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Situation du secteur de l’électricité dans les PMA

Antes de dissertar sobre a prática médica desenvolvida no Leprosário São Francisco de Assis, é importante compreender quem eram os indivíduos responsáveis pela profilaxia da lepra nessa instituição. Analisar a trajetória profissional dos médicos, os grupos a que pertenciam, sua formação profissional, o que os levou a atuar em um leprosário, são objetivos deste capítulo. Entendemos que esses elementos compõem um conjunto importante de informações que subsidiam a análise das práticas médicas realizadas no interior da instituição hospitalar.

Essa instituição, nas suas primeiras décadas de funcionamento, contou com o trabalho de dois médicos potiguares, o Dr. Manoel Varella Santiago Sobrinho e o Dr. Silvino Lamartine de Faria. Além da presença dos médicos, também destaco a atuação da Ordem Filhas de Santana. Criada na Itália, a Ordem chegou ao Brasil em vinte e sete de outubro de mil oitocentos e sessenta e seis, para atuar em Belém, no Hospital do Bom Jesus dos Pobres. Além do Rio Grande do Norte, as religiosas atuaram em outros estados do Brasil, como Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Amazonas, Pernambuco, entre outros.

A Ordem Filhas de Santana chegou ao Rio Grande do Norte por meio do convite do então Presidente do Estado, Alberto Maranhão, no ano de 1909, para atuar, inicialmente, na administração do Hospital da Caridade Juvino Barreto. A presença das religiosas foi de grande importância na administração interna do hospital, na responsabilidade das atividades burocráticas e nas funções da enfermagem junto com os pacientes210. Dessa forma, podemos afirmar que as Irmãs Filhas de Santana atuaram em todas as frentes do Hospital da Caridade Juvino Barreto. Além de exercerem funções nesse hospital, elas também atuaram em outras instituições médicas e de isolamento, como o Asilo da mendicidade, o Orfanato Padre João Maria e o Isolamento São João de Deus.

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SILVA, Rodrigo Otávio da. Sair curado para a vida e para o bem: diagramas, linhas e dispersões de força no complexo nosoespacial do Hospital da Caridade Juvino Barreto (1909-1927). 2012. 121f. Dissertação (Mestrado em História) – Departamento de História, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.

A presença do poder espiritual na administração das instituições médicas da capital estava ligada a duas questões principais: a necessidade do aspecto espiritual na formação do homem moderno e a ausência de recursos financeiros do Estado para manter as instituições médicas. Assim, como as demais instituições, o Leprosário São Francisco de Assis contou com a participação da Ordem Filhas de Santana. A presença das religiosas pode ser confirmada apartir de duas edificações existentes no leprosário: a igreja e o bangalô para abrigo seguro das irmãs, como demonstrou a matéria veiculada no jornal Diário de Pernambuco sobre a atuação do Estado do Rio Grande do Norte no atendimento aos leprosos. Segundo o articulista do referido jornal, o Monsenhor Alfredo Pegado, administrador diocesano, lançou a benção da Igreja sobre a pedra fundamental da capela e apresentou a importância dessa edificação: “[...] em expressivo discurso, applaudiu a iniciativa da construção do pequenino templo onde, os que se encontravam afastados do convívio social por uma lei imperiosa, iriam ter, de futuro, a assistência espiritual que a religião catholica tão bem sabe proporcionar ”211.

Já o Jornal do Commercio do Estado do Amazonas, de doze de outubro de 1930, apresentou as edificações realizadas no Leprosário São Francisco de Assis, entre elas o bangalô para o abrigo das irmãs de caridade. A coluna apresentou as obras: “[...] Além da escola, será dada a benção pelo bispo D. Marcolino Dantas ao bungalow destinado a residência das irmãs de caridade, sob cuja direccção tem de ficar os negócios internos do leprosário”212.

