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5.3.1.1 Gênero

Entre os 362 professores (as) de matemática investigados, constatamos a presença de 207 homens e 155 mulheres.

De acordo com a região do Estado, observamos em nossa pesquisa que 67% dos professores de matemática, lotados na Capital, zona Metropolitana e Litoral são do sexo masculino, enquanto este número diminui para 63% dos professores no Agreste, cerca de 58% na região da Mata e em média 41% dos professores no Sertão. Através destes dados comprovamos a predominância do sexo feminino no exercício da docência em matemática apenas no sertão pernambucano.

5.3.1.2 Formação acadêmica

Através da aplicação dos questionários, constatamos que a maior parte dos professores de matemática possui pós-graduação lato-sensu, salientando que apenas dois sujeitos (um do sexo masculino e um do sexo feminino) possuem o nível stricto sensu. Constatamos que, embora, o sexo masculino seja predominante nas regiões do Estado, com exceção do Sertão, este fato não corresponde ao nível de titulação. O grupo feminino possui maior grau de titulação que o grupo masculino.

A zona da Mata do Estado concentra o maior número de docentes com pós- graduação lato-sensu, com cerca de 80% de seus professores com esta titulação e a região do Agreste, o menor, na ordem de 66% de seus professores formados neste nível entre as demais regiões do Estado. Na zona da Mata, a diferença é mínima, comparando-se o número de titulação do grupo feminino em relação ao masculino, apresentando-se como a região mais equilibrada em relação a gênero-titulação dos professores de matemática.

Porém, a diferença registrada entre os professores do sexo feminino e masculino que possui pós-graduação lato-sensu na região Agreste é em número de 33% favorável ao sexo feminino. Fato semelhante ocorre, sobre uma diferença de 18% nas regiões da Capital, zona Metropolitana e Litoral e de 12% favorável ao grupo feminino na região do Sertão.

Grosso modo, podemos afirmar que a maior parte dos professores de matemática da rede estadual possui pós-graduação lato-sensu em sua área de atuação; fato constante em todas as regiões do estado de Pernambuco.

5.3.1.3 Tempo de serviço e situação funcional

Dentro do nosso campo de investigação, observamos que a maior parte dos professores que compareceram aos encontros de formação continuada promovidos pela Secretaria Estadual de Educação possuía menos de 10 (dez) anos no exercício da docência.

Este grupo corresponde a 43% do número de docentes que efetivaram sua presença nos encontros de formação. Os professores acima de 10 (dez) anos corresponderam na ordem de 31% do total de participantes e a menor parte dos professores presentes refere-se àqueles com mais de 20 (vinte) anos. No quadro a seguir, podemos observar como esta distribuição ocorre em relação a diferentes regiões do nosso Estado:

Quadro 7 - Tempo de serviço dos professores de matemática na rede estadual

Tempo de serviço Mata Agreste Sertão Capital total Menos de 10 anos 24 32 41 59 156 Entre 10 e 19 anos 17 19 36 42 114

Mais de 20 anos 18 11 28 35 92

Total 59 62 105 136 362

Conforme dados apresentados no Quadro 7, observamos que a maior parte dos professores de matemática, presente nos encontros de formação da rede estadual de ensino – campo de nossa investigação – possui menos de 10 anos na profissão. Com destaque para a concentração de professores com este tempo de serviço, na região da Capital, zona Metropolitana e Litoral e a menor concentração deste tempo na região da Mata. Esta última região apresenta quase uma equidade entre o número de docentes que atuam no intervalo de 10 a 19 anos e aqueles que atuam a mais de 20 anos na profissão.

Os professores com mais de 20 anos na profissão apresentam-se em menor quantidade. Sobretudo, na região Agreste que apresenta em torno de 18% dos seus professores investigados com este perfil.

Ressaltamos que 12% dos professores investigados afirmaram ser contratados temporariamente, embora a formação fosse destinada apenas para professores efetivos. No limite da amostra realizada, podemos deduzir que este quantitativo se refere à escassez de professores “efetivos” em matemática na rede regular de ensino nas escolas estaduais.

5.3.1.4 Instituições de atuação profissional

A maior parte dos professores de matemática investigados na rede estadual de ensino afirmaram possuir mais de um emprego. Cerca de 67% dos professores investigados apontaram trabalhar concomitantemente, na rede estadual e municipal, ou na rede estadual e privada. Alguns possuem dois empregos na própria rede estadual e outros chegam a trabalhar nas três redes apresentadas.

