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Securing SSH

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Chapter 4. Hardening Your System with Tools and Services

4.3.10. Securing SSH

Durante o período de janeiro/2005 a julho/2005, sempre às segundas-feiras foi realizada observação participante (MARCONI & LAKATOS, 2002, p. 92) no Cemitério da Filosofia, no bairro do Saboó, na cidade de Santos-SP, onde está sepultada Maria Mercedes Fea, Acompanhamos as manifestações de religiosidade popular referentes à persona gem. O dia de segunda-feira foi escolhido por ser este, segundo os devotos da personagem e freqüentadores do Cemitério, dedicado à reverência às almas e, também, por ser o dia no qual a capela da campa de Maria Mercedes Fea é aberta para visitação. Desta forma, completamos um total de 30 dias (ver anexo 1) onde foram descontados os feriados quando o cemitério não abre para a visitação. No Dia de Finados apenas foram verificadas novas manifestações, quando foi encontrado grupo que pretere a canonização de Maria Fea junto à Igreja Católica.

A prática da observação participante foi importante para apresentar dados como o comportamento dos fiéis, quais os objetos deixados por estes no pagamento de promessas, e qual a freqüência de público que visita o túmulo da personagem. A pesquisadora apenas verificou as manifestações, sem qualquer tipo de interferência, o quê, conseqüentemente poderia comprometer a imparcialidade das análises, como também poderia interferir na naturalidade do comportamento dos devotos.

Também foram observadas as datas comemorativas do período (Carnaval, Páscoa, Dia das Mães) os quais podem influenciar para rituais diversificados, como algumas alterações no movimento de visitantes ao túmulo, e diversidade nos objetos deixados no Cemitério.

Em 03 de janeiro de 2005, a observação participante teve início às 8:27h, com término às 10 horas. Às segundas–feiras é realizada em uma capela no final do corredor central do Cemitério do Saboó, uma missa em homenagem aos mortos, o que se repete sempre às 8 horas. Os freqüentadores do cemitério costumam assistir à missa e depois seguem visitando o “cruzeiro”, onde ficam depositados alguns restos mortais. A pedido das pessoas encontradas durante a visitação, suas identidades não serão reveladas.

A capela de Maria Mercedes Fea é aberta ao público também às 8 horas. Havia um bom número de visitantes, cerca de 30 pessoas compareceram. Este interesse, acreditam, se deve ao fato de ser a primeira segunda- feira do ano e do mês.

Dentre estes visitantes destacaremos a presença de uma senhora cega, guiada por duas filhas. Ela acendeu velas na lateral da capela. Depois de fazer suas orações no interior da capela contou para as filhas a história da morte de Maria Fea.

Em seguida, uma outra devota entrou na capela com rosas brancas e as colocou em um recipiente próximo ao altar, o qual é destinado para este fim. Esta senhora se ajoelhou e conversou como se a personagem estivesse frente a ela. Permaneceu nesse ritual por cerca de 20 minutos deixando o local sem dar as costas para o túmulo.

Outro ritual observado foi a doação de esmolas. Dois homens e uma mulher colocaram dinheiro em uma caixa de metal fixada à parede da capela. Esses donativos são destinados a compra de material de limpeza para conservação da capela.

Todos os visitantes ao chegarem ou deixarem a campa tocavam na foto de Maria Mercedes Fea, fixada na parede do lado direito da capela, e faziam o sinal da cruz.

Além de velas, os visitantes traziam flores brancas, em sua maioria rosas, e vermelhas, as quais eram depositadas em um recipiente na entrada da capela e em seu interior. Apesar das flores apresentarem apenas estas duas colorações, não existe nenhum significado místico a respeito. Outra manifestação observada foi um defumador aceso colocado na porta da capela, porém não foi possível identificar quem o teria colocado.

Havia também novos ex-votos, que conforme conceito apontado anteriormente, eram fruto de um “contrato” místico com a personagem (MAYNARD ARAÚJO, 1967, p.17) nas prateleiras que ficam na parte de trás da capela. Eram novas maquetes de casas; material didático em uma sacola plástica da Escola Treinasse; um santinho impresso de agradecimento de presença no velório de um homem que havia falecido em 2003; e vestidos de noiva colocados no interior da capela.