A partir desses elementos, pode-se inferir que, assim como atuaram na administração de outras intuições médicas e de isolamento, as irmãs da Ordem Filhas de Santana também assumiram as funções administrativas do Leprosário São Francisco de Assis, contribuindo na organização e no tratamento dos doentes. Contudo, é importante destacar que, como demonstrou a matéria do referido jornal, a presença física das irmãs na instituição de isolamento somente ocorreu no ano de 1930, após a inauguração oficial da instituição. Assim, nos seus primeiros anos de funcionamento, o Leprosário São Francisco de Assis não contava com uma organização administrativa estruturada. A organização e a administração da instituição ficaram a cargo do médico Manoel Varella Santiago Sobrinho.

Idealizador, médico e diretor do leprosário, Varella Santiago foi uma importante figura na política de profilaxia da lepra no estado. Na memória da cidade, sua imagem foi

211 DIÁRIO DE PERNAMBUCO, Recife, 04 de junho de 1929, p. 2. 212 DIÁRIO DO COMMERCIO, Amazonas, 12 de outubro de 1930.

cristalizada como grande benfeitor e pioneiro na área da saúde infantil e da educação feminina, contudo, posso afirmar que a participação do Dr. Varella Santiago na saúde potiguar vai além das fronteiras da saúde infantil e feminina. Ele interferiu no processo de organização dos diversos serviços de saúde, na educação sanitária da capital e em especial nas práticas de cura da lepra no Estado.

Nascido em vinte e oito de abril de 1885, no Engenho Boa Vista (atual município de Touros), Dr. Manoel Varella Santiago Sobrinho era filho de Cândido Varella Xavier e Rita Gomes da Costa. Seu pai adicionou o sobrenome Varella Santiago em todos os filhos. Candido Varella Xavier (pai de Varella Santiago Sobrinho) era filho de Candido Xavier Varella e Joaquina Ferreira Nobre, tinha como irmãos Joaquim Xavier Varella (que depois se tornou Joaquim Varella Buriti) e Francisco Xavier Varella. Após a morte do seu esposo, Joaquina casou com Manoel Varella Santiago, irmão do Barão de Ceará-Mirim. Do seu primeiro casamento com Margarida Teixeira do Amaral, nasceu o General João da Fonseca Varella, herói da Guerra do Paraguai.

O nome do Dr. Manoel Varella Santiago Sobrinho foi dado pelo seu pai em homenagem ao seu padrasto, Manoel Varella Santiago. Dessa forma, podemos afirmar que Manoel Varella Santiago Sobrinho pertencia a uma família influente do Estado.

Manoel Varella Santiago cursou Humanidades na Escola Atheneu Norte-rio- grandense e cursou medicina, inicialmente, na Faculdade de Medicina da Bahia e no quarto ano, transferiu-se para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1906. Diplomado em medicina no ano de 1910, na faculdade do Rio de Janeiro, defendeu a tese Estudo Clínico das Paralisias

Consequentes à Sífilis Cerebral213. Depois de formado, o médico Varella Santiago continuou seus estudos na Europa, regressando a Natal após alguns anos, inserindo-se no quadro médico da capital e nos serviços sanitários do Estado, onde durante vários anos. Em 1928, casou com Maria de Lourdes Lamartine Varella, filha do então Presidente do Estado, Juvenal Lamartine de Faria. Varella Santiago faleceu em Natal, em quinze de junho de 1997, aos noventa e dois anos de idade.

Varella Santiago atuou como médico na capital durante várias décadas, assumindo diferentes cargos e funções. Entre as funções exercidas no Estado, destaco: Diretor do Hospital dos Alienados, médico do Grupo de Escoteiros do Alecrim, médico da Caixa Escolar do Grupo

Frei Miguelinho, fundador e diretor do Serviço de Proteção à Infância, Professor de Puericultura da Escola Doméstica, Diretor do Departamento de Saúde Pública nos governos de José Augusto de Medeiros e Juvenal Lamartine, diretor e médico do Leprosário São Francisco de Assis, presidente da Sociedade de Proteção aos Lázaros, idealizador do Educandário Oswaldo Cruz, presidente de honra da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental214.

