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Rafael Devilson dos Santos Junior Nesta semana vamos falar a respeito da racionalização do trabalho, conheceremos um pouco sobre o Taylorismo, Fordismo e Toyotismo.

Com o crescimento da industrialização e a busca por mais produção e menores custos, o que aumen- taria os lucros, várias teorias foram desenvolvidas no final do século XIX e início do Século XX. O Norte americano, Frederick Winslow Taylor, lançou em 1911 o livro Princípios da Administração Científica, que

propunha a aplicação de princípios científicos na organização do trabalho, buscando maior racionali- zação do processo produtivo. Taylor propunha estratégias gerenciais fundamentadas em um rigoroso controle de tempo e movimentos, na especialização das atividades e na remuneração por desempenho. Esse modelo ficou conhecido como Taylorismo, que buscava a padronização de todas as atividades de produção, definidas pela administração e depois repassadas aos trabalhadores.

Esse sistema tinha como objetivo o aumento da produtividade através de mecanismos que permitiam aos administradores controlar e intensificar o ritmo e, assim, aumentar o lucro dos donos dos meios de produção. Os ganhos de produtividade e a exploração da força de trabalho foram bastante significati- vos. A ênfase na separação entre a concepção (gerência) e a execução (trabalho) ampliou a alienação do trabalho. Partia-se do princípio de que os trabalhadores eram pagos para executar, não para pensar.

Trabalhadores especialistas realizando um único tipo de atividade.

Disponível em: <https://economia.culturamix.com/negocios/taylorismo-e-fordismo>. Acesso em: 07. set. 2020.

Um modelo prático de produção, que teve como base o Taylorismo e revolucionou a indústria, foi o que ficou conhecido como Fordismo. Henry Ford inovou ao produzir veículos padronizados e em grande quantidade, o que barateava os custos de produção e o preço do produto final, dessa forma aumen- tava o mercado e alcançava um maior número de consumidores. Para isso, Ford desenvolveu a linha de montagem em série, na qual os trabalhadores se fixavam em seus postos de trabalho e os objetos de trabalho se deslocavam em trilhos ou esteiras, cada trabalhador era especializado apenas em uma única tarefa.

O ritmo era ditado pela velocidade da linha de produção. Ao repetir movimentos iguais, o operário atua- va como uma peça da engrenagem de produção, alienado do conjunto do seu trabalho. À época em que foi implementado, o modelo de produção de Ford estabeleceu carga horária de oito horas, salário de cinco dólares ao dia, o que, na prática, significava renda e tempo de lazer suficiente para o trabalhador suprir suas necessidades básicas e até adquirir um dos automóveis produzidos pela empresa.

Trabalhadores montando o Ford T na esteira de produção.

Disponível em: <https://media.lincoln.com/content/fordmedia/fsa/br/pt/news/2017/05/29/ford-registra-em-maio-marcos- significativos-da-historia-do-autom.html>.

Acesso em: 07. Set. 2020.

Nos anos de 1970 e 1980, o capitalismo entrou em uma grande crise, o que exigiu que a indústria tivesse que se orientar para atender a um mercado consumidor mais segmentado, que passou a exigir maior oferta, melhor qualidade e menor preço. Como o modelo Fordista foi feito para produzir um grande vo- lume e de forma padronizada, começou a receber críticas pela falta de possibilidade de flexibilização. Nesse contexto, surgiu um novo sistema de organização do trabalho, chamado de Toyotismo, desen- volvido pelo engenheiro Taiichi Ohno, da Toyota Company. Esse modelo foi utilizado pela Toyota desde a década de 1950, mas só 20 anos depois se tornou paradigma do sistema industrial mundial. Suas princi- pais características foram: flexibilidade na produção, organização da produção e entrega no momento e em quantidades exatas, importância da qualidade dos produtos, menor custo de produção com a redução de estoques e número reduzido de trabalhadores.

O Toyotismo promoveu a mudança do sistema de produção “estático” para os “flexíveis”. O Toyotismo pôde dar conta de pequenos pedidos com exclusividade pela demanda do comprador. Atualmente, é possível identificar esse modo de produção nas empresas que vendem produtos personalizados, que só são produzidos após as especificações do cliente serem definidas pelo consumidor. Outra inovação do Toyotismo foi o sistema Just in time, que se baseia na coordenação minuciosa de entrega de matéria- -prima para a produção, ou seja, um sistema de terceirização pelo qual não é preciso estocar produtos. Esse modo permite que a empresa venda o produto antes de adquirir as matérias-primas que serão utilizadas para fabricá-lo.

