1.3 Les régulateurs du trafic membranaire
1.3.2 RAB21
1.3.2.4 Rôle de RAB21 dans des pathologies
De acordo com os depoimentos, para trabalhar com classes heterogêneas, numerosas e conseguir tornar o ensino significativo e eficiente, o professor deve possuir uma boa formação acadêmica, geralmente ter experiência em escolas regulares e mostrar resultados positivos de seu trabalho na instituição. A maior dificuldade, segundo todos os entrevistados das escolas particulares, é encontrar docentes com esse perfil, pois, segundo
eles, na maioria das vezes os professores de inglês têm conhecimento do idioma e de teorias, mas não conseguem integrar o ensino de inglês à filosofia e ao projeto pedagógico da escola. Para eles, faltam docentes que além de serem bons professores de inglês, tenham perfil de educadores.
O diploma de licenciatura em inglês é uma exigência legal. Assim, todos os professores de inglês das escolas pesquisadas possuem a licenciatura plena em língua inglesa. É interessante notar que, de acordo com os depoimentos de Einstein, Coliseu, Bem-Te-Vi, e São Judas a maioria dos professores trabalhando nessas escolas é egressa da UFMG. No entanto, o diploma da UFMG não é um pré-requisito para a entrada nas escolas, que procuram professores com experiência em escolas regulares.
Na escola Bem-Te-Vi, a diretora diz não selecionar professores de uma faculdade específica, mas geralmente os professores formados pela UFMG e pela PUC possuem melhor formação. Entretanto, existem fatores que determinam a seleção desse professor que vão além da instituição em que fizeram o curso de Letras.
Por ter o ensino de inglês terceirizado, a escola Minas Gerais delega a seleção dos professores ao curso de idiomas responsável pelas aulas de inglês dos alunos. A diretora diz praticamente não ter contato com os professores de inglês que ministram as aulas na escola. Sua relação é basicamente com uma supervisora do curso, responsável pelo grupo de professores selecionados para lecionar na escola Minas Gerais. A escolha desses professores é feita pelo curso de idiomas e, portanto, a diretora não sabe se eles possuem licenciatura, se atuam em outras escolas, ou qual a experiência profissional deles.
Na Einstein, o professor é constantemente avaliado pelo seu desempenho nas aulas, não somente em termos de proficiência na língua, como em sua condução e preparação das aulas e também pelo desempenho dos alunos. O professor é avaliado mensalmente pelo coordenador da área e semestralmente pelos alunos, pelo coordenador da área e pelo coordenador geral. Segundo o coordenador geral, o objetivo das avaliações é fazer com que os professores desenvolvam o trabalho dentro dos objetivos propostos e de acordo com a proposta pedagógica da instituição. Assim, de acordo com ele, a escola consegue manter uma linha no ensino de inglês que tem apresentado resultados positivos. Além disso, segundo o coordenador, as avaliações também podem ser consideradas um dos motivos para a baixa rotatividade dos professores, já que eles sabem exatamente como
seu trabalho está sendo visto e podem corrigi-lo caso necessário, e para o alto padrão do trabalho pedagógico da escola.
Segundo o coordenador, a escola não leva em consideração diplomas de proficiência, ou mesmo se o professor formou-se me Letras em uma determinada faculdade. De acordo com seu depoimento, o importante para a escola é que o professor saiba dar uma boa aula e desenvolver um curso de qualidade na disciplina que ministra, o que é acompanhado de perto pela coordenação por meio das avaliações.
Na escola Coliseu, a coordenadora diz enfrentar dificuldades para encontrar um professor que tenha o perfil considerado ideal pela escola. Um dos motivos apontados pela coordenadora é a baixa carga horária da disciplina, que possui apenas uma aula semanal. Além de dificultar o desenvolvimento de um trabalho significativo do ensino de inglês, isso também significa um baixo salário para o professor, pois ele vai até a escola para dar poucas aulas. Além disso, a coordenadora acredita ser difícil encontrar profissionais que consigam lecionar o idioma de maneira a transcender a questão meramente linguística da aprendizagem de uma língua. Para ela, o ideal seria que o profissional conseguisse abordar a cultura, a literatura, o papel daquele idioma no mundo.
