ANO DE ESCOLARIDADE: 3º ANO – EM NOME DA ESCOLA:
ESTUDANTE: TURMA: MÊS:
mundo, que desde o início está ligada à matéria, mas no momento da criação era cheia de razão e fora arranjada por ela; assim, a alma do mundo foi transformada em alma divina do mundo, mas continuou a funcionar como a fonte de todo mal.
Escreveu belos tratados de conduta moral que ainda hoje podem ser lidos.
Um deles mostra como distinguir bajuladores e amigos. O outro fala como se deve lidar, da melhor for- ma possível, com os inimigos.
Plutarco não traz uma visão malandra, como se pode pensar numa primeira e rápida leitura do título, mas decente, sábia, e nem por isso menos útil. Ele recorre a outro filósofo grego, Xenofonte, para dar início a seu pequeno ensaio: “É próprio de um homem ponderado tirar proveito de seus inimigos”. E depois cita mais um pensador grego, Diógenes, para mostrar o coração, a alma de sua tese: “Como me defenderei contra meu inimigo? Tornando-me, eu próprio, virtuoso”.
Os inimigos reflete Plutarco, como que nos obrigam a andar pela linha reta, uma vez que seus olhos estão continuamente sobre nós, ávidos por captar nossas faltas e propagandeá-las. Eles exercem uma espécie de censura benigna sobre nós. Impedem-nos de sermos moralmente frouxos. É aí que tiramos proveito deles, segundo Plutarco. “A inveja de nossos inimigos é um contrapeso à nossa negligência”, diz ele. “Além disso, nós nos vingamos utilmente de um inimigo afligindo-o com o nosso aperfeiçoamen- to moral”.
Plutarco recomenda generosidade com os inimigos. Ele cita uma história exemplar. César, numa das guerras civis romanas, derrotou Pompeu, a quem sempre admirou. Uma de suas primeiras ordens foi para que fossem reerguidas as estátuas derrubadas do grande general batido e morto. Disse sobre isso Cícero a César: “Ao reerguer as estátuas de Pompeu, você consolidou as suas”.
O aperfeiçoamento moral de que tanto fala Plutarco incluía um esforço dedicado e paciente para louvar os inimigos e evitar rancor diante de seu sucesso. O que há de mais belo nesse esforço, como ele des- taca, é que assim ficamos cada vez mais longe da inveja do sucesso não apenas dos nossos inimigos – mas, sobretudo dos nossos amigos.
Fonte: Disponível em: Wikipédia, a enciclopédia livre.
<https://www.diariodocentrodomundo.com.br/filosofia-na-vida-pratica-2-como-tirar-proveito-de-seus-inimigos-segundo-plutarco- por-paulo-nogueira/>. Acesso em: 30 setembro de 2020.
ATIVIDADES
01 – Observe a Tirinha abaixo:
Fonte: Disponível em: <https://s4.static.brasilescola.uol.com.br/img/2014/04/mafalda-e-a-humanidade.jpg>. Acesso em: 30 setembro de 2020.
A conversa entre Mafalda e seus amigos…
a) revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam divergir.
b) desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas.
c) expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre po- sições divergentes.
d) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate po- lítico de ideias.
e) mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para superar divergências.
02 – “A inveja de nossos inimigos é um contrapeso à nossa negligência”, diz ele. “Além disso, nós nos vingamos utilmente de um inimigo afligindo-o com o nosso aperfeiçoamento moral”. (Plutarco) Apresente em um parágrafo o seu entendimento do trecho acima, apresentando, com base em sua prática de vida, a validade ou não deste ensinamento e justifique.
REFERÊNCIAS:
BERNADOTTE PERRIN, "Introdução" a Vidas Paralelas, de Plutarco (tradução de 1914).
PIERRE MARECHAUX; ISIS BORGES B. da Fonseca. Como tirar Proveito de Seus Inimigos. Editora Martins Fontes, 1998.
Cine Reflexão
SEMANA 2
UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):Verdade e Validade.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
Identificar mais uma corrente do racionalismo, observando a evolução da interpretação do mesmo. HABILIDADE(S):
- Clarificar noções de lógica, proposição/juízo e raciocínio/argumento, a partir da distinção validade / verda- de.
- Distinguir argumentos dedutivos e indutivos. - Identificar modos de inferência válida. CONTEÚDOS RELACIONADOS: - Verdade e Validade. - Indução e Dedução. INTERDISCIPLINARIDADE: Matemática e Sociologia. LEIBNIZ 1646 — 1716
Foi um proeminente polímata e filósofo alemão e figura central na história da matemática e na história da filosofia. Sua realização mais notável foi conceber as ideias de cálculo diferencial e integral, inde- pendentemente dos desenvolvimentos contemporâneos de Isaac Newton.
Em filosofia, Leibniz é mais conhecido por seu otimismo, por sua conclusão de que nosso universo é, num sentido restrito, o melhor de todos os mundos possíveis que Deus poderia ter criado. Essa ideia muitas vezes foi satirizada por outros filósofos, como Voltaire. Leibniz, juntamente com René Descar- tes e Baruch Spinoza, foi um dos três grandes defensores do racionalismo no século XVII. O trabalho de Leibniz antecipou a lógica moderna e a filosofia analítica, mas sua filosofia também remete à tradi- ção escolástica, na qual as conclusões são produzidas aplicando-se a razão aos primeiros princípios ou definições anteriores, e não à evidências empíricas.