No dia 10 de janeiro de 2005, nossa observação teve início às 9:30h, terminando às 10:30h. Neste dia algumas pessoas compareceram para acender velas. Havia muitas flores brancas dentro e fora da capela.

Foi observado que duas pessoas que compareceram também visitaram o túmulo em 03 de janeiro. Um homem, que deixou duas rosas vermelhas, e uma senhora que depositou dinheiro na caixa fixada à parede da capela. O procedimento de ambos foi o mesmo da segunda- feira anterior.

Havia também, no interior da capela, um ex-voto antropomorfo (uma representação de uma mão em cera); e outro que era a foto colorida de um papagaio, porém, nenhum dos dois objetos oferecidos possuíam data. No dia 17 de janeiro não houve visitação devido ao mau tempo.

Em 24 de janeiro de 2005, a atividade foi dada início às 10 horas, e prosseguiu até às 11:15h. Não houve um grande movimento de visitantes, porém, o curioso foi observar que o movimento de visitantes acontece durante toda a manhã.

Entusiasmado, um senhor contava que aquela seria a primeira visita da esposa ao túmulo de Maria Fea, e que moravam em São Paulo. Sua esposa contou que a sogra falava muito a respeito dessa personagem e a história de sua morte, mas não sabia onde, nem como era a campa da personagem. Pediu ao marido uma visita aproveitando um compromisso em Santos, no Cemitério do Saboó.

A capela estava sendo lavada com a finalidade de antecipar os cuidados de manutenção em conseqüência da proximidade do Feriado do Carnaval.

Nos dias 31 de janeiro e 07 e 14 de fevereiro não houve visitação em decorrência do feriado do Carnaval.

Em 21 de fevereiro de 2005 iniciamos a observação às 10:20h, e término às 11:20h. A capela havia sofrido uma tentativa de arrombamento em 13 de Fevereiro e as zeladoras precisaram tirar os objetos para que não fossem danificados.

Vários devotos comentavam a respeito do fato e a falta dos objetos. Como de costume, várias flores e velas foram depositadas. Os ladrões conseguiram levar as janelas de alumínio das paredes laterais e tentaram sem sucesso arrombar a porta da capela. Uma senhora comentou sobre a história da morte de Maria Fea, e outra devota esclareceu que venerava a personagem desde pequena (hoje ela tem 62 anos) e que havia deixado a grinalda da filha quando esta se casou. Uma outra senhora que se juntou ao grupo lembrou como era o túmulo antes da construção da capela. Contou também que sua mãe chegou a comparece no sepultamento de Maria Fea e, em conseqüência disto, ela visitava o túmulo desde criança.

Entre os objetos que foram deixados na capela estava um busto de Maria Fea, o qual ficava em uma redoma de vidro na frente da casa de um devoto. Este ex-voto foi levado para o Cemitério do Saboó depois do falecimento do devoto que conservava este objeto por alegar ter sido salvo da tentativa de homicídio, milagre divulgado pela imprensa e entre os devotos.

Na data de 28 de fevereiro de 2005 as atividades começaram às 10 horas, com término às 11 horas. Durante a permanência da autora apenas sete pessoas compareceram ao túmulo.

As janelas da capela já haviam sido consertadas, apresentando grades novas de alumínio. Foi observado também que novos ex- votos antropomorfos feitos de cera tinham sido depositadas no altar da capela. Também havia cadernos, e nas prateleiras na parte de trás do mausoléu foi deixada uma imagem de gesso, uma cigana.

As zeladoras da capela acreditavam que haveria um número maior de visitantes na próxima semana (07 mar.) por se tratar da primeira segunda-feira do mês, quando os devotos acreditam ser o melhor momento para apelos ou agradecimentos de graças à Maria Fea. Em 07 de março não houve visitação.