Como retratado, o Dr. Varella Santiago Sobrinho cursou medicina no início do século XX, a princípio na Faculdade da Bahia e logo depois na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Nesse período, a ciência médica se fortalecia enquanto saber, novos padrões científicos eram estabelecidos e se solidificava a ideia do médico como o cientista do corpo. O curso de medicina da Faculdade da Bahia foi organizado pelo Decreto n° 3.890, de primeiro de janeiro de 1901. Esse documento estabeleceu novas cadeiras, como a física médica, a química médica, e criou a cadeira de bacteriologia215.

O ensino médico, no início do século XX, tinha grande influência europeia, sobretudo das escolas da França e da Alemanha, que tinham na sua base científicaas ideias do darwinismo biológico, o positivismo francês e o materialismo alemão. As Faculdades de medicina, tanto do Rio de Janeiro como da Bahia, eram caracterizadas pelo ensino livresco e teórico. Somente com a influência da escola americana, a prática médica hospitalar tornou-se mais presente no ensino médico. Grande parte da mudança nesse ensino ocorreu com o crescimento das descobertas científicas procedentes das teorias de Robert Koch, do micro-organismo causador da cólera, e de Louis Pasteur, de sua teoria dos germes nas doenças infecciosas. Com essas descobertas, as ações e pesquisas médicas centralizaram na natureza biológica da doença.216 Foi nesse cenário científico que o médico Dr. Varella Santiago foi formado, no processo das mudanças científicas, do novo papel do médico na sociedade e com a entrada da importância da natureza biológica da doença como fonte principal de profilaxia.

Antes de se tornar diretor do Leprosário São Francisco de Assis, Varella Santiago atuou como médico da Caixa Escolar do Grupo Frei Miguelinho. A caixa escolar foi uma

214 Informações obtidas a partir de um conjunto de fontes, como jornais, livros e sites, que retratam a atuação do Dr.

Manoel Varella Santiago no Estado.

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Decreto publicado pelo Presidente da República Campos Salles e referendado pelo Ministro da Justiça e Negócios Interiores, Epitácio Pessoa, deu novo código aos institutos oficiais de ensino superior e secundário, ligados àquela pasta. Seguido do Decreto nº 3.902, de 12/01/1901, estabeleceu-se novo regulamento para as faculdades de medicina, que voltaram a ser denominadas Faculdade de Medicina da Bahia e Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

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ROCHA, Glória Walkyria de Fátima. A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro: da Praia Vermelha à Ilha do Fundão: o sentido da mudança. Rio de Janeiro, 2003. Tese (Doutorado em Educação) – Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2003, p. 263.

organização presente em diversas instituições de ensino no Rio Grande do Norte durante o governo de Joaquim Ferreira Chaves, instituída a partir da Lei n. 405, de vinte e nove de novembro de mil novecentos e dezesseis. Entre as escolas que possuíam essa organização, podemos destacar os grupos escolares Augusto Severo, Frei Miguelinho, Auta de Souza, Pedro Velho, Tenente Coronel José Correia, entre outras.217

O médico do grupo escolar tinha diferentes funções, como o atendimento das crianças que frequentavam a escola e a manutenção das principais noções de higiene e moral. O jornal

Diário de Pernambuco, de dezenove de maio de mil novecentos e dezessete, noticiou uma

cirurgia realizada por Varella Santiago em uma aluna do Grupo Escolar Frei Miguelinho: “O dr. Varella Santiago, médico da cooperativa do grupo escolar Frei Miguelinho operou no dia três do corrente, a alunna Maria Lins, atacada de amydalitomia dupla”218. No mesmo jornal, em oito de dezembro de mil novecentos e dezessete, foi apresentada a atuação do médico como orientador dos preceitos de higiene: “O dr. Varella fará mensalmente uma preleção sobre noções de hygiene perante os alunnos do Grupo”219

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Ainda como médico do Grupo Escolar Frei Miguelinho, Varella Santiago também interferiu na organização do edifício. O Jornal Diário de Pernambuco, de trinta de agosto de mil novecentos e dezessete, relatou a visita do médico pelo interior do edifício escolar e as alterações propostas na infraestrutura do Grupo Escolar, entre elas, modificações no abastecimento da água filtrada. Varella Santiago recomendou a instalação do filtro Chamberland, de 60 litros da água.220 A atuação do médico no Grupo Escolar Frei Miguelinho, interferindo na acomodação do espaço físico e nos elementos sanitários da escola, demonstrou a ideia de modernidade que Varella Santiago seguia. Ao realizar preleções sobre os novos hábitos que os alunos deveriam seguir e formar os novos cidadãos potiguares com base nas ideias de higiene, Varella concordava com a ideia de que era necessário educar os futuros cidadãos para concretizar os anseios de um país saudável e moderno.

