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La séparation difficile : entre le modèle européen et le modèle brésilien

Iracema : l’amour à tout pr

1- La séparation difficile : entre le modèle européen et le modèle brésilien

A composição bromatológica, as contagens microbianas e o teor de MS da forragem fresca estão apresentados na Tabela 2. O teor de matéria seca da planta fresca foi em média de

40,3% da MV, que é próximo ao limite máximo para produção de silagem de milho sem comprometer a fermentação (KUNG e SHAVER, 2000). O teor de MS é uma das principais variáveis avaliadas antes da ensilagem. Dessa forma, buscou-se no momento do corte da planta otimizar os ganhos em produção de MS e teor de amido digestível, com minimização das perdas durante a fermentação. No entanto, Pinto et al. (2010); Zopollatto; Daniel e Nussio (2009); apresentam teores de MS em torno de 33 a 38%, como mais frequentes.

A composição bromatológica da forragem fresca (Tabela 2) esteve condizente com o teor de MS e apresentou concentração adequada de componentes fibra, com média de FDN de 44,6% da MS e proteína bruta de 6,8% da MS, semelhante aos teores observados por Young et al. (2012) e Nishino et al. (2004). A concentração média de amido de 25,2% da MS foi relativamente elevada para as condições tropicais, mas condizente com o teor de MS, indicando colheita em estágio mais avançado de maturidade, possibilitando aumentos de aproximadamente 6 unidades percentuais no teor de amido quando comparada a média de 19% da MS de amido no momento da ensilagem, quando a forragem apresentou média de 33.3% de MS (SÁ NETO, 2012).

O teor de CSE da forragem fresca foi em média 4,72% da MS, e pode ser considerado abaixo do esperado. No entanto, valor semelhante foi verificado por Kang et al. (2009), que encontraram teores de CSE de 5,23% da MS para planta fresca de milho com 40% de MS. Já Sanderson (1993) verificou teores médios de 10% da MS para forragem fresca colhida com 32% de MS. Conforme Nussio; Simas e Lima (2000), o teor de CSE pode estar correlacionado com o teor de MS da planta, portanto, a baixa concentração de CSE verificado no atual experimento poderia ser parcialmente explicado pelo expressivo dreno metabólico representado pela espiga durante o enchimento de grãos. Conforme Fairey e Daynard (1978) as folhas localizadas na porção superior da espiga de milho, realizam o processo de translocação dos nutrientes para os grãos, enquanto que as folhas mais a baixo da espiga realizam esse mesmo processo, porém, os nutrientes seguem para o crescimento radicular da planta de milho. Os carboidratos solúveis são utilizados como substrato pelos microrganismos para a produção do ácido lático, e garantem a conservação adequada da forragem ao longo do armazenamento.

O teor de NH3-N e proteína solúvel da planta fresca foi de 0,53% do N-total e 17,6% da

PB respectivamente. O teor de prolamina foi de 2,3% da MS para a forragem fresca. São escassos os dados avaliando esse componente na silagem de planta inteira de milho. Até o

momento, somente Giuberti, Gallo e Masoero (2012) reportaram valores 1,2% da MS de prolamina para silagem de milho.

A degradabilidade in situ da MS e do FDN da planta fresca de milho após 24 e 48 horas de incubação apresentou valores de 28,9 e 48,4% da MS, 33,3 e 50,2% do FDN respectivamente. Os baixos valores de degradabilidade da fração fibra encontrados no atual experimento quando comparados a digestibilidade in vitro de aproximadamente 53% do FDN para a planta de milho fresca colhida com 41% de MS, Der Bedrosian; Nestor e Kung (2012) e a digestibilidade in vitro de 67,4% do FDN para a planta de milho fresca colhida com 29% de MS Sanderson (1993), deve-se em parte, ao método adotado no presente estudo, pois a colheita das plantas foi realizada com forrageira sem processador de grãos e o material foi incubado sem moagem, na forma in natura. A mesma justificativa se aplica aos valores de degradabilidade in situ do amido da planta fresca de milho após 24 e 48 horas de incubação, a qual apresentou valores de degradabilidade de 41,6 e 56,4% do amido, respectivamente. Der Bedrosian; Nestor e Kung (2012) verificaram digestibilidade in vitro do amido de aproximadamente 65,4% do amido para forragens frescas, ensiladas com 41,0% de MS, valor semelhante foi observado por Young et al., (2012) que encontraram digestibilidade in vitro de 66,3% do amido para a forragem fresca ensilada com 36,8% de MS.

As contagens de Bal, Lev e Fung na planta fresca estão apresentadas na Tabela 2, e apresentaram contagem média de 7,7, 6,7 e 6,3 ufc/g de forragem fresca, respectivamente. As BAL são microrganismos importantes para a produção de ácido lático, responsável pela acidificação do meio, sua presença e multiplicação é desejável principalmente nas primeiras horas do processo de fermentação, minimizando as perdas de MS, e os ácidos com ação marcante no controle do desenvolvimento de Lev e Fung durante a armazenagem. De forma semelhante ao atual experimento, Young et al. (2012) encontraram contagens de 8,89, 7,40 e 6,39 ufc/g de forragem fresca para os microrganismos Bal, Lev e Fungo respectivamente. No entanto, Nishino et al. (2004) verificaram contagens menores, com valores de 5,64 e 5,52 ufc/g de forragem fresca para os microrganismo Bal e Lev respectivamente, quando comparado ao atual experimento. Contagens maiores ou menores de microrganismos na forragem fresca poderão auxiliar na compreensão dos resultados que serão apresentados no decorrer desse trabalho, de forma especial, nos resultados de estabilidade aeróbia.

O tamanho médio de partículas (TMP) na ensilagem foi aproximadamente 11,5 mm e favoreceu ao processo de compactação e a fermentação anaeróbia. McDonald, Henderson e Heron, (1991) comentam que TMP inferior a 20-30 mm, favorece o extravasamento de carboidratos solúveis na silagem e por isso, maior crescimento das bactérias láticas. Na

discussão que se segue, será possível verificar as principais alterações que ocorrem em relação à prolamina, perfil microbiológico, estabilidade aeróbia e digestibilidade dos nutrientes na silagem de milho a medida que avança o tempo de armazenamento.