E a ideia que a gente tinha na escola, da língua estrangeira, era estudar a língua estrangeira... escutar... por exemplo, no caso do espanhol, por exemplo, estudar um pouco do que é a cultura espanhola... Não ficar simplesmente na... na linguagem. Ser mais do que isso. E durante um período a gente conseguiu estabelecer, porque tinha professores que davam conta de fazer esse tipo de trabalho. Você dar conta de um professor de inglês que consiga desenvolver um trabalho assim, é muito raro, muito raro. Eu acho que as próprias faculdades, eles formam profissionais para trabalharem de uma outra forma e não essa. (Coordenadora do Coliseu)
É interessante notar que o depoimento da coordenadora do Coliseu foi o único que abordou a aprendizagem do inglês para além do caráter instrumental do idioma. Sua fala remete à ideia do conhecimento de uma LE como uma forma de aquisição de valores culturais legitimados e distintivos, como literatura, história e conhecimentos gerais, temas citados pela coordenadora. Esses valores não aparecem quando a ideia que se tem da aprendizagem do idioma se limita ao conhecimento meramente linguístico e instrumental da LE. Entretanto, de acordo com ela, professores com experiência somente em escolas de idiomas enfrentam dificuldade em desenvolver um trabalho desse tipo, pois geralmente não há nesses espaços a preocupação com a formação geral e com temas relacionados a cultura. No entanto, segundo ela, é nas escolas de idiomas onde se encontram mais postos
de trabalho. Assim, para a coordenadora, o perfil dos profissionais vai, gradualmente, se adequando ao que as escolas de idiomas buscam, que, em geral, está relacionado quase que exclusivamente ao desenvolvimento da competência linguística.
Os professores passam por uma seleção rigorosa em Bem-Te-Vi. Para a diretora, o domínio da língua inglesa é essencial para o professor, já que os jovens atualmente têm maior acesso ao uso do idioma por meio da internet, redes sociais, TV a cabo e mesmo viagens ao exterior e são exigentes em relação até mesmo à pronúncia do professor. Ao ser perguntada se diplomas de proficiência e experiência no exterior eram levados em consideração para a contratação, a diretora disse que sim:
Sim. O (fala no nome do professor) mesmo morou anos... Lá fora... deu aula... não é? A (nome da professora) não morou, mas ela foi, já fez curso, sempre férias ela está indo... não é? A gente tem aqui professores... é... quase todos os professores do fundamental II com mestrado, alguns já iniciando o doutorado... Então, a equipe, ela é bem formada. (Diretora da escola Bem-Te-Vi)
Além da competência linguística, os professores precisam demonstrar conhecimento do mundo escolar e experiência de trabalho em escolas regulares. A diretora diz ser difícil encontrar docentes com esse perfil, mas a partir do momento que alguém é selecionado, geralmente fica muito tempo na escola.
A informação sobre o perfil do professor de Minas Gerais foi obtida com a coordenadora do curso de idiomas prestador do serviço. Ela foi entrevistada para a composição do item sobre escolas de idiomas. De acordo com seu depoimento, todos os professores enviados para as escolas regulares que contratam os serviços do curso de idioma são fluentes em inglês, possuem licenciatura plena no idioma e a maioria é formada pela UFMG.
Segundo a diretora da São Judas, a escola tem uma proposta de ensino muito distinta daquela estabelecida pelos cursos de idiomas e, por isso, os professores contratados pela escola devem, em primeiro lugar, comprovar experiência em escola regular. Para ela, para a formação humana e integral do estudante de São Judas, é necessário um professor que tenha formação mais abrangente que o idioma que leciona.
É interessante ressaltar que a diretora diz ter muitos ex-alunos no quadro de professores de São Judas. De acordo com ela, muitos ex-alunos voltam para a escola para fazer estágio de graduação (de cursos de licenciatura) e alguns acabam contratados pelo
colégio. Segundo a diretora, os alunos têm uma boa experiência na instituição e desenvolvem um gosto pela educação, o que pode explicar a opção que fazem pela docência.
Vale observar que em nenhuma das escolas pesquisadas os professores possuem carga horária integral. Por isso, com exceção de duas professoras que trabalham somente meio período na escola São Judas, de acordo com o depoimento de todos os diretores e coordenadores, os professores de língua inglesa trabalham, no mínimo, em duas escolas distintas. Isso pode indicar uma dificuldade no trabalho do professor de inglês da rede particular, pois ele precisa sempre trabalhar em mais de uma instituição para conseguir uma carga horária que lhe garanta um rendimento que ele considere suficiente.