Em 14 de março de 2005 a atividades foi iniciada às 10:15h, com término às 11:15h. Uma devota pagava a promessa de ter sido atendida por Maria Fea pela proteção de seus filhos. Disse que prometeu um maço de velas para cada mês do ano e, quando não pudesse vir, a promessa deveria ser paga em dobro. Contou também que fez a promessa quando visitou o túmulo com a irmã pela primeira vez há cerca de 40 anos, quando ainda não havia a capela. Esta senhora não entra na capela porque diz que o piso seria o túmulo e, como a personagem está enterrada sob aquela área, seria um desrespeito.

Já no dia 21 de março de 2005, semana do final da Quaresma, nossa observação teve início às 10 horas, e o término às 11 horas. Havia sido deixado na porta da capela um arranjo de flores, o qual as zeladoras do túmulo acreditavam ser de um casamento. Disseram que este procedimento é comum entre as mães das noivas que oferecem arranjos e buquês em agradecimento ao casamento realizado.

Em 28 de março de 2005, a coleta de dados foi iniciada às 10:30h, com término às 11:30h, um dia depois do domingo de Páscoa. Havia vários arranjos de flores em volta da capela em conseqüência desta data. No interior da capela havia também um cartaz pedindo a colaboração dos devotos para restauro das instalações.

As zeladoras informaram que a Prefeitura Municipal de Santos dificilmente colabora com os reparos. O veleiro levou dois anos para ficar pronto (não informaram a data). Também não é permitido que usem mão-de-obra contratada por se tratar de uma campa “pública”. Comentaram ainda que existem outras dificuldades na realização de campanhas para a manutenção, como o posicionamento neutro da Igreja (alguns padres que celebram as missas na capela do Cemitério do Saboó explicam que Maria Fea não foi canonizada, ou seja, por ser não canônica a igreja não pode se posicionar) e por parte da desconfiança dos fiéis quanto ao uso do dinheiro. Os anjos que ficam na parte de cima da capela teriam as obras de restauração iniciados naquela semana, uma doação de um devoto. Acreditavam também eu teriam sucesso na próxima semana, primeira segunda- feira do mês já que muitos devotos voltariam a freqüentar o túmulo pelo final da Quaresma, época de retiro para os católicos.

No dia 04 de abril de 2005, as atividades reiniciaram às 9:10h, terminando às 10:10h. Apesar de ser a primeira segunda- feira do mês, depois do período da Quaresma, o movimento de visitantes ao túmulo foi fraco. Apenas cerca de sete devotos compareceram para prestar

homenagens. Nenhum novo ex-voto foi deixado na capela e continuava a campanha para restauração. Neste período havia falecido o Papa João Paulo II, em 02 de Abril.

Em 11 de abril de 2005, nossa observação teve início às 9:10h, com término às 10:10h. Alguns devotos compareceram à capela para pagamento de promessas. Uma senhora levou a maquete de uma casa, ex- voto de valor, em agradecimento à Maria Fea pela aquisição deste bem. Um senhor depositou uma fita de tecido branco com a medida de sua altura (ex-voto simples). A fita tinha também uma foto do devoto na ponta e estava escrito que ele desejava uma oportunidade de emprego como advogado, sua profissão.

Os devotos informaram que foram ao Cemitério do Saboó à convite de um amigo, e a senhora que levou a maquete da casa estava pagando a promessa do marido.

A zeladora do túmulo explicou que um dos visitantes do grupo seria uma espécie de líder espiritual que atuava em São Paulo e que já havia estado outras vezes com vários devotos.

Em 18 de abril de 2005, as atividades tiveram início às 9:10h, término às 10:10h. Poucas pessoas compareceram à capela. Uma das devotas, moradora do bairro do Saboó, dizia que há anos visitava o Cemitério às segundas-feiras, em especial o túmulo de Maria Fea. Esta senhora e uma das zeladoras da capela conversavam a respeito do preconceito com relação aos moradores de bairros pobres, como o Saboó.

Chegamos ao dia 02 de maio de 2005, com início da observação participante às 9h15, e término às 10h15. Entre os ex- votos deixados na capela de Maria Fea, foi encontrada uma faixa com os dizeres “Santos F.C. Campeão Brasileiro – 2004”. Acredita-se que a faixa tenha sido uma promessa feita por algum torcedor para que o tima ganhasse o campeonato.