Enquanto nos modelos taylorismo e fordismo o funcionário era especialista em uma única e simples tarefa, no modelo Toyotismo o funcionário passou a ser “polivalente” ou “multifuncional”, ou seja, de- veria aprender e desempenhar várias tarefas. Apesar de favorecer os aspectos ligados ao trabalho em equipe, à qualificação, entre outros, esse modelo esbarra nos limites do trabalho alienado, ou seja, o trabalhador continua a ser explorado e, também, a não dominar o processo produtivo.

PARA SABER MAIS

Filme: Tempos Modernos (Estados Unidos, 1936). Direção: Charles Chaplin.

De forma irônica e bem-humorada, Chaplin descreve como o trabalhador, com a implementação do modelo de produção fordista, passou a ser uma peça na engrenagem produtiva.

Link para acesso ao filme: <https://www.youtube.com/watch?v=fCkFjlR7-JQ&ab_channel=Mundo- Militar>. Acesso em: 07 set. 2020.

ATIVIDADES

01 – As inovações na organização do processo de produção, desenvolvidas a partir do fim do século XIX e início do XX, ficaram conhecidas a partir da derivação dos nomes de seus principais expoentes, Frederick Winslow Taylor e Henry Ford. Além disso, o taylorismo e o fordismo caracterizam, respectivamente, dois princípios de organização do trabalho, denominados:

a) Empirismo e produção artesanal.

b) Administração científica e linhas de produção. c) Administração científica e células de produção. d) Administração empírica e linhas de produção. e) Administração emotiva e produção dispersa.

02 – Ao adotar a linha de montagem, Henry Ford pretendia baratear a produção de automóveis, para que se tornasse uma mercadoria comum a ponto de um operário de sua empresa poder comprar um. O primeiro modelo produzido em uma linha de montagem ficou mundialmente famoso. Este modelo era o: a) Ford Fusion. b) Lincoln. c) Ford D. d) Ford Mercury. e) Ford T.

03 – Com a implantação do toyotismo, houve uma sensível alteração nos sistemas produtivos industriais que: a) Abandonaram a produção massiva e adotaram a produção flexível.

b) Trocaram a execução de serviços automatizados por trabalhos mecânicos. c) Intensificaram a dinamização para a ampliação dos sistemas de estocagem.

d) Diminuíram os gastos com os meios de produção e investiram na formação dos trabalhadores. e) Nenhuma das alternativas.

04 – _______________ são estratégias desenvolvidas para conduzir o comportamento da indústria, visando maximizar os lucros e melhorar o desempenho da atividade industrial na economia. O _____________ consolidou-se no Japão após a Segunda Guerra Mundial e, depois, difundiu-se em todo mundo, tendo como papel a substituição do _______________ e a realização do trabalho compulsório e repetitivo pela adequação da produção conforme a demanda e a flexibilização das funções do trabalhador.

A alternativa que possui as expressões que completam a lacuna do texto é: a) Técnicas de venda, toyotismo, volvismo.

b) Modos de Produção, fordismo, taylorismo. c) Sistemas econômicos, taylorismo, toyotismo. d) Modos de Produção, toyotismo, fordismo. e) Sistemas econômicos, volvismo, fordismo.

SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):

Trabalho e mudanças sociais. OBJETO DE CONHECIMENTO:

Instabilidade, emprego, desemprego, empregabilidade. HABILIDADE (S):

Identificar e ser capaz de buscar a possibilidade de se inserir no mercado de trabalho. INTERDISCIPLINARIDADE:

História, Filosofia, Geografia e Português (Redação).

Nesta quarta e última semana de estudos do PET, vamos falar sobre o mercado de trabalho, emprega- bilidade, desemprego, currículo e entrevista. Nessas últimas semanas, tivemos uma abordagem da so- ciologia clássica sobre o trabalho e, agora, falaremos sobre a questão do trabalho na atualidade e como se inserir neste mercado tão concorrido. Nosso objetivo aqui não é que você largue seus estudos para ir à busca do primeiro emprego, mas que você esteja preparado para participar de um processo seletivo quando necessário. Neste momento, falaremos sobre o trabalho no contexto da pandemia do COVID-19.

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