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2.2 Ipr Command Options

2.2.14 sides -Ksides

Ao se ter ciência das fontes sonoras presentes no universo de estudo e sua respectiva ambiência sonora, foram selecionados pontos de medição (Figura 28) para aferir o nível de pressão sonora, em LAeq(dB), a fim de compreender a paisagem sonora do ponto de vista quantitativo. Buscou-se escolher pontos que permeassem a área de maneira equilibrada, passando por zonas com aspecto litorâneo, como os pontos B, C e D, e até os locais com caráter mais urbano devido à proximidade com a via arterial, como as posições H, I, J, K e A. Desse modo, as medições são realizadas em áreas que expressam as distintas características sonoras e morfológicas presentes no espaço estudado.

Como já explanado no item 3.2.1, as medições ocorreram no período de dois dias, uma quinta-feira e um domingo, sempre no período diurno (entre 07h00 e 22h00), e com uma medição no turno matutino e outra no vespertino. Ou seja, realizaram-se 04 medições em cada um dos pontos, o que totalizam 44 aferições por todo universo de estudo, e a partir dessas medições são obtidas as médias de cada ponto.

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Figura 28 - Pontos de medição (em cores).

Fonte: Google Earth (2019), modificada pela autora (2019).

Na Figura 29, são apresentados os níveis de pressão sonora em todos os pontos de medição (indicados pelas letras e linhas coloridas respectivas às suas posições indicadas na Figura 28), e também como tais níveis variam de acordo com o dia da semana e o turno do dia. Assim, esse gráfico permite traçar perfis sonoros característicos de determinadas zonas do universo de estudo.

Figura 29 - Gráfico da variação do nível de pressão sonora, em LAeq(dB).

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Enquanto a quinta-feira de manhã possui um comportamento sonoro similar em toda extensão do universo de estudo, por todos os pontos de medição terem atingido níveis entre 55 e 60 decibéis (variação de apenas 5dB), com exceção apenas do ponto B o qual superou essa faixa; na quinta-feira à tarde todos os níveis de pressão sonora apresentaram a mesma ação de decaimento, apesar de resultarem em valores dentro de uma faixa de variação maior, de até 10dB, estando entre 47,5 e 57,5 decibéis. Desses apontamentos, se pode inferir que em dias de semana há uma maior atividade e movimentação quando no período matutino, além de os níveis de ruído serem mais regulares por toda a extensão da área estudada. Já no turno vespertino, o dinamismo das atividades geradoras de ruído na zona se reduz, representado no gráfico pela redução do ruído em todos os pontos, o que indica uma homogeneidade por todo o universo de análise nesse período, apesar de existir uma faixa de variação maior dos níveis à tarde do que de manhã.

Em relação ao dia de domingo, não há uma uniformidade nos níveis de pressão sonora encontrados. Isso acontece devido à redução do fluxo veicular urbano e o aumento do fluxo das vias de acesso às áreas de recreio, sendo assim considerado um dia atípico em comparação aos dias úteis (DNIT, 2006). Tal cenário particular pode ser observado, na Figura 29, pela variabilidade do nível de ruído ao longo dos pontos de medição nos dois períodos analisados de domingo. Apesar da variação nos dois períodos, de manhã ainda se identificam alguns pontos cujos níveis se aproximam: como por exemplo os pontos E, F e G, ou também I e J. Porém, no turno vespertino já é mais expressiva a variação dos níveis em cada ponto, o que caracteriza o domingo à tarde do universo de estudo como o período mais heterogêneo, ao se tratar dos níveis de pressão sonora médios aferidos nos pontos de medição selecionados por toda sua extensão.

Assim, ao observar a região estudada como um todo, nos dois dias analisados e seus respectivos períodos do dia, identifica-se que os níveis de ruído encontrados ultrapassam em diversos momentos os limites máximos permitidos pelas legislações vigentes. Apesar de se tratar de uma região que é parte de zona turística da cidade, a ZET 01, e possuir diversificados usos do solo (Figura 16), ainda assim é uma área predominantemente residencial, se enquadrando como “área residencial” na legislação estadual (NATAL, 2002) e como “área mista predominantemente residencial” na norma nacional (ABNT, 2019), em que ambas

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no período diurno limitam o nível de pressão sonora em 55dB, e o descumprimento por exceder tal limite causa perturbação ao bem-estar da comunidade e permite denúncias de poluição sonora.

Dessa forma, verifica-se que na quinta de manhã todos os pontos de medição se encontram acima do nível de ruído adequado ao tipo de zona, enquanto à tarde esse cenário se inverte, com exceção do ponto B, que segue excedendo o limite máximo em todos os momentos de medição. Já no domingo, ainda em relação ao limite permitido, o cenário é similar no turno matutino e vespertino, pois nos dois momentos há 04 dos 11 pontos que apresentam nível de pressão sonora elevado, sendo de manhã as posições A, B, C e H, e de tarde as A, B, C e J. Não é ao acaso que os pontos A, B e C se configuram entre os mais ruidosos durante todo o período diurno do domingo, pois os três são os caminhos de acesso mais utilizados para a praia e para a orla, fluxo este que costuma acontecer intensamente durante o final de semana em espaços que proporcionam lazer. Contudo, também se pode inferir que por se tratar de uma zona turística esse fluxo continua acontecendo em dia útil, como identificado nas medições da quinta- feira de manhã, em que todos os pontos de medição resultaram em níveis acima dos limites máximos permitidos, principalmente pela identificação de diversas fontes sonoras de veículos pesados, como ônibus e micro-ônibus com finalidade turística e caminhões com o objetivo de descarga de produtos para restaurantes, hotéis e pousadas.

Além das zonas com alto nível de ruído já abordadas, há também as áreas menos ruidosas. Excetuando-se apenas o turno matutino da quinta-feira, em que todos os pontos indicaram valores acima de 55dB, os pontos F e G possuem os níveis de pressão sonora mais reduzidos nos outros momentos de medição, o que acontece por se tratar de locais mais segregados dos demais. Essa diferenciação decorre das dinâmicas que acontecem em ambas localidades, pois o ponto F é mais utilizado como um espaço de transição/passagem para os indivíduos - inclusive, muitos dos motoristas que passavam pela área na verdade estavam perdidos pois sempre pediam informações, ao contrário dos pedestres que já pareciam conhecer o caminho para a orla, considerando ainda que dos sete acessos ao calçadão de Ponta Negra existentes no universo de estudo, o que se dá pelo ponto F é o que se situa mais na extremidade da orla e o que menos possui infraestrutura para acesso. Ademais, no ponto G muitos usuários se apropriam de

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áreas vazias e ruas próximas para estacionar seus veículos e não permanecem no local, tornando-o ermo.

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