Também foi encontrado um “Livro de Promessas”, no qual as pessoas anotam os pedidos feitos ou agradecem a graça alcançada deixando seu depoimento.

A reprodução da foto de Maria Fea foi recolocada em conseqüência das comemorações do Dia das Mães.

No dia 09 de maio de 2005, uma segunda- feira depois do Dia das Mães, as atividades foram iniciadas às 9:10h, término às 10:10h. Havia muitas flores, velas, e apesar do dia chuvoso, muitos devotos compareceram para visitação.

Como ex- voto de valor, na perspectiva de Maynard Araújo (1967, p. 17), foram deixados cinco ponchos de tricô pequenos. Segundo informações de uma das zeladoras da capela, aquelas

seriam doações de uma devota para pagamento de promessa. Esta pessoa confecciona artesanalmente os ponchos e os leva para o túmulo de Maria Fea. Depois de ficarem alguns dias lá no interior da capela, as peças são doadas para as crianças da comunidade do Saboó e outras também carentes. Esta prática acontece todos os anos.

Em 16 de maio de 2005, o horário de chegada foi 9:30h, com saída às 10:30h. Poucos devotos compareceram à capela e o Cemitério estava vazio. A campanha para restauração da capela continuava, porém com poucos adeptos.

Entre os ex-votos deixados havia um aparelho auditivo. As zeladoras comentavam a respeito da possibilidade da privatização do Cemitério do Saboó. Elas acreditam que este processo poderá deixar várias pessoas desempregadas, principalmente aquelas que trabalham informalmente na limpeza e conservação das campas. Outro aspecto apontado é o aumento no índice de roubos aos túmulos. Com relação a este ponto apresentado, a autora constatou a presença de apenas um guarda municipal no interior do cemitério.

No dia 23 de maio de 2005, a observação teve início às 9:15h, com término às 10:15h. Não houve movimento de devotos devido ao mau tempo. O dia estava frio e chuvoso. Apenas três devotos compareceram ao túmulo de Maria Fea. As zeladoras alegaram que em dias como esse, o movimento é fraco.

Em 30 de maio de 2005, o início das atividades foi às 9:45h, término às 10:45h. Havia poucas flores, o que denunciava que o movimento de devotos havia sido fraco. As zeladoras contaram que o repórter Marcelo Barros, da produção da Rede Globo, havia entrado em contato na última segunda-feira, logo após a saída da pesquisadora. Segundo ele, o Programa Linha Direta a respeito de Maria Mercedes Fea seria apresentado em breve, e pediu segredo quanto à divulgação da data, o que cumpriram. O repórter também prometeu voltar em Novembro e, de acordo com uma das zeladoras, seria para o pagamento de promessas. A zeladora parecia muito satisfeita e afirmou que “havia formado uma amizade”. Mesmo a pedido da autora, a data da exibição não foi informada.

Em 03 de junho de 2005, a observação teve início às 9:30h, término às 10:15h. Esta data foi escolhida por ser um dia depois da exibição do programa Linha Direta Justiça que tinha como tema o Crime da Mala.

Antes de chegar à capela, a autora encontrou com uma das zeladoras que disse não ter gostado do programa. Disse que a reconstituição foi bem feita, mas achou que algumas informações estavam confusas. Outra reclamação foi o trecho do programa que mostrou o túmulo. Segundo a zeladora, as imagens mostradas teriam sido feitas há dois anos e muita coisa mudou desde então.

Chegando na capela haviam apenas três pessoas e, entre elas, uma menina de dez anos. Ela estava acompanhada da avó e pediu para conhecer o túmulo de Maria Fea depois de ter assistido ao programa Linha Direta. A avó também estaria p lanejando oferecer uma maquete de uma casa para a personagem.

Novamente na segunda- feira, 06 de junho de 2005, o horário de chegada foi às 9:50h, e saída às 10:50h. O movimento foi grande. Havia vários vasos de flores. Segundo uma das zeladoras, muitos foram deixados no final-de-semana. Vários devotos acenderam velas. Algumas pessoas também compareceram para conhecer o túmulo. Algumas perguntaram sobre qual seria a função do “livro dos milagres” deixado dentro da capela.