Os professores de matemática, que atuam em mais de uma rede de ensino, correspondem à marca de 41% daqueles que afirmaram possuir “menos de 10 anos na profissão docente”, e diminui para cerca de 33% dos professores com o tempo de exercício profissional entre “10 a 19 anos” e os demais, em menor quantidade, entre aqueles que possuem mais de 20 anos em serviço.

De forma geral, constatamos que apenas 30% dos professores de matemática da rede estadual trabalham apenas neste setor com um único vínculo empregatício. Dos professores investigados com dois empregos, podemos observar no quadro abaixo a esfera administrativa em que se dividem por regiões do estado de Pernambuco:

Quadro 8 - Número de empregos e instituições de atuação

Redes de ensino / Regiões

Mata Agreste Sertão Capital Nº de Professores Estadual (um emprego) 17 21 36 36 110 Estadual (dois empregos) 13 13 24 48 98

Estadual e municipal 20 15 40 30 105

Estadual e particular 5 9 4 21 39

Três redes 4 4 1 1 10

Total 59 62 105 136 362

Através do Quadro 8 podemos observar que cerca de 29% dos professores de matemática investigados trabalham na rede estadual e municipal, cerca de 11%

dos professores trabalham na rede estadual e particular e aproximadamente 3% dos professores da rede estadual, trabalham concomitantemente, também nas redes municipal e privada.

Destacamos o acúmulo de emprego nas redes estadual e municipal na região do Sertão com aproximadamente 38% de seus professores de matemática atuando nestas duas redes. Na região da Mata estas redes correspondem à marca de 34% da empregabilidade dos professores. Enquanto no Agreste, em torno de 24% dos investigados. Observamos com o menor número de acúmulo de emprego nestas redes o grupo de professores da Capital, zona Metropolitana e Litoral com apenas 22% do total de seus professores de matemática.

Quanto ao acúmulo de emprego nas redes estadual e privada, verificou-se que 29% dos professores da Capital, zona Metropolitana e Litoral investigados atuam nestas redes, destacando-se das demais regiões do Estado. Este percentual corresponde a apenas 15% dos professores de matemática na região Agreste, cerca de 8% destes na zona da Mata e cerca de 4% no Sertão.

Constatamos que a maior parte dos professores de matemática que possui dois empregos na rede estadual de ensino, estão lotados na Capital, zona Metropolitana e Litoral. É possível indicar pela amostra realizada nesta região, que 35% destes professores de matemática têm a rede estadual de ensino sua principal área de atuação profissional. Este fato ocorre no Sertão, em torno de 23% dos professores de matemática; enquanto na zona da Mata e Agreste por volta de 21% dos professores desta disciplina.

Entre as demais regiões investigadas, o Agreste apresenta-se como a que possui o maior número de professores com apenas um emprego na rede estadual.

De forma geral, a maior parte dos professores que possui dois empregos trabalha nas redes “estadual e municipal” e estão há menos de dez anos no exercício da profissão. Constatamos que 29% dos professores investigados trabalham nestas duas redes, sobretudo na região do Sertão.

Quanto ao gênero predominante entre os professores de matemática em virtude da quantidade de empregos que possuem e as redes em que atuam, poderemos observar no quadro a seguir um detalhamento a partir das regiões geográficas em que se subdivide o estado de Pernambuco:

Quadro 9 - Número de empregos e instituições de atuação por gênero e região - PE

Mata Agreste Sertão Capital Total

Redes de ensino/ Regiões m f m f m f m f m f Total Estadual (um) 6 11 15 6 12 24 18 18 51 59 110 Estadual (dois) 9 4 8 5 11 13 34 14 62 36 98 Estadual e municipal 11 9 10 5 18 22 20 10 59 46 105 Estadual e particular 4 1 3 6 2 2 19 2 28 11 39 Três redes 4 0 3 1 0 1 0 1 7 3 10 Total 25 25 31 23 32 62 57 45 207 155 362 Observação: m-masculino e f - feminino

Mediante o Quadro 9, constatamos que o maior número de professores de matemática com apenas um emprego na rede estadual de ensino, são do sexo feminino e se concentram em maior parte na região do Sertão. Nesta mesma rede, aqueles que atuam em dois vínculos empregatícios são do sexo masculino e se concentram em maior parte no grupo de professores localizados na Capital, zona Metropolitana e Litoral.

De forma geral, os professores do sexo masculino localizados na Capital, zona Metropolitana e Litoral se destacam também em maior número no acúmulo de vínculos nas redes “estadual e municipal”; assim como nas redes “estadual e particular” de ensino. Entretanto, a predominância dos professores que trabalham em três redes de ensino, no grupo do sexo masculino, ocorreu em destaque na zona da Mata e Agreste.