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Rappel du principe de la m´ ethode EMIR

3.4 Caract´ erisation d’´ echantillon de mat´ eriaux di´ electriques par m´ ethode EMIR

3.4.2 Rappel du principe de la m´ ethode EMIR

No gráfico abaixo, apresento o percentual de horas de atividades destinadas à área de literatura, para que se possa visualizar a realidade dos currículos de cada universidade pesquisada. Lembro que os dados devem ser lidos juntamente com as especificidades de cada instituição, já detalhadas anteriormente.

GRÁFICO 1

Observando o Gráfico 1, com percentual específico de horas destinadas à área literária, obtivemos o seguinte resultado: a UFSJ com 25, 71% de sua carga horária ligada à Literatura; a UFV, com 25, 23%; a UFJF, com 23,40%; a UFMG, com 18,95%; a UFOP, com 16, 49%; a UFU, com 16, 38% e a UFTM, com 16,22%, lembrando que esta instituição possui habilitação dupla, Português/Inglês e que aqui foram computadas as disciplinas de Literatura

em Língua Inglesa e de Literatura em Língua Espanhola. Ressalto também que a UFJF tem seu currículo organizado por ênfases e que optei por analisar aquele que realçava a literatura na formação do aluno.

A Tabela 2 mostra o percentual médio dos números apresentados no Gráfico I.

Estatísticas descritivas de horas dedicadas à Literatura

Percentual médio de horas 20%

Desvio Padrão 5%

Valor Mínimo 16,22%

Valor Máximo 25,71%

TABELA 2

O percentual médio de horas destinadas à Literatura nos cursos pesquisados é em torno de 20%, havendo um desvio de 5% nesse resultado encontrado, sendo, portanto, o valor mínimo dedicado à Literatura igual a 16,22% e o valor máximo igual a 25,71%.

O Gráfico II apresenta os resultados encontrados em relação às disciplinas que possuem a interface entre Literatura e Educação, tais como as disciplinas de Prática de Ensino de Literatura, Estágio Curricular Supervisionado em Literatura, Metodologia de Ensino de Literatura, Planejamento e Orientação de Prática de Ensino em Literatura. Observemos:

GRÁFICO 2

Em relação às disciplinas pedagógicas ligadas à literatura, ou seja, disciplinas com o objetivo principal de formar o futuro professor de Literatura, os resultados obtidos podem ser

0% 0% 0% 1% 9% 7% 0% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9%

UFMG UFOP UFSJ UFTM UFU UFV UFJF

Universidades

Percentual de Horas em Disciplinas Específicas de Literatura (Pedagógicas)

descritos da seguinte forma: a UFU, com 9% de sua carga horária destinada a essa formação; a UFV, com 7% de sua carga horária destinada à literatura e ensino; a UFTM, com 1% de suas disciplinas voltadas para o preparo específico do professor de Literatura. As demais instituições não possuem disciplinas com essa finalidade, em caráter obrigatório. Algumas ações são realizadas, como oficinas (na UFSJ) e o oferecimento de disciplina optativa (na UFMG). Não há, porém, uma continuidade dessas iniciativas, deixando a desejar quanto ao caráter permanente e sistemático que deve possuir o preparo do futuro professor de Literatura.

Sobre a existência ou não de disciplinas voltadas para o estudo da Literatura Infantil e Juvenil nos currículos das universidades selecionadas obtive várias respostas. A UFTM oferece essa disciplina em caráter obrigatório, no 6º período do Curso. A UFU oferece, no 4º período, dois módulos: o módulo 2: Teoria da Poesia, Teoria da Narrativa e o módulo 3: Literatura Infanto- Juvenil. O aluno pode optar por um dos módulos. A UFSJ oferece a disciplina em caráter de oficina, não tendo uma regularidade na oferta da mesma. As demais instituições não contemplam Literatura Infantil e Juvenil em suas matrizes curriculares. Tratando desse assunto com a Coordenadora do Curso de Letras da UFJF, cujo pseudônimo é Lucíola, assim ela se pronunciou: “O mercado editorial infantil e juvenil tem crescido muito e não há uma reflexão sobre isso nos cursos de Licenciatura em Letras”. Chamou-me também à atenção a fala da Coordenadora do Curso de Letras da UFMG a esse respeito:

Está faltando orientar o aluno do ponto de vista metodológico - como que ele vai fazer para trabalhar a literatura na sala de aula, o que ele pode escolher... Eu percebo isso aqui, na UFMG, e de uma forma geral, porque tenho filhos pequenos na escola, de oito e dez anos, e eu fico vendo que faltam livros de literatura interessantes na formação deles. Falta um pouco de orientação por parte dos professores deles. Temos tanta coisa boa na Literatura Brasileira, uma série de produções e eles ficam dando uma tal de “Bruxa Onilda”. (Fala da professora Cecília)

A professora referia-se à ausência de autores considerados clássicos da Literatura Infantil na formação dos próprios filhos. Ela afirmou que suas crianças quase não leem Monteiro Lobato, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles... A escola acaba privilegiando obras da cultura de massa, como é o caso da bruxa Onilda, uma das personagens do desenho animado infantil chamado As Trigêmeas. Inicialmente, o programa era exibido no Brasil em um canal de TV a cabo, o Cartton Network, mas, atualmente, esse programa é transmitido pela TV aberta. Essa produção infantil sempre narra as aventuras de Ana, Teresa e Helena, três irmãs gêmeas que são aterrorizadas pela bruxa Onilda. As Trigêmeas também têm suas

histórias contadas em livros, e existem vários episódios narrados, sendo tais obras muito vendidas no Brasil.

Cotejando os resultados alcançados no que tange à literatura para crianças e jovens na formação de alunos de Letras com a fala das duas professoras, percebi que há uma lacuna, uma ausência de discussões importantes a esse respeito nos cursos de Licenciatura em Letras. Conhecimentos atualizados sobre o que já se produziu e se produz no Brasil em torno da Literatura Infantil e Juvenil seriam de extrema validade para os graduados em Letras, uma vez que lecionarão não só no Ensino Médio, mas também no Ensino Fundamental.

Comentando os novos rumos apontados pela LDB e explicitados pelos PCN, Faria (1999, p. 9) afirma que:

[...]a literatura pode [a partir da nova legislação e dos Parâmetros Curriculares

Nacionais] ocupar um lugar primordial na formação escolar. É necessário, porém,

que seu estudo não se feche unicamente na literatura erudita, mas se abra, sem preconceitos elitistas, para outras manifestações literárias, como a literatura para crianças e jovens[...].

Da mesma maneira que não se pode conhecer um país, analisando seu mapa, ou conversando apenas com um nativo, não é possível que nos aproximemos de realidade tão complexa como o objeto em estudo nesta tese, sem lançar mão de outros elementos. Na próxima seção, aprofundo, assim, as análises das entrevistas, apresentando as concepções dos professores sobre ensino de Literatura na Educação Superior, com o objetivo de dar voz aos sujeitos pesquisados. Essa discussão se dará através do confronto desses discursos com os planos de ensino e os demais documentos selecionados para análise.

4 – A PESQUISA DE CAMPO II: AS ENTREVISTAS