Uma outra zeladora quando foi questionada a respeito do Programa Linha Direta disse que gostou do programa e que acredita que muitas cenas feitas foram cortadas. Ela acredita que a Rede Globo poderá fazer uma minissérie sobre Maria Fea.

Disse também que na última segunda- feira (30 mai.) o padre que celebra as missas na capela do Cemitério do Saboó, Luis Pedro, compareceu para conhecer o túmulo de Maria Fea. Ficou pouco tempo, mas achou interessante as manifestações populares, como os ex-votos deixados no túmulo.

As próximas datas foram um recorte, período de uma semana onde foram considerados apenas os dias úteis, para medir se houve um aumento na freqüência de devotos, ou de curiosos, depois da exibição do Programa Linha Direta Justiça.

No dia 07 de junho de 2005 (terça- feira), chegada às 9:15h, saída às 10:15h. Ainda estavam no túmulo as mesmas flores deixadas no dia anterior, porém não houve movimento de visitantes.

Em 08 de junho de 2005 (quarta- feira), chegada às 9:30h, saída às 10:30h. Havia sido deixadas mais flores, principalmente na porta da capela. Foi encontrado também como ex-voto

uma representação de uma prancha de surf. Neste ex- voto estava registrado que o devoto agradecia à Maria Mercedes Fea por uma grande conquista.

No dia 09 de junho de 2005 (quinta- feira), chegada às 9:15h, e saída às 10:15h. Não houveram visitantes.

No dia 10 de junho de 2005 (sexta- feira), chegada às 10 horas, saída às 11 horas. O movimento foi fraco nesta data, porém havia mais flores deixadas nas laterais do túmulo.

Logo na chegada encontrava-se um homem idoso limpando as placas de bronze com a foto e o nome de Maria Fea na entrada da capela (esta estava fechada). Era um devoto. Depois de limpo, ele fez uma oração em silêncio e deixou o local.

Também havia uma menina que brincava com os cadernos enquanto aguardava a mãe e uma amiga limparem o túmulo vizinho ao de Maria Fea. A menina estava sentada no muro do veleiro esquerdo da capela e parecia estar bem à vontade.

Neste momento chega um devoto que deixou duas rosas amarelas na porta da capela. Fez algumas orações e, antes de acender um maço de velas no veleiro, ficou observando os ex-votos oferecidos que ficam na parte de trás da capela.

Dentro da capela foi observado também que havia sido deixado um vestido de noiva, o qual não foi visto nos últimos dias. Na porta da capela também havia uma sacola com um exemplar do Jornal Boqueirão News da semana do dia 06 de março de 2005.

É possível que durante a semana, mesmo com a capela fechada, os devotos deixem seus ex-votos. As zeladoras devem comparecer eventualmente para verificar se existem estes objetos e os guardam no interior da capela, principalmente os mais delicados, que podem deteriorar pela ação do tempo.

Novamente à segunda- feira, em 13 de junho de 2005, chegada às 9:15h, saída às 10:15h. Várias pessoas compareceram para visitação. Um vestido de noiva havia sido deixado no interior da capela pela mãe a noiva, a qual agradecia pelo casamento realizado.

Uma das zeladoras do túmulo contou também que ao chegar (o cemitério abre às 7 horas) enc ontrou um grupo de São Paulo, cerca de 08 pessoas que vieram para conhecer o túmulo. Não soube dizer, porém, se pertenciam a algum grupo religioso.

No dia 20 de junho de 2005, chegada às 9 horas, saída às 10 horas. Não houve movimento de visitantes devido à chuva durante todo o dia.

No dia 27 de junho de 2005, chegada às 9:30h, saída às 10:30h. Vários devotos compareceram para visitar o túmulo de Maria Fea (aproximadamente 25 pessoas durante o período de observação da autora). Havia flores, velas e uma tala de gesso no formato de uma perna.

Um dos devotos, levado por um amigo, comentava citando um trecho da oração que está gravada em uma placa, no topo da capela, que não valia a pena sofrer por adversidades cotidianas ou por trapaças de inimigos. Dizia ao amigo que o importante é acreditar em Deus.

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