Seu trabalho pode ser estruturado desta forma:
• Retomada da filosofia aristotélico-tomista: necessidade de resgatar os conceitos de substância e finalidade.
• Refutação do mecanicismo: descobre um erro de física em Descartes (não é a quantidade de movi- mento que permanece constante mas a energia cinética) e sustenta que a essência dos corpos não é a extensão ou o movimento (que seriam apenas determinações extrínsecas da realidade) mas uma “força” intrínseca da qual derivam os fenômenos físicos: a mônada.
• Captação dos reducionismos: redução da realidade a algum de seus aspectos, o que é verdadeiro, mas não engloba toda a realidade.
• Espaço seria a ordem das coisas que coexistem no mesmo tempo (é uma relação e não uma subs- tância).
• Tempo – seria a sucessão das coisas.
• Monadologia: mônadas seriam substâncias simples (imateriais) que teriam em si sua própria deter- minação, perfeição essencial e finalidade interior (centros de força que comporiam a realidade, sós ou agregados).
• Percepção – representação (somente certas mônadas teriam apercepção, que é uma percepção consciente).
• Da identidade dos indiscerníveis – não existem duas substâncias iguais (distinção pela percepção).
Princípios
• Da continuidade – a natureza nunca realiza saltos (na série das coisas criadas, toda a posição possí- vel é ocupada, e isto, uma e somente uma vez).
• Harmonia preestabelecida: cada mônada seria um mundo fechado em si mesmo (multiplicidade na unidade; microcosmo representando todo o universo; “espelho vive perpétuo do universo”), sem agir ou sofrer ação de outra (sem “janelas” para o exterior).
• Número – as mônadas não aumentam nem diminuem em quantidade, tendo sido criadas por Deus e não sendo destrutíveis.
• Corpos – são agregados de mônadas unificadas por uma mônada superior que é a alma (mineral, vegetal, animal ou espiritual): vitalismo global.
• Teodicéia – Deus seria o ser necessário (argumento ontológico). • Essências – tudo o que é pensável sem contradição (possível).
• Verdades de razão – cujo oposto é impossível (estão na mente de Deus).
• Verdades de fato – acontecimentos contingentes, cujo oposto não é impossível (têm a razão su- ficiente para existir – dentre as várias possibilidades de mundo, Deus escolheu o melhor mundo possível).
• Físico – pena pelo pecado (meio adequado ao fim).
• Teoria do conhecimento – a alma seria inata a si mesma: as noções de ser, uno, causa, não poderiam ser fornecidas pelos sentidos.
• Liberdade – teria por condições e inteligência, a espontaneidade (não coação) e a contingência (ser possível ao conteúdo). No entanto, a monadologia acaba implicando sua negação, ao estabelecer a prefixação ab aeterno dos acontecimentos por Deus.
Fonte Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <https://www.editorajc.com.br/leibniz-introducao-e-logica/>. Acesso em: 30 setembro de 2020.
ATIVIDADES
01 – A substância é um Ser capaz de Ação. Ela é simples ou composta. A substância simples é aquela que não tem partes. O composto é a reunião das substâncias simples ou Mônadas. Monas é uma palavra grega que significa unidade ou o que é uno. Os compostos ou os corpos são Multiplicidades, e as Substâncias simples, as Vidas, as Almas, os Espíritos são unidades. É preciso que em toda parte haja substâncias simples porque sem as simples não haveria as compostas, nem movimento. Por conseguinte, toda natureza está plena de vida.
LEIBNIZ, G. W. Discurso de metafísicas e outros textos. São Paulo: Matins Fontes, 2004 (adaptado). Dentre suas diversas reflexões, Leibniz voltou sua atenção para o tema da metafísica, que trata basica- mente do fundamento de realidade das coisas do mundo. A busca por esse fundamento muitas vezes é resumida a partir do conceito de substância, que para ele se refere a algo que é:
a) Complexo por natureza, constituindo a unidade mínima do cosmo. b) Estabilizador da realidade, dada a exigência de permanência desta.
c) Desdobrado no composto, em vez de gerá-lo unindo-se a outras substâncias simples.
d) Considerado simples e múltiplo a um só tempo, por ser um todo indecomponível constituído de partes.
e) Essencial na estrutura do que existe no mundo, sem deixar de contribuir para o movimento. Fonte: Disponível em: <https://descomplica.com.br/gabarito-enem/questoes/2013>. Acesso em: 30 setembro de 2020.
<http://www.mesalva.com/forum/t/enem-ppl-2013-leibniz/11301>. Acesso em: 30 setembro de 2020. REFERÊNCIA:
VERGEZ; André, HUISMAN, Denis. História dos Filósofos Ilustrada pelos textos. Livraria Freitas Bas- tos S.A, 7ª Edição, 1988.
Cine Reflexão
SEMANA 3
UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):Ser e Dever ser.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
Aprofundar estudos no Existencialismo e perceber a importância da auto biografia para a construção de pro- jetos de vida e percepção da própria realidade.
HABILIDADE(S):
- Reconhecer que o agir humano é de natureza valorativa.
- Distinguir e circunscrever a esfera da moral como o lugar das ações e escolhas humanas, das normas e dos valores.
- Distinguir entre as esferas dos fatos e dos valores.
- Conhecer algumas entre as diversas posições filosóficas a respeito do bem e o mal. CONTEÚDOS RELACIONADOS:
- Ser e dever ser. - Fato e valor.
- Juízos de fato e juízos de valor. INTERDISCIPLINARIDADE: Português, História e Sociologia. Texto 1
SÖREN KIERKEGAAR