das Crianças, o Mapa das Presenças, o Quadro de Atividades, a Televisão e o Diário de Turma. Esta área era bastante utilizada, para o acolhimento, reuniões em conselho, leitura de histórias, ver filmes, fazer comunicações, sendo o espaço destinado à partilha de saberes.
A Área das Ciências e da Matemática foi intencionalizada, pois o grupo sentiu necessidade de colocar uma maior diversidade de materiais do seu interesse. Os materiais foram escolhidos pelo grupo e após a sua elaboração suscitaram o interesse do grupo aumentando a preferência por esta área. Assim, podiam encontrar 1 Globo, 2 Microscópios, Pinças e Tinas. Depois, da avaliação dos materiais conseguiu-se adquirir Sólidos e Figuras Geométricas, Regador, Plantas, Vasos, Boiões para Experiências, Algodão, Experiências, Registos de Experiências, Registos de Gráficos e Imagens de números, Conjuntos, de Animais e Plantas.
Na Área dos Jogos de Mesa, as crianças desenvolvem o raciocínio lógico matemático. Gostavam de realizar jogos a pares, este facto possibilitou que adquirissem e interiorizassem regras sociais resultantes das interações que estabeleciam e podiam desenvolver o sentido do número, realizar contagens e classificação de objetos e construções de relações numéricas.
Os jogos encontravam-se ao alcance das crianças e dispostos numa estante. Podiam encontrar, jogos de enfiamentos, jogos de encaixe, blocos lógicos, puzzles, dominó, jogos de palavras e imagens, jogos de esponja, madeira e plástico.
Na Área da Informática encontrava-se 1 mesa, cadeiras, jogos, 1 rato, 1 teclado, 1 leitor de cd’s, e cd’s. Este espaço era utilizado maioritariamente para a realização de jogos e de atividades, sendo que a nossa intervenção foi direcionada para uma maior exploração do computador e de uma exploração mais ampla, como, por exemplo, a utilização do processador de texto para a elaboração das novidades, entre outras. Consideramos importante que as TIC devem ser exploradas na sala de J.I.
A Área das Expressões era um espaço amplo, onde se encontravam diversos materiais para exploração e para a realização de atividades plásticas, que estimulavam a
78 livre expressão, a imaginação e criatividade. Nesta área as crianças podiam desenhar, pintar, modelar, picotar, recortar, colar, entre outras explorações.
As crianças encontravam nesta área diversos materiais, tintas, pincéis, massa de cores, aventais de pintura, colas, tecidos, botões, tesouras, afias, borrachas, canetas, lápis de cor, esferográficas, leitor de cd, ecopontos, cadeiras, 1 cavalete e mesas.
A Área da Casinha era bastante ampla, estava bastante bem apetrechada de materiais apelativos, o que oferecia diferentes possibilidades de fazer de conta, como, por exemplo, bonecos de vários materiais, 1 tábua de passar a ferro, 1 ferro, mobiliário e equipamento adequado ao tamanho das crianças (cama, entre outros). A estimulação nesta área por vezes era condicionada devido à especificada do espaço.
A Área das Construções favorecia a socialização e a cooperação, proporcionava e dava continuidade ao jogo simbólico, construções e reconstruções imaginárias.
A Área da Garagem também proporcionava a representação do faz de conta, de imitação de situações do real, proporcionando importantes. Nesta área constam carros de diversos tamanhos, 1 pista desenhada e bonecos de plástico.
A Área da Escolinha era promotora de saberes relacionados com a linguagem, permite o contacto com a escrita que é sobretudo proporcionado às crianças através dos livros que suscitavam o desejo de aprender a ler. Nesta área podiam encontrar: tapete, almofadas, máquina de escrever; computador, livros com diversos conteúdos, revistas, fantoches, coleções testemunho, números e conjuntos em cartões, quadro de ardósia e giz.
A Área de higiene é o espaço reservado à satisfação de necessidades fisiológicas. Esta encontrava-se a seguir à área de pintura e as crianças podiam usufruir de materiais de higiene.
1.2.1- Perfil de Utilização de Uso do MEM
O Perfil de Utilização de Uso do MEM é um instrumento que consideramos ser essencial para uma boa prática, por isso o profissional deve investigar através do mesmo a sua prática pedagógica com vista a melhor a sua ação.
79 Este instrumento avalia a prática do modelo nas salas de J.I e o desenvolvimento do currículo. Avalia a utilização da implementação do MEM, mas também oferece sugestões para uma boa implementação do mesmo. É constituído por 1 grelha com 6 categorias que englobam os princípios de utilização do MEM, nomeadamente os espaços. A grelha é constituída por várias componentes onde engloba seis itens com pontos, que correspondem aos princípios do MEM, onde se destaca a caracterização de alguns espaços. Está subdividida em itens, cada um está estruturado por tópicos que contêm indicadores e foi preenchida através de três recolhas com o objetivo de avaliar a nossa prática durante a implementação do MEM na sala e servir como meio de autoformação e reflexão sobre a ação e perceber se conseguíamos defender e assumir o nosso trabalho tendo em conta o mesmo. Como referimos anteriormente reforça-se a ideia de que a investigação constitui um método bastante importante para evoluir na prática.
Sendo a dimensão investigativa importante e essencial para uma boa prática, depois da análise de dados percebemos que podíamos melhorar, a realização de atividades na Área das Ciências e da Matemática. Assim, foram planeadas ações na área, inclusive a colocação de novos materiais estimulantes e algumas atividades de estimulação. O tempo de intervenção não permitiu um trabalho aprofundado da nossa parte, mas o grupo passou a procurar e a permanecer na área com o interesse de aprender mais sobre os materiais que se encontravam. Por outro lado, podíamos ter estimulado a área com materiais que se encontravam com base nalguns pressupostos sem dialogar com as crianças, mas esta prática podia não despertar interesse nem motivação para a escolha da área.
No item Cenário Educativo, consideramos importante a utilização com maior frequência da área da escolinha (biblioteca), da escrita, da dramatização e das ciências. No grupo não observámos qualquer constrangimento quando ocorria a palavra escola, pois eram as crianças que referiam “vou para a escola!”.
80