A presença da necessidade de instalação de um filtro de água Chamberland221 enfatizava que a classe médica potiguar seguia as ideias de que a água poderia ser uma

217 DIÁRIO DE PERNAMBUCO, Coluna O diário do Rio Grande do Norte, Recife, 08 de dezembro de 1917. 218 DIÁRIO DE PERNAMBUCO, Coluna O diário do Rio Grande do Norte, Recife, 19 de maio de 1917. 219 DIÁRIO DE PERNAMBUCO, Coluna O diário do Rio Grande do Norte, Recife, 08 de dezembro de 1917. 220

DIÁRIO DE PERNAMBUCO, Coluna O diário do Rio Grande do Norte, Recife, 30 de agosto de 1917.

221 O filtro Chamberland foi criado por Pasteur. A partir de vários experimentos, descobriu que esse filtro não

transmissora de bactérias e, consequentemente, de doenças. Esse tipo de recomendação era símbolo da modernidade e dos novos preceitos higiênicos presentes nas escolas e na cidade.

As orientações sobre a moral e a higiene que as crianças deveriam seguir também foram apontadas nos boletins de instrução mensal distribuídos entre as crianças do bairro do Alecrim produzidos pelo Grupo Escolar Frei Miguelinho. Esses boletins consistiam em orientações das práticas de civismo, moral e higiene. O Boletim de Instrução produzido em março de mil novecentos e dezoito abordou o tabagismo. O médico Varella Santiago discorreu sobre o uso do fumo em práticas medicinais e as consequências maléficas do seu uso na saúde do indivíduo, tanto da folha do fumo, como o próprio cigarro.

Ao retratar o uso do fumo entre os indivíduos, o médico resgatava a historicidade desse hábito, os estudos sobre a interferência do uso do fumo para a saúde dos homens, das crianças e das mulheres, apoiado nos estudos europeus realizados em animais. As suas inquirições eram baseadas em números e porcentagem dos malefícios causados no organismo humano. Ficava evidente que ao produzir esses dados, Varella Santiago demonstrava que a Europa era o centro científico que deveria ser seguido pelo Brasil, como também ficava evidente a utilização da cientificidade na prática médica demonstrada na exatidão dos dados numéricos e nas porcentagens.

A cientificidade das ideias do médico Varella Santiago também foi apresentada ao condenar o uso das folhas de fumo como prática de cura. O médico afirma: “O habito de mascar, além de indicar falta de asseio e de educação, é o que maiores prejuízos trazem ao organismo. É formal e absolutamente contraindicado o emprego da fumaça ou do sarro na cura das dôres de dente, sobretudo si se tratar de uma creança”222. A partir do texto do médico presente no referido boletim, pode-se inferir que a população potiguar tinha o hábito de utilizar o fumo, a sua fumaça e as suas folhas, para tratar diferentes doenças como: coriza, resfriado, dor de dente e embriaguez. Varella enquadrou essas práticas de cura como falta de asseio e educação da população e condenou todos os usos do fumo, principalmente em crianças. Assim, as práticas de curandeirismo deveriam ser abolidas do cotidiano da população potiguar e novas práticas, baseadas na cientificidade e na medicina moderna de higiene, deveriam ser seguidas.

