• Aucun résultat trouvé

Specific example (potassium in Wheat Gluten RM NIST RM 8418

3. DEVELOPMENT OF QCMS UNDER SCENARIO 2: VALIDATED METHOD

3.6. Example: Recommended sample procedure of assignment of

3.6.2. Specific example (potassium in Wheat Gluten RM NIST RM 8418

Diante do grande investimento mundial em energias renováveis, o Brasil também tem implantado políticas públicas de incentivo a outras fontes. A finalidade é de diversificar a sua matriz energética, centrada desde os anos 1970 na produção hidroelétrica, petróleo e biocombustíveis. Isso é possível porque o território brasileiro caracteriza-se como um dos melhores espaços em termos de potencial energético. Principalmente em fonte solar, mare motriz e eólica, visto que há uma incidência regular dos ventos alísios em sua faixa costeira e também pelos mecanismos atmosféricos denominados serras-planícies (ALDABÓ, 2002; COSERN-ANEEL, 2003). Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro:

A distribuição geral dos ventos sobre o Brasil é controlada pelos aspectos da circulação geral planetária da atmosfera próxima, [...] Dentre esses aspectos, sobressaem os sistemas de alta pressão Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul e do Atlântico Norte e a faixa de baixas pressões da Depressão Equatorial. Uma síntese dessas características em menores escalas sobre a distribuição dos regimes de vento é apresentada a seguir, organizada em sete regiões geográficas: (1) Bacia Amazônica Ocidental e Central; (2) Bacia Amazônica Oriental; (3) Zona Litorânea Norte-Nordeste; (4) Zona Litorânea Nordeste-Sudeste; (5) Elevações Nordeste-Sudeste; (6) Planalto Central; (7) Planaltos do Sul (CRESESB-CEPEL, 2001, p. 23).

As condições climáticas e geográficas propiciam ao território brasileiro um grande potencial de utilização diversificada da força dos ventos para diversas atividades, principalmente para a geração de energia limpa. O potencial eólico nacional estimado era de 143,5 GW/ano já em 2009, mas outro estudo elevou essa estimativa para 149 GW/ano2. Esse potencial foi avaliado para captação de energia a uma altura entre 50 e 90 metros. Todavia, alguns estudos apontam para um potencial eólico superior aos 300GW/ano numa altura maior que 100 metros do solo (CERNE, 2013, p. 10; CEPEL, 2005; EPE, 2009).

Mesmo com todo esse potencial disponível no país, essa energia ainda é explorada em níveis baixos, quando se compara a capacidade instalada do Brasil com a de países como China (>100 GW) e EUA (>61 GW). O Brasil passou de 22 megawatts (MW), em 2004, para 8,12 gigawatts (GW) de capacidade instalada até janeiro de 2016, como fruto dos 353 projetos instalados e com uma capacidade de construção de 10,01 GW, o que ainda é pouco, se comparado ao potencial estimado de 300 GW (ANEEL, 2016; ABEEÓLICA, 2016).

O crescimento nacional do potencial e da geração, ainda que pouco, deve-se a diversos fatores:

O crescimento da capacidade instalada no país se deve em grande parte aos incentivos que o governo federal tem dado para o assunto. O Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), trata-se de uma linha de crédito que prevê financiamento de até 70% do investimento, excluindo apenas bens e serviços importados e a aquisição de terrenos. As condições do financiamento são de Taxa de Juros em Longo Prazo (TJLP), mais 2% e até 1,5% de spread (refere-se à diferença entre o preço de compra, procura e venda oferta), de risco ao ano. A carência de seis meses, após a entrada em operação comercial, amortização por dez anos e não pagamento de juros durante a construção do empreendimento (FIEC, 2011).

Assim como na fonte hidráulica, as áreas propícias à geração de energia eólica para fins de exploração comercial distribuem-se de forma desigual pelo território, como pode ser visto a seguir no mapa de ventos do Brasil, produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2003.

2 Esse potencial é estimado sem somar com o potencial off-shore, geração de energia eólica em alto mar (CERNE, 2014).

Figura 2 ‒ Velocidade média anual do vento a 50 m de altura

Fonte: ANEEL, 2005.

O mapa indica as regiões Nordeste, Sudeste e Sul como as áreas do território onde os ventos atuam com maior força e com velocidade média acima de 7 m/s a uma altitude de 50 metros e relativa regularidade. É exatamente nessas regiões brasileiras onde convergem os principais investimentos no setor, como mostrado no mapa de representação do potencial eólico por região produzida pela ANEEL (2001) (CRESESB-CEPEL, 2001; CERNE, 2014).

Figura 3 ‒ Potencial eólico estimado para vento médio anual igual ou superior a 7,0 m/s

Fonte: CRESESB/CEPEL, 2001.

O potencial eólico é oscilante durante o ano, sendo sazonal e mais intenso nos meses de junho a dezembro. Esses meses de maior elevação do potencial eólico coincidem com os meses de menor pluviosidade, e, consequentemente, baixa produção de energia hidroelétrica (ANEEL, 2001). Isso pode ser observado no mapa trimestral de variação do potencial eólico a seguir.

Figura 4 ‒ Mapa apresentando o período de baixa pluviosidade e maior potencial eólico

Fonte: CRESESB/CEPEL, 2001.

Tal observação das condições naturais de produção eólica leva a uma análise que indica a utilização da energia eólica não apenas para fins mercadológicos. Também é aproveitada como uma complementariedade elétrica nos períodos de diminuição na geração de eletricidade provinda das centrais hidroelétricas. A dependência das hidroelétricas ainda é grande e isso pode mudar, ou não, com as novas centrais eólicas. De um total de 147,437 GW de potência instalada até março de 2016, a hidroeletricidade correspondia a 92,31 GW, 61,29 % da capacidade instalada, como pode ser visto a seguir (ANEEL, 2016).

35

Gráfico 1 – Participação das distintas fontes na produção de energia elétrica no Brasil

Fonte: ANEEL/Banco de Informação da Geração (BIG), 2016.

Dessa forma, o aumento da produção de energia eólica fortalece e diversifica a nossa matriz energética. Ela corresponde a aproximadamente 5,42 % do total gerado, colocando o Brasil entre os 10 maiores países produtores do mundo. Como dito, isso também diminui a vulnerabilidade brasileira nos períodos de estiagens (GWEC, 2014; ANEEL, 2016; CERNE, 2014).

O Nordeste está entre as regiões brasileiras com os melhores índices de ventos, com um potencial estimado em 75 GW/ano. A principal região responsável por isso está entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, em especial no litoral e no interior da região Sul do Piauí e centro da Bahia (CEPEL, 2001). Na figura a seguir, verifica-se o mapa do potencial de energia eólica do Nordeste.

Figura 5 – Potencial eólico do Nordeste brasileiro

Fonte: CRESESB/CEPEL, 2001.

Em razão desse quadro, a implantação de parques eólicos se concentra nas regiões com maior índice, representadas pelas cores mais fortes do mapa. São apresentados índices medidos em uma altura de 50 metros, sendo que o potencial eólico do Nordeste pode atingir índices bem maiores em alturas de 75 e 100 m. Esse fator aumenta a área de abrangência para implantação de parques e o potencial de geração nordestino.