quando se pensa em interação no sistema familiar e na interação do próprio pesquisador que transmite mensagens, ou mesmo, como interfere e modifica estas interações. Além disso, neste trabalho, investigamos um sistema intergeracional e a transmissão de padrões afetivos, que pode ser feita pela comunicação.

De volta ao passado em busca do futuro, partimos do pressuposto que é preciso ter apego ao movimento da vida e um coração forte para examinar atentamente as ofensas passadas na filosofia emocional da família, além de uma consciência bibliográfica de sua história singular de vida afetiva, mas, fazer isto com a clara intenção de melhorar os relacionamentos atuais, futuros e, sendo mais pretensiosos poder ajudar gerações futuras em seus relacionamentos.

O simples e complexo fato de buscar na memória histórias e dentro delas os esclarecimentos

É no diálogo que cada homem se descobre e se revela aos outros, nas suas aspirações e imperfeições. E por maior que sejam as imperfeições de cada um, por mais dura ou melancólicas que sejam as condições em que vivemos em certos momentos, a maior grandeza no homem reside decerto em sua capacidade para não escravizar-se ao presente, para projetar o futuro, seu e da humanidade. (Dante Moreira Leite)

do passado, possibilita-nos as separações, diferenciações para se entender o que foi a realidade de ontem e hoje, permitindo uma presença mais próxima em nossos relacionamentos atuais. Assim, chamamos de comunicação emocional o que se refere à linguagem dos sentimentos.

Durante a prática clínica, aprendemos que muitas pessoas citam como sua grande dificuldade a expressão dos sentimentos.

No caso desta pesquisa, isto ocorreu mais com os homens de três gerações H1, H2, H3, mas também as mulheres apresentaram esta dificuldade. O interesse torna-se mais claro quando analisamos como estes sentimentos começam a se formar dentro de uma estrutura singular e familiar de um ser humano e esta passa pelos primeiros vínculos que se interligam com a comunicação por meio das expressões (faciais, movimentos, gestos, toque, tom de voz, palavras descritas, metáforas), pois são canais que permitem conectar-se com o outro.

Constantemente, os sinais que manifestam nossas intenções, predizem os sentimentos e precisamos estar atentos na forma como os manifestamos, pois esta pode ajudar a formar melhores vínculos afetivos.

Na clínica de atendimento das famílias e, no caso desta pesquisa, alguns sinais alertam para sentimentos em constante movimento, como: formar famílias desses sentimentos (ansiedade, angústia, medo, pânico) negar sentimentos, mantendo-os distantes; dificuldade para nomeá-los; relembrá-los que pode ser assustador e perturbador; a vergonha do tipo de sentimento que pode ser positivo ou negativo; percebemos que há falta de vontade para compartilhá-los e incomodar as pessoas com eles. Estes não são importantes e, portanto, não merecem tanta atenção. Isto nos faz pressupor sua desqualificação e banalização, levando a omitir ou deixar ocultas questões relevantes sobre os afetos e a comunicação que atingem as relações e podem vir em repetição do modelo dos primeiros vínculos afetivos formados.

falta do ouvir ou como se pronunciar diante dos fatos, pois algumas gerações passadas desenvolveram hábitos de “ver” e não “ouvir”.

Será que eles não conseguiam se expressar e se calavam? Ou será que os pais não permitiam expressões?

O que ocorre ou ocorreu no desenvolvimento familiar tem a ver com o aumento de percepção dos sentidos e expressão pelas novas gerações?

Esta abertura da expressividade pode ter sido construída dentro do sistema familiar intergeracional como um objetivo familiar?

Mas se pensássemos apenas nessas perguntas, estaríamos nos referindo mais à área clínica, porém não é só este o objetivo deste estudo.

Nesta pesquisa, buscamos pensar o aprendizado e sua utilização na área clínica e o mais importante é como apreender esses conceitos para que se tornem mais claros ao pesquisador, e o processo de transmissão dos conceitos assimilados seja de forma mais simples no sistema familiar, permitindo que o outro compreenda e interprete o que se transmite e talvez até percebam as dificuldades que afetam todo um sistema familiar.

Realizar tal processo foi relevante; primeiro, pela sensibilização do pesquisador, para ouvi- lo, falar e transmitir o que ajudou a pesquisadora no processo de comunicação que se faz em uma recursividade no sistema pesquisadora/família. Posteriormente, foi mais construtivo pelo fato da comunicação, da expressividade e da afetividade serem interligadas e o pesquisador fazer uso delas recursivamente, desconstruindo e reconstruindo maneiras de pensar e introduzir mensagens.