222 SANTIAGO, Varella. Tabagismo. Boletim de Instrução. Conselho da Caixa Escolar Grupo Frei Miguelinho,

Ainda de acordo com o Boletim de Instrução publicado pelo Grupo Escolar Frei Miguelinho, a prática de fumar era utilizada pela população potiguar como forma de distração e de inspiração de bons pensamentos, ajudando a suavizar o espírito e a alma. No entanto, o Dr. Varella Santiago discorreu que não são as nuvens de fumaça que suavizam o espírito, e sim as músicas, as diversões, os jogos, os conselhos dos sensatos, as palavras de conforto dos parentes e amigos.223 A partir das ideias apresentadas pelo médico, foi possível observar que foram citados vários elementos inseridos no cotidiano com base nos ideais de modernidade, como as músicas, os jogos, elementos que contribuiriam para formar um homem mais saudável e educado. O médico Varella Santiago defendia a formação do novo indivíduo baseado nos bons hábitos higiênicos, sobretudo ensinados às crianças.

Segundo Varella Santiago, as crianças tinham um papel importante na consolidação dos hábitos de higiene. Ele afirmava:

as creanças de hoje devem formar uma verdadeira cruzada contra todos os vícios, para que amanhã, menos doentes e mais felizes que nós outros, possam, com mais segurança, concorrer para o saneamento dos habitos sociaes e o vigor physico e moral das gerações futuras224.

O médico defendia o projeto nacional político de formação de novos cidadãos a partir da educação das crianças e dos jovens. O Boletim de Instrução expressou na sua capa de abertura o projeto político de formação dos jovens que era seguido na cidade: “Creanças – aprendei tudo quanto aqui vos ensinamos e vos sereis felizes na vossa vida tão necessária a pátria e a família”225

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A atuação de Varella Santiago junto ao Grupo escolar Frei Miguelinho não ficou restrita às preleções de higiene, ele também trabalhou formando novos profissionais da saúde por meio de cursos de enfermagem e de práticas médicas elementares. O Jornal Diário de

Pernambuco, de oito de dezembro de mil novecentos e dezessete, noticiou o curso de enfermaria

para os escoteiros do Alecrim dirigido pelo médico Varella Santiago226. Já a matéria do mesmo

223

SANTIAGO, Varella. Tabagismo. Boletim de Instrução. Conselho da Caixa Escolar Grupo Frei Miguelinho, Natal, v. 74, n. 02, março, 1918.

224 SANTIAGO, Varella. Tabagismo. Boletim de Instrução. Conselho da Caixa Escolar Grupo Frei Miguelinho,

Natal, v. 74, n. 02, março, 1918.

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SANTIAGO, Varella. Tabagismo. Boletim de Instrução. Conselho da Caixa Escolar Grupo Frei Miguelinho, Natal, v. 74, n. 02, março, 1918.

jornal, de treze de outubro de mil novecentos e dezoito, retratou a oferta de Curso Elementar de Medicina Prática:

O dr. Varella Santiago iniciou quarta-feira, entre os aluno maiores do curso elementar do grupo escolar Frei Miguelinho um curso de – medicina prática – com uma preleção sobre a technologia das injeções, fazendo mesmo a applicação de uma em uma aos alunos para melhor concretisar sua palavras. O ilustre facultativo vae continuar esse curso com todo o interesse, pois o considera de maior vantagem para os alunnos do referido grupo227.

O Curso Elementar de Medicina Prática ministrado pelo Dr. Varella Santiago aos alunos do Grupo Escolar Frei Miguelinho indicava o objetivo do médico: a formação de jovens com instrução para atuar no campo da saúde baseada nos preceitos científicos, higiênicos e modernos, como o uso das injeções.A matéria do jornal Diário de Pernambuco apresentou o uso das injeções como uma tecnologia, evidenciando que o uso desse material era uma prática que ainda estava sendo difundida e utilizada nesse período no Brasil. Além da utilização das mais modernas práticas de medicina, o ensino médico proposto por Varella Santiago era caracterizado pela ação prática, já que a aprendizagem se realizava por meio da aplicação prática dos ensinamentos nos próprios alunos. Apesar de ter sido formado em uma escolateórica e livresca, Varella Santiago seguia outra concepção do ensino médico, baseado na prática e no conhecimento dos novos métodos e de novas práticas medicinais.

A primeira notícia do médicoVarella Santiago Sobrinho junto aos órgãos públicos foi datada de mil novecentos e dezesseis como médico do Isolamento da Piedade. Essa foi a primeira atuação do médico, segundo as fontes documentais que foram acessadas, em instituições