Na prática, envolve mudança de atitudes e perspectivas que aparecem nos sentimentos que surgem na expressividade e traduzem uma comunicação na relação.

Na área clínica, é comum ouvir queixas de pessoas que “não se sentem entendidas”, às vezes, não conseguem expressar os significados e sentimentos claros para o receptor que também

tem uma função e seu próprio modo de receber, perceber e interpretar significados.

A verbalização de “não ser entendido” seria tristeza pela situação de não conseguir se expressar? Ou não conseguir expressar o que sente? Ou não fazer isto com aquela pessoa que gostaria? Ou não expressar porque ainda não organizou seu desenvolvimento interno sobre o que sente? Será que a expressão não-verbal estaria mostrando estas dúvidas?

Entre o sentir e expressar afetos, há um espaço a ser compreendido e este capítulo ajuda a rever estes conceitos.

2.1 A Comunicação

Como um dos elementos que propiciam o contato entre os seres humanos, a comunicação é um processo de natureza complexa e multidisciplinar que faz parte de qualquer contexto no qual o homem está inserido, pois permite que as pessoas travem conhecimentos recíprocos, compartilhando experiências, idéias e sentimentos que ao se relacionarem, influênciam e modificam a realidade em que o indivíduo está enserido.

Dentro desse pensamento, compreendemos que a relação com o outro sempre existe, quer desejemos ou não, o outro nos invade e tudo acontece por meio das relações ( Moscovici,1997). Desse modo, precisamos repensar o processo de comunicação não só como transmissão de códigos, mas, por meio do silêncio, do não dito, lealdades, segredos, mitos, rituais, pois a cada geração vem sendo construída uma abertura maior para poder se expressar.

O embasamento da teoria sistêmica advindo da teoria da comunicação proposta por Watzlawick et al. (1967), está no livro Pragmática da Comunicação Humana. Estes autores trabalharam com os conceitos: negação, rejeição e desqualificação da comunicação dos quais ressaltam a importância do conhecimento dos axiomas para entendimento dos caminhos da comunicação.

Fonte: Watzlawick et al. (1967). Adaptação da pesquisadora.

2.1.1 Os axiomas

Toda interação pede um comportamento, não existe o não se comportar, portanto, todos os comportamentos têm valor de mensagem, influenciando outros que não podem responder, mas é preciso lembrar que o processo de comunicação ocorre sem ser intencional.( Watzlawick et al., 1967).

Conforme os autores citados, existem cinco axiomas que se referem à maneira de se relacionar e comunicar:

Tabela 2 - Axiomas (adaptação)

Não se pode não comunicar

Toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e outro de relação

A natureza de uma relação está na seqüência de eventos entre os comunicantes Os indivíduos se comunicam digital e analogicamente

Todas as permutas comunicacionais são simétricas e complementares

No primeiro axioma, Não se pode não comunicar – tal como o comportamento em que é impossível não se comportar, assim também é com a comunicação. Muitas vezes, as pessoas fazem de tudo para tentar não passar ou receber uma mensagem, mas, de alguma forma estão se comunicando. Para os autores, todo comportamento em uma situação interacional tem valor de mensagem.

Concordamos com o axioma, ainda mais se pensarmos na transmissão das manifestações afetivas dentro do sistema familiar. Às vezes, são pequenos gestos, como um olhar, um tom de voz, ou mesmo, um toque, posturas, expressões faciais, sentimentos, intenção, enfim, um conjunto experimentado em razão da relação com o outro e, neste sentido, já se torna impossível não se comunicar, não sentir, ou mesmo, não receber/dar/trocar.

O segundo axioma: Toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e outro de relação

– qualquer comunicação tem aspecto de conteúdo, informação e de relação, ou seja, no envio de

uma mensagem ao outro também se define a relação que se deseja ter. Assim, a comunicação é mais do que a transmissão de informação, pois vem embutida com imposição de comportamento. Quando se refere a “vir embutida”, pensamos na transmissão da manifestação afetiva, algo tão importante que muitos estudos foram feitos por desenvolvimentalistas, etólogos, psicólogos por meio de filmagens das expressões faciais, pelo comportamento da mãe/bebê, entre outros.

Nestes estudos, as quantidades de percepções citadas nas análises se fossem somente observadas em tempo real e por uma pessoa seria impossível perceber o conjunto de reações no comportamento. É importante citar que, ao observarmos, fazemos recortes de acordo com o conhecimento adquirido e “só reconhecemos aquilo que conhecemos” Barreto (2005).

No terceiro axioma, percebemos que: A natureza de uma relação está na seqüência de

eventos entre os comunicantes – sua relevância refere-se às seqüências, pois